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APÊNDICE A – GLOSSÁRIO

No documento 2007PauloCesarLicks (páginas 151-156)

Alelopatia – Processo que envolve metabólitos secundários produzidos por plantas, algas, bactérias e fungos que influenciam o crescimento e desenvolvimento de sistemas biológicos. As plantas produzem produtos do metabolismo secundário, os quais são posteriormente liberados para o ambiente. Tais compostos poderão afetar o crescimento, prejudicar o desenvolvimento normal e até mesmo inibir a germinação de outras espécies. Substâncias alelopáticas podem ser liberadas das plantas através da lixiviação dos tecidos da parte aérea e das raízes, pela volatilização de compostos aromáticos das folhas, flores, caules e raízes sendo absorvidos por outras plantas, pela exudação pelas raízes, onde um grande número de compostos alelopáticos é liberado na rizosfera circundante, influindo direta ou indiretamente nas interações planta/planta.

Alóctone – Que não é originária do local onde habita. Opõe-se a autóctone.

Alogamia – Fecundação de uma flor pelo pólen de outra; fecundação cruzada. Opõe-se a autogamia.

Aquênio – Tipo de fruto minuto, seco, indeiscente, provido de uma só semente, a qual se acha inteiramente livre no interior do pericarpo fino, e que é característico da família das compostas ou asteráceas (dália, margarida, etc.), embora apareça irregularmente em muitas outras famílias.

Arrastamento – Movimentação de partículas grosseiras no escoamento de água superficial deslizando sem afastar-se do chão.

Autóctone – Que é oriundo de terra onde se encontra, sem resultar de imigração ou importação. Nativo.

Auto-regeneração – Processo de proliferação de uma espécie vegetal em uma determinada área, que, pela sua constância e rapidez, dificulta a inserção e o desenvolvimento de outra espécie.

Biota – O conjunto dos seres animais e vegetais de um hábitat. Cadeia trófica – relativo à cadeia alimentar.

Capítulo – (a) Inflorescência cujas flores de tamanhos bem pequenos são arranjadas na forma de uma bola ou cabeça como nas plantas da família das Compostas. (b) Tipo de

inflorescência constituído por pequenas flores sésseis inseridas sobre um receptáculo único, característico da família das compostas; antódio, calátide.

Colóide – Sistema físico-químico que contém duas fases, uma das quais, a fase dispersa, está extremamente subdividida e imersa na outra, a fase dispersora. As partículas da fase dispersa (micelas) podem ter dimensões que variam, aproximadamente, entre 5 x 10-5 cm e 10-7 cm. A fase dispersora geralmente é líquida.

Defloculante – Agente separador de partículas que estão agrupadas em flocos ou grumos.

Densidade populacional – A densidade populacional das espécies arbóreas da mata atlântica é dividida em três grupos: Comum – mais de 10 indivíduos adultos por hectare; Intermediário – entre 10 a 1 indivíduo adulto por hectare; Raro – menos de 1 indivíduo adulto por hectare.

Dispersante – Agente dispersor, que faz ir para diferentes partes, que espalha ou que dissipa.

Dispersão zoocórica – Dispersão de sementes de plantas por meio de animais frugívoros (que se alimenta de frutos). Muitos frutos e sementes aderem ao pêlo dos animais e são carreados por eles para longe; outros, ingeridos, são assim transportados.

Ecossistema – Conjunto dos relacionamentos mútuos entre determinado meio ambiente e a flora, a fauna e os microrganismos que nele habitam, e que incluem os fatores de equilíbrio geológico, atmosférico, meteorológico e biológico; biogeocenose.

Espécies climácicas ou presentes no estágio clímax – Espécies presentes na fase de estabilidade de uma associação ou comunidade biológica de acordo com condições ambientais estáveis.

Estabilidade – Capacidade de todas as variáveis de um sistema retornarem ao equilíbrio inicial após a ocorrência de um distúrbio.

Fitofisionomia – Flora típica de uma região.

Fitossociologia – Parte da botânica que trata das comunidades vegetais no concernente à origem, estrutura, classificação e relações com o meio.

