CAPÍTULO I - BREVE ABORDAGEM SOBRE A APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA
1.7. APRENDIZAGEM DA ESCRITA, OBSTÁCULOS E DIFICULDADES
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Dos diferentes estudos realizados no âmbito da “competência leitora” descritos pela DECD (2016, p. 56) apontam como objectivos “refectir a aplicação activa, intencional e funcional da leitura em uma série de situações e com distintos fins”.
Como resultado destes estudos, a Organização para cooperação e o desenvolvimento Económico DECD (2016) referencia Hlloway (1999) que considera as habilidades litoras como instrumentos essenciais para o alcançe do “rendimento escolar dos alunos e dos recursos prévios de ditos níveis”:
Segundo a PISA, a avaliação abrange diferentes alunos e com propósitos diferentes, entre estes a citar, a entrada para a universidade; cursos de preparação para o mercado de trabalho em alunos que estam a terminar a educação obrigatória”.
A avaliação feita através deste programa, revela à leitura, como um instrumento para o alcançe do rendimento escolar. Este facto, do nosso ponto de vista, consubstancia-se como essencial para a aquisicão da escrita. Razão pela qual, à descrevemos aqui, como um elemento a considerar,pelo facto de que, diante das várias pesquisas foi revelado como, um dos requisitos para a aprendizagem em qualquer situação, reconheido neste documento (PISA) 2015, pelos trabalhos de “(Cunningham e Stanovich,1998; Smith et al. 2000)”que consideram a importância da leitura, não apenas como elemento do rendimento académico, mas também como um “requisito” para todas as esfereas do quotidiano, e da aprendizagem eficáz..
1.7. APRENDIZAGEM DA ESCRITA, OBSTÁCULOS E DIFICULDADES
A Língua Portuguesa é uma língua falada em diferentes países de expressão portuguesa.
Referenciando a sua aprendizagem vários são os enfoques que procuram clarificar o seu efeito enquanto processo e enquanto resultado ou produto.
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Segundo Gomes (2005,p.35) a aprendizagem da escrita, é vista enquanto aspecto Tradicioal e enquanto aspecto Escola Nova,
Essas duas formas de se referir a aprendizagem, possibilitam entende-las, o aluno enquanto sujeito, em que o “ensino da escrita , que a ele é transmitido, afigura-se como produto” e quando o aluno é sujeito e objecto, em que o “ ensino da escrita é tido como processo”. Enquanto sujeito a aprendizagem é aquela, que o erro é considerado como um “desvio”, não há interação entre os dois intervenientes do processo, existe, o que dirige e transmite, enquanto o outro é o mero receptor. O que na visão da autora, a aprendizagen toma a denominação, “frnómeno individual”.
Enquanto, sujeito objecto esta é estabelecida na base de quem orienta, ajuda e em alguns momentos transmite. M Defende a capacidade de aprender do ser humano (entendido como “sujeito epistêmico”) e, portanto, dos alunos. Para essa abordagem, o meio influencia o desenvolvimento dos indivíduos de forma a acelerá-lo ou retardá-lo, mas a ação do sujeito é que é considerada fundamental para a construção do conhecimentoas esse último não elmento central para o ensino, Nsta perspectiva surge o aprender, aprender e o aprender a ser e o aprender a conviver. Nesta perspectiva , o erro tomado como “disvio” na perspectiva tradicional, passa a ser encarrado como uma perspectiva de aprendizagem e de construção.Segundo a Unesco, os pilares da educação acima referênciados servem de garante para aprendizagens significativas e de hipótese de construção do erro, o que para Gomes“defende”como sendo :
“A capacidade de aprender do ser humano (entendido como “sujeito (epistêmico”)
e, portanto, dos alunos. Para essa abordagem meio influencia o desenvolvimen
dos indivíduos de forma a acelerá-lou retardá-lo, mas a ação do sujeito é que é
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De acordo as duas visões acima referenciadas, a aprendizagem da escrita será levada acabo enquanto “modelo convencional sem significado” e “modelo convencional com significado”. O que, para a visão convencional sem significado, o ensino é baseado tendo em conta , o que a escola entende como modelo, norma, e ao ser executado não se tem em atenção a acção do sujeito objetcto de aprendizagem. Considrado neste caso como fadónio, não atrente, interessante.
