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CAPÍTULO I. ENQUADRAMENTO CONCEPTUAL

1.5. A formação das (os) parteiras (os) em Portugal

A terminologia portuguesa para designar a mulher que cuidava da assistência ao parto ou cuidar de outra mulher foi tão variada quanto os seus significados: parteira, comadre, aparadeira, curiosa. Comadre era um termo muito usual na língua portuguesa, cujo significado é ‘com a mãe’ como midwife,

o termo em inglês que também significa ‘com a mulher’, ou ‘aquela que

acompanha outra mulher’.

Na França a parteira instruída foi contemplada com a designação de sage- femme ou “mulher sábia”. A arte de partejar, inerente ao ser feminino, constitui-

se em profissão feminina. Em alguns trechos da Bíblia Sagrada, registra-se a recusa das parteiras de matarem os bebés do sexo masculino das hebreias, a mando do rei do Egito21:

15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá), 16. E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos22, se for filho, matai-o; mas

se for filha, então viva. As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida. Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida? E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque

21 Bíblia Sagrada. Moisés foi considerado o autor do Livro de Êxodo (Êxodo 17:14, 24:4-7, 34:27). http://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Exodo.html

são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas... (Êxodo 1:15-21)

As parteiras eram mulheres da comunidade que ajudavam a parturiente tanto no momento do parto, como no cuidado das crianças. Seu conhecimento empírico vinha de seu olhar observador, sua fé, experiências e convicções que poderiam auxiliar no processo em que a mulher daria à luz.

A arte de partejar retratava a ação de “ajudar a nascer” realizado com a ajuda da parteira, sendo um ofício desde a Idade Média (Carneiro, 2008).Entre o século XVI e início do século XVIII a parteira era uma mulher que aprendia a arte de partejar com outra comadre ou com sua própria experiência de parir os filhos. A experiência e vivências de cada parto era o “carro-chefe” da aprendizagem no ofício de parteira. Desta forma, o conhecimento era transmitido pela rede de relações femininas, filhas, noras, sobrinhas, netas, irmãs e cunhadas de parteiras, aprendizes mais comuns nesse ofício (Barreto, 2008).

Entre os anos de 1671 a 1795 foram realizados quatro tratados obstétricos redigidos pelas parteiras inglesas Jane Sharp, Sarah Stone, Elizabeth Nihell e Margaret Stephen. O período de publicação de cada tratado ocorreu num momento de alguma instabilidade entre as parteiras e os parteiros homens. As autoras destacaram que muitos parteiros homens inexperientes passaram a adquirir autoridade sobre as parteiras tradicionais; que as parteiras mostravam preocupações em relação aos malefícios que sofriam as mulheres e crianças com o uso indiscriminado de instrumentos; que havia uma difamação dos parteiros homens, injustamente contra as parteiras; que os parteiros homens davam-se a conhecer como experientes ao usar seus instrumentos para intervir nos partos de mulheres ricas e de famílias influentes, e depois publicavam textos benemerentes, com autopromoção, resultando em nichos próprios. Os tratados evidenciavam também a necessidade de se promover mais o ensino formal para as parteiras, com o intuito de defender suas práticas dos ataques médicos (Allotey, 2011b).

O contexto do nascimento na história, embora fosse um evento estritamente feminino, tinha como cenário uma sociedade que enaltecia os homens, permitindo aos parteiros homens o benefício de ingresso às redes

nacionais e internacionais, tanto de comunicação, como de educação, por meio de da utilização da palavra escrita, para estender sua influência e desenvolver uma identidade pública forte e coesa. Essa foi uma das formas que permitiu que homens parteiros adquirissem maior autoridade profissional, influenciando a prática das parteiras. A parteira Elizabeth Nihell lamentava que a sabedoria das parteiras era frequentemente ignorada e desprezada pelas próprias mulheres, uma vez que diziam estar mais seguras e protegidas nas mãos dos parteiros homens (Allotey, 2011a).

As parteiras adquiriam o saber com outras parteiras peritas, ou seja, para se ter domínio na arte de partejar ou ser uma parteira-mestra, era fundamental ter vários anos de aprendizagem com base na cooperação ativa e no trabalho compartilhado (Barreto, 2008), em média seis anos, enquanto, o parteiro homem tinha a sua formação em dois ou três meses (Allotey, 2011b). Até o século XVIII em Portugal a obstetrícia era quase sempre referida às parteiras e foi em Lisboa que elas começaram a ser substituídas, no princípio do século XIX, pelos cirurgiões formados na Inglaterra e Dinamarca (Barreto, 2007).

