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A exigência de “constante atividade” e performatividade

5. MODOS DE PRODUÇÃO DISCENTE NA PGSS: DOUTORAR-SE, CONSUMIR-SE E/OU

5.2 A exigência de “constante atividade” e performatividade

É interessante destacar que esse aspecto, estar em constante atividade, fica evidente quando se questiona os doutorandos sobre mudanças antes e depois do ingresso no curso de doutoramento. Os discentes bolsistas que possuíam vínculo empregatício destacam a rotina atribulada que os impedia de ter uma dedicação maior ao estudo e os levava a um processo de adoecimento físico e psíquico. Eles falam de suas dificuldades, de suas renúncias, dos momentos em que o curso exige mais do seu tempo, porém a maioria mostra-se satisfeita com essa rotina. Eles destacam o quanto se sentem mais tranquilos após o processo de qualificação e o cumprimento dos créditos, ou após finalizado o processo de escrita e o próprio curso.

Em relação aos problemas enfrentados, destacam problemáticas do tempo de doutorado o abandono da vida pessoal, o afastamento de familiares, amigos e colegas, em virtude da falta de tempo e do constante envolvimento com o curso. Mesmo garantindo que organizam as suas rotinas de segunda-feira a sexta-feira, muitos desenvolvem atividades também no sábado, ainda que nem sempre tão exigentes (ex.: organização do currículo, alguma leitura).

O fato de “estar em constante atividade” dos discentes,é marca de nosso tempo, que é possível em virtude da multiplicidade de dispositivos que governam a conduta individual e coletiva. Ressalta-se que a performatividade (Ball, 2005, 2010) é uma cultura, um modo de regulação, pelo qual diferentes forças operam para tornar esses indivíduos em constante atividade. Essa captura da subjetividade se dá pelo

modo como desejam pertencer a essa conjuntura e melhorar sua condição profissional.

Em relação à condição para realização do curso, alguns dos atuais bolsistas indicam que não receberam esse benefício a bolsa concomitantemente com o ingresso no curso (D1, D2, D3, D9, D16 e D17). Esses indivíduos mencionaram dificuldades para conciliar o trabalho com o cumprimento de disciplinas, no período em que não tiveram acesso à bolsa. E, destacaram, ainda, que houve um aumento de cobranças quando passaram a serem bolsistas.

Além de serem discentes junto aos PPGEs UFPel, UFSM e PPGEdu UFRGS, oito doutorandos experienciaram outros contextos institucionais na condição de servidores públicos em nível federal, estadual ou municipal. Dos participantes não bolsistas, sete estavam inseridos como docentes nas IES – participantes 4, 5 e 6 (UFPel); 10 (UFSM); 13 e 14 (UFRGS) e D12 (UFSM), que possuíam cargo docente e de gestão. A participante D11 (UFSM) exercia trabalho administrativo no contexto municipal, e, no ES, era tutora em curso de Educação à Distância–, a D10 também trabalhava com EaD na UFSM.

Além desses aspectos, é importante ressaltar que os discentes não bolsistas indicaram desenvolver várias atividades concomitantes ao doutorado. Situações impostas por regramentos institucionais, aos quais esses discentes trabalhadores estavam submetidos, o que lhes fazia organizar a agenda como decorrência das atribuições dos cargos exercidos, conciliando-a com as demandas de trabalho e do curso. Alguns deles conseguiram o afastamento institucional em algum período do Curso – dentre eles, estão os participantes D6, D13 e D14.

Em algumas situações, o afastamento das atividades laborais desses doutorandos foi concedido por, no máximo, um ano. As exceções foram a Doutoranda D4, que optou pelo afastamento de atividades docentes durante todo o período do curso e conseguiu; e a D14 que obteve o afastamento quando as condições foram favoráveis na instituição em que trabalhava, como se observa no seguinte fragmento da entrevista:

[...] no momento que começamos a ter professores para segurar o curso [...], abertura de mais concursos, no momento que eu já tive o meu estágio probatório feito eu disse: pronto bom agora eu quero ter a minha licença [...], pra fazer o meu doutorado! [...] Uma coisa muito discutida no curso, porque, mesmo assim, não é um grupo de professores muito grande, então eu tenho que ficar! Então não é tapa furo de disciplina, porque para isso há os professores substitutos, mas é comissão, demanda que a universidade coloca! [...] Então, [...] foi isso, aí, foi com uma conversa com os colegas,

estabeleceu-se um cronograma de afastamento, e tal e aí pude me afastar pra fazer o doutorado! (Doutoranda 14 UFRGS).

