Aludindo a uma notícia publicada no P… no dia 3 de Julho de 2008, no âmbito da qual, além de aí se verter transcrições da sua

No documento Sumário. Tribunal da Relação do Porto Processo nº 6237/09.0TDPRT.P1 (páginas 32-40)

FACTOS NÃO PROVADOS:

VIII- Aludindo a uma notícia publicada no P… no dia 3 de Julho de 2008, no âmbito da qual, além de aí se verter transcrições da sua

minuta de acórdão (alusiva a um dos processo do “apito final”

envolvendo o sr. J…), se relata a posição de cada um dos membros do CJ, incluindo a posição do dr. Q… (cuja posição apenas era conhecida do assistente e do Dr. S…);

- refere que, confrontado este pelo arguido com o teor da notícia, segundo o próprio arguido, aquele mostrou genuíno espanto; - concluindo, portanto, ser o assistente a fonte da notícia.

- notícia esta que, nota, curiosamente, viria a ser usada no incidente do D1… – como um dos fundamentos da suspeição;

Mais uma vez, as circunstâncias factuais foram corroboradas de forma inequívoca pelo dr. Q….

*

IX - A pressão de que foi alvo o Dr. T… (vogal do conselho), no próprio dia da reunião, por parte do assistente, ao almoço, no sentido de votar de acordo com a sua posição, em deliberações prévias às do apito final, mas que envolviam igualmente a possibilidade de valoração das

escutas – na acepção do arguido para criar o constrangimento do procedente;

O telefonema no âmbito do qual o assistente procurou convencer o dr. T… a votar e a votar num certo sentido, foi corroborado pelo dr. Q… que estava no mesmo almoço (muito embora, quede nublada a forma como pelo assistente foi feita pressão – se é que podemos falar de pressão), posto que, para

consubstanciar uma pressão “anormal” nada, de concreto, se referenciou. X - Salienta a proximidade temporal dos incidentes interpostos pelo I1… e pelo sr. J… e pelo D1… (todos entrados na véspera da reunião do dia 4 de Julho de 2008);

- Trata-se de um aspecto pacífico, objectivo e documentado nos autos, a fls.678 e seg. (IV Vol) e a fls.1163 e seg. (V vol.), tendo sido, de resto, salientado e corroborado quer pelos referidos O… E Q…, quer pelo secretário do CJ, o Dr. F…, quer por E…, administrativa da G…, que encaminhava todo o expediente para o CJ.

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XI - A similitude dos argumentos (todos invocando como fundamento de impedimento o facto de pertencer à referida lista de peritos – a que o D1… acrescentava o teor da referida notícia) - o que, em parte, é

igualmente um dado objecto, como resulta do compulso dos autos, a fls.678 e seg. (IV Vol) e a fls.1163 e seg. (V vol.).

garantia de imparcialidade” deduzido pelo Sr. J… (cf. fls.679 e seg.), também nesse articulado se faz referência e se fundamenta o incidente com base na aludida notícia.

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XII - O facto de nem sequer ter sido formalmente ouvido no que toca à bondade dos incidentes (tendo-se limitado a, por e-mail, a comentar o incidente deduzido pelo I… – e aí fazendo referencia que iria

pronunciar-se mais à frente).

No que tange a este ponto, é indiscutível que assim se passou, tendo tal factualidade sido confirmada pelo próprio assistente (que considerou dispensável a audição formal do arguido, tanto mais que o próprio arguido havia já, de motu proprio, espontaneamente, apresentado “resposta” ao incidente deduzido pelo I…).

Tal circunstância foi ainda corroborada pelos Dr.s O… e Q….

A este propósito observa-se igualmente que, a convicção do arguido acerca na necessidade de ser prévia e formalmente ouvido, é igualmente sufragada no citado parecer do Professor Freitas do Amaral.

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XIII - o facto de o assistente ter conhecido dos incidentes do I… quando estes nem sequer estavam subscritos por Advogado (o que era

obrigatório à luz do regimento da CJ).

Esta materialidade foi amplamente corroborada de forma peremptória pelos referidos então Conselheiros do CJ O… E Q….

Resulta ainda do teor do requerimento de incidente de fls.684 e seg. (IV volume).

XIV - O facto de entender “descabelada” a aplicação do Código de Procedimento Administrativo aos incidentes - (explicando

detalhadamente do porquê do seu entendimento).

- Com o intuito de, entre o mais, concluiu, não permitir recurso das decisões que o assistente proferira.