Floresta Estacional Decidual – Floresta tropical caducifólia. Este tipo de vegetação é caracterizado por duas estações climáticas bem demarcadas, uma chuvosa seguida de longo período biologicamente seco. Ocorre na forma de disjunções florestais, apresentando o estrato dominante predominantemente caducifólio, com mais de 50% dos indivíduos despidos de folhagem no período desfavorável.

Floresta Ombrófila Mista – Floresta com araucárias. Esta floresta, também conhecida como mata de araucária ou pinheiral, é um tipo de vegetação do planalto meridional, onde ocorria com maior freqüência. A composição florística desta vegetação, dominada por gêneros primitivos como Drymis, Araucaria e Podocarpus, sugere, pela altitude e latitude do planalto meridional, uma ocupação recente a partir de refúgios alto montanos.

Fluxo de genes – Disseminação das unidades hereditárias ou genéticas, que determinam as características de um indivíduo por meio de reprodução sexuada ou assexuada e cujos descendentes (animais ou vegetais) se proliferam e ocupam novos habitats.

Folha linear – Folha lanceolada, muito estreita, com bordos paralelos. Frugívoros – Animais que se alimentam de frutos.

Glabra – Que não tem pelos. Lisa.

Grupos sucessionais ou estágios sucessionais (sucessão secundária) – espécies pioneiras, espécies secundárias iniciais, espécies secundárias tardias e espécies climácicas.

Hábitat – Total de características ecológicas do lugar específico habitado por um organismo ou população.

Háplico – Termo usado na classificação de solos é usado sempre no 2o nível categórico e significa - "o mais simples".

Ilhas de diversidade – São áreas pequenas, com diferentes densidades populacionais e diversidade de espécies arbóreas, que podem ser usadas no processo de restauração de florestas nativas.

Índice SMP – O Índice SMP (ISMP) ou pH-SMP é um método que se baseia no poder tampão do solo, para, a partir daí, calcular a quantidade de calcário a ser aplicada ao solo para que esse alcance a faixa ideal de cultivo. As iniciais que identificam o método se referem aos criadores do método: Shoemaker, Mac Lean e Pratt (SMP). O pH é mensurado a partir de uma solução preparada pela mistura de substâncias como cloreto de cálcio, acetado de cálcio, cromato de Potássio, para-nitrofenol, entre outros e acrescida ao solo fino seco ao ar.

Lígula – Projeção membranosa ou semelhante a pelos, da junção entre a bainha e lâmina foliar das gramíneas.

Mastofauna – Fauna composta pelas espécies de mamíferos.

Micorrizas – Constituem uma associação simbiótica entre certos fungos e algumas raízes de plantas, geralmente árvores. As micorrizas formam-se quando as hifas de um fungo invadem as raízes de uma planta. As hifas vão auxiliar as raízes da planta na função de absorção de água e sais minerais do solo, já que aumentam a superficie de absorção. Deste modo as plantas podem absorver mais água e adaptar-se a climas mais secos. Os fungos,

como "pagamento" dos seus serviços, recebem da planta os fotoassimilados (carboidratos), que necessitam para a sua sobrevivência e que não conseguem sintetizar, pois não possuem clorofila.

Nematóides – Animais pertencentes à classe de asquelmintos, com sexos separados, de corpo vermiforme, cilíndrico ou filiforme, afilado nas extremidades, revestido por uma cutícula compacta, e apenas os músculos longitudinais presentes. São ou de vida livre, na água ou no solo, ou parasitos.

Ornitofauna – Fauna composta pelas espécies de aves e pássaros.

Panícula – (a) Uma inflorescência composta, cujas flores mais jovens são localizadas na extremidade superior ou no centro, um racemo ou corimbo composto. (b) Tipo de inflorescência que é um cacho composto, no qual os ramos vão decrescendo da base para o ápice, razão por que assume forma aproximadamente piramidal.

Pedicelo – Ramo que sustenta individualmente cada flor ou inflorescência.

Pedogênese – Processo natural de formação do solo, que inclui interação de material, tempo, atividade biológica, clima, etc.

Plantas C4 – Espécies vegetais que conseguem formar os primeiros compostos orgânicos, no processo de fotossíntese, com quatro átomos de carbono, enquanto que as outras plantas formam compostos com três átomos de carbono.

