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10. Avaliação por estado

10.1. Alagoas

E

m março, abril e agosto a precipitação pluviomé-

trica ficou abaixo do ideal no estado, consideran- do a alta demanda de água determinada pela necessidade da cultura. Isso prejudicou o desenvolvi- mento da lavoura, principalmente aquelas de proprie- dade dos fornecedores que, em sua grande maioria, não tem condição de promover irrigação.

A cultura da cana-de-açúcar é bastante exigente de condições climáticas ideais, necessitando de condi- ções favoráveis de chuvas, umidade bem equaciona- da com a temperatura para atingir o desenvolvimen- to vegetativo, promovendo o enriquecimento do seu principal açúcar na fase de maturação, onde se dá a sua colheita. Como existe a necessidade de alta pro- dução de sacarose, a planta precisa encontrar condi- ções de temperatura e umidade adequadas para per- mitir desenvolvimento suficiente, carecendo também de período com certa restrição hídrica ou térmica, para forçar o repouso e enriquecimento de sacarose na época do corte. Se no Nordeste o fator topográfi- co e hídrico não são totalmente favoráveis, por outro lado, o solo e a temperatura são favoráveis ao desen- volvimento das lavouras canavieiras.

Nessa terceira avaliação verificamos que a produtivi- dade e produção, de um modo geral, sofrerão redu- ções significativas, girando em torno de 10 a 15% em relação ao levantamento anterior. Esse resultado é em função da falta de investimento na lavoura com

tratos culturais e adubação e baixo regime pluviomé- trico. Essa dificuldade que gera queda de produtivida- de atinge com maior intensidade a classe de fornece- dores que, praticamente deixou a lavoura sem tratos culturais. Há uma diferença considerável de produti- vidade entre as Unidades de Produção que trataram

10.2 Amazonas

O cultivo de cana-de-açúcar para a produção de açú- car e etanol é pouco representativo na atividade agrí- cola do estado. A colheita inicia-se em abril e finaliza em novembro. Toda a área plantada com cana, para processamento, já havia sido colhida, restando ape- nas uma pequena área onde os colmos serão utiliza- dos como mudas para replantio para a nova safra. A produtividade esperada para a cana de 12 meses seria de 87,6 t/ha e após a colheita só se observou 64,51 t/ ha. Uma redução de aproximadamente 26%. Essa re- dução foi consequência do menor regime de chuvas no período de agosto a outubro, uma vez que em se- tembro a precipitação pluviométrica foi de apenas 7,4 mm, colheita realizada em um canavial mais novo e a colheita mecanizada, que diminui a ocorrência de soca. Consequentemente o índice de produtividade após o esmagamento de produtos como o açúcar fo- ram menores que o esperado. Não há relatos de ne- nhum problema fitossanitário relevante na área de plantio.

No tocante à destinação dos produtos oriundos do es-

a cana própria com a tecnologia tradicional (irrigação, adubação, aplicação de defensivos agrícolas), alcan- çando de 80 a 90 t/ha, com outros segmentos e for- necedores que assim não fizeram, alcançando produ- tividades de cerca de 29 t/ha.

magamento, com o atendimento à cota de açúcar a ser produzida, a empresa optou pelo aumento da pro- dução de etanol para vender ao mercado de Manaus, por isso, a alteração em relação ao levantamento an- terior. Neste contexto, a produção real de açúcar ao final da colheita teve uma redução de 3,3 mil tonela- das em função da estimativa anterior, chegando a 12,4 mil toneladas de açúcar. Assim, a produção de etanol total (hidratado e neutro) deve ser de 5,8 mil metros cúbicos. Mesmo com esta redução de produção, em relação ao segundo levantamento, os índices de açú- car e etanol hidratado, alcançados ao final da colheita, alcançaram números maiores que os da safra anterior em função do aumento do ATR de 86,5 kg/t na safra 2014/15, para 105,3 kg/t na safra 2015/16.

No estado foi iniciado o plantio das novas áreas e a variedade mais utilizada para o plantio no empreen- dimento é a RB 92.579, sendo necessário um custo maior para o clareamento do açúcar em função da cor avermelhada da planta.

