5 PROPOSTA DE SOLUÇÃO

5.6. Análise Financeira

5.6.6 Análise de risco

Apesar de a análise financeira indicar a viabilidade do projeto, fatores de risco podem interferir, em maior ou menor grau, na magnitude dos resultados. Dependendo da gravidade do risco, esse impacto pode ser importante e, em virtude disso, é necessária uma análise criteriosa e antecipada dos fatores de riscos, suas causas e medidas de proteção.

Preparou-se inicialmente uma lista de eventos de risco do projeto, classificando-os na categoria interna ou externa, a especificidade do risco e onde impactará no negócio.

Uma vez listados os eventos de riscos, a classificação do nível de risco de cada um deles seguiu o padrão probabilidade x impacto, sendo ambas classificadas em níveis de importância (alto, médio e baixo), descritos na Matriz de Probabilidade x Impacto, conforme ilustrado na Figura 17 (DAYCHOUM, 2013).

Figura 17 – Matriz Qualitativa de Probabilidade x Impacto

Fonte: Daychoum (2013), adaptado pelo autor.

Em seguida, após avaliação do nível de risco de cada um dos eventos, foram analisados: (1) o plano de respostas ao risco, quais sejam evitar, mitigar, transferir e/ou aceitar; (2) a ação de contorno, e (3) o setor responsável.

O quadro-resumo da lista de eventos de risco, seu nível e tratamento são apresentados na Tabela 11.

Tabela 11 – Lista e tratamento de Riscos

ITEM

1 Externo Inadimplência Financeiro Baixo Mitigar Dep. Cobrança Iniciar mecanismos de cobrança

2 Externo Demora na

entrega Comercial Médio Evitar Dep. Logística

Iniciar processo acompanhamento ou rastreamento da entrega.

3 Externo Desinteresse do

distribuidor Comercial Médio Evitar Dep.

Comercial

4 Externo Pouco giro no

produtos Comercial Médio Evitar Dep. Produção

Validar

Comercial Baixo Mitigar Dep. Recursos Humanos

financeiro Financeiro Baixo Aceitar Dep.

Comercial

Marca Baixo Evitar Departamento Jurídico

Marca Médio Mitigar Comercial

Trabalhar com

O item Inadimplência poderia impactar o financeiro da companhia. Porém, considerado o histórico de poucos atrasos de pagamento por parte de clientes distribuidores atuais da Vitalife, tanto a probabilidade quanto o impacto foram considerados baixos. Sendo assim, o nível de risco

é considerado baixo e a ação de resposta é sua mitigação por parte do departamento de crédito, realizando ações intensificadas de cobranças.

O item Demora na Entrega pode gerar um impacto diretamente com o departamento comercial da empresa, com descontentamento e reclamações dos clientes. É considerado um risco de nível médio, devendo ser evitado pelo departamento de logística por meio de um acompanhamento rigoroso, junto às transportadoras.

Quanto ao item de Desinteresse do Distribuidor, em trabalhar com a linha Max Solar®, este pode afetar o desempenho comercial da companhia. Tanto probabilidade quanto o impacto foram classificados como em nível médio, sendo, portanto, necessário evitar tal risco. A responsabilidade na correção é do departamento comercial e as ações contemplam concessões comerciais como descontos, prazos e bonificações.

Já o item Pouco Giro no varejo, também externo, foi classificado como um risco num nível médio. Neste caso, é necessário que o departamento comercial transfira parte da responsabilidade para a distribuidora para que ambos, juntos, possam conduzir ações no varejo, promovendo promoções, treinamentos de balconistas, brindes, campanhas de vendas e trade marketing.

Quanto ao item interno de Ruptura de Produtos que também atinge o comercial da empresa, também foi classificado como nível médio. Deve ser evitado, e sua responsabilidade é do departamento de produção, sendo necessário revisar o processo de validação de fornecedores para que possam atender às necessidades rotineiras da indústria.

Para o item interno de Alteração de empregados envolvidos no projeto, é considerado nível de risco baixo. Deve ser mitigado por meio de ações do departamento de recursos humanos da empresa, criando padrões de procedimentos, contendo os históricos das negociações e das tarefas realizadas.

O sétimo item classificado como interno e que atenta para a possibilidade de Pouco Resultado Financeiro para o projeto foi classificado como sendo de baixo risco, devido ao pouco valor de investimento inicial. Esse risco é aceito pela empresa, contemplando o reconhecimento de um possível insucesso do projeto, podendo ser revisto adiante, adequando ações ou o próprio projeto.

Já o item externo de que o Produto pode causar alergias e irritações dermatológicas, com potencial impacto na marca e no produto, classificou-se como baixo nível de risco, já que todos os produtos possuem testes clínicos de hipoalergenicidade e dermatologicamente testados, conferindo maior segurança. Além disso, o processo produto segue os padrões das Boas Práticas de Fabricação assegurados pelo rígido controle de qualidade. Entretanto, caso ocorra alguma reclamação neste sentido, será acionado o departamento de Garantia da Qualidade e o Serviço de

Atendimento ao Consumidor (SAC), com ações mitigatórias, investigando e orientando o consumidor, obedecendo ao protocolo de reclamações da empresa.

O nono item classificado como interno e que trata da Oposição de utilização da marca do produto e o contrário, imitação ou utilização da marca por outra empresa impacta diretamente na marca e foi classificado como de baixo risco, tendo em vista o fato da Vitalife já possuir o registro da marca, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), concedida no ano de 2018.

Caso haja imitação da marca, o registo permite que a Vitalife entre com ações, impedindo o plágio comercial. Caberá ao departamento jurídico agir, conforme necessidade específica.

Por fim, o décimo e último item de categoria externa trata de Concorrentes que abaixam os preços por ação predatória para impedir a entrada do produto Vitalife. O impacto será nos resultados financeiros futuros e o risco foi classificado como médio, podendo ser mitigado pelo departamento comercial com ações personalizadas junto às distribuidoras e aos varejistas, oferecendo maiores margens de lucro, campanhas de vendas, promoções, bonificações e treinamentos.

6 INTERVENÇÃO

De acordo com Marcondes et al. (2017), a Intervenção é uma sensível fase do projeto e uma mudança efetiva dentro da companhia é necessária para estabelecer estratégias que conquistem as pessoas sobre a necessidade se sua implantação.

Neste capítulo, são apresentadas ações já iniciadas e registrados resultados parciais alcançados, seguido de um Plano de Ações futuras.

No documento Expansão de Negócios da Vitalife Indústria de Cosméticos com Foco na Comercialização de Protetores Solares Populares na Região Nordeste do Brasil (páginas 57-62)