Pilar 3
Pilar 4
Pilar 4 Qualificar recursos humanos
e desenvolver competências
Qualificar recursos humanos e desenvolver competências Promover a competitividade das empresas Promover a competitividade das empresas Atrair investimento e promover exportações Atrair investimento e promover exportações Pilar 1 Pilar 1 Pilar 2 Pilar 2 Aumentar a eficiência da governação e a sustentabilidade Aumentar a eficiência da governação e a sustentabilidade Pilar 5 Pilar 5 Governação, financiamento e gestão da mudança da Implementação Governação, financiamento e gestão da mudança da Implementação Figura 8 - Pilares do Plano de Acção
63
Relatório Final
Pilares Propósito Objectivos estratégicos Visão a Atingir
Pilar 1 Qualificar recursos humanos e desenvolver competências Resolver o problema da escassez de mão de obra qualificada, melhorar a competitividade das empresas da cadeia de valor das matérias-primas minerais para a construção e reforçar as competências associadas ao
empreendedorismo.
Reforçar as qualificações dos trabalhadores e promover oportunidades de aprendizagem e aperfeiçoamento profissional contínuo. Melhorar a captação e retenção de jovens técnicos com talento e com maior capacidade de adaptação e inovação.
Empoderar os agentes económicos locais para criarem e gerirem MPME.
Um número alargado de trabalhadores especializados, com competências reforçadas. Novos empreendedores reforçam a produção, a qualidade, a competitividade, a geração de emprego, as exportações e a dinâmica do cluster angolano das matérias primas para materiais de construção. Pilar 2 Promover a competitividade das empresas Reforçar as empresas do sector em termos de qualidade, tecnologia, inovação e competitividade e fomentar um ecossistema que gere sinergias competitivas para as empresas do sector subindo incrementalmente na cadeia de valor acrescentado.
Criar condições para o desenvolvimento do cluster de matérias primas, especialmente dos sub-clusters habitat e rochas ornamentais, reforçando as vantagens competitivas das empresas angolanas.
Promover a adopção de tecnologias e melhores práticas, adaptadas às necessidades das empresas da cadeia de valor, que reforcem a inovação, a qualidade, a eficiência produtiva e a orientação para o cliente.
Empresas sustentáveis e competitivas, com crescentes níveis de inovação e valor acrescentado, funcionando num ecossistema sinergético gerador de emprego, receita fiscal e exportações, contribuindo para o desenvolvimento local e para a redução dos níveis de pobreza. Pilar 3 Atrair investimento e promover exportações
Atrair investimento directo estrangeiro, fomentando parcerias com os empresários angolanos e acelerando a inovação tecnológica, as exportações e a geração de empregos. Aumentar as exportações.
Fomentar o investimento directo estrangeiro na cadeia de valor, privilegiando o aporte de novas tecnologias, novos mercados e sistemas avançados de organização.
Reduzir (ou eliminar) constrangimentos às exportações, e apoiar as empresas com potencial exportador na selecção e desenvolvimento de novos mercados.
Aumento substancial do contributo da cadeia de valor das matérias-primas minerais para o equilíbrio da balança de comércio externo e pagamentos, para as receitas fiscais e para a geração de emprego em várias regiões do território nacional. Pilar 4 Aumentar a eficiência da governação e a sustentabilidade Reduzir os custos de contexto e a ineficiência da burocracia, proteger indústrias estratégicas e nascentes, e concertar políticas de desenvolvimento económico e de protecção ambiental.
Melhorar o ambiente de negócios, através da simplificação administrativa e do reforço da transparência.
Proteger o sector do impacto da entrada no mercado comum SADC, especialmente as fileiras do cimento e das rochas ornamentais. Valorizar os recursos naturais, promover a economia circular e a protecção ambiental e as novas tecnologias sustentáveis.
Angola concilia o desenvolvimento de uma economia robusta e inclusiva com o uso sustentável dos recursos minerais e a protecção dos ecossistemas naturais e da biodiversidade. Pilar 5 Governação, financiamento e mudança na Implementação
Garantir uma boa
governação e financiamento adequado ao
desenvolvimento do sector, e promover a gestão da mudança nos stakeholders.
Montar uma estrutura de governação e manter uma equipa de gestão de projecto.
Assegurar e aplicar o financiamento definido e mobilizar os vários stakeholders para as acções planeadas.
