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A Sociedade da Informação no contexto Europeu

No documento Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (páginas 127-135)

Capítulo III A Sociedade da Informação

3. A Sociedade da Informação no contexto Europeu

Na Europa, as políticas ligadas à informação têm sido coordenadas, quer através de Directivas Comunitárias, quer através da adaptação de Regulamentos comunitários à legislação de cada país. Mesmo antes da adopção desta legislação, alguns dos países que encabeçavam o pelotão da frente, já tinham lançado estudos com o objectivo de harmonizar as suas políticas de informação.

Em 1981, o Ministro das Tecnologias de Informação do Reino Unido referia que a revolução da informação teria consequências no emprego, no lazer, na natureza e na localização das industrias, na educação, em todo o processo democrático e na aquisição dos conhecimentos. Seria um processo de evolução que traria benefícios indiscutíveis, mas que poderia acarretar consequências nefastas se fossem tomadas as opções erradas.

Para a plena concretização de uma política de informação, torna-se necessário avançar para um processo de gestão da informação. Para cumprir esse objectivo era fundamental

75 Tome-se como exemplo, a investigação computacional levada a cabo nos laboratórios de garagem de Silicon

que as Administrações dos países Europeus se afirmassem como instituições chave no processo de modernização e de desenvolvimento no domínio electrónico. As políticas de modernização da Administração Pública enquadram-se quase sempre em políticas mais gerais. É necessário, por isso, analisar as políticas para a informação e nomeadamente para a Sociedade da Informação na Europa, para compreender a sua evolução, que tem sido dinâmica, mas em termos práticos, nem sempre muito eficaz.

A Comissão Europeia vem, desde há muito tempo, tentando catalisar o uso da informação como elemento chave para a competitividade. Nos anos 70 criou a EURONET para

incentivar a produção de conteúdos on-line. Na década de 80, um conjunto de iniciativas no

âmbito da telemática, iniciava uma política Europeia da Sociedade da Informação. Esta,

teria a sua expressão numa série de relatórios e de Livros Brancos, entre os quais se

destaca o “Delors’ White Paper on Growth, Competitiveness and Employment’” (EC, 1994).

Foi ainda criada a DG XIII, no início designada por ‘Scientific and Technical Information’76,

responsável pelo programa ‘FP5 - Creating a user friendly information society’. Também a

DG III foi responsável por um dos mais ambiciosos programas nesta área, o ‘Developing

the European market in electronics, telecommunications policy and electronic infraestructure’. Os resultados foram resumidos em dois documentos, “Europe´s Way to the Information Society: An Action Plan”, que inventariava as iniciativas já em curso e o

Recommendations to the European Council - Europe and the Global Information Society”,

considerado como um documento de referência no caminho da Sociedade da Informação Europeia. Datado de Maio de 1994 e elaborado pelo Alto Comissariado para a Sociedade

da Informação, este relatório viria a ficar conhecido pelo “Bangemann Report”, devido ao

envolvimento na sua elaboração, do Comissário Martin BANGEMANN. O documento era também resultado de um compromisso assumido numa reunião em Bruxelas, em Dezembro de 1993, onde tinha ficado expressa a necessidade de realizar um relatório, a ser apresentado numa reunião, em Junho de 1994, na ilha de Corfu.

Este relatório subdividia-se em 6 capítulos, dos quais se pode destacar o 4º capítulo “The

Building Blocks of the The Information Society”. Este debruçava-se na sua maioria, sobre as dez aplicações que permitiriam lançar as bases de uma política para a Sociedade da Informação.

76

Tele-trabalho Autoestradas de Informação Rede Trans-Europeia de Administração Pública Oferta electrónica Redes de saúde

Gestão de tráfego aéreo Gestão de tráfego rodoviário

Serviços telemáticos para pequenas e médias empresas

Ensino à distância

Rede de Universidade e centros de investigação

Figura 14. - Bases para uma Política da Sociedade da Informação.

