O Ministério da Saúde preconiza o uso de um Instrumento para a realização da Consulta de Enfermagem que se encontra no manual “A Saúde de Adolescentes e Jovens”. Você pode acessar esta publicação no ambiente virtual do curso.
Pontos específi cos a serem abordados durante a consulta servem como norteadores durante o diálogo; estes pontos são descritos abaixo:
Vulnerabilidade: investigar comportamentos de risco, envolvimento em práticas ilícitas, condições sociais e companhias com negativa infl uência, planos futuros e relacionamento familiar.
Sexualidade e contracepção: orientar e esclarecer dúvidas relativas aos métodos disponíveis e mais recomendados à sua faixa etária, desmistifi car e tranquilizar os adolescentes quanto aos mitos relacionados à sexualidade e incentivar a adesão ao uso da camisinha (masculina e feminina).
História pregressa de doenças: Investigar casos familiares de doenças sistêmicas, hereditárias/genéticas e o uso de medicações.
Atividade física: investigar sedentarismo, atividade inadequada para a fase de desenvolvimento, frequência e regularidade.
Acuidade visual e auditiva: questionar sobre a qualidade desses dois processos e possíveis difi culdades escolares associadas.
Calendário vacinal: solicitar cartão de vacinas e investigar imunização realizada na infância e adolescência.
Alterações na pele: por ação hormonal, a pele dos adolescentes tende a fi car mais oleosa, o que favorece o
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surgimento de acne e dermatite seborreica, também comum nesta fase; ambas prejudicam a autoimagem do adolescente.
Avaliação da acuidade visual e auditiva: a avaliação da qualidade da audição e da visão é fundamental à detecção de alterações na acuidade auditiva e acuidade visual, podendo indicar disfunções que requeiram avaliação minuciosa e acompanhamento de profi ssional especializado.
Condições Gerais de higiene: atentar para a higiene do couro cabeludo, pele e unhas, observar cavidade oral e odores decorrentes do desenvolvimento das glândulas sudoríparas.
Alterações posturais: fatores comuns na adolescência em decorrência, principalmente, do estirão de crescimento, as alterações posturais - Cifose, Lordose e Escoliose - devem ser observadas. Alertar para o excesso de peso nas mochilas e a posição inadequada nas carteiras escolares.
Condições psicoemocionais: observar comportamentos sugestivos de alteração, como agressividade, nervosismo, depressão, ansiedade, hiperatividade, apatia e isolamento social. Investigar possíveis abusos sexuais, violência e negligência.
Alimentação: verifi car a qualidade da alimentação, orientando de acordo com a situação econômica do adolescente.
Estar atento a sinais e sintomas relacionados a distúrbios alimentares, como Anorexia, Bulimia e Obesidade.
Genitália: observar o desenvolvimento sexual, utilizando a tabela de Tanner, conferindo se está adequado para a idade.
Realizar o exame de mamas, atentando para a presença de ginecomastia nos meninos. Realizar exame colpocitológico nas meninas ou encaminhá-las para a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.
Existem ainda mais alguns pontos que você deve lembrar ao realizar sua consulta de enfermagem:
• Cada adolescente consultado é singular, sendo necessário adequar a abordagem do profi ssional.
• O exame físico deve ser realizado em local privativo e de preferência com a presença de outro profi ssional ou membro da família, resguardando o profi ssional de qualquer interpretação equivocada.
• Todo procedimento realizado com o adolescente deve ser explicado, não deixe o adolescente se sentir alheio ou preocupado com terminologias científi cas.
A Sistematização da Assistência de Enfermagem-SAE é uma atribuição específi ca do enfermeiro e deve fazer parte da Consulta de Enfermagem.
Você pode desenvolver a SAE baseando-se nos Diagnósticos de Enfermagem da NANDA ou na Classifi cação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva – CIPESC. Esse material se encontra disponível no ambiente virtual.
Segue abaixo um exemplo utilizado em casos de adolescentes usuários de drogas:
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Quadro 1 - Diagnóstico de Enfermagem: Uso de álcool e outras drogas
Fonte: CIPESC
Intervenções Responsável
Auxiliar nas mudanças de hábitos Enfermeiro
Comparecer diariamente a US para uso de medicamentos, controle da PA e
hidratação Usuário
Encaminhar para grupo de autoajuda Enfermeiro
Esclarecer dúvidas quanto ao uso de drogas Enfermeiro
Estabelecer relação de confi ança com o paciente Enfermeiro Identifi car rede de apoio familiar e comunitário Enfermeiro
Inscrever no programa de saúde mental Enfermeiro
Inserir o paciente em atividades recreativas e educativas da US Enfermeiro Investigar o uso de medicamentos ou outras drogas Enfermeiro
Monitorar através de visita domiciliar Enfermeiro
Orientar os prejuízos do uso de drogas para a mãe e bebê Enfermeiro Orientar sobre grupos de autoajuda: AA, ALANON Enfermeiro
Orientar sobre as crises de abstinência Enfermeiro
Realizar visita domiciliar Enfermeiro
Solicitar o comparecimento dos familiares para esclarecimentos da doença Enfermeiro
REFERÊNCIAS
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