Implementação do Plano de Acção bem gerida, c/elevado grau de concretização e de impacto económico e social mensurável.
64 Relatório Final
Esta estratégia de desenvolvimento está transposta para o Plano de Acção que se detalha na secção seguinte.
As medidas preconizadas no Plano de Acção são assumidas em complementaridade por várias entidades.
Cabe ao Estado principalmente o enquadramento legal (incluindo o impulso, promoção e financiamento da implementação deste plano de ação), os incentivos necessários e as infra- estruturas gerais e especializadas.
O Ambiente de Suporte é constituído por um vasto número de diferentes entidades como BSPs, bancos e seguradores, universidades, investidores, sendo os fornecedores considerados em parte nas empresas e em parte no ambiente de suporte conforme a sua natureza.
As empresas são o centro do sistema, sendo elas as geradoras de produção económica, de emprego, de receita fiscal, de exportações e de contributo positivo para a balança de pagamentos e o desenvolvimento local.
O Plano de Acção tem por objectivo actuar a dois níveis, beneficiando cada empresa em termos individuais, mas também o ecossistema do qual fazem parte, fomentando um efeito de cluster, com aumento da integração vertical e horizontal. Mais do que o tamanho da empresa, é o isolamento e a falta de articulação e sinergias na cadeia de valor que
Incentivos Reforçar as empresas (individual e cluster) Qualificar os RH Enquadra- mento institucional
Estado
Empresas
Ambiente de
Suporte
Infra- estruturas Prestação de Serviços Tecnologias e Inovação Atrair investi- mento Fornece- dores Financia- mento65
Relatório Final constrange a criação de valor económico e emprego. Por este motivo, para além das empresas finais, todos os actores da cadeia de valor devem ser promovidos.
Os quatro pilares de actuação têm por objectivo despoletar vários nove processos de mudança complementares e interdependentes entre si por forma a atingir os objetivos preconizados no PRODESI de aumento do emprego e desenvolvimento local, da produção nacional, das exportações, da receita fiscal e da melhoria da balança de pagamentos.
Inovar e
Clusterizar Investir e Exportar Melhorar e Sustentar
Gerir e Financiar Qualificar e
66 Relatório Final
3.5 Cadeias de Valor Primordiais
Tendo em conta a análise de contexto efectuada, o potencial de exportação, de geração de receita fiscal e de empregos, preconiza-se que as medidas de estímulo à competitividade das empresas apoiem de forma preferencial duas fileiras da cadeia de valor de matérias- primas minerais para materiais de construção:
1) Cimento.
2) rochas ornamentais. Cimento
O cimento é uma commodity, com características técnicas bem definidas e com pequenas variações de preço no mercado internacional. A análise de contexto revelou que a distribuição/exportação de cimento a granel tem normalmente por destino grandes obras públicas/grandes compradores, enquanto a distribuição/exportação de cimento em saco serve os pequenos compradores e retalhistas.
O maior produtor mundial de cimento é a China, e em África o maior produtor é a África do Sul. Ainda à escala africana, a empresa de maior sucesso é a nigeriana Dangote, que tem uma estratégia comercial assente no controlo de entrepostos de distribuição espalhados por vários países, onde comercializa cimento em saco.
As cinco cimenteiras angolanas estão bem apetrechadas tecnologicamente, assumindo-se que terão níveis de produtividade médios. Presentemente, a sua capacidade instalada excede em mais de metade as necessidades do actual mercado. Do ponto de vista da estratégia empresarial, a diversificação de mercados e o domínio de custos são as alternativas viáveis para as cimenteiras Angolanas.
Três factores fundamentais para potenciar as estratégias empresariais mencionadas são:
w a facilitação da movimentação / handling de produtos (actuando ao nível das infra- estruturas de transporte, taxas de exportação, etc.)
w o controlo do preço da energia (e.g. apoiando actividades exportadoras intensivas em energia, subvencionado os combustíveis para a indústria)
w e a simplificação administrativa
Estes três factores só parcialmente podem ser endereçados no plano de ação do sector, devendo ser primordialmente endereçados a nível económico mais global.
Outros factores, tais como a capacitação dos recursos humanos do sector, o apoio à inovação tecnológica, as promoções de efeitos de cluster, entre vários outros, são abordados no Plano de Ação do sector.
