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A verdadeA verdade

No documento Avassalador-Joseane (páginas 109-134)

A verdade

 — Mulher dos infe

 — Mulher dos infernos!rnos!

O grito masculino não a intimidou. O marido segurava seu braço, enquanto fazia o O grito masculino não a intimidou. O marido segurava seu braço, enquanto fazia o caminho de volta para o castelo.

caminho de volta para o castelo.  — Como

 — Como pôde ser pôde ser tão burra tão burra em sair em sair durante a durante a noite, sozinha, noite, sozinha, para ir para ir até um até um puteiro?puteiro? O que tem nessa cabeça oca?

O que tem nessa cabeça oca?  — Eu poderia lhe fa

 — Eu poderia lhe fazer a mesma perzer a mesma pergunta — devolveugunta — devolveu..

Joshua parou. As ruas estavam desertas naquele horário, mas os boatos dos bandidos Joshua parou. As ruas estavam desertas naquele horário, mas os boatos dos bandidos a espreita ainda eram

a espreita ainda eram constantes. Havia ameaça.constantes. Havia ameaça.  — T

 — Tenho vontade de enho vontade de colocar essa buncolocar essa bunda sobre minhas pda sobre minhas pernas e enchê-ernas e enchê-las de tabefes.las de tabefes.  —

 — Quem Quem devia devia apanhar apanhar aqui aqui é é você! você! — — o o furor furor de de Elisabeth Elisabeth era era visível. visível. Ela Ela nuncanunca falava assim, com aquela energia. — Cada problema que enfrentarmos nesse casamento, falava assim, com aquela energia. — Cada problema que enfrentarmos nesse casamento, te fará ir

te fará ir correndo procuracorrendo procurar outras saias?r outras saias?

Ele se envergonhou, tremendamente. Sabia que a esposa estava

Ele se envergonhou, tremendamente. Sabia que a esposa estava certa.certa.  — O que você quer

 — O que você quer? — intimou-a. — Quer se ? — intimou-a. — Quer se vingar? Quer me bavingar? Quer me bater?ter?

Um soco potente o derrubou no chão. Arregalou os olhos diante da energia daquela Um soco potente o derrubou no chão. Arregalou os olhos diante da energia daquela mulher

mulher. De onde saiu tanta . De onde saiu tanta força tendo ela um corpo tão frágil?força tendo ela um corpo tão frágil?  — O que diabos…?

 — O que diabos…?  —

 — Desculpe Desculpe — — ela ela estendeu estendeu a a mão, mão, ajudando-a ajudando-a a a se se levantarlevantar. . — — Não Não sei sei o o queque aconteceu, meu corpo agiu por

aconteceu, meu corpo agiu por conta própria.conta própria.  — Sei…

 — Sei…

Difícil acreditar, mas ele a havia visto matar um homem manipulando uma espada Difícil acreditar, mas ele a havia visto matar um homem manipulando uma espada como poucos faziam.

como poucos faziam.  — V

 — Vou levá-la para caou levá-la para casa, Elisabeth.sa, Elisabeth.  —

 — Não Não vai vai voltar voltar para para aquele aquele prostíbulo. prostíbulo. — — ela ela avisou avisou tão tão firme firme que que quase quase o o fezfez gargalhar.

gargalhar.

 — Sou homem e você n

 — Sou homem e você não manda em mim.ão manda em mim.  — Se voltar

 — Se voltar, eu venho atrás de v, eu venho atrás de você.ocê.  — Eu a tranco no qua

 — Eu a tranco no quarto.rto.  — Eu pulo a janela.

 — Eu pulo a janela. Que diabos!

Que diabos!

 — Por que se importa  — Por que se importa??

Os olhos da

Os olhos da mulher se arregalaram.mulher se arregalaram.  — V

A explicaç

A explicação, como sempre, era ão, como sempre, era prática e não emotiva.prática e não emotiva.  — Um

 — Um marido que nunca quis marido que nunca quis ter — acusou. ter — acusou. — Acha que — Acha que não sei que não sei que é Andrew queé Andrew que você quer? Que é nele que pensa quando eu finco meu pau

você quer? Que é nele que pensa quando eu finco meu pau entre as suas pernas.entre as suas pernas.