De acordo com Barreto (2011), as parteiras portuguesas iniciaram sua formação teórica a partir de 1836, na ocasião da reforma do ensino público, o qual transformou as Escolas Régias de Cirurgia em Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto, como também a nova reforma na Universidade de Coimbra. O ensino de obstetrícia passou a ser autónomo e anual. No término da formação, as parteiras eram avaliadas em relação ao saber teórico e prático e quando aprovadas, recebiam a Carta de Parteira, o qual permitia exercer seu ofício legalmente.

A carta expressava proibição no uso de instrumentos cirúrgicos na ausência do seu professor, pressupondo a atuação das parteiras nas instituições de assistência. Para as Curiosas e Comadres sem licença, foi permitida a realização de exame e mediante aprovação, adquiriram a Carta de Parteira para atuarem legalmente (Barreto, 2011).

Em termos oficiais, a regulamentação da arte dos partos em Portugal ocorreu com o alvará de 3 de Março de 1565. As parteiras foram proibidas de exercer o seu ofício sem o prévio exame do Cirurgião-Mor. Esse exame mostra uma dependência das parteiras a outro saber mais elevado, ou seja, o Cirurgião-

Mor ou seu representante e detentor do poder local (civil e religioso) que selecionava ou restringia a habilitação profissional.

Em 6 de Outubro de 1565 as parteiras são obrigadas a um novo exame, junto a Câmara local sobre a forma de viver, isto é, as suas posturas e os seus costumes perante a sociedade, com rigorosos padrões socioculturais e religiosos, e quando apresentavam comportamento exemplar eram favorecidas a entrar na intimidade familiar. A exigência do exame era um procedimento de normalização do ofício de parteira, mas pouco se sabe sobre a qualificação exigida. Assim, o médico com grau universitário estava no topo da hierarquia, seguido pelo cirurgião cujo pré-requisito era ser letrado e possuir a arte de curar, seguido dos oficiais sangradores. Já as parteiras, os dentistas e os algebristas ocupavam a base da hierarquia nessa pirâmide (Carneiro, 2008).

Poucos foram os registros das parteiras europeias que adicionaram ao conhecimento empírico-familiar, o conhecimento científico, por meio dos estudos de obras obstétricas e dos estudos independentes das escolas formais. Um destes poucos exemplos foi a parteira francesa Louise Bourgeois (1563-1636), nascida em Paris em 1563, casada com o cirurgião Martin Bourcier da companhia ligada ao exército do Rei (Barreto, 2011).

Louise Bourgeois iniciou os seus estudos como parteira durante a guerra, numa época em que esteve sozinha e aprendeu o ofício da arte de partejar com outras parteiras da época. Considerada parteira real por fazer partos de princesas e rainhas da França, também fazia partos das mulheres pobres e sem condição financeira, por amar a arte de partejar. Para ela, a ética de uma parteira estava baseada no respeito à vida e à religião. Foi a primeira mulher parteira que usou a escrita para descrever o conhecimento que Deus lhe deu, tanto para mostrar os erros que podem acontecer, como as formas corretas de se exercer a sua atividade. Concebia o nascimento como arte e domínio da parteira e entendia que os homens não tinham esse saber para exercer tal ofício, exceto aos homens que as parteiras ensinavam (Gélis, 2009).

Em 1626 publicou “Intructions à ma fille”, com objetivo de ensinar os bons princípios a todas aspirantes ao ofício de parteira. No ano seguinte, aos 64 anos de idade, foi responsabilizada pela morte da princesa Marie de Bourbon Montpensier, mulher do irmão do rei, cujo parto tinha ocorrido há 4 dias. A

repercussão da morte da princesa na sua vida conduziu a redigir e publicar um violento panfleto contra as parteiras da época. Em 1635, parou de acompanhar partos e lançou um documento sobre os fármacos que utilizava em seus partos. Foram mais de 2000 partos que realizou durante a sua vida de parteira e sempre ensinava aos que queriam aprender sua arte (Gélis, 2009).

Sarah Stone, destacada parteira inglesa, aprendeu o ofício com sua mãe, uma parteira experiente e respeitada que treinou Sarah por seis anos, até 1702 (Bosanquet, 2009). Foi casada, provavelmente, com um farmacêutico (boticário) e dessa forma tinha acesso aos manuais obstétricos, mantendo-se sempre atualizada em todas questões médicas. Para Stone as parteiras aprendizes adquiriam o conhecimento de obstetrícia durante os estágios práticos que duravam de três a seis anos. Ela teve a oportunidade de estudar anatomia e participar de autópsias e nos casos que vivenciou, no decorrer de sua jornada como parteira, teve o cuidado de anotar com descrições detalhadas, tanto as suas observações empíricas como as suas reflexões (Allotey, 2011b).