Referindo-se ao “modelo convencional sigificativo”, terminológias criadas por nós, para fazer compreender a visão de um ensino pautado em regras, que possa ser eficaz, desde que se atenda o sujeito, objecto de aprendizgem, como aquele que pensa, análisa, constrói, disconstói e reconsrói formulando novas hipótesis para a construção de novos saberes. As ideias de Barbiro e Ferreira (2007) são aqui consideradas, como essenciais, para justificar, “o modelo convencional”, o que em nosso enteder, enquanto professores e pesquisadores, trás satisfação e aprendizagm no aluno. O que consideramos ser proveitoso e adaptável para o ensino da escrita enquanto processo e enquanto produto. De acordo a esta visão, apresentamos aqui, textualmente os princípios propostos por esses autores, como base que fundamentam o modelo convencional com significado, criado por nós enquanto procedimento do processo e de produto de aprendizagem da escrita que abaixo se segue:
“Ensino precoce da produção textual A aprendizagem da escri é reconhecidamente um processo lento e longo. A complexidade
da escrita e a multiplicidade dos seus usos e finalidades tornam imperiosa que constitua objecto de ensino desde o início da escolaridade.
Ensino que proporcione uma prática intensiva
A aprendizagem da escrita beneficia de uma escrita pessoal frequente, da resolução de exercícios modulares e sistematizados a que se associem momentos de produção inventiva e crítica.
Ensino do processo (planificar, pôr em texto, rever)
A aprendizagem da escrita implica o conhecimento de um reportório alargado de acções associadas às suas componentes de planificação, de textualização e de revisão.
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Ensino sobre textos de géneros diversificados, social e escolarmente relevantes,
A aprendizagem da escrita deve enquadrar o contacto com a diversidade de géneros textuais relevantes, de modo a que os alunos possam apreender a sua especificidade em termos de forma e conteúdo e para que possam aceder à realização de funções por meio dos produtos escritos.
Ensino sequencial das actividades de escrita
A aprendizagem da escrita ganha consistência quando os alunos têm oportunidade de se envolver em actividades sequenciais que lhes permitam ganhar progressiva autonomia na produção textual, a fim de acederem cada vez mais às potencialidades da escrita para expressar sentimentos, ideias e opiniões, para formular conceitos e conhecimentos, para registar vivências e projectos pessoais.
Ensino que permita uma regulação externa e interna da produção textual
A aprendizagem da escrita enriquece-se pelo confronto de interpretações acerca de um mesmo texto, uma vez que esse confronto sustenta a negociação de critérios de avaliação dos textos produzidos e facilita a decisão acerca dos modos de resolução dos problemas detectados.
Ensino que assegure uma gradual complexificação da produção textual
A aprendizagem da escrita exige tempo de maturação que permita uma integração plena do conhecimento e a sua mobilização, face a exigências de gradual complexidade, nos vários anos de um ciclo de ensino e ao longo de toda a escolaridade.” (2007,p8)
Os procedimentos acima descritos, podem ser aplicados a casos especificos em que, a aprendizagem, de certas palavrasas para se fazer a correspondência fonema-grafia não obedecem a uma regra convencional, mas sim, a sua etimologia. A exemplo destacamos a esAinda crita da letra, s com (s,c,z,ss,x,ç,xc); z com (z,s,x); g com ( j ou g) ; u com (u ou o ) e o h no início da palavra.
A escrita enquanto processo complexo para a sua apredizagem exige que se conheça o que para sSiva et al.(2007) denomina de a norma ortográfica. Esta obedece a aspectos regulares, em que a sua aprendizagem exige o conhecimnto das regras, e as irregulares, aprendidas mediante o processo de memorização.
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A norma ortografica, refere-se a regularidades directas, que envolve o conhecimento da pronúncia dos grafemas que não entram em choque com outras letras p; b; t; d; f; v. As irregulares, referem-se as regras contextuais, em que se considera a posição da som em correspondência com a letra. A exemplo referimos o uso do r,ou rr; o uso do g ou gu; o uso do c ou qu; o uso do j formando sílabas com a,o e u); o uso do z (em palavras que começam com o som z); o uso do s (no início das palavras formando sílabas com a,o e u); o uso de o ou u (no final e palavras que terminam com o som de u); o uso de m, n, nh, ou ~ (para grafar todas as formas de nasalização da língua portuguesa).
Por sua vez, as condições geográficas e culturais de cada país são outros influênciadores das variações linguisticas a que a língua está sujeita. As variações, não só influem na linguagem oral como também na linguagem escrita.
Segundo os programas de ensino da Língua Portuguesa do ensino primário, e de acordo a Barbeiro e Pereira (2007), a aprendizagm da escrita, envolve a aquisição do conhecimento referente a grafia correcta das letras que constitui uma palavra, a coerência da frase e paragrafo, como forma de se dar um sentido lógico, a mensagem que se pretende transmitir.
A escrita enquanto sistema é constituida por diferentes unidades linguísticas, que se processa de acordo a utilização de algumas formas linguísticas a nível ortográfico, fónico, morfológico e sintáctico descritos por Bergstrom e reis (2007).
Para Cruz (2009) estas formas linguísticas são realizadas mediante actividades de codificação e de composição que favorecem a aprendizagem dos processos implicados na escrita.
1.8.TÉCNICAS DE APRENDIZAGEM E SEU PAPEL NO MELHORAMENTO DOS