Propágulos – São estruturas constituídas basicamente por células meristemáticas que se desprendem de uma planta adulta para dar origem a uma nova planta, geneticamente idêntica à planta de origem (clones). As sementes e espóros são considerados propágulos.

Prostrado – Deitado sobre o chão.

Protozoários – Microrganismos do Filo de eucariotos, unicelulares, que apresentam grande variedade de formas, abrangem todos aqueles que integram o reino Protista.

Racemo – Inflorescência com flores pediceladas fixadas ao longo de um eixo mais ou menos alongado.

Recuperação – Refere-se, tipicamente, ao trabalho de restauração de certo grau (parcial) de estrutura e função, em sítios mais severamente degradados pelas atividades mineradoras ou grandes obras de construção civil.

Resiliência – Rapidez com que as variáveis de um sistema retornam ao equilíbrio após um distúrbio.

Resistência – Grau em que um sistema se mantém constante após um distúrbio.

Restauração ecológica – É a ciência, prática e arte de assistir e manejar a recuperação da integridade ecológica dos ecossistemas, incluindo um nível mínimo de biodiversidade e de

variabilidade na estrutura e no funcionamento dos processos ecológicos, considerando-se seus valores ecológicos, econômicos e sociais.

Ripária – Vegetação que habita a margem de um curso de água, vegetação marginal. Rizoma – Tipo de caule que se caracteriza pelo hábito de crescimento subterrâneo. Rolamento – Movimentação de partículas grosseiras no escoamento de água superficial dando voltas sobre si mesmas.

Rotíferos – Classe de animais asquelmintos, cujo corpo é dotado de um disco anterior com cílios para locomoção e alimentação, e tem extremidade posterior afilada, com glândulas adesivas para fixação permanente ou temporária, aparelho digestivo completo, com órgão faringiano mastigador. São de tamanho microscópico, geralmente inferior a 1 mm.

Saltação – Movimentação de partículas grosseiras no escoamento de água superficial por meio de saltos.

Solo Laterítico – Designação comum aos solos vermelhos das zonas úmidas e quentes. É o solo cujos elementos principais são o hidróxido de alumínio e o de ferro, tendo as águas pluviais lixiviado a sílica e diversos cátions. Sendo a rocha rica em alumina, a laterita que dela se provier terá o nome de bauxita, o principal minério de alumínio.

Solo Residual – Solo autóctone ou eluvial. Formado unicamente de elementos da rocha mãe, que se encontra abaixo. São os que resultam de uma alteração local da rocha.

Solução – Sistema homogêneo com mais de um componente. Líquido que contém outra substância dissolvida (dispersa).

Serais – Diz-se de qualquer comunicação vegetal em evolução. Estágios serais.

Serapilheira – Camada de folhas, galhos, etc., de mistura com terra, que cobre o solo da mata.

Simbiose – É uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. Na relação simbiótica, os organismos agem ativamente (elemento que distingue "simbiose" de "comensalismo") em conjunto para proveito mútuo, o que pode acarretar em especializações funcionais de cada espécie envolvida.

Sucessão primária – Processo natural pelo qual clareiras, inseridas em cobertura de vegetação primária, se recuperam de distúrbios.

Sucessão secundária – Processo natural pelo qual os ecossistemas se recuperam de distúrbios, principalmente relacionados com a cobertura vegetal.

Suspensão – Sistema constituído por uma fase líquida ou gasosa na qual está dispersa uma fase sólida com partículas de dimensões superiores às de um colóide, e que sedimentam, com maior ou menor rapidez, sob a ação da gravidade.

Táxon – Unidade taxonômica reconhecida internacionalmente. Os nomes Baccharis, Asteraceae, Campanulales e Metachlamydeae, são exemplos de táxons que designam, respectivamente, gênero, família, ordem e subclasse.

Vegetação secundária – Vegetação secundária ou em regeneração é aquela resultante dos processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária por ações antrópicas ou causas naturais, podendo ocorrer árvores remanescentes da vegetação primária. Divide-se em: estágio inicial de regeneração, estágio médio de regeneração e estágio avançado de regeneração.

No documento 2007PauloCesarLicks (páginas 151-156)

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