O seu maior objetivo era aprender, para depois ensinar mulheres parteiras e professoras na arte de nascer, anotando todos os casos que vivenciava em seus atendimentos. Considerava que ao levar a instrução de uma prática correta, segura e muitas vezes de parto difíceis vivenciados, refletiria no poder da aprendizagem das parteiras. Por isso, Stone queria compartilhar a sua experiência para incutindo tanto a confiança, como a capacidade das parteiras, para que pudessem vencer as dificuldades que poderiam surgir em qualquer parto (Bosanquet, 2009).

Após 35 anos de prática, com atendimento médio de 300 partos registrados no decorrer do auge de sua carreira, pode trazer a sua excepcional contribuição no ano de 1737, em Londres, na publicação “A Complete Practice

of Midwifery”, um tratado que trouxe a arte de partejar como prática feminina,

bem como a relevância de ensinar as parteiras para a concorrência com os cirurgiões (Barreto, 2008).

Os manuais obstétricos não eram escritos para as mulheres. Os manuais inicialmente escritos por cirurgiões e depois por médicos, na Inglaterra no século XVIII, apresentavam um discurso linear, altamente analítico, raramente metafórico. Era escrito para os estudantes e não para as mulheres.

Apresentavam casos clínicos com inúmeros detalhes acerca do procedimento médico e com vocabulário técnico. Tratava com descaso as emoções da parturiente, sendo a mulher vista como corpo a ser estudado e manipulado pelos alunos, e seus sentimentos e emoções eram silenciados (Barreto, 2011).

No Brasil, destaca-se a contribuição de Madame Josephine Matilde Durocher, a primeira parteira diplomada da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De origem francesa, chegou ao Brasil com sete anos de idade. Formou- se em 1834 e ao longo de sua vida chegou a assistir cerca de 6.000 nascimentos, num período onde o Rio de Janeiro já contava com 90.000 habitantes (Vieira Souto, 1916; Mott, 1992). Era tão grande a sua importância que há um prêmio com seu nome, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publicou vários artigos científicos em periódicos médicos.

As parteiras não tinham acesso a livros, bem como a qualquer formação, e desempenharam durante séculos uma assistência sem diploma. Entretanto, o seu ofício e saber foram adquiridos com outras parteiras e passaram de geração em geração. Foi na institucionalização da medicina que o saber das parteiras foi relegado para segundo plano e o seu exercício passou a ser tutelado pela medicina, que determinou algumas exigências relativamente à sua formação teórica e prática. Iniciou-se um processo de exigência para que a parteira tivesse formação adequada, tanto teórica, como prática, e as aulas eram ministradas nas escolas médico-cirúrgicas, sendo limitado o uso de instrumentos no parto, como o fórceps (Galhardo, 2004).

Assim, a parteira continuou a ter o acesso dificultado a determinadas esferas de ação, ocorrendo o mesmo com sua formação científica, resultando claramente em lacunas no seu saber. Cabia às parteiras a vigilância da gravidez e a execução do parto normal. Em caso de complicações, o cirurgião, considerado seu superior legal, deveria ser chamado.

Em 1919 em Portugal, o exercício da parteira passa a ter complementaridade com a enfermagem, cuja formação de parteira passou a corresponder quatro anos de formação, sendo dois anos de enfermagem, somados a dois anos de parteira. Assim, a enfermagem constituiu-se um ramo de especialização, sendo este pré-requisito ao Curso de Parteira, situação paramédica dessas profissionais. Dessa forma, parteira passou a caracterizar-

se uma especialista na sua arte, e a especialidade passou a se consolidar na enfermagem, mas sujeitas às alterações crescentes no percurso formativo da enfermagem (Carneiro, 2008).

A formação da parteira estruturou-se de acordo com as normativas dos Cursos de Enfermagem que a habilitava, em enfermeira ou auxiliar de enfermagem, denominada por enfermeira parteira ou parteira puericultura, segundo os princípios de puericultura da época.

Em 1967, devido a pressões sociais, tanto da OMS como da Comunidade Européia (CEE) para minimizar ou erradicar os problemas de saúde, há a integração do Curso de Parteira nas Escolas de Enfermagem, caracterizando, Curso de Especialização Obstétrica para Enfermeiras. A formação é voltada para uma assistência especializada na gravidez, parto e puerpério, nas várias áreas de intervenção: hospitalar, saúde pública e comunidade.

