D ESENVOLVIMENTO DO O RÇAMENTO DAS R ECEITAS
C APÍTULO 01 I MPOSTOS D IRECTOS
Compreendem-se aqui as receitas da Administração Públi- ca provenientes da tributação dos rendimentos do capital e do trabalho, dos ganhos de capital e de outras fontes de rendimento, incluindo os que recaem sobre os rendimen- tos da propriedade imobiliária (rústica e urbana).
Incluem-se, também, os impostos que incidem sobre os activos financeiros e sobre o valor líquido ou total do património dos agentes residentes.
Abrangem-se também os que incidem sobre os particulares pela posse ou utilização de bens.
Excluem-se as imposições de uma ou outra natureza que não apresentem a característica de periodicidade.
Observação n.º 1
Capítulo 01, grupo 01, artigo 01
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS):
O Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro, aprovou o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (CIRS).
O artigo 2.º estipula que o CIRS entra em vigor em 1 de Janeiro de 1989.
O artigo 3.º determina que, na data da entrada em vigor do Código, são abolidos, relativamente aos sujeitos passivos deste imposto, o imposto profissional, o imposto de capi- tais, a contribuição industrial, a contribuição predial, o imposto sobre a indústria agrícola, o imposto comple- mentar, o imposto de mais-valias e o imposto do selo constante da verba 134 da Tabela Geral do Imposto do Selo, sem prejuízo de continuar a aplicar-se o correspon- dente regime aos rendimentos auferidos até àquela data e às respectivas infracções.
De acordo com o artigo 1.º do Código, o IRS incide sobre o valor anual dos rendimentos das categorias seguintes, mesmo quando provenientes de actos ilícitos, depois de efectuadas as correspondentes deduções e abatimentos:
Categoria A - Rendimentos do trabalho dependente;
Categoria F - Rendimentos prediais; Categoria G - Incrementos patrimoniais; Categoria H - Pensões.
Segundo o artigo 13.º, ficam sujeitas a IRS as pessoas singulares que residam em território português e as que, nele não residindo, aqui obtenham rendimentos.
Existindo agregado familiar, o imposto é devido pelo con- junto dos rendimentos das pessoas que o constituem, considerando-se como sujeitos passivos aqueles a quem incumbe a sua direcção.
O artigo 22.º determina que o rendimento colectável em IRS é o que resulta do englobamento dos rendimentos das várias categorias auferidos em cada ano, depois de feitas as deduções e os abatimentos previstos.
Estipula o artigo 57.º que os sujeitos passivos devem apre- sentar, anualmente, uma declaração de modelo oficial, relativa aos rendimentos do ano anterior e a outros ele- mentos informativos relevantes para a sua concreta situa- ção tributária, nomeadamente para os efeitos do artigo 89.º-A da lei geral tributária, devendo ser-lhe juntos, fazendo dela parte integrante:
a) Os anexos e outros documentos que para o efeito
sejam mencionados no referido modelo;
b) Os elementos mencionados no n.º 3 do artigo 72.º
do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pes- soas Colectivas (CIRC), quando se aplicar o dispos- to no n.º 8 do artigo 10.º, entendendo-se que os valores a mencionar relativamente às acções entre- gues são o valor nominal e o valor de aquisição das mesmas, nos termos do artigo 48.º.
O artigo 68.º fixa as taxas gerais do imposto.
O artigo 97.º determina que o IRS deve ser pago no ano seguinte àquele a que respeitam os rendimentos nos seguintes prazos:
a) Até 31 de Agosto, quando a liquidação seja efec-
tuada no prazo previsto na alínea a) do artigo 77.º;
b) Até 30 de Setembro, quando a liquidação seja efec-
tuada no prazo previsto na alínea b) do artigo 77.º;
c) Até 31 de Dezembro, quando a liquidação seja efec-
tuada no prazo previsto na alínea c) do artigo 77.º. As importâncias efectivamente retidas ou pagas, nos ter-
O Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de Dezembro, regulamen- tou a cobrança e as formas de reembolso do IRS e do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC).
O Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho, aprovou o Estatu- to dos Benefícios Fiscais (EBF), no qual foram incluídos os benefícios, em sede de IRS, que, apesar de serem de carácter menos estrutural, se revestem duma relativa estabilidade.
O Decreto-Lei n.º 42/91, de 22 de Janeiro, alterou as for- mas de retenção do IRS, revogando os Decretos Regula- mentares n.os 5/90, de 22 de Fevereiro, e 18/90, de 13 de Julho.
O Decreto-Lei n.º 49/91, de 25 de Janeiro, permitiu aos sujeitos passivos de IRS e IRC reavaliar os elementos do seu activo imobilizado corpóreo.
