4 Estudo de Caso – Hospital Amparo Maternal
4.2.1 Acessos / Entradas principais e secundárias
O hospital se localiza na zona sul de São Paulo, próximo à rua Napoleão de Barros (oeste), e possui acesso de veículos e pedestres, ligando-se ao subsolo 1 e 2, na rua Botucatu (leste), com acesso de veículos e acesso exclusivo para funcionários, e
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a rua Loefgren (norte), sendo a de principal acesso aos usuários, veículos e pedestres, onde o fluxo é moderado, não causando transtornos locais para o trânsito.
Figuras 34 – Análise de acessos
Fonte: HAM, graficado pela autora .
Acesso de veículos Acesso de pedestres Acesso de funcionários Acesso de veículo de serviço
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4.2.2 CirculaçõesA circulação linear predomina neste hospital, sendo que os setores se interligam por meio de corredores. Mas a circulação vertical se faz necessária, com o uso de elevadores e escadarias interligando pacientes e funcionários para outros setores.
A entrada principal para os usuários até a recepção do
hospital tem visibilidade pela presença de um portão e uma guarita, trazendo proteção aos clientes e indicando o acesso.
Figura 35 – Análise de circulação, térreo
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Circulação semi-pública Circulação semi-privada Circulação vertical Circulação privada
Figura 36 – Análise de circulação, primeiro pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Circulação vertical Circulação semi-privada
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Figura 37 – Análise de circulação, segundo pavimento
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Circulação semi-pública Circulação semi-privada Circulação vertical Circulação privada 4.2.3 Volume e massaA construção predominantemente horizontal, com formato retangular, não possui características marcantes de grandes arquitetos. Conforme observação, o hospital possui uma pequena taxa de ocupação em relação ao terreno, sendo que parte do solo foi destinada para o estacionamento e a vegetação. Percebe-se o seguimento de uma mesma tipologia e ritmos em toda a obra em sua criação e ampliação ao longo dos anos.
4.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade
A obra, que inicialmente, foi construída por um grupo
Figuras 38 e 39 – Foto da inauguração do HAM e análise de volume
Fonte: HAM. Fonte: Goofle Earth.
de pessoas e liderada pela madre Marie Domineuc, tenta trazer para a instituição a humanização nos ambientes, como, por exemplo, o terraço, voltado para o norte, que e responsável por grande parte da iluminação e ventilação natural dos quartos
.dessa fachada, além de oferecer áreas de socialização entre os internados.
Também está visível a preocupação com a qualidade de vida da população usuária dos serviços do hospital, pois no projeto de reforma e ampliação a taxa de permeabilidade de 25% está muito bem distribuída, mesmo com os desníveis presentes no terreno.
Analisando o novo projeto, vê-se que faz parte dele o sistema de captação de água da chuva, o que é, de certo modo, uma garantia de que esse recurso não faltará em períodos de racionamento e rodízios de água. Empreendimentos como hospitais pode sofrer bastante com esse tipo de situação, dado o grande consumo de água.
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Figura 40 – Insolação, cobertura
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Leste Oeste
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4.2.5 Zoneamento funcional
Por meio das plantas baixas mostradas nas imagens a seguir, constata-se que as áreas com atendimento direto ao paciente localizam-se ao norte e ao leste do terreno, inclusive a recepção central e a fachada principal. Ao sul e oeste, localizam-se áreas de serviços e outros usos predominantemente hospitalares. Com esta divisão, percebe-se que a área central da edificação se sobressai em relação às demais pela alta concentração de circulação, tornando essa área a mais crítica.
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Figura 41 – Zoneamento funcional subsolo
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Figura 42 – Zoneamento funcional térreo
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Figura 43 – Zoneamento funcional primeiro pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Figura 44 – Zoneamento funcional segundo pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora.
Sala Cirúrgica Sala de RPA Área médica Almoxarifado Resíduos recicláveis Recepção Lavanderia Refeitório Área técnica Área de colaboradores Administração Depósito Circulação UTI neo
Farmácia Sala de indução PPP Dormitório Terraço Banheiro Depósito
4.2.6 Estrutura e técnicas construtivas
Nesta edificação, fica evidente a época de sua construção, não somente pelas formas aplicadas ao projeto, mas pelos materiais utilizados na estrutura, como as madeiras usadas na fabricação das esquadrias, as quais estão sendo trocadas, paredes com espessura incomum, desde o acesso principal. Ainda neste contexto, vê-se que, além da estrutura com sistema construtivo antigo, alguns revestimentos permanecem originais.
Os vidros nas fachadas são destaques como técnicas construtivas, uma vez que são responsáveis por grande parte da ventilação e iluminação natural. No pátio, local sem construções, há uma manta asfáltica em toda a extensão, facilitando o fluxo veicular interno.
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4.3 Relações
Neste item, será avaliado o entorno do hospital, bem como será feita a relação entre o interior e o exterior. Ainda serão avaliadas as hierarquias espaciais, a fim de analisar o fluxo interno e externo.
4.3.1 Do edifício com o entorno
A Vila Clementino, localizada na Zona Sul de São Paulo, bairro onde está localizado o hospital, é uma área bem desenvolvida e com muitas edificações, sendo assim há poucos vazios e poucas áreas verdes. Já em relação ao terreno, o hospital não ocupa uma grande área, visto que sua taxa de ocupação é de 36%.
A área, de característica residencial, multifamiliar e unifamiliar, possui pouca vegetação. Já no entorno imediato, a arborização traz qualidade de vida para a população com consequência direta na recuperação dos pacientes, sendo que as árvores geram conforto térmico interno, e os vidros das fachadas trazem a sensação de conexão com a natureza.
Figura 45 – Imagem aérea
Fonte: Google Earth, graficado pela autora.