Essa doutoranda conseguiu três anos de licença e, em virtude da possibilidade de fazer o Doutorado Sanduíche, ela negociou junto aos colegas na instituição mais um ano de afastamento. Os nove doutorandos bolsistas e as participantes D4 e D14 obtiveram dedicação exclusiva ao curso de doutorado, ou seja, um total de onze discentes entrevistados tinham dedicação exclusiva. É importante observar que, para alguns participantes, a dedicação exclusiva possibilitou a diminuição do ritmo de trabalho, como se verifica no depoimento a seguir:

[...] o Doutorado, ele me permitiu focar, pela primeira vez, na minha vida, em uma coisa só! Eu nunca tinha ficado focada numa coisa só! Isso ao mesmo tempo que é muito bom, é assustador! Ainda mais que sou super pró-ativa e agitada, sabe?? Minha vida era muito corrida[...] Eram trabalhos da docência, às vezes, envolvida com muita coisa de coordenação de [...] graduação, estava envolvida com tudo e cada vez mais, nunca dizia não [...]. O Doutorado me fez dizer não para as coisas! (Doutoranda 4 UFPel).

Percebe-se, nesse fragmento, a intensa atividade que fazia parte do modo de vida da entrevistada, sobretudo, resultado dada a multiplicidade de atividades que envolvem os docentes no contexto das IES. Isso exige e produz a intensificação do trabalho (Sguissardi e Silva Reis, 2009), a tal ponto que a agitação torna-se uma norma dada conduta individual.

Cabe pontuar que não foram todos os discentes não bolsistas que tiveram condições favoráveis para gozar a licença para formação, como, por exemplo, no caso dos participantes D 10, D 11 e D 12 – D 10 estava ainda em estágio probatório e desenvolvendo atividades técnicas em uma IES, que, assim, optou para poder dar continuidade ao Doutorado; D 11, que, como não obteve a bolsa de estudos, continuou trabalhando e inserindo-se na instituição tal qual os bolsistas; e D 12, que, em virtude de exercer cargo de gestão e da política da instituição na redução de pessoal, optou por conciliar as atividades, além de D13, que obteve afastamento parcial, com liberação da instituição por um dia na semana.

O trabalho nas IES é central na existência desses doutorandos trabalhadores. A opção pelo afastamento do campo de trabalho, no caso dos participantes com atividades docentes e administrativas, implica estruturação das IES para adaptar-se à ausência do docente afastado, cobrindo os encargos docentes deixados a descoberto. No entanto, não é só a docência o envolvimento desse professor do ES. São também

as atividades de pesquisa e extensão que são contínuas e as decorrentes da dinâmica e da vida institucional.

Esses relatos reafirmam que o dispositivo de tempo opera nos modos de trabalho no contexto das IES e da pós-garduação e sequestra as suas existências, ou seja, trata-se de tempo de vida capturado pela instituição e seus objetivos (Walter, 2014). A tecnologia da performatividade coopera para que os corpos sejam atravessados por forças que nos posicionam e dirigem a produzir, orientar, disciplinar, ao mesmo tempo em que somos disciplinados por essa normatividade instituída na PGSS.

Quanto aos discentes bolsistas, há diferentes modos de captura e, em alguns casos, sofrimentos decorrentes das exigências dos programas e do modo como se relacionam com essas exigências. Ser organizado aparece em seus discursos como uma qualidade para dar conta das muitas demandas, observando-se que alguns doutorandos enaltecem essa característica como positiva, aspecto que se fez recorrente na fala deles. Outro fator é a dedicação exclusiva para a maioria dos bolsistas, que é considerada um privilégio no sentido de poder dedicarem-se plenamente aos estudos e à pesquisa. Para outros, além do privilégio, a condição de bolsista significa sofrimento, motivo de dor moral ou física. Essa mesma dor é sentida também pelos participantes que possuem vínculo empregatício, portanto, é um aspecto que caracteriza os modos como percebem e sentem a pós-graduação stricto

sensu no presente, e as exigências de performance. Em relação ao processo de dor

e sofrimento, alguns discentes sinalizam que:

[...] É, é um momento de bastante pressão. Um sentimento, assim, quase de pressão e, às vezes, eu acho que é um espaço de não lugar. (Doutoranda 1 UFPel).

[...] eu considero que eu não tenho vida social, então [...], eu me dedico exclusivamente ao trabalho e ao Doutorado, . [...] não tenho férias, mas é uma opção de vida para estar aqui! Eu deixo de ir a barezinhos, coisas de que gostaria, porque devo estudar em função do pouco tempo que tenho. Também [...] adquiri muitas dores durante todo esse processo, enxaqueca, dores na cervical, tensão, também venho convivendo com isso, das preocupações. [...] passar por tudo isso, não, não é fácil! Trabalha-se horas e horas e, às vezes, produz-se um parágrafo, então deixei de fazer muitas coisas, deixei de viajar, tirar férias, praia, nem pensar! Penso que é uma etapa de vida, depois passa. [...]. (Doutoranda 11 UFSM).