- O facto de considerar que, sendo matéria de incompatibilidade, a competência para a decisão caber ao Presidente da Assembleia-geral, com recurso para a assembleia (e nunca para o CJ) – observando existir incompetência material.

E o conexo facto de, tratando-se de incompatibilidade: teria a mesma que se revelar em todos os processos, e não meramente nos do “apito final” – e de mesmo assim ter intervindo em votações anteriores, nessa mesma reunião, sem que a questão tivesse sido suscitada pelo

assistente.

aprofundadamente a valia dos argumentos do arguido, por contraponto àquele que foi o entendimento propugnado pelo assistente em sede de decisão e em sede de audiência (esta não é manifestamente a sede própria para o efeito), cumpre neste sede tão só ressaltar que, com efeito, a argumentação jurídica aduzida pelo arguido está longe de ser despicienda, antes pelo contrário, afigura-se perfeitamente fundada, lógica e coerente (concordando mesmo o tribunal com o arguido quando refere que o fundamento de constrangimento para o exercício de funções no âmbito do CJ invocado pelo I1…; D1…, e pelo Sr. J…, porque abstraído dos casos concretos, e sendo de natureza genérica; configura matéria de incompatibilidade), ressaltando-se ainda a firme

convicção do arguido acerca de tal matéria (neste aspecto na proporção da sua falta de humilde intelectual a respeito destas matérias).

De notar igualmente que a acepção do arguido é uma vez mais inteiramente sufragada no parecer elaborado pelo Professor Freitas do Amaral, patenteado nos autos a fls.539 e seg.(III Vol.), cf. p. 35 e seg., do parecer, que classifica mesmo de «manifesto erro de direito» a aplicação quer o artigo 45.º do CPA, quer a colocação do problema pelos requerentes dos pedidos de declaração de impedimento do arguido como sendo matéria de impedimento nos processos relativos ao “Apito Final”, quando, na realidade, o fundamento invocado, - o facto de acumular as funções de vogal do CJ com as de perito inscrito na lista a que se reporta o artigo 14º do “Regulamento do Estatuto da Inscrição e Transferência de Jogadores” – configura uma situação genérica de

incompatibilidade – a ponto de o eminente Professor concluir que a decisão em apreço padece de ilegalidade, encontrando-se ferida do vício de usurpação de poder – sendo por isso nula – uma vez que só o presidente da Assembleia Geral tem poderes para verificar a incompatibilidade, com recurso para o plenário (cf. os arts.23, n.º5, e 71.º/4, ambos dos Estatutos da G…).

Tal acepção (na parte em que se conclui que o fundamento invocado é matéria de incompatibilidade) é ainda sufragada inteiramente pelos termos do parecer do Professor Mário Aroso de Almeida, patenteado nos autos a fls.746 e seg., muito embora, ao contrário do entendimento do Prof. Freitas do Amaral, repute a decisão do assistente de fls.533 e seg. (III Vol.) que considerou o arguido impedido nos processos do “apito final” de meramente anulável (e tenha considerado válida a decisão do então presidente CJ – o assistente - de encerrar a reunião em causa).

XV - O facto de os incidentes deduzidos pelo Sr. J… apenas terem sido enviados aos membros do CJ por e-mail, pelas 11 horas, do próprio dia da reunião de 4.07.2008, não permitindo que o assistente se

pronunciasse em tempo útil, considerando que a reunião se iniciava às 15 horas, e o assistente ainda tinha que fazer a viagem do Porto para

Lisboa;

Sobre tal aspecto, há que desde logo observar que, segundo o depoimento isento do Dr. Q…, o assistente para além de ter sido notificado por e-mail, tinha sido anteriormente notificado por fax, pelas 10: e 30 minutos.

Para além disso, há neste aspecto que reconhecer a valia da explicação do assistente que explicou que, atenta a similitude dos fundamentos, limitou-se a estender a decisão que já havia elaborado a despeito do I… aos requerimentos do Sr. J….

No mais, os aspectos factuais são corroborados nos autos pelo teor da documentação junta (cf. infra).