10.3. Bahia

Para esta safra a estimativa de produção de cana-de -açúcar é de 4.364,8 mil toneladas, representando um aumento de 17,7% em relação à safra passada. A pro- dutividade média da cana-de-açúcar para essa safra está estimada em 76.335 kg/ha.

A produção de açúcar prevista para a safra atual é de 91,5 mil toneladas, um aumento de 10,8% em relação à safra passada, que foi de 82,5 mil toneladas.

A produção de etanol anidro prevista para a safra atu- al é de 51.772,3 mil litros, uma redução de 60,7% em relação à safra passada, que foi de 131.858,1 mil litros. Na safra passada a produção de etanol hidratado foi de 108.531,3 mil litros e nesta safra a produção teve um incremento de 86,2%, sendo previsto 202.078 mil litros.

No extremo sul do estado as chuvas previstas para os últimos quatro meses eram de 287 mm, mas os regis- tros observados neste período indicam uma precipi- tação de 104 mm. Na região do Vale do São Francis-

co não há registros de precipitações pluviométricas desde maio de 2015. Entretanto, como o canavial é 100% irrigado, não houve comprometimento da ca- na-de-açúcar. Na região do Recôncavo, o regime hídri- co ocorreu dentro da normalidade para o período, ou seja, o acumulado dos últimos quatro meses foi cerca de 400 mm.

No extremo sul do estado foi observado que as varie- dades cultivadas nessa região foram favorecidas pela atual situação climática da região. Segundo informa- ções, as variedades RB-86.7515, RB-87.2552 e SP-83.5073 são as mais produtivas e adaptadas ao clima e solo da região, facilitando a condução e tratos culturais, ob- tendo-se melhores índices de ATR.

Na região do Vale do São Francisco houve um aumen- to significativo do cultivo da variedade VAT 90.212, em relação à safra passada, correspondendo a cerca de 70% da área cultivada, principalmente por ela não florescer nas condições climáticas daquela região, o que favorece o acúmulo de ATR. A colheita desta safra

foi finalizada. A área é 100% irrigada, sendo 63% em sulcos, 31% gotejamento e 6% pivô central. A produti- vidade média da cana-de-açúcar na safra anterior foi de 103,8 t/ha e a estimativa para esta safra é de 115,3 t/ha. O aumento da produtividade média deve-se à renovação de cerca de 1,9 mil hectares e expansão de cerca 1,5 mil hectares, pois é característico dessa cul- tura a redução gradativa da produtividade a partir do terceiro corte (ano).

Outras fontes de renda das Unidades de Produção é a geração de energia elétrica que é comercializada com a Concessionária de energia elétrica e a produção de composto orgânico comercializado com produtores de uva e manga da região.

Na região do Recôncavo não houve alterações no ma- nejo, não tendo mudanças significativas na distribui- ção percentual das variedades cultivadas.

10.4. Ceará

A cana-de-açúcar no estado vem atravessando difi- culdades há muito tempo, provocando desestímu- los aos produtores devido à desativação de algumas Unidades de Produção de açúcar e etanol, que foram desativadas. Além desses fatores, a situação se agra-

vou ainda mais devido às estiagens prolongadas que vêm penalizando o estado desde 2012, prejudicando diretamente a produção da cana-de-açúcar. O estado produz exclusivamente etanol.

10.5. Espírito Santo

As condições pluviométricas registradas no período de janeiro a novembro de 2015 revelam que houve um deficit hídrico no estado, onde na região sul, esse pro- cesso ocorreu com uma maior intensidade e assim, influenciou de forma negativa na produção de cana- de-açúcar.

A região norte do estado também sofreu com o deficit hídrico, porém em algumas localidades dessa região houve uma precipitação quase que ideal para a cultu- ra de cana, e isso ajudou a amenizar a diminuição da produção, porém, também houve uma diminuição na produtividade da cultura. A temperatura alta em ja- neiro também afetou a cultura, o que acarretou uma evapotranspiração em torno de 5,7 a 6 mm/dia, onde, aliado ao deficit hídrico, prejudicou o desenvolvimen- to da cana, por isso, a redução de produtividade em relação à safra anterior.