Outro tabefe. Joshua estava começando a perder a paciência para aqueles trejeitos Outro tabefe. Joshua estava começando a perder a paciência para aqueles trejeitos femininos.

femininos.  — Não

 — Não admito que admito que fale comigo fale comigo nesse tom nesse tom — ela — ela encarou-o de frente, encarou-o de frente, sem medo. sem medo. — —  Eu sou sua esposa, unida a você pelos votos sagrados de Bran, Masha e Cashel. Teu Eu sou sua esposa, unida a você pelos votos sagrados de Bran, Masha e Cashel. Teu sangue está no meu corpo, e eu nunca fui

sangue está no meu corpo, e eu nunca fui desleal a ti.desleal a ti.

O rosto de Joshua aproximou-se. Era uma fera ferida, um gato espreitando a presa. O rosto de Joshua aproximou-se. Era uma fera ferida, um gato espreitando a presa.  — V

 — Você o é, querida espoocê o é, querida esposa — devolveu. — Vsa — devolveu. — Você é desleal a cada segocê é desleal a cada segundo que pensaundo que pensa em outro homem, enquanto goza comigo.

em outro homem, enquanto goza comigo.

Ela ergueu a mão novamente. Porém, ele a segurou no ar. Elisabeth nunca havia sido Ela ergueu a mão novamente. Porém, ele a segurou no ar. Elisabeth nunca havia sido tão ofendida em sua vida.

tão ofendida em sua vida.

Então, repentinamente, ele a empurrou para o lado. As

Então, repentinamente, ele a empurrou para o lado. As paredes de pedra tocaram suasparedes de pedra tocaram suas costas, machucando-a. Porém, mais por mais grosseiro e obtuso que fosse Joshua, todo o costas, machucando-a. Porém, mais por mais grosseiro e obtuso que fosse Joshua, todo o corpo de Elisabeth clamava pelo

corpo de Elisabeth clamava pelo marido.marido. Aquilo era tão

Aquilo era tão perturbador!perturbador!

Por tudo que ele fizera, era um direito dela odiá-lo. Mas, tudo que Elisabeth queria Por tudo que ele fizera, era um direito dela odiá-lo. Mas, tudo que Elisabeth queria era abrir os braços e ampará-lo diante da dor que via no

era abrir os braços e ampará-lo diante da dor que via no semblante masculino.semblante masculino.

Lágrimas grossas desceram pela sua face. Ele a acusava de traição. Tratava-a como Lágrimas grossas desceram pela sua face. Ele a acusava de traição. Tratava-a como uma rameira, mas tudo que ela fez, desde que casaram, foi tentar fazê-lo feliz. Joshua, em uma rameira, mas tudo que ela fez, desde que casaram, foi tentar fazê-lo feliz. Joshua, em contrapartida, havia dormido com

contrapartida, havia dormido com outra mulheroutra mulher..

Contudo, havia mais que decepção em seu coração. O pior era que, mesmo sabendo o Contudo, havia mais que decepção em seu coração. O pior era que, mesmo sabendo o passado de devassidão do marido, ela ainda nutria por eles sentimentos tão intensos que a passado de devassidão do marido, ela ainda nutria por eles sentimentos tão intensos que a mulher era incapaz

mulher era incapaz de compreendê-los.de compreendê-los.

Por que ele a sufocava na mesma medida que parecia avassalar todo seu coração? Por que ele a sufocava na mesma medida que parecia avassalar todo seu coração?  — Diga-me, Lis — ele mur

 — Diga-me, Lis — ele murmurou, o corpo mascmurou, o corpo masculino prensandoulino prensando-a em sua totalidade.-a em sua totalidade. Sentiu a carne dura dele fincando-se contra sua pélvis. A roupa impedia um toque Sentiu a carne dura dele fincando-se contra sua pélvis. A roupa impedia um toque mais íntimo,

mais íntimo, mas tudo estava mas tudo estava demasiadamendemasiadamente selvagem e te selvagem e arrebatadorarrebatador. Ela . Ela gemeu, quandogemeu, quando o movimento masculino começou um

o movimento masculino começou um ritmo cadenciando.ritmo cadenciando. Era uma tortura. O avançar e o

Era uma tortura. O avançar e o retroceder pareretroceder pareciam ser seu fim.ciam ser seu fim.  — Dizer o quê?

 — Dizer o quê?  —

 — VVocê ocê sabe sabe a a resposta resposta para para essa essa pergunta, pergunta, esposa esposa — — ele ele retrucou. retrucou. — — O O que que vocêvocê sente por mim?

sente por mim?