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XVI - O facto de nem sequer ter sido notificado aos membros do

conselho do incidente deduzido pelo D1…, e, apesar disso, o assistente, fazer referência ao mesmo na sua decisão, observando que, através dos serviços da G…, que o assistente apenas tomou conhecimento do

incidente já na sede da G…, à boca da reunião;

- Concluindo, então, que o assistente teve conhecimento do falado requerimento por outra via, que não através dos serviços da G…. - E, na medida em que, oficialmente, apenas foi informado pelos serviços da G… à boca da reunião de 4 de Julho de 2008, teria pedido um computador já na G… para apagar, à pressa, do título e do

dispositivo da decisão a referência ao D1…, deixando inadvertidamente a menção ao D1… no relatório da decisão que o considerou impedido. Sobre este ponto, até pela sua importância, impõe-se notar o seguinte.

O assistente, o Dr. C…, começou por observar que, e é dado pacífico, na

véspera da reunião, tinham dado entrada 3 requerimentos do I… (dirigidos a 3 processos), relativamente aos quais toma conhecimento à hora de almoço, através do envio por mail ou fax, pelas 14 horas.

Analisou tais incidentes durante a noite.

No dia seguinte, refere terem-lhe sido enviados para o seu escritório mais dois incidentes – agora do sr. J…, enviados ao meio da manhã (ainda estava no seu escritório - refere).

Garante que, face à similitude dos requerimentos, aproveitou o que tinha feito relativamente ao I… e alargou a decisão previamente tomada quanto ao

recorrente J… (explicação que se afigura coerente e verosímil atenta a indiscutível similaridade/identidade do fundamento).

Na sequência, refere que, à hora de almoço do dia da reunião, recebe um telefonema do Dr. F…, secretário do conselho, informando-o que também tinha dado entrada um outro requerimento, desta feita por banda do D1…, mas o mesmo era “igualzinho” ao deduzido pelo J….

Nesta medida, referiu que, em conversa com o referido Dr. F…, lhe disse que se ele lhe garantisse que era igual, nem precisava de o mandar, e ele,

assistente, limitar-se-ia a fazer uma referência ao mesmo na decisão (embora adiantasse que não era sua intenção conhecer do referido incidente, e que a sua decisão não o conhece – apenas o referencia).

Ora, compulsado o depoimento do Dr. F…, advogado, director do

departamento jurídico da G…, desde 2004, e, por inerência, secretário do CJ, o mesmo não corrobora as declarações do assistente nesta parte, que

consideramos de suma importância.

Com efeito, depondo de forma absolutamente espontânea, objectiva e equidistante relativamente aos sujeitos processuais, muito embora nem sempre com a assertividade e segurança (que seria expectável e desejável), começou por referir que, quanto ao requerimento do D1…, apenas no próprio dia da reunião, e cerca de 15 minutos antes do começo da mesma, é que reparou no requerimento do D… – que não o tinha visto antes (tendo sido a d. E…, funcionária da G…, a dar conhecimento da existência de tal

requerimento).

Mais, refere mesmo lembrar-se de ter abordado o assistente quando chegou (imediatamente antes de entrar na reunião) – advertindo o mesmo para a existência do falado requerimento.

Prosseguiu ainda dizendo que, ao abordar o assistente imediatamente antes da reunião dando-lhe conta do sucedido, este lhe retorquiu qualquer coisa do género, não se preocupe deixe estar que a gente já vai ver isso.

Referiu ainda que, não ligou ao assistente dando conta daquele requerimento, por dele também só ter tido conhecimento 15 minutos antes do início da

reunião.

Foi ainda peremptório ao referir que não deu conta do teor do mesmo ao assistente – dizendo apenas que era mais um requerimento de impedimento, não dizendo que os fundamentos eram semelhantes (até porque, refere, atenta a extensão dos requerimentos era-lhe inviável lê-los).

É certo que, depois, inexplicavelmente e em aparente contradição com tudo quanto vem de narrar-se, questionado novamente em outra sessão de

julgamento, muito embora mantivesse a ideia inicial (de que só falou com o assistente a despeito do requerimento do D1… 15 minutos antes da reunião), admitiu que pudesse ter contactado telefonicamente com o assistente antes da reunião dando-lhe conta do incidente do D1… (!!!) – embora não tivesse

presente.

Ora, sem embargo desta inexplicável falta de assertividade e segurança – à luz de quanto havia dito (e lembremos que a testemunha em causa vai mesmo ao ponto de narrar e reproduzir diálogos tidos com o assistente que claramente

indiciam que este apenas teve conhecimento do incidente do D1… à boca da reunião) – a verdade é que, por tudo quanto disse a despeito da questão – tudo milita no sentido de que apenas tenha comunicado ao assistente a existência do requerimento do D1… imediatamente antes da reunião.