A Portaria n.º 83/94, de 7 de Fevereiro, que revogou a Portaria n.º 1 054/89, de 16 de Dezembro, veio fixar os limites das deduções passíveis de efectuar, ao rendimento bruto da categoria B, inerentes aos encargos com a utili- zação de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas afec- tas ao exercício de actividade profissional independente. O Decreto-Lei n.º 24/97, de 23 de Janeiro, veio configurar
um regime fiscal especificamente aplicável aos fundos de fundos, em sede de IRS e IRC.
A Lei n.º 176-A/99, de 30 de Dezembro, através do seu artigo 7.º, definiu o regime fiscal, em sede de IRS e IRC, das Comemorações dos 500 Anos da Descoberta do Bra- sil.
O artigo 64.º da Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril, conside- rou como custos ou perdas do exercício, para efeitos de IRC e das categorias C e D do IRS, os donativos conce- didos em dinheiro ou espécie à Diocese do Porto enquan- to entidade organizadora das Comemorações do Jubileu do Ano 2000.
O artigo 73.º do mesmo diploma definiu incentivos excep- cionais, em sede de IRS, IRC e IVA, para o desconges- tionamento das pendências judiciais.
A Portaria n.º 359/2000, de 20 de Junho, definiu os ele- mentos que devem constituir o processo de documenta- ção fiscal a que se referem os artigos 129.º do CIRS e 121.º do CIRC.
A Portaria n.º 543/2000, de 4 de Agosto, aprovou a tabela referida no artigo 26.º do Código do IRS.
O Decreto-Lei n.º 30/2001, de 7 de Fevereiro, concedeu à Sociedade Euro 2004, SA, benefícios fiscais, em sede de IRS, de IRC, de imposto sobre sucessões e doações, de imposto do selo, de imposto municipal sobre as transmis- sões onerosas de imóveis (IMT) e de imposto municipal sobre imóveis (IMI), tendo revogado os artigos 6.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 33/2000, de 14 de Março (que consti- tuiu a respectiva sociedade).
O artigo 4.º deste diploma determina que o regime nele estabelecido, à excepção da norma contida no artigo 3.º, produz efeitos desde 1 de Janeiro de 2000 até 31 de Dezembro de 2004.
O Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto, estabeleceu o regime fiscal das operações de titularização de créditos efectuados nos termos do Decreto-Lei n.º 453/99, de 5 de Novembro.
A Portaria n.º 1011/2001, de 21 de Agosto, aprovou a tabe- la de actividades do artigo 151.º do CIRS.
A Portaria n.º 1041/2001, de 28 de Agosto, determinou que para o cálculo da dedução respeitante à reintegração de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas não seja toma- da em consideração a parte do valor de aquisição ou rea- valiação que exceda o limite estabelecido na alínea e) do n.º 1 do artigo 33.º do CIRC, tendo revogado a Portaria n.º 128/97, de 22 de Fevereiro.
O Acórdão n.º 308/2001, de 20 de Novembro, declarou, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma da alínea c) do n.º 1 do artigo 11.º do CIRS, na interpretação segundo a qual nela estão abrangidas as pensões de preço de sangue, previstas no Decreto-Lei n.º 466/99, de 6 de Novembro, limitando os efeitos da inconstitucionalidade.
A Portaria n.º 1446-C/2001, de 21 de Dezembro, regulou os preços de transferência nas operações efectuadas entre um sujeito passivo do IRS ou do IRC e qualquer outra entidade.
O Acórdão n.º 362/2002, de 16 de Outubro, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante, na versão primitiva, do artigo 104.º do CIRS, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro, e, hoje, na numeração resultante do Decre- to-Lei n.º 198/2001, de 2 de Julho, do seu artigo 111.º, na interpretação segundo a qual o privilégio imobiliário geral nele conferido à Fazenda Pública prefere à hipote- ca, nos termos do artigo 751.º do Código Civil.
A Portaria n.º 383/2003, de 14 de Maio, determinou, para os efeitos do disposto no n.º 7 do artigo 24.º do CIRS, que o valor de mercado é o resultante da diferença entre o valor de aquisição e o produto desse valor pelo coeficien- te de desvalorização acumulada correspondente ao núme- ro de anos do veículo.
A Portaria n.º 1375-A/2003, de 18 de Dezembro, regula- mentou os termos em que o Estado e a Segurança Social procedem à cessão de créditos fiscais e tributários para efeitos de titularização.