Esses quatro anos eles me sugaram, me fizeram ficar de cabelos brancos literalmente. [...] Teve um período inclusive que eu cheguei a ficar até doente com essa coisa [...], das demandas, dormi muito pouco [...] para poder dar

conta das atividades, dardar conta de tudo aquilo que era demanda. (Doutoranda 17 UFRGS).

Pode-se dizer que há, nas falas dos entrevistados, uma naturalização dos discursos que enaltecem o sofrimento como um meio de atingir o objetivo almejado de um futuro melhor. Isso se evidencia pelo sacrifício e pelas privações de uma vida plena, saudável e feliz. Outros mal dão descanso ao corpo, a tal ponto que assim o fazem com a justificativa de manter a mente ativa e garantir uma boa condição de produtividade em seus estudos. Desse modo percebe-se que a performatividade inscreve-se nos modos como os doutorandos pensam e agem quando incrementam em suas rotinas ações, técnicas e atividades que os mantêm produzindo por mais tempo.

Vale ressaltar que ser solitário, sofrer pressões e mesmo adoecer tem a ver com os modos como se experienciam as regras estabelecidas pelos programas e normativas oficiais demandadas pela avaliação da CAPES, que está centrada na exigência da performance. A produção científica funciona, na pós-graduação, como algo de muito valor, em detrimento de outro tipo de prática social que tenha efeitos no campo de trabalho (Varela, 2012; Machado et al, 2016).

Assim, cobrança, medo, pressão são os sinalizadores da tecnologia da performatividade que age como sistema de terror, mobilizando a comparação e a excelência da performance. Percebem-se, em alguns discursos, efeitos dessa tecnologia como a solidão, o stress, o aumento da ansiedade e da angústia e o adoecimento. A avaliação, dentro dos parâmetros instituídos pela CAPES, funciona como um sistema de terror que põe em funcionamento a tecnologia dada perfomatividade, como foi possível identificar nas falas dos doutorandos entrevistados (Ball, 2004, 2005; 2010).

As renúncias de uma vida plena, como estética da existência (Foucault, 2014), são apresentadas como um momento transitório, necessário a um projeto de vida que se aspira. A formação em algumas passagens aparece como imiscuída à vida ou como sinônimo dela, a tal ponto que o trabalho intelectual ganha centralidade na existência do indivíduo.

A situação de incerteza em relação ao futuro e às possibilidades de inserção na carreira do magistério superior são enunciadas como característica dessa forma discente de ser, sobretudo, dos bolsistas. Observa-se que há o incentivo à produção

desse sujeito responsável que, na condição de bolsista, possui benefícios e privilégios que são para poucos.

Cabe pontuar que não foram todos os participantes que experienciaram somente sensações de mal-estar no decurso de suas trajetórias na pós-graduação. Os que “sentir-se mal” diante do que vivenciaram diz respeito às posições que ocupam no diagrama social. Alguns esclarecem que mesmo com algumas pressões e angústias, as exigências e as demandas são possíveis de serem cumpridas e que conseguem organizar-se com facilidade. Ressaltam também o doutoramento como espaço de ampliação de redes de amizade e contato e de empoderamento pessoal e profissional. A sensação de privilégio e empoderamento que alguns manifestaram está diretamente relacionada com a posição desses sujeitos no diagrama social, oriundos que são de grupos oprimidos e excluídos em nossa sociedade:

[...] É um processo [...] tem que se dedicar, estudar [...]! Não que seja ruim [...] de construção da [...] da tese, mas é um processo que se tem responsabilidades [...], e momentos de angústia, de tensão, que se vive. [...] Eu me sinto privilegiada, [...] por estar, sobretudo, no contexto político que a gente está; que a educação pode ser muito desvalorizada, eu acho que estar nesse curso é uma experiência, assim, que poucos podem ter [...], e como bolsista ainda do Curso, [...], essa oportunidade de só me dedicar aos estudos, eu acho que é um privilégio nesse contexto atual. E a importância que isso tem [...], da responsabilidade que é também [...], e olha que, muitas vezes, se pensa, assim, todo o investimento que é colocado sobre nós, [...] tanto a questão financeira mesmo, e que retorno vamos dar para a sociedade?! [...] Acho que é um privilégio e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade muito grande, nesse sentido. (Doutoranda 8 UFSM). Nunca me senti sozinha nessa caminhada, sempre trabalhei com redes [...] não posso fazer uma tese pra mim, essa tese tem que ir para as universidades, pro mundo! Ela tem que ir com esse olhar de cuidado, de denúncia, mas motivando os outros negros a saírem da sua periferia, saírem da zona de conforto [...]! [...] Eu me sinto conectada numa rede, assim, [...] estabeleci contatos aqui que, na universidade, muito, muito particulares assim, [...] pessoais e de amizade, [...] de estreitamento de relações. Então, eu me sinto, assim, bem tranquila pra transitar, desde a chegada, na portaria, o pessoal da limpeza até a direção da faculdade, mas eu me sinto assim, um pouco empoderada! Porque você passar por esse espaço e [...] poder voltar a hora que quiser e as pessoas te legitimarem [..] de sentir que tem portas abertas, pode não estar ali dando aula, pode não estar ali no espaço de poder, que vai demorar muito tempo pra acordar, pras mentes acordarem, mas poder fazer uma palestra, uma formação, um curso, projetos [...] então é um espaço de continuidade, eu acho que é uma política viva, um caminho, uma ação viva! (Doutoranda 16 UFRGS).