De resto, tratando-se de um facto conexo com uma causa de justificação, a verdade é que, o principio in dubio pro reo sempre imporia dar-se como

provado que o assistente apenas teve conhecimento do requerimento do D1… 15 cerca minutos antes da reunião.

É que, o principio in dubio pro reo funciona num duplo sentido, impondo que, em caso de dúvida, se dê como não provado um facto que desfavorece o

arguido, assim como, na dúvida, impõe que se dê como provado um facto que favoreça o arguido – mormente no que concerne a causa de exclusão da

ilicitude.

Quanto à tese do apagar à pressa no computador, a mesma permanece por validar, uma vez que, e esse respeito, o dr. F…, apenas transmitiu a ideia de que o assistente terá imprimido directo – muito embora admita (uma vez mais sem grande segurança) que poderia ter sido chamado na ocasião.

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XVII - O facto de o assistente ter decidido no que tange a processos relativamente aos quais havia sido deduzido pelo U… um incidente de suspeição que o visava; Incidentes relativamente aos quais nem sequer se pronunciou.

Relativamente a este argumento, é de notar apenas que, e sem pretender entrar no aprofundamento do mérito da argumentação jurídica, a mesma está longe de ser despicienda, assumindo plena pertinência.

A acepção jurídica do arguido, de resto, é inteiramente sufragada no parecer elaborado pelo Professor Freitas do Amaral, patenteado nos autos a fls.539 e seg.(III Vol.), cf. p. 34 do parecer, quando conclui que, «do ponto de vista jurídico – estando em causa averiguar se havia ou não garantias de isenção e imparcialidade do próprio presidente do CJ -, era por aqui que se devia ter começado», atitude que o referido professor qualifica de “falta grave para efeitos disciplinares “(CPA, art. 51, n.º2)”.

Certo que poderá sobre tal matéria haver outros entendimento (que o tribunal não discute, nem cabe aqui discutir).

Porém, para efeitos destes autos, releva-se apenas a arguição da parte do arguido de fundamentos sérios (não levianos e infundados) relativamente ao aspecto em apreço.

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XVIII- Alude ainda à circunstância de ser falso ter existido qualquer tumulto ou situação que justificasse dar por encerrada a reunião do

conselho por banda do assistente – tendo, isso sim, havido uma conversa/discussão curial, em torno das questões suscitadas, sem embargo do teor do requerimento ditado pelo Dr. V… (segundo qual ditado na maior das calmas).

- Admitindo apenas uma imprecação da sua parte dirigida ao assistente (vai pró raio que te parta), já após a comunicação do encerramento da reunião.

- Alude a um plano B – no sentido de encerrar a reunião por tumulto (o que poderia favorecer o I… fruto da homologação automática dos

campeonatos) – fazendo menção de o assistente ter tirado um papel da sua pasta que passou a ler – para dar por encerrada a reunião.

- Concluindo, pois, pela falta de fundamento para o encerramento da reunião.

Sobre tais pontos, as declarações do arguido – estão em contraponto com as do assistente (que defendeu a existência de uma situação próxima do tumulto, referenciando 40 minutos de altercações, referenciando inclusivamente que Conselheiro V… – lhe disse ou revogas a decisão ou levas imediatamente com um processo disciplinar e suspendemos-te imediatamente de funções; que o dr. B… disse apenas vai para o raio que te parta; aos berros, e se recusava a sair).

Neste ponto importa distinguir a alegação da natureza tumultuosa da reunião com as demais questões.

Ora, quanto à decorrência tumultuosa da reunião, o Tribunal ficou amplamente convencido que tal não sucedeu.

Com efeito, as declarações do assistente não tiveram neste aspecto eco em qualquer dos testemunhos.

Pelo contrário, as declarações do arguido foram, no essencial, neste ponto, sufragadas de forma espontânea pela testemunha O… que, sem embargo de aludir ao facto de o arguido ter dirigido um impropério ao assistente, embora não tivesse presente qual (e foi a única circunstância que referiu), não deixou de atestar o carácter pacífico da reunião, afastando a ideia de tumulto,

mencionando apenas troca de impressões, sem gritos, insultos, ameaças, ou insultos.