67
Relatório Final Rochas ornamentais
Os factores moda e design ditam as preferências dos mercados internacionais por um determinado tipo de rocha ornamental (litótipo), sendo a concorrência efectuada à escala global entre litótipos de aparência/propriedades semelhantes. Assim, embora a existência de um litótipo singular limite a concorrência global, a sua promoção exige um esforço acrescido, para que influenciadores (designers, escultores, arquitectos de renome) e prescritores (arquitectos, clientes finais) o prefiram e adoptem.
Preconiza-se por isso uma aposta determinada no “negro Angola” (embora se não excluam outras rochas ornamentais), que implica um forte investimento na capacitação das pequenas empresas existentes e no apoio à promoção/comercialização desta rocha. O reforço da competitividade deste sector tem a vantagem, pela sua dispersão (muitas pequenas empresas com características diversas em regiões do interior do país), de alavancar o desenvolvimento social e o combate à pobreza, por via da qualificação de pessoas e da criação de emprego.
Para viabilizar/apoiar estas estratégias empresariais é imprescindível uma actuação concertada ao nível do reforço da competitividade das empresas, da qualificação de recursos humanos e da atracção de investidores.
A formação de quadros e técnicos (no contexto da educação formal e da formação profissional), a modernização e apetrechamento tecnológico das empresas e a promoção comercial (missões comerciais e missões invertidas, potenciadas por inovação e desenvolvimento local) são elementos obrigatórios dessa actuação.
Outros factores, tais como o apoio à criação de marca, a normalização de produtos, a facilitação da movimentação / handling de produtos, a melhoria do ambiente de negócios e a simplificação administrativa são também catalisadores a ter em conta.
A definição de uma marca para as rochas ornamentais oferece às empresas argumentos comerciais adicionais, reforçando a sua capacitação e abrangência.
Portugal, à semelhança de outros países da Europa, desenvolveu uma marca para as rochas ornamentais, designada por STONE.PT. Esta marca surgiu da necessidade de transmitir uma imagem de sofisticação e de qualidade, com garantia de origem, possibilitando o aumento do nível de credibilidade da pedra portuguesa juntos dos consumidores de pedra natural.
No âmbito do projecto STONE.PT, 20 empresas do sector das rochas ornamentais implementaram a marca STONE.PT nos seus produtos, consolidando a marca nos mercados internacionais. A marca STONE.PT abrange 42 litótipos, tendo sido certificadas 18 pedreiras com a Denominação de Origem Controlada (STONE.PT DOC), e concedida a sub-marca STONE.PT verified (Selo Ambiental) a 6 empresas, que demonstraram o cumprimento de boa performance ambiental.
68 Relatório Final
3.6 Factores Críticos de Sucesso para a Implementação
Para que a estratégia (e a sua implementação) tenha sucesso é necessário garantir:¨ Uma estrutura de governação eficaz do Plano de Acção.
¨ Definição de um facilitador/ponto de contacto focal (único) com a responsabilidade de articular o desenvolvimento e a implementação de
stakeholders, incluindo empresários proprietários de micro, pequenas e médias
empresas, comunidades locais e agentes do Estado.
¨ Financiamento das acções definidas no Plano de Acção, através do orçamento público nacional, entidades multilaterais e sector privado nacional e investidores internacionais.
¨ Acções de gestão da mudança - de comunicação, de demonstração e de facilitação – por forma a promover uma cultura de colaboração e confiança, parcerias e ligações verticais e horizontais que assegurem efeitos de cluster.
69
Relatório Final
Plano de Acção
70 Relatório Final
4. Plano de Acção
Nesta secção definem-se as medidas e acções necessárias para a prossecução da estratégia de desenvolvimento da cadeia de valor das matérias-primas minerais para materiais de construção.
Cada um dos cinco pilares da estratégia tem uma correspondência directa com os pilares do Plano de Acção 2020-2025, e uma total sintonia com os objectivos estratégicos e com a visão de futuro que se pretende alcançar.
A lista completa de pilares, eixos e medidas que devem ser consideradas para implementar a estratégia de desenvolvimento da cadeia de valor de matérias-primas minerais para materiais de construção é apresentada nas tabelas seguintes.
A estratégia de atuação é consolidada em onze eixos de atuação, conforme sumarizado a seguir.
Figura 9 - Eixos de Actuação do Plano de Acção
Qualificar recursos humanos e desenvolver competências Promover a competitividade das empresas Atrair investimento e promover exportações