Em Portugal, no ano de 1974 foi extinto o Curso de Auxiliar de Enfermagem, sendo necessário três anos de formação que corresponde ao Curso Geral de Enfermagem. Um ano mais tarde, a formação especializada passa a ser um curso efectuado após a formação base, ou seja, passa a ser considerado como Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica e desaparece a designação parteira, dando lugar à enfermeira especializada em obstetrícia, mais tarde denominada enfermeira especializada em saúde materna e obstétrica.

Em 1986, a adesão à CEE gera algumas alterações na formação de enfermeiros especialistas em enfermagem de saúde materna e obstétrica. A integração do ensino de enfermagem ao Sistema Educativo Nacional, Ensino Superior Politécnico, ocorre em 1988, criando-se os Cursos de Estudos Superiores Especializados, denominado Curso de Estudos Superiores Especializados (CESE) em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EESMO), que confere o grau de licenciatura.

A Directiva 80/154/CEE do Conselho, de 21 de Janeiro de 1980, reconhece mútuo diplomas, certificados e outros títulos de parteira e inclui medidas destinadas a facilitar o exercício efectivo do direito de estabelecimento

e da livre prestação de serviços. A Directiva 80/155/CEE do Conselho, de 21 de Janeiro de 1980, é relativa à coordenação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas, referente ao acesso às actividades da parteiras e ao exercício de seu direito.

A formação em Enfermagem na área da saúde materna e obstétrica foi sempre considerada um ramo de especialização. Atualmente em Portugal, desde a publicação do Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros (REPE), pelo Dec. Lei n° 161/96, de 4 de Setembro, o enfermeiro especialista em EESMO enquadra-se na definição de enfermeiro especialista, contemplada no ponto 3 do artigo 4º deste regulamento, "o enfermeiro especialista é o enfermeiro habilitado com o curso de especialização em enfermagem ou com um CESE em enfermagem, a quem foi atribuído um título profissional, que lhe reconhece competência científica, técnica e humana para prestar, além de cuidados de enfermagem gerais, cuidados de enfermagem especializados na área da sua especialidade".

Segundo o Regulamento das Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica Nº 127/ 2011, o enfermeiro especialista em enfermagem de saúde materna, obstétrica e ginecológica, assume com autonomia situações de baixo risco, entendidas como processos fisiológicos e processos de vida normais no ciclo reprodutivo da mulher. Da mesma maneira, atua em intervenções autônomas e interdependentes em todas as situações de médio e alto risco, entendidas como aquelas em que estão envolvidos processos patológicos e processos de vida disfuncionais no ciclo reprodutivo da mulher.

Em 1991 surge pela primeira vez o ensino da Enfermagem na Universidade, por meio de dos Cursos de Mestrado em Ciências de Enfermagem, concretamente na Universidade Católica Portuguesa, seguido pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, no ano de 1992.

O primeiro Doutoramento foi criado em 2001, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, mantendo edições

anuais até aos dias de hoje. Desde o início mantém o apoio da Escola Superior de Enfermagem do Porto no cumprimento do programa doutoral.

Dessa forma, a enfermagem passa a ter acesso aos 3 ciclos de estudos, Licenciatura, Mestrado e Doutoramento.

CAPITULO II. OBJETIVOS E PRESSUPOSTOS

Os objetivos da presente dissertação têm por base conhecer como decorreu o projeto de parto na água num hospital público em Portugal, e como ainda decocorrem os nascimentos dos bebés d’ água em Portugal, uma vez que mesmo com a extinção do referido projeto, ainda continuam a nascer bebés na água em Portugal.

Desta forma, procuramos conhecer a vivência das mulheres que tiveram expulsão de seus bebés na água e as experiências das parteiras na assistência ao parto na água.

O estudo quantitativo foi observacional e descritivo e o estudo qualitativo foi analisado tendo como referência a Teoria de Enfermagem do Cuidado Transpessoal, de Jean Watson (2002a), a Teoria de Enfermagem do Déficit do Autocuidado, de Dorothea E. Orem (Orem, 2001), e a Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 2012).

Após toda contextualização teórica sobre o parto na água, bem como sua história, o pressuposto deste estudo é que o parto na água é seguro. As evidências científicas apontam para a segurança do parto na água e para a satisfação da mulher que vivenciam essa modalidade de parto.