A “Diaspoética” em Karen Tei Yamashita

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

6.6 A “Diaspoética” em Karen Tei Yamashita

A junção dos termos diáspora e poética, resultando em “diaspoética”, representa a convergência entre uma noção de diáspora, minuciosamente discutida nesta tese, e o conceito de poética, aqui empregado segundo Culler (1999). Diferentemente de Tzvetan Todorov (1981) e Shlomith Rimmon-Kenan (1983), Culler (1999) oferece uma perspectiva mais ampla para o termo, definindo poética como “a tentativa de explicar os efeitos literários através da descrição das convenções e operações de leitura que os tornam possíveis” (CULLER, 1999, p. 72). Nesta tese, a diáspora foi nossa operação de leitura que possibilitou a identificação, a análise e a discussão dos efeitos literários diaspóricos, constituintes do espaço literário de Karen Tei Yamashita.

A diaspoética não se limita a uma lista de aspectos ou regras fechados na tradição interpretativa solitária da literatura como literatura, mas expande-se, assim como a noção de

poética de Culler (1999), a dimensões extraliterárias, articuladas na produção de sentido. A diaspoética foi nossa estratégia teórico-interpretativa aberta, em movimento e em dispersão, acolhendo, aqui e ali, as especificidades do discurso literário de Yamashita em detrimento de pressupostos fixos ou pré-programados. A diaspoética foi, enfim, a fusão entre o texto, o paratexto e o contexto, incluindo o hibridismo linguístico.

Nessas considerações finais, ratificamos que o espaço literário de Karen Tei Yamashita pôde ser interpretado em termos de uma diaspoética devido a suas características diaspóricas: elas possibilitaram a harmonização de narrativas de diásporas a procedimentos textuais, a elementos paratextuais, ao sistema de perspectivas múltiplas e ao uso de línguas diferentes, todos caracterizados como diaspóricos. Esses aspectos nos permitiram ressignificar a obra, revelando novos sentidos diversificados que se disseminaram, bem ao estilo diaspórico, para além do texto convencional, combinando o literário e o não-literário.

Observamos ainda que, por meio da diaspoética, foi possível detectar, em Yamashita, um estilo narrativo fragmentado, disperso e híbrido, isto é, diaspórico. É um estilo que traz influências de tradição asiático-americana, a “terra natal literária” da autora, o berço em que sua literatura nasce, para então se dispersar em gêneros, estilos e temas alternativos. Sua escrita traz, de maneira consciente ou não, marcas de uma história pessoal e familiar diaspórica, ampliada por escolhas diaspóricas de vida, que envolvem retornar à terra natal dos avós e a rediasporização para novos destinos, como o Brasil.

Destaca-se, por fim, no âmbito da diaspoética aplicada à escrita de Yamashita, a percepção de um posicionamento político de denúncia. Ao expor condições desfavoráveis de minorias na diáspora, como a japonesa no Brasil e, principalmente, a nipo-brasileira no Japão, a literatura de Yamashita também questiona, por exemplo, a brutalidade do modo de produção capitalista e o lado excludente e insensível da sociedade. Nesse sentido, a obra de Yamashita é um tipo de literatura que Culler (1999) identifica como perigosa, já que “promove o questionamento da autoridade e dos arranjos sociais” (CULLER, 1999, p. 45). Ao mesmo tempo em que destacamos a existência de tal posicionamento político, queremos deixar claro que ele não encobre o discurso literário. A rede de artefatos estéticos literários, aqui lidos à luz da diáspora, existe por si só e não se sujeita ao discurso político, mas o amplia e supera, em muitos momentos, a mensagem política, sugerindo novas percepções.

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