Uma das aplicações, a ‘Rede Trans-Europeia de Administração Pública’, referia a propósito da modernização da Administração Pública, a necessidade de interligar todas as redes da Europa, de modo a aumentar a eficácia e a diminuir os custos. Mais tarde deveriam estender-se esses benefícios aos cidadãos europeus. Referia-se ainda a necessidade de

fortalecer e dinamizar o programa IDA - Interchange of Data between Administrations.

Neste relatório, era proposto ao Conselho Europeu a adopção de um programa

operacional, definindo os procedimentos necessários à plena concretização das medidas enunciadas. A ‘Rede de Universidades e Centros de Investigação’, foi outra das bases que

se viria a revelar muito importante e a passar do papel para a prática. A rede GEANT foi a

plataforma tecnológica responsável pela concretização desta medida, contribuindo também para o desenvolvimento de outras, como as ‘Autoestradas da Informação’ e as ‘Redes de Saúde’ . No entanto, outras aplicações não tiveram o sucesso esperado, sofrendo atrasos consideráveis. Foi o caso do ‘Ensino à Distância’, da ‘Gestão de Tráfego Rodoviário’ e da ‘Gestão do Tráfego Aéreo’.

Este relatório apresentava a Sociedade da Informação como um poderoso motor de desenvolvimento, capaz de gerar emprego e de trazer benefícios para todas as regiões, em especial as mais periféricas. Como poderiam estas premissas ser alcançadas, era uma pergunta à qual o relatório respondia de modo vago.

Em França, era também publicado em 1994, um importante estudo, da responsabilidade do Primeiro Ministro, denominado ”Les Autoroutes de l'information” (THÉRY, G. 1994), que viria a ter repercussões nas políticas da SI.

Ainda em 1994, no ‘Conselho Europeu de Essen’, era referido que a SI iria trazer mais postos de trabalho, mais solidariedade e mais coesão regional. O documento produzido a

partir deste Conselho, lançou um novo Fórum sobre a Sociedade da Informação e criou um

grupo de trabalho só para acompanhar este tema, o ‘Group of High Level Experts’. Este

painel de especialistas viria a produzir, em 1995, um relatório denominado “Working

Document on the Social and Societal Aspects of the Information Society” e em 1996, uma

publicação de nome “Building the European Information Society for Us All: First Reflections

of the High Level Group of Experts”, que se debruçava sobre os aspectos sociais da Sociedade da Informação, positivos e negativos e sobre um conjunto de regulamentações tecnológicas e iniciativas estruturais para uma plena integração da Europa Comunitária nesta nova sociedade.

O período entre 1997 e meados de 1999 foi de transposição de algumas directivas comunitárias e de harmonização do quadro legal em aspectos relacionados com a SI. No entanto, países como Portugal, a Itália ou a Espanha não acompanhariam o ritmo de evolução de outros países Europeus na adopção deste conjunto de leis.

Em Dezembro de 1999, foi lançada a Iniciativa ‘eEurope’, com a adopção da comunicação

da Comissão Europeia “eEurope - Sociedade da Informação para Todos”. A iniciativa

destinava-se a acelerar a aceitação das tecnologias digitais em toda a Europa e a garantir que todos os Europeus dispusessem das competências necessárias para as usar. Foi bem

recebida pelo Conselho Europeu em Helsínquia e os chefes de Estado e do Governo

convidaram a Comissão, em conjunto com o Conselho, a preparar o “Plano de acção eEurope” para aprovação pelo Conselho Europeu em Santa Maria da Feira, assim como a apresentar um relatório de progressos realizados, ao Conselho Europeu Extraordinário de Lisboa.

O objectivo da iniciativa eEurope era ambicioso, pois consistia em colocar todos os

europeus (cidadãos, escolas e empresas) on-line, o mais depressa possível. O acesso e o

uso da Internet quer seja através de um computador, de um telefone móvel ou de um

descodificador de televisão, deveria, segundo esta iniciativa, tornar-se um bem de primeira necessidade.

Foi assim durante a Presidência Portuguesa da União Europeia, que se deu mais um grande passo a caminho da sociedade da informação. Em Março de 2000, no Conselho Europeu de Lisboa, chegava-se a um acordo que tinha como objectivo estratégico o reforço do emprego, da reforma económica e da coesão social, no âmbito de uma economia

baseada no conhecimento. Em Junho de 2000, os Quinze aprovavam o “Plano de Acção eEurope2002”, na Cimeira da Feira, no final da Presidência Portuguesa.