A estimativa da moagem de cana-de-açúcar é de 3.175,3 mil toneladas, 21,8% menor do que a safra 2014/15. O que mais pesou foi a queda na área desti- nada à cana-de-açúcar, tendo em vista que a produti- vidade é superior à safra passada, que foi severamen- te castigada pelo estresse hídrico.

A estimativa de produção de açúcar teve uma redução de 29,4 mil toneladas em comparação à safra anterior e a produção de etanol deve ter um aumento de 9,6% em relação à safra anterior.

Verifica-se a evolução da colheita mecanizada atinge 70,3% da cana-de-açúcar produzida no estado, sendo a região norte capixaba a que mais evoluiu. O menor percentual de colheita mecanizada encontrar-se no sul do estado (13,3%), pois a topografia acidentada não é favorável à mecanização.

10.6. Goiás

Goiás ocupa a segunda colocação nacional em área plantada e produção de cana-de-açúcar, podemos di- zer que alguns dos fatores que favorecem o estado está relacionado ao fotoperíodo adequado à cana- de-açúcar, ou seja, a planta recebe as horas de ilumi- nação necessária para ter um bom desenvolvimento vegetativo, índices pluviométricos adequados e relevo e topografia que auxiliam na mecanização da lavoura e com isso, uma redução nos custos com mão de obra. Goiás vem se consolidando como um dos líderes na- cionais na produção de etanol e açúcar, fator este que faz o setor sucroalcooleiro goiano como uma das principais fontes empregadoras no estado e gerado- ras de divisas. O estado possui a segunda maior área plantada e produção no país, quarto maior produtor

de açúcar e segundo maior produtor de etanol, tanto de anidro quanto de hidratado.

A atual safra goiana está estimada em 908 mil hecta- res, isso indica um crescimento de área em torno de 6,3% em relação à safra anterior, podemos ver esse incremento de área como um crédito e expectativa de melhorias que o setor tem com o mercado de açúcar e etanol. Devido o aumento dos combustíveis fósseis, no caso a gasolina, o consumo de etanol tem sido im- pulsionado pelo menor valor em relação à gasolina e por sua eficiência energética estimada em aproxima- damente 70% da gasolina. Este fator faz com que o consumidor prefira o etanol em detrimento à gaso- lina. Essa preferência do consumidor tem reflexo di- reto nas Unidades de Produção, que por sua vez tem

se capitalizado e melhorado sua rentabilidade. Outro ponto positivo são as boas cotações que o açúcar tem alcançado nos mercados nacional e internacional. Aliado ao incremento de área, aplicação de tecnolo- gia, boas condições edafoclimáticas, estes fatores têm auxiliado no aumento de produtividade média no estado, saindo de 77.650 kg/ha em 2014/2015, para 78.551 kg/ha, o que representa em termos percentuais um incremento na ordem de 1,2%. Esse aumento de produtividade talvez não tenha sido maior devido ao fato das condições climáticas não terem sido comple-

tamente favoráveis, como ocorrência em algumas re- giões do estado, de chuvas abaixo da média, esperada para o período.

Por fim, aliado ao incremento de área e aumento de produtividade, seguindo na mesma linha, temos um incremento na produção goiana, que foi 7,5% maior em relação à safra anterior. Este aumento resulta em uma produção de 71.326,7 mil toneladas para a safra 2015/16.

10.7. Maranhão

Até a presente avaliação não foi constatada precipi- tação pluvial na região sul do estado, quando o ideal seria de 120 a 140 mm para novembro, o que pode pre- judicar a produtividade para esta safra.

O estado deverá produzir 2.464,4 mil toneladas de ca- na-de-açúcar nesta safra, em uma área estimada de 40,9 mil hectares, perfazendo uma produtividade mé- dia ponderada de aproximadamente 60.284 kg/ha. O plantio de novas áreas foi realizado em abril (30%), maio (35%) e junho (35%), ocorrendo dentro da nor-

malidade. A colheita na região sul do estado ocorre de abril a novembro, enquanto na região mais ao norte do estado, a colheita é concentrada entre maio e ou- tubro. Nesta região os potenciais problemas ocasio- nados pela escassez pluvial são amenizados pela ir- rigação.