As pernas delas bambearam. Ela sentiu o pulsar característico que a tomava de As pernas delas bambearam. Ela sentiu o pulsar característico que a tomava de assalto quando ele a dominava na cama.

assalto quando ele a dominava na cama.  — Joshua…

 — Diga-me! — exigiu

 — Diga-me! — exigiu. — Ainda é apaixonada . — Ainda é apaixonada por Andrew?por Andrew?

O olhar de Elisabeth, então, tornou-se confuso. Era isso que ele pensava? Então, O olhar de Elisabeth, então, tornou-se confuso. Era isso que ele pensava? Então, desde que Andrew e Anna haviam aparecido no castelo, era o ciúme do irmão que o fazia desde que Andrew e Anna haviam aparecido no castelo, era o ciúme do irmão que o fazia tratá-la tão mal?

tratá-la tão mal? Ou…

Ou…  —

 — O O que que sente sente por por Anna? Anna? — — ela ela rebateu. rebateu. — — VVocê ocê tem tem inveja inveja de de Andrew Andrew por por tê-latê-la desposado?

desposado?

Ele riu baixinho. O hálito

Ele riu baixinho. O hálito de canela e hidromel atingiu-a.de canela e hidromel atingiu-a.  — Não

 — Não me casaria me casaria com Anna com Anna mesmo que mesmo que ela fosse ela fosse à última à última mulher da mulher da face da face da terra,terra, Lis — foi franco. — Nunca quis outra, só você — admitiu. — Ainda me lembro de cada Lis — foi franco. — Nunca quis outra, só você — admitiu. — Ainda me lembro de cada detalhe do dia que eu a

detalhe do dia que eu a vi pela primeira vez, Elisabeth. Desde aquele instante, eu soube, devi pela primeira vez, Elisabeth. Desde aquele instante, eu soube, de alguma maneira, que o que eu sinto

alguma maneira, que o que eu sinto por você eu jamais sentiria por qualquer outra pessoa.por você eu jamais sentiria por qualquer outra pessoa. A frase tocou-a.

A frase tocou-a.

 — Mas, Anna disse…  — Mas, Anna disse…  — Imaginei que

 — Imaginei que sua irmã sua irmã tentaria nos jogar tentaria nos jogar um contra o um contra o outro, mas não outro, mas não vou culpá-lavou culpá-la pelos meus erros — ele murmurou. — Não foi Anna que me obrigou a te trair. Eu o fiz pelos meus erros — ele murmurou. — Não foi Anna que me obrigou a te trair. Eu o fiz porque eu queria me vingar dos sentimentos que você nutre por Andrew.

porque eu queria me vingar dos sentimentos que você nutre por Andrew. Lis negou,

Lis negou, abraçando-abraçando-o.o.

Subitamente, a áurea sexual pendeu para algo mais intenso e cálido. Subitamente, a áurea sexual pendeu para algo mais intenso e cálido.  —

 — Eu Eu mal mal conheço Andrewconheço Andrew, , Joshua — Joshua — ela ela murmurou. — murmurou. — Ele Ele foi foi o o amigo amigo de de minhaminha infância, mas fiquei mais de uma década sem vê-lo.

infância, mas fiquei mais de uma década sem vê-lo.  —

 — VVocê ocê me me disse disse que que o o amava amava — — recordou-srecordou-se e das das conversas, tempos conversas, tempos antes, antes, quandoquando ela aguardava o antigo noivo voltar de Masha.

ela aguardava o antigo noivo voltar de Masha.  — Que escolha

 — Que escolha eu tinha? Dizer eu tinha? Dizer que não o que não o queria? Que temia o queria? Que temia o homem que ele homem que ele podiapodia ter se tornado? Que estava triste, infeliz, preocupada? Mas, a vida com Lady Sophie era ter se tornado? Que estava triste, infeliz, preocupada? Mas, a vida com Lady Sophie era um inferno, então tentava me convencer de que não poderia ser pior ao lado de Andrew. E, um inferno, então tentava me convencer de que não poderia ser pior ao lado de Andrew. E, imaginei, com a convivência, talvez eu viesse a amá-lo, verdadeiramente. Não é esse o imaginei, com a convivência, talvez eu viesse a amá-lo, verdadeiramente. Não é esse o dever de toda esposa?

dever de toda esposa?

Aquelas palavras pareciam maravilhosas demais para

Aquelas palavras pareciam maravilhosas demais para serem verdadeiras.serem verdadeiras.  — E quanto a mim?

 — E quanto a mim? — Indagou. O coração batendo tão rápido no peito. — Diga-me,— Indagou. O coração batendo tão rápido no peito. — Diga-me, Elisabeth… E quanto a mim?