Neste documento, elaborado com base nas contribuições da Conferência Ministerial de Abril e da Cimeira de Lisboa, em Março, os Estados Membros comprometiam-se num objectivo comum: transformar a Europa, colocando-a no primeiro lugar da ‘Economia da Informação e do Conhecimento’. Enquadrados entre as 11 linhas de acção, consideradas

como grandes objectivos a alcançar, estavam: o acesso das escolas europeias à Internet, a

redução do custo de acesso à rede ou a formação em novas tecnologias; e a evolução da rede europeia de ciência. Estas eram apenas algumas das propostas como objectivos de curto e médio prazo, decisivos para a liderança da Europa na sociedade do século XXI.

Em Novembro de 2001, a Comissão Europeia voltou a discutir o tema da Sociedade da Informação, mas desta vez com um enfoque mais restrito. Na conferência subordinada ao

tema “eGovernment – Das Políticas às Práticas” sob o comando da presidência Belga, foi

tornado público um relatório sobre os serviços públicos online, avaliando-os em cada

Estado membro. Os países que apresentavam melhores resultados eram a Irlanda, a Suécia, a Dinamarca, a Espanha, o Reino Unido e Portugal. Neste evento, os Ministros e

Secretários de Estado de 28 países da União Europeia e da EFTA assinaram uma

Declaração Ministerial classificando o eGovernment como uma prioridade.

Já no início de 2002, a Comissão Europeia adoptou o “eEurope Benchmarking

Report2000”. Este relatório fornecia uma visão sobre o processo de desenvolvimento da Sociedade da Informação na Europa, desde a Cimeira de Lisboa. Tinha como objectivo analisar os dados dos Quinze, comparando indicadores chave como o número de escolas

ligadas à rede, o preço das ligações à Internet ou o estado do e-commerce. Os resultados

não eram muito animadores, estando os objectivos traçados na Cimeira de Lisboa, longe de ser alcançados. Por exemplo, o Luxemburgo com uma taxa de 20% contrastava com os quase 70% já alcançados na Irlanda.

Segundo este estudo, o “Plano de Acção eEurope” ajudou, de facto, a ligar casas, escolas

e empresas à Internet, mas a um ritmo muito lento. Quanto à banda larga, a situação

apresentava-se semelhante, com a agravante de continuar cara e limitada a duas

plataformas – o ADSL e o cabo. Erkki LIIKANEN, o Comissário Europeu para a Sociedade

da Informação propôs, para 2005 e face ao atraso em relação aos objectivos estabelecidos em Lisboa, incentivos ao acesso em banda larga, a criação de mais conteúdos, o desenvolvimento da administração pública electrónica, a maior segurança nas redes e a

Em Fevereiro de 2002, os ministros da área das telecomunicações reuniram-se em Vitória,

Espanha, para delinear uma linha de actuação para a iniciativa “eEurope 2005”, dando

continuidade aos objectivos traçados pelo “eEurope 2002”. Nesta reunião foram adoptadas

medidas, no sentido de se avançar o mais rapidamente possível para a próxima geração Internet, o Internet protocol version 6 ou Ipv6.

Poucos dias antes do início do Conselho Europeu de Barcelona, Romano PRODI, Presidente da Comissão Europeia, aconselhou os Estados Membros a centrarem os seus esforços no progresso com base no conhecimento, referindo que a pesquisa, a inovação e as tecnologias topo de gama são alguns factores determinantes para que a Europa atinja os objectivos definidos na Cimeira de Lisboa decorrida no ano de 2000. Outro dos factores destacados, foi o fosso entre as declarações políticas e a sua implementação efectiva. No sentido de corrigir esta situação, Romano PRODI referiu ainda que seria definido um novo plano de acção.