Apesar das previsões meteorológicas não serem total- mente favoráveis, verifica-se que o setor vive um mo- mento de expectativas boas, com aumento de área plantada no estado e expectativa de manutenção de produtividade alcançada na safra anterior.

10.8. Mato Grosso

O período de safra na maioria das Unidades de Pro- dução já está praticamente encerrado. O rendimento das lavouras, de forma geral, ficou abaixo do esperado quanto à produtividade, não atingindo às expectati-

vas do início da safra, quando foram feitas as primei- ras estimativas e consolidando em 73.928 kg/ha, 1,8% inferior à safra anterior.

10.9. Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul há atualmente mais de vinte plantas industriais com atividades agrícolas. Destas, duas não dispõem de atividades industriais no estado, e, por disso, a cana-de-açúcar é enviada para processa- mento em São Paulo.

A distribuição das plantas pelo estado é desuniforme e, pelas características edafoclimáticas discrepantes das diferentes regiões, as Unidades de Produção são instaladas em quatro condições de climas diferentes. Apesar de algumas Unidades de Produção localizar no extremo sul do estado na divisa com o Paraná, es- tão sob influência do clima Cfa com verão quente, há também algumas lavouras onde predomina o clima Af úmido. Porém, a grande maioria das plantas de produção sucroalcooleiras, as quais estão localizadas no centro sul e norte do estado, estão sob a influência dos climas Am (monçônico) e Aw com estação seca de inverno.

A cultura da cana necessita basicamente de três fato-

res para o seu crescimento e desenvolvimento: foto- período, temperatura e água. Enquanto o fotoperíodo e a temperatura tendem a ser variáveis mais estáveis durante os diferentes meses dos anos no Mato Gros- so do Sul, as precipitações são menos previsíveis, haja vista que as chuvas são irregulares no tempo e espa- ço. No presente ano agrícola essa irregularidade está ainda mais acentuada.

Nos municípios da região do centro sul (maior área plantada de cana) o excesso de chuvas, principal- mente em julho, impactou diretamente o processo de concentração de sacarose, ou seja, a maturação da cultura. A alta umidade do solo não proporcionou as condições fisiológicas adequadas para a maturação da cultura. Mesmo com o uso de hormônios matu- radores para forçar o processo de concentração de açúcar da cultura, os resultados não são exatamente iguais ao processo fisiológico natural de maturação, além de aumentar o custo de produção.Isso é refle- tido no ATR da atual safra que está estimado em 119

kg/t, 7,9% menor do que a safra anterior, que foi de 129,3 kg/t.

Nesta região praticante não houve período seco, redu- zindo o número de dias úteis de trabalho, bem como as horas de operação. Em consequência, a tendência é que as Unidades de Produção operem durante todo o ano de 2015 e só termine de moer a cana do ano safra no início de 2016. Há relatos de Unidades de Produção que ficaram 22 dias sem operação, tendo em vista as precipitações acima da média histórica. Outro efeito decorrente é a perda do teor de sacarose, que a prin- cípio era alto e no ponto de colheita começou a rebro- tar, reiniciando os processos vegetativos.

Um ponto importante e favorável nesse ano agrícola foi a não ocorrência de geadas. Esse evento climático é particularmente importante no sul do estado, quan- do os seus efeitos causam a morte dos tecidos em de- corrência do congelamento do suco celular (mesmo elemento de onde provém caldo), mas esse ano não houve nenhum transtorno desse fator, servindo de alento aos produtores.

Na região norte do estado não houve relatos relacio- nados ao excesso de chuvas. O fenômeno El Nino traz mais benesses para essa região, pois tende a aumen- tar as precipitações, mas não a ponto de alterações do manejo e redução dos dias trabalhados nas Unidades de Produção. Na realidade, o aumento das precipita- ções é muito favorável, pois a área de plantio dessa região está assentada sob solos com textura mais are- nosa em comparação com a região de produção do sul e centro sul do estado.