Elisabeth… E quanto a mim?

Os dedos femininos, um tanto acanhados, fincaram-se nas mechas escuras. O olhar Os dedos femininos, um tanto acanhados, fincaram-se nas mechas escuras. O olhar deles se encontrou de forma

deles se encontrou de forma febril.febril.  —

 — Meus Meus sentimentos por sentimentos por você? Não você? Não sei sei expressá-loexpressá-los, s, Joshua — Joshua — murmurou. — murmurou. — NãoNão sei como explicar que, mesmo que me machuque, eu ainda quero que fique perto de mim. sei como explicar que, mesmo que me machuque, eu ainda quero que fique perto de mim. Que quando acordo de manhã e vejo seu rosto adormecido, eu sorrio sem entender os Que quando acordo de manhã e vejo seu rosto adormecido, eu sorrio sem entender os motivos. Que eu adoro o seu cheiro, adoro sua voz, a forma como trata as pessoas de motivos. Que eu adoro o seu cheiro, adoro sua voz, a forma como trata as pessoas de forma justa, a maneira como leva em consideração tudo que falo. Eu fico encantada pela forma justa, a maneira como leva em consideração tudo que falo. Eu fico encantada pela maneira como você me pega, quando me toma entre os lençóis. E eu tenho vontade de maneira como você me pega, quando me toma entre os lençóis. E eu tenho vontade de

chorar em pensar que posso perdê-lo.

Estava ali, tudo que ele sempre sonhou durante toda a vida. Cada palavra dita, uma atrás da outra.

 — Isso é amor, Elisabeth — ele explicou, rindo e chorando ao mesmo tempo. Ela acompanhou-o nas emoções.

 — É? — sua inquietação era tão inocente e sincera. — Eu te amo, então — a afirmação genuína fê-lo abraçá-la.

 — Vamos para casa, esposa.

***

O calor do quarto os tocou.

Elisabeth entrou primeiro, e ficou defronte ao espelho, aguardando o marido que trancava a porta.

Estava nervosa, como se fosse à primeira vez. E talvez o fosse, porque era a primeira em que um era complemente ciente do sentimento do outro.

Respirou fundo, tentando se acalmar. Era Joshua, a pessoa a qual ela confiaria à vida. O olhar cravou no espelho. Viu a pele enrubescida, fruto de sua excitação. O calor que a dominava, adentrando fundo em suas estranhas e fazendo suas pernas bambearem, era nítido pelo olhar febril em seu rosto.

Havia rastros de lágrimas ali, também. De raiva, de medo, e por fim, de alívio. As de alívio subjugaram todas as outras.

Viu, então, ainda pelo reflexo, Joshua arrancar a roupa. Ele era magnífico, e ela sabia. Ela notava como as mulheres demoravam os olhos sobre os músculos firmes, e sobre a expressão de sua masculinidade. Viril, de corpo grande e dominador, Joshua era maravilhoso de muitas maneiras, e incrivelmente aterrorizador de outras.

O membro dele estava duro, ereto, deixando-a ciente de como a queria. A ela.

A mulher que sequer entendia o ato sexual, antes de ter dividido o feno com ele, naquele longínquo dia de inverno em Castelo Branco. E, mesmo assim, ali estava o fogo no olhar. O fogo que ela sabia, era apenas dela.

As mãos masculinas tocaram sua coxa, enquanto a boca de Joshua moveu-se sobre sua nuca. Enquanto o vestido era erguido, ele lambeu aquele ponto que a arrepiou

imediatamente.

Todas as roupas foram tiradas enquanto a boca dele passeava. A nuca, os ombros, as costas, o quadril. Tentou se mover, voltar-se para ele, mas Joshua manteve-a parada no mesmo lugar.

 — Olhe para o espelho, Elisabeth — ordenou, a voz rouca. — Quero que veja a si mesma, e entenda porque eu a desejo tanto. Quero que saiba que não existe outra mulher tão perfeita quanto você.

A boca dela abriu-se, num gemido. Os sons não podiam mais ser contidos, tudo nela estava em chamas.

Então, ele curvou-a um pouco, apenas o suficiente para que ela se segurasse no espelho. Sentiu as pernas sendo afastadas brevemente, enquanto, pelo reflexo, percebia a cabeça vermelha e latejante do pênis de Joshua surgindo entre elas, resvalando entre seu centro, agonizando-a, fazendo-a gemer com aquele toque erótico e dominador.