Reflectindo os apelos efectuados por alguns líderes, a Conferência Europeia de Barcelona,

que se realizou em Março de 2002, deu um especial destaque ao acesso à Internet em alta

velocidade (redes de banda larga), à segurança das redes de informação, ao e-learning, às

redes on-line de saúde e ao e-Government. Com vista a prolongar o projecto iniciado na

Cimeira de Lisboa, a conferência solicitou à Comissão Europeia que elaborasse um “Plano

de Acção eEurope2005”. Foi pedido ainda ao Conselho e ao Parlamento Europeu que

aprovassem o 6º Programa Quadro de Investigação e respectivos instrumentos jurídicos.

Em Maio de 2002, a CE votava favoravelmente a adopção do “Plano de Acção eEurope2005” que tinha como principal objectivo, proporcionar um ambiente favorável ao

investimento privado e à criação de emprego, impulsionar a produtividade, modernizar os serviços públicos e oferecer a todos a oportunidade de participarem na Sociedade Mundial da Informação, através da disponibilização de serviços, aplicações e conteúdos seguros, assentes numa infra-estrutura de banda larga. Segundo o plano, a Europa deve ter em 2005 um conjunto de serviços públicos de saúde, ensino e ambiente modernos e em linha. Para a concretização plena destes objectivos, será necessário disponibilizar, de um modo generalizado, o acesso em banda larga e a preços competitivos; avançar na revisão e adaptação da legislação existente ao nível europeu e nacional; desenvolver e difundir boas práticas no lançamento de projectos, de modo a acelerar a implementação de aplicações e infra-estruturas de vanguarda; avaliar os desempenhos, ou seja, recorrer a práticas de benchmarking.

Em Fevereiro de 2003, era publicado um documento sobre as conclusões finais do “Plano

realizações do eEurope e identificava também os pontos cuja implementação se tinha

mostrado mais difícil. Segundo o relatório, mais optimista do que o anterior (“eEurope

Benchmarking Report2002”), a maioria dos 64 objectivos de partida tinham sido alcançados. Este resultado era apontado como ainda mais notável, tendo em conta o declínio da economia mundial dos mercados de telecomunicações e tecnologia, bem espelhados nas bolsas de valores. No entanto, era também reconhecido, que o objectivo de uma economia baseada no conhecimento, ainda estava longe de ser uma realidade. Podiam assim resumir-se os resultados mais importantes, segundo três variáveis principais:

Conectividade - quando o plano foi lançado, poucas eram as pessoas que tinha ligação à Internet. Em 2002, 90% das escolas e empresas já estavam on-line. Segundo o relatório entre Março de 2000, altura em que se realizou o Conselho de Lisboa e Novembro de

2002, a taxa de penetração da Internet nos lares europeus passou de 18.3% para 42.6%.

No entanto, existiam enormes disparidades entre os países da União Europeia. A Holanda, por exemplo, apresentava um valor de 68%, contra apenas 14% da Grécia. No que

respeita à taxa de penetração da Internet nas empresas, o valor era bastante mais elevado

- 80%. Existia também, em relação a estes valores, uma enorme disparidade entre os países do norte e do sul da Europa. No entanto, as diferenças estavam a diminuir. Em

relação às ligações à Internet nas escolas, os valores chegavam aos 93%.

A análise comparativa efectuada permitia constatar a existência de uma clara relação entre

os custos da Internet e a respectiva taxa de penetração nos vários países. Referência

ainda à rápida evolução da banda larga, através da tecnologia ADSL e à evolução do

backbone da rede europeia GEANT, a rede mundial de investigação mais rápida.

Quadro Legal - Este relatório chamava também a atenção, para a necessidade de aplicar o pacote de medidas legislativas sobre comunicações electrónicas, proposto pela Comissão Europeia em Junho de 2000, em especial, no que respeita a uma maior competitividade na oferta das redes de acesso local. Esta chamada de atenção, prendia-se ainda com a questão da ‘desagregação do lacete local’, elemento fundamental para um verdadeiro mercado livre de telecomunicações e que ainda está longe de ser resolvido em alguns países Europeus. É o caso de Portugal, com o monopólio da Portugal Telecom nas telecomunicações fixas. Também em termos de enquadramento legislativo, mas ligado ao comércio electrónico, eram dadas algumas orientações, relacionadas nomeadamente com as questões da assinatura electrónica e com os direitos de autor na Sociedade da Informação.