A Portaria n.º 51/2004, de 16 de Janeiro, estabeleceu o envio por transmissão electrónica de dados da declaração a que se referem a alínea c) do n.º 1 do artigo 119.º do CIRS e o artigo 120.º do CIRC.
A Portaria n.º 150/2004, de 13 de Fevereiro, aprovou a lista dos países, territórios e regiões com regimes de tributa- ção privilegiada, claramente mais favoráveis.
O Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março, no uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 39/2003, de 22 de Agosto, aprovou o Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, tendo revogado o Código dos Processos Especiais de Recuperação da Empresa e de Falência, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 132/93, de 23 de Abril.
O artigo 268.º regula sobre os benefícios relativos a IRS e IRC.
A Portaria n.º 362/2004, de 8 de Abril, fixou os procedi- mentos que deverão ser observados pelas pessoas colec- tivas religiosas inscritas no RPCR (registo de pessoas colectivas religiosas), ao abrigo do Decreto-Lei n.º 134/2003, de 28 de Junho, que queiram beneficiar dos regimes de donativos ou de consignação da quota do IRS liquidado, nos termos do artigo 32.º, n.os 3 a 5, da Lei da Liberdade Religiosa.
A Lei n.º 26/2004, de 8 de Julho, aprovou o Estatuto do Mecenato Científico e procedeu à nona alteração do Decreto-Lei n.º 74/99, de 16 de Março (Estatuto do Mecenato).
A Resolução da Assembleia da República n.º 47/2004, publicada em 8 de Julho, aprovou a Convenção entre a República Portuguesa e a República da Estónia para Evi- tar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento e o Protocolo Adicional a ela anexo, assinados em Tallin em 12 de Maio de 2003.
A Resolução da Assembleia da República n.º 48/2004, publicada em 10 de Julho, aprovou a Convenção entre a República Portuguesa e a República da Eslovénia para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento e o Património e seu Protocolo Adicional, assinados em Liubliana em 5 de Março de 2003, tendo a mesma Convenção sido ratifi- cada pelo Decreto do Presidente da República n.º 34/2004, de 10 de Julho.
A Resolução da Assembleia da República n.º 49/2004, publicada em 13 de Julho, aprovou, para ratificação, a Convenção entre a República Portuguesa e a República Eslovaca para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendi- mento, assinada em Bratislava em 5 de Junho de 2001, tendo a mesma Convenção sido ratificada pelo Decreto do Presidente da República n.º 35/2004, de 13 de Julho. O Decreto-Lei n.º 209/2004, de 20 de Agosto, criou o jogo
social do Estado denominado «EUROMILHÕES» e autorizou a SCML, através do seu Departamento de Jogos, a proceder à respectiva exploração em regime de exclusividade para todo o território nacional.
O artigo 15.º determina que os prémios do EUROMILHÕES encontram-se isentos do IRS, nos ter- mos da redacção dada ao n.º 2 do artigo 9.º do respectivo Código, pela Lei n.º 107-B/2003, de 31 de Dezembro. A Portaria n.º 1501/2004, de 30 de Dezembro, aprovou a
isenção de IRS ou IRC para os bancos centrais e agências de natureza governamental nos «paraísos fiscais». O Decreto-Lei n.º 193/2005, de 7 de Novembro, aprovou o
Regime Especial de Tributação dos Rendimentos de Valores Mobiliários Representativos de Dívida, tendo revogado o Decreto-Lei n.º 88/94, de 2 de Abril.
O Decreto-Lei n.º 238/2006, de 20 de Dezembro, introdu- ziu alterações ao CIRS, ao CIRC, ao Código do IVA (CIVA), ao Regime do IVA nas Transacções Intracomu- nitárias (RITI), ao Código do Imposto do Selo (CIS), ao Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI), ao Código do Imposto sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (CIMT), à lei geral tributária, ao Código do Pro- cedimento Tributário (CPPT) e a legislação fiscal com- plementar, simplificando e racionalizando obrigações e procedimentos, no sentido da diminuição dos custos de cumprimento impostos aos contribuintes, tendo revogado o n.º 10 do artigo 119.º do CIRS, o n.º 5 do artigo 113.º e o n.º 2 do artigo 115.º do CIRC, a alínea i) do n.º 1 do artigo 28.º, os n.os 2 e 10 do artigo 40.º, o n.º 3 do artigo 45.º e o n.º 3 do artigo 48.º do CIVA e o n.º 2 do artigo
rendimentos do trabalho dependente e pensões auferidas por titulares residentes no continente, para vigorarem durante o ano de 2007.
O Decreto-Lei n.º 50-C/2007, de 6 de Março, estabeleceu as normas de execução do Orçamento do Estado (OE) para 2007.