 — Olhe no espelho — repetiu. — Você me deixa louco.

Então, enfiou-se dentro de seu centro feminino de tal forma que Elisabeth pode senti- lo por inteiro. Ela quase caiu, mas as mãos firmes do marido mantiveram-na no lugar. Ele acariciava seus mamilos com uma das mãos e, com a outra, segurava seu rosto, trazendo-a para um beijo.

Aquele ritmo sensual, mais uma vez, começou. As entocadas firmes eram apenas um dos pontos que a deixavam zonza. A mão que estava nos seios, abandonou-os, e seguiu até seu clitóris. Enquanto Joshua fazia movimentos circulares ali, a língua passou a imitar o membro.

Havia uma palavra para aquilo. Ela havia ouvido certa vez, entre cochichos de servas casadas. E, definitivamente, apesar de ser uma palavra feia, combinava totalmente com o ato completamente molhado, sujo e, ao mesmo tempo, delicioso: foder.

E, naquele instante, ela entendeu como era ser fodida com força. Sem reservas, sem pudores, sem medo.

A boca abriu e Elisabeth não conteve os gritos. Todo seu corpo era tomado por espaços em cada pedaço de sua pele.

 — Lis… — a voz de urgência a tomou.

Subitamente, os jatos quentes do sêmen do marido, inundando-a tanto que passou a escorrer pelas pernas. O líquido branco mesclando-se com o seu deleite, as vozes ritmadas entre sussurros de êxtase.

Ela gozou como nunca até então.

Quase resvalando até o chão, enfim, permitiu que o prazer a atingisse, e a deixasse. Cada pedaço do corpo pulsava, e as forças a haviam abandonado.

Contudo, mais uma vez, o deleite. Dessa vez, não do sexo, mas do amor. Percebeu Joshua segurando-a carinhosamente, abraçando-a e então, erguendo-a.

aos seus olhos.

 — Eu te amo — ela reafirmou, para o caso de ele ter se esquecido.  — Eu sei… — o sussurro masculino a cativou. — Agora eu sei.

Morte

Andrew voltou-se para o irmão, um sorriso largo no rosto, enquanto preparava as palavras para despedir-se.

Foi surpreendido por um abraço firme. Era a primeira vez que se lembrava de Joshua manifestar qualquer gentileza para consigo. Imediatamente percebeu que suas palavras, dias antes, surtiram efeitos.

 — Está tudo bem entre Lis e você? — perguntou, num sorriso.

 — Graças a você — o irmão afirmou. — Conversar francamente com ela valeu-me a paz em meu casamento — soltou-o. — Muito obrigado.

Andrew apertou seu ombro, num carinho mudo e conciliador.  — Andrew… Eu preciso te falar algo…

A atmosfera mudou. Havia algo no irmão que o mais velho era incapaz de compreender. Arqueou as sobrancelhas, aguardando a resposta, mas o som de passos fê-lo voltar-se para as irmãs ruivas que se aproximavam.

Anna estava nitidamente azeda, como se estivesse muito zangada por ter que ir embora. Mas, incrivelmente, ela havia passado bem pouco tempo perto de Elisabeth.

Não lhe deu atenção. Beijou as mãos da esposa, carinhosamente, enquanto a guiava para a charrete. Então, voltou-se para Elisabeth.

A cunhada estava de braços dados com seu irmão. Ele aproximou-se e lhe deu um beijo gentil na testa.

 — Sejam felizes.

O assunto pendente entre ele e Joshua foi esquecido, e ele sequer pensou nele enquanto entrava na charrete e seguia seu caminho.

 — Você contou? — Elisabeth murmurou ao marido que mordeu o lábio inferior, nervoso.

 — Eu não consegui — assumiu. — Rezamos para que ele nunca saiba.

A mentira nunca era a melhor saída, mas, naquele instante, Lis orou aos deuses que mantivessem a verdade bem guardada.

***

Branco, uma leve garoa fina que não servia para nada além de umedecer todo o Castelo e deixar vários aldeões doentes.

Enquanto reclamava com um dos administradores sobre a diminuição de mão de obra para as colheitas, Sophie desviou o olhar para a entrada. Uma das meninas que servia na cozinha a encarava com nítido assombro.

 — Senhor Zenon — ela murmurou. — Seu servo pessoal voltou, Milady.

Dispensou o administrador na hora, e mandou chamar o outro. Enquanto aguardava, respirou fundo, ansiosa para o que viria.

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