Nos municípios de Sonora, Costa Rica, Chapadão do Sul e Aparecida do Taboado, as chuvas reduzem con- sideravelmente a partir de maio. Em Costa rica o acu- mulado de chuvas entre junho e outubro desse ano foi de apenas 101 mm. Nessa região a cultura passa por maiores estresses em decorrência do período em que o solo permanece seco durante o outono e inver- no. Porém, com o clima mais estável e previsível, há uma maior confiabilidade para as tomadas de decisão no âmbito operacional (correção e preparo do solo, plantio, manejo, colheita e industrialização). Assim, o número de dias trabalháveis, bem como o planeja- mento das Unidades de Produção do norte do estado são mais previsíveis.

Neste contexto, é sabido que o clima é o principal fator que impacta e ao mesmo tempo favorece a produção da cana-de-açúcar. Além disso, essa variável aleatória e pouco premeditada tem relação também com os dias úteis de trabalho das Unidades de Produção, pois a prática da colheita e a matéria-prima (concentração de sacarose e impurezas) são diretamente alteradas pelas chuvas. De posse destas considerações, todas as Unidades de Produção do Mato Grosso do Sul adotam um monitoramento e acompanhamento climático sistemáticos.

Por fim, é consenso entre os técnicos que no estado não dá para se trabalhar com o mesmo pacote tec- nológico de produção e industrialização das demais regiões produtoras do Brasil. É preciso readequar a forma de trabalho, de forma que o clima seja aliado e não um empecilho dos processos de produção e in- dustrialização da cultura.

10.10. Minas Gerais

O deficit hídrico ocorrido na safra anterior e que pode- ria ter influenciado negativamente na produtividade da safra atual, teve seus efeitos minimizados pelas chuvas desde o início do ano. Essas condições climáti- cas foram extremamente benéficas para o desenvol- vimento das lavouras. Com a normalização do clima, tratos culturais tiveram resultados satisfatórios e as lavouras responderam com maior vigor, tendo como consequência o aumento de produtividade. Todavia, o clima úmido provocou uma diminuição da quanti- dade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), em torno de 4%.

O estado deverá produzir 62,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nesta safra, em uma área estima- da de 811,2 mil hectares. Estima-se um incremento de 4,9% na produção de cana-de-açúcar em relação à safra passada, em razão do aumento de 0,7% na área plantada e de 4,1% na produtividade.

Estima-se um acréscimo de 5% na produção de etanol total (anidro e hidratado), passando de 2.740.844,5 mil para 2.878.566 mil litros. A produção de açúcar deverá ser de 3.097 mil toneladas.

A moagem de cana-de-açúcar em Minas Gerais já atingiu 95,5% da produção prevista para a safra 2015/16. No acumulado da safra até 15 de novembro o volume era de 59,6 milhões de toneladas (Mapa, 2015). A moagem deve se estender até meados de de- zembro de 2015.

O setor sucroenergético vive um momento de boas expectativas, em que pese os resultados dos anos anteriores, com incentivos fiscais anunciados pelo governo de Minas Gerais que resultaram em recorde de consumo em outubro passado, quando o estado registrou alta de 147,6% no consumo do combustível verde. Com maior competitividade com a gasolina, a fabricação de etanol passou a ser uma melhor opção

para as Unidades de Produção. Este fator vem impe- dindo que o produto tenha uma maior valorização nos mercados interno e externo, acontecendo, tão so-

mente, oscilações de natureza de mercado.

10.11. Paraíba

Na safra 2015/16 as condições climáticas têm sido desfavoráveis para a cultura em razão da má distri- buição pluviométrica no período de desenvolvimento e maturação da cana-de-açúcar. O uso da irrigação na cultura para manutenção da produtividade mais re- gular vem sendo ampliado e aumentando o uso de energia produzida pela Unidade de Produção para a irrigação, não ocorrendo a venda do excedente pro- duzido. As empresas estão utilizando variedades pro- venientes, principalmente da “RB” liberada pela Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro Ridesa, com característica principal de resistência à seca e maior índice de ATR.

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