O artigo 13.º determina que as importâncias a levantar dos cofres do Estado relativas às dotações destinadas às transferências do OE para os serviços e fundos autóno- mos (SFA) são líquidas de IRS, retido na fonte.
A Portaria n.º 362/2008, de 13 de Maio, aprovou os coefi- cientes de desvalorização da moeda para efeitos de determinação da matéria colectável do imposto, a aplicar aos bens e direitos alienados durante 2008, cujo valor deva ser actualizado, nos termos do artigo 50.º do CIRS. Orçamenta-se no presente artigo a verba de:
9 252 000 000 euros
Observação n.º 2
Capítulo 01, grupo 01, artigo 02
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC):
O Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro, aprovou o CIRC, tendo revogado os n.os 1, 2 e 3 da base VI da Lei n.º 4/73, de 4 de Junho, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 157/81, de 11 de Junho, e o artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 430/73, de 25 de Agosto.
O artigo 2.º estipula que o CIRC entra em vigor em 1 de Janeiro de 1989.
O artigo 3.º determina que ficam abolidos, a partir da data da entrada em vigor do CIRC, relativamente aos sujeitos passivos deste imposto, a contribuição industrial, o imposto sobre a indústria agrícola, o imposto de mais-valias, a contribuição predial, o imposto de capitais, o imposto complementar e o imposto do selo constante da verba 134 da Tabela Geral do Imposto do Selo. O disposto acima não obsta a que a legislação respeitante
aos impostos abolidos possa ser aplicada relativamente a rendimentos obtidos anteriormente à data aí indicada ou à punição das respectivas infracções nos termos previstos nessa legislação.
O artigo 4.º refere que, a partir da data da entrada em vigor do CIRC, o imposto sobre o rendimento do petróleo, nos termos em que é regulado pelo Decreto-Lei n.º 625/71, de 31 de Dezembro, com as redacções que lhe foram dadas pelos Decretos-Leis n.os 256/81, de 1 de Setembro, e 440/83, de 24 de Dezembro, a que estivessem sujeitas pessoas colectivas ou outras entidades que sejam sujeitos passivos de IRC, fica substituído por este imposto. De acordo com o artigo 1.º do CIRC, o IRC incide sobre os
rendimentos obtidos, mesmo quando provenientes de actos ilícitos, no período de tributação, pelos respectivos sujeitos passivos, nos termos deste Código.
as demais pessoas colectivas de direito público ou privado, com sede ou direcção efectiva em território português;
b) As entidades desprovidas de personalidade jurídica,
com sede ou direcção efectiva em território portu- guês, cujos rendimentos não sejam tributáveis em IRS ou em IRC directamente na titularidade de pes- soas singulares ou colectivas;
c) As entidades, com ou sem personalidade jurídica,
que não tenham sede nem direcção efectiva em ter- ritório português e cujos rendimentos nele obtidos não estejam sujeitos a IRS.
Estipula o artigo 3.º que o IRC incide sobre:
a) O lucro das sociedades comerciais ou civis sob for-
ma comercial, das cooperativas e das empresas públicas e o das demais pessoas colectivas ou enti- dades referidas nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo anterior que exerçam, a título principal, uma activi- dade de natureza comercial, industrial ou agrícola;
b) O rendimento global, correspondente à soma algé-
brica dos rendimentos das diversas categorias con- sideradas para efeitos de IRS e, bem assim, dos incrementos patrimoniais obtidos a título gratuito, das pessoas colectivas ou entidades referidas nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo anterior que não exerçam, a título principal, uma actividade de natu- reza comercial, industrial ou agrícola;
c) O lucro imputável a estabelecimento estável situado
em território português de entidades referidas na alínea c) do n.º 1 do artigo anterior;
d) Os rendimentos das diversas categorias, considera-
das para efeitos de IRS e, bem assim, os incremen- tos patrimoniais obtidos a título gratuito por entida- des mencionadas na alínea c) do n.º 1 do artigo anterior que não possuam estabelecimento estável ou que, possuindo-o, não lhe sejam imputáveis. O artigo 80.º fixa as taxas do IRC.
Pelo Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de Dezembro, foi regu- lamentada a cobrança e as formas de reembolso do IRS e do IRC.
O Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho, aprovou o EBF, no qual foram incluídos os benefícios, em sede de IRC, que, apesar de serem de carácter menos estrutural, se revestem duma relativa estabilidade.
O Decreto-Lei n.º 49/91, de 25 de Janeiro, permitiu aos sujeitos passivos de IRS e IRC reavaliar os elementos do seu activo imobilizado corpóreo.
