2.3 O mercado microeletrônica
2.3.5 A microeletrônica e controle de contas a pagar
Nota-se uma corrida acelerada entre as empresas no intuito de se automatizarem o mais rapidamente possível não só como uma estratégia de marketing, mas também como uma forma de minimizarem os custos operacionais, acompanharem a concorrência e aumentarem a eficiência dos controles. A automatização das empresas tem propiciado que com apenas um comando ou um código de identificação, a pessoa possa executar suas atividades. São facilidades
que a era da empresa automatizada torna possível. Conforme Nogueira (1999, p.82), “o processo de automação de uma empresa, graças a essas inovações, rompe as fronteiras de simples modernização da área de processamento de dados – ele sacode a própria natureza dos negócios empresarial “.
Essas modificações que estão se verificando nas empresas através de recentes inovações ligadas à microeletrônica, acarretarão segundo Pimenta (1999), mudanças na natureza dos negócios empresariais e no relacionamento dos clientes com a empresa, que assumirá novo papel social. Ele deixará de ser um local destinado, prioritariamente, a operações manuais, para se tornar um centro de teleprocessamento, com o objetivo básico de prestar serviços com mais qualidade e rapidez.
Inegavelmente, pelo que foi exposto, o controle de contas a pagar destaca-se dentro do mercado microeletrônico como um setor de importante na utilização da microeletrônica. Reconhecendo sua importância e o impacto que o mesmo acarreta na economia, as empresas têm buscado, nestes últimos anos, discutir, analisar e propor questões relevantes e indispensáveis à aplicação de uma política de informática ajustada às necessidades brasileiras (DYTZ, 1999). Afirma que o processo de automação das empresas na década de 80 apresenta basicamente três dimensões:
a) utilização da microeletrônica no nível de retaguarda;
b) emprego da microeletrônica, em tarefas voltadas diretamente ao atendimento do público; e
c) uso da microeletrônica nos sistemas de apoio do contas a pagar
Salermo e Zamberlan (1998) apontam outras mudanças ocorreram no mercado microeletrônico que se sofisticou mais com o crescimento e a diversificação dos serviços prestados, que só podia ser administrado através do processamento eletrônico de dados. Estas para serem melhores administradas requeriam uma padronização das rotinas e atividades que se estendesse ao elevado número de clientes dispersos geograficamente, problema que só poderia ser resolvido através da microeletrônica.
contas a pagar, de acordo com Levy, Maia e Gutierrez (1999, p.5), surgem “sistemas eletrônicos para auxiliar a tomada de decisões, tanto a nível de gerência, como de alta administração,” permitindo a essas empresas o acompanhamento periódico dos resultados de suas operações, em termos agregados e para cada divisão, segundo produtos, clientes, fornecedores, dentre outros. Assim seria possível a uma empresa verificar (diária, semanal e mensalmente) qual a rentabilidade que está obtendo de cada produto, acompanhar o desempenho dos clientes e fornecedores apropriar a lucratividade de cada divisão, entre outros.
É de se imaginar que a melhoria dos sistemas de apoio ao contas a pagar possa contribuir para uma maior velocidade e qualidade na tomada de decisão, o que propiciará um aumento da lucratividade e do desempenho da empresa.
Ainda segundo Levy, Maia e Gutierrez (1999) o entendimento do atual estágio da automação das empresas ficaria incompleto se não se considerasse as suas causas. Cita três causas básicas responsáveis pela agilização do emprego da microeletrônica no setor ora em análise. O aumento da parcela de mercado é uma das preocupações dos conglomerados quando buscam através da automatização atrair um número cada vez maior de clientes. Mas, não é somente isto. Desejam também diversificar os serviços à disposição do cliente com o máximo de rapidez, segurança e eficácia. A segunda causa está ligada à agilização do fluxo de informações para a administração. É de uma importância enorme para as empresas saberem de forma precisa e rápida todas as informações relevantes sobre o contas a pagar. A última causa citada também como responsável pelo atual estágio de automação das empresas refere-se à redução de custos. O emprego da microeletrônica propicia redução de alguns custos operacionais (mão-de-obra, matéria-prima, dentre outros), repercutindo isto diretamente na organização do trabalho. Para aumentarem o seu poder de competitividade e lucratividade as empresas têm lançado mão dos recursos que a tecnologia microeletrônica pode oferecer. Isto explica em boa parte, o fato de este setor estar colocado na linha de frente no setor serviços no que tange à utilização de tecnologias mais avançadas.
Pelo que foi apresentado, percebe-se que o setor de contas a pagar vem se destacando na linha de frente quanto ao emprego da microeletrônica em suas mais
diversas atividades. Embora a microeletrônica esteja ainda incipiente neste setor, no Brasil, já há pressões de algumas empresas para a introdução do sistema microeletrônico, para facilitar a introdução de atendimento automatizado.
Até este capítulo, foi apresentada uma fundamentação teórica com o intuito de agrupar os conhecimentos e conceitos teóricos referentes ao tema central da dissertação. A partir deste ponto, faz-se necessário abordar o mercado de fornecedores de autopeças, onde se reúnem uma análise do mercado mundial, do Brasil , de Minas Gerais e atual do fornecedor de autopeças.
3 MERCADO DE FORNECEDORES DE AUTOPEÇAS
Este capítulo apresenta o mercado de fornecedores de autopeças e componentes. Primeiramente, aborda o mercado mundial de fornecedores de autopeças. Posteriormente, apresenta o momento atual da indústria de autopeças em geral, e, em particular, no Estado de Minas Gerais. Por último, evidencia a escolha do fornecedor no mercado de autopeças.