No mesmo sentido, milita o testemunho do Conselheiro Q…, que, de forma perfeitamente espontânea e equidistante, afastou o carácter tumultuoso da reunião, asseverando que ninguém chamou nomes a ninguém, não se

ameaçou, não houve cadeiras levantadas, simplesmente, as pessoas manifestaram a posição de forma correcta (admitiu, porém, que pode ter ouvido o tal “vai para o raio que te parta” da parte do arguido, mas não teve presente).

No mesmo sentido milita o testemunho do dr. F… que, atestou do carácter calmo da reunião, aludindo apenas a um eventual impropério truncado do arguido dirigido ao assistente (vai pró…).

A testemunha E…, que assessorava a reunião, muito embora não tivesse assistido à totalidade da reunião (ia entrando e saindo da mesma), sufragou igualmente e de forma espontânea o carácter curial da mesma (no que tange ao período a que a mesma assistiu).

De referir porém que, quer os conselheiros O… e Q…, que o Dr. F…, quer até a D. E…, não deixaram de aludir à manifestada intenção (primeiro verbalmente), e depois ditada e exarada em acta (cf. acta de fls.692, IV vol.), por parte então conselheiro V… de sugerir a instauração de um processo disciplinar, com suspensão preventiva do presidente, caso o assistente não revogasse a decisão.

Neste ponto, uma vez mais, muito embora o tribunal tivesse ficado

amplamente convencido da inexistência do carácter tumultuoso da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, sobrando a referida imprecação (que os referidos conselheiros situam antes do despacho de encerramento da reunião), a menção da instauração do processo disciplinar, e a recusa do arguido em abandonar a reunião do CJ, o tribunal não discute o mérito da decisão de encerrar a referida reunião (sendo tal decisão perfeitamente defensável, como, de resto, se colhe do citado parecer do Prof. Mário Aroso de Almeida, e das várias decisões judiciais proferidas pelo Tribunal Administrativo de

Círculo de Lisboa patenteadas nos autos a fls.777 e seg. (IV Vol.).

Regista-se apenas que a acepção do arguido é uma vez mais inteiramente sufragada no parecer elaborado pelo Professor Freitas do Amaral, patenteado nos autos a fls.539 e seg.(III Vol.) – que, com base da audição de todos os elementos do CJ, conclui igualmente que, entre o mais, a reunião não assumiu contornos tumultuosos que justificasse a decisão de encerramento por parte do então presidente do CJ (não vislumbrando qualquer outro facto, nem

sequer do teor do requerimento do Conselheiro V…, que justificasse a decisão de encerramento, considerando legítima a permanência do arguido naquela reunião).

Pelo que, também neste ponto, a posição do arguido encontra sólido fundamento.

No mais, e relativamente à menção de que o assistente tirou um papel da sua pasta que passou a ler – para dar por encerrada a reunião – concluindo que o assistente já trazia previamente formulada a intenção de dar por encerrada a reunião caso a mesma não corresse de feição, as declarações do arguido foram, no essencial, inteiramente corroboradas pelos depoimentos isentos,

objectivos e fundados dos então Conselheiros O… e Q… (com base na percepção que tiveram).

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XIX - A ordem de serviço dada pelo assistente aos funcionários da G… – no sentido de proibir que secretariassem os membros do CJ que ali ficaram após ter dado por encerrada a reunião.

Este facto foi validado de forma segura e peremptória pelo dr. F…, pela D. E… e pelos dos referidos conselheiros O… e Q… (tanto que este referiu que teve de contactar com o presidente da G… a fim de assegurar que a reunião (parte 2 – permita-se-nos) – decorre de forma assessorada).

Tal “despacho”, de resto, desponta dos autos a fls.1186.

XX - Refere ainda as ligações do assistente ao I… (afirmando que o mesmo foi aí dirigente) e ao D…, onde o mesmo teria sido jogador, e a proximidade aos dirigentes do clube, aludindo a que o mesmo antes e depois dos jogos vai fumar charutos para o camarote VIP do D…); e o facto de ser adepto ferrenho do ….

Quanto ao facto de o assistente ter sido dirigente do I…, nada nos autos milita nesse sentido, tendo tal acepção (que registamos como genuína da parte do arguido) sido afastada teor da informação junta aos autos a fls.1197 (VI Vol.). No que tange ao facto de o assistente ser adepto do D…, além das declarações o arguido, pondera-se o teor das notícias de fls.519 e 530.

XXI- O facto de não ter dado oportunidade aos restantes membros do

No documento Sumário. Tribunal da Relação do Porto Processo nº 6237/09.0TDPRT.P1 (páginas 32-40)