O Decreto Regulamentar n.º 16/94, de 12 de Julho, alterou o Decreto Regulamentar n.º 2/90 de 12 de Janeiro - esta- beleceu o regime das reintegrações e amortizações para efeitos do IRC.
O Decreto-Lei n.º 121/95, de 31 de Maio, definiu as condi- ções de acesso ao crédito fiscal por investimento adicio- nal efectuado em 1995.
O Decreto-Lei n.º 24/97, de 23 de Janeiro, veio configurar um regime fiscal especificamente aplicável aos fundos de fundos, em sede de IRS e IRC.
O Decreto-Lei n.º 292/97, de 22 de Outubro, concedeu benefícios fiscais aos sujeitos passivos de IRC que reali-
zaram despesas com investigação e desenvolvimento, tendo este regime de crédito fiscal sido prorrogado aos exercícios fiscais de 2001, 2002 e 2003, através da Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril.
O Decreto-Lei n.º 14/98, de 28 de Janeiro, criou um regime especial de dedução de prejuízos fiscais no âmbito dos processos do Gabinete de Coordenação para a Recupera- ção de Empresas (GACRE), o qual também foi alargado aos processos aprovados pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) no âmbito do Sistema de Incentivos à Revita- lização e Modernização do Tecido Empresarial (SIRME). O Decreto-Lei n.º 42/98, de 3 de Março, concedeu incenti- vos fiscais para os exercícios de 1998, 1999 e 2000 para as micro e pequenas e médias empresas.
A Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, regulou o regime aplicá- vel aos recursos financeiros dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, tendo revogado as Leis n.os 72/93, de 30 de Novembro, e 27/95, de 18 de Agosto.
O artigo 8.º determina que os partidos não estão sujeitos a IRC.
O artigo 9.º define as condições em que são suspensos os benefícios concedidos pelo artigo 8.º, bem como as que permitem a cessação da referida suspensão.
O Decreto-Lei n.º 401/99, de 14 de Outubro, regulamentou o regime de benefícios fiscais contratuais, condicionados e temporários, susceptíveis de concessão para a interna- cionalização das empresas portuguesas.
O Decreto-Lei n.º 409/99, de 15 de Outubro, regulamentou o regime de benefícios fiscais contratuais, condicionados e temporários, susceptíveis de concessão a projectos de investimento em Portugal.
O Decreto-Lei n.º 477/99, de 9 de Novembro, criou, em sede de IRC, um crédito fiscal e por investimento em bens do activo imobilizado corpóreo para a protecção ambiental para os exercícios de 1999, 2000 e 2001. A Lei n.º 176-A/99, de 30 de Dezembro, através do seu
artigo 7.º, definiu o regime fiscal, em sede de IRS e IRC, das Comemorações dos 500 Anos da Descoberta do Bra- sil.
O artigo 64.º da Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril, conside- rou como custos ou perdas do exercício, para efeitos de IRC e das categorias C e D do IRS, os donativos conce- didos em dinheiro ou espécie à Diocese do Porto enquan- to entidade organizadora das Comemorações do Jubileu do Ano 2000.
O artigo 73.º do mesmo diploma definiu incentivos excep- cionais, em sede de IRS, IRC e IVA, para o desconges- tionamento das pendências judiciais.
A Portaria n.º 359/2000, de 20 de Junho, definiu os ele- mentos que devem constituir o processo de documenta- ção fiscal a que se referem os artigos 129.º do CIRS e 121.º do CIRC.
O Decreto-Lei n.º 30/2001, de 7 de Fevereiro, concedeu à Sociedade Euro 2004, SA, benefícios fiscais, em sede de IRS, de IRC, de imposto sobre sucessões e doações, de imposto do selo, de IMT e de IMI, tendo revogado os artigos 6.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 33/2000, de 14 de Março (que constituiu a respectiva sociedade).
O artigo 4.º deste diploma determina que o regime nele estabelecido, à excepção da norma contida no artigo 3.º,
produz efeitos desde 1 de Janeiro de 2000 até 31 de Dezembro de 2004.
O Decreto-Lei n.º 219/2001, de 4 de Agosto, estabeleceu o regime fiscal das operações de titularização de créditos efectuados nos termos do Decreto-Lei n.º 453/99, de 5 de Novembro.
A Portaria n.º 1446-C/2001, de 21 de Dezembro, regulou os preços de transferência nas operações efectuadas entre um sujeito passivo do IRS ou do IRC e qualquer outra entidade.
A Portaria n.º 315/2002, de 23 de Março, renovou para os exercícios fiscais de 2000 e 2001 o regime de crédito fis-