Os modos de relação consigo são marcadores importantes de serem apontados. Em algumas situações, não se sente uma pressão por produzir, outras

filiam a esse fluxo, em alguns casos, o controle emocional funciona como incremento da performance:

[...] Eu me sinto bem, eu me sinto muito amada, eu me sinto rodeada de pessoas que eu amo, então eu produzo bem! [...] estar no Doutorado não me traz coisas ruins, me traz só coisas boas! Eu acho que, às vezes, eu vejo as pessoas dizendo assim: ‘aí eu tô atucanado, tô estressado, o doutorado tá me deixando louco!’, eu não vivi isso, entende! [...] Como é que é o meu doutorado, então? Eu não saberia te relatar, assim, várias coisas que me deixam chateada ou estressada! Claro, a gente tem exigências, tem que publicar, tem que montar projeto, tem que coletar dados, mas isso não me deixa angustiada, não me deixa estressada, não me deixa! Eu não estou mal com isso [...]! Eu estou bem! [...] Consigo ler tudo que eu tenho que ler, consigo organizar as minhas ideias, consigo fazer o meu projeto, consigo fazer a minha coleta, estou super bem! Eu consigo me organizar! (Doutoranda 3 UFPel).

Há diferentes modos de lidar com os regramentos impostos, sendo que as participantes anteriores sinalizam esses aspectos. Além do enaltecimento da organização como fonte do sucesso, nota-se a cultura do sofrimento como um marcador desse éthos discente, em que a cultura da renúncia de si mesmo aparece como fundamental à conquista de um objetivo grandioso, nesse caso, o título de doutor, posto em discurso. Na fala dos entrevistados parece não haver outros modos de relação com a formação que sejam diferentes dessa submissão, subserviência e sofrimento que são impostos pelas políticas oficiais.

Por outro lado, estar nesse lugar é também um “privilégio” e “honra” em relação à oportunidade de acesso ao ensino gratuito e de qualidade. Destacam-se, nos excertos a seguir, “[...] é um presente assim, ter esse tempo da vida de quatro anos para que tu te organize, estude, assim, intensamente! (Doutoranda 15 UFRGS); ou “[...] enfim, me sinto de certa forma privilegiado porque é um funil [...] têm inúmeros candidatos e a gente acaba conseguindo entrar, teve essa chance, essa oportunidade” (Doutorando 12 UFSM).O privilégio de cursar o doutorado emerge na cena discursiva é tido como uma de oportunidade rara que não é acessível a todos. Sinaliza-se de exclusão, pois aparece que o doutorado não é de acesso a todos, que se alinha aos documentos oficiais voltados à pós-graduação, sobretudo, no Parecer Sucupira.

Em trechos das entrevistas, alguns discentes apontam que “quem faz o curso é o aluno” (D10, D12), evidenciando Nessa frase presente a responsabilização do próprio discente pelo seu processo de formação. A autonomia aparece como uma característica fundamental desse perfil de profissional de alta qualificação, que busca

por si mesmo o conhecimento, independentemente das condições que terá para o desenvolvimento de seus estudos. Observa-se a fabricação no discurso desse sujeito autosuficiente e empreendedor de si responsável por seu sucesso e/ou fracasso.

Pode-se observar, então que há distintas formas de relação consigo e de relação com as regras que pautam os cursos de doutorado, que são consequentes das diferentes posições ocupadas no diagrama social e das expectativas dos sujeitos em relação ao seu futuro. O estímulo à produção possui diferentes linhas e opera pela tecnologia da performatividade, que pode conduzir ao consumo de si. A subjetivação é parte do dispositivo de produtividade e não funciona sob apenas uma forma, ou seja, produzem-se distintos modos de ser e de se relacionar com o próprio processo formativo.

Dessa forma, a objetivação desse sujeito performativo, incentivado pelas políticas contemporâneas, aparece nos discursos dos doutorandos, e é uma marca repressiva e de assujeitamento constante. Portanto, observam-se os primeiros deslocamentos. Esses sujeitos governam-se e são governados para o incremento de sua performance para, posteriormente, ou ao mesmo tempo, tornarem-se economicamente úteis e produtivos.