Estímulo ao uso efectivo da Internet - Tão importante quanto a conectividade, mas mais ligada a aspectos físicos e de infra-estruturas, referia-se a necessidade de estimular o uso

efectivo da Internet, através do comércio, do ensino, da investigação, da administração

pública e dos cuidados de saúde. Este relatório analisava também ‘o estado da arte’, distinguindo vários sub-sectores e avançando alguns números (referindo sempre que os resultados médios Europeus continham grandes disparidades entre os diferentes Estados Membros):

• Ensino - O número de alunos por computador ‘evoluiu’ no ensino profissional/técnico e secundário de 7 para 3 em computadores não ligados e de 10

para 4 em computadores on-line. Em Fevereiro de 2002, 93% das escolas estavam

ligadas, o que não significava que fosse na sala de aula e para utilização em termos de ensino. Mais de metade dos professores europeus, tinham sido oficialmente

treinados para o uso de computadores e quatro em cada dez no uso da Internet.

Cerca de nove em cada dez usava computador em casa e oito tinham ligação à Internet.

• O trabalho numa economia baseada no conhecimento77

- O exemplo mais

conhecido é o da European Computer Driving Licence (ECDL) ou carta de

condução digital, que tanta polémica gerou em Portugal, pelo desperdício de oportunidades que se veio a verificar, mas que, na Europa foi muito bem aproveitada.

• Participação de todos numa economia baseada no conhecimento - Adopção de uma iniciativa para dar aos cidadãos com deficiências, possibilidades semelhantes

no acesso à Internet. Avanços consideráveis em termos de legislação e standards

nas aplicações direccionadas para este público. Criação de uma rede de Centros de

excelência para o design de aplicações para todos - Network of Centres of

excelence in Design for all - EdeAN78

.

• Comércio electrónico - O comércio electrónico tem crescido menos na sua vertente para o consumidor (B2C), do que na sua vertente empresarial (B2B). Entre Outubro

de 2000 e Novembro de 2002, as transações de B2C subiram de 18.5% para 23%

na União Europeia (do total do comércio electrónico). Estas transações

representariam, no entanto, apenas 1% do total do comércio a retalho. O B2B gerou

77 Referência ao papel desempenhado pelo grupo de trabalho Employment and Social Dimension of the

Information Society (ESDIS) criado pela Comissão com o objectivo de facilitar a formação dos cidadãos.

78 Vid. também o endereço em

mais de 2/3 do total do valor transaccionado por comércio electrónico. No entanto,

são mais as empresas que compram on-line do que as que vendem (45% efectuam

compras, mas só uma em cada dez, vendem on-line79). Refere ainda o relatório

que, de acordo com os dados do Eurostat, os valores ainda diminuíram entre 2001 e 2002.

• Governo Electrónico - Em relação a esta variável era referido que o Plano de Acção e-Europe2002 tinha sido bem sucedido, delineando um conjunto de vinte serviços

públicos considerados básicos, que deveriam estar on-line até ao final do ano de

2002. Em Outubro de 2002 verificou-se que todos os Estados Membros tinham,

pelo menos, vinte serviços públicos básicos on-line.

Ao analisar a evolução da SI na Europa, nomeadamente através da implementação de políticas, verifica-se que o período entre o início da década de 80 e o início do ano de 2003 configurou um quadro bastante dinâmico de iniciativas. Embora a aplicabilidade das recomendações varie de país para país, até porque as disponibilidades orçamentais são tão variadas quanto as prioridades e as necessidades dos diferentes países Europeus, verificou-se, de uma forma geral, um nível de concretização muito aceitável.

A análise de alguns indicadores, efectuada ainda no decorrer desta dissertação, poderá complementar este conjunto de considerações teóricas, permitindo avaliar a evolução dos Quinze, ao mesmo tempo que permite enquadrar algumas das (inúmeras) variáveis a ter em consideração na análise da Sociedade da Informação.

No documento Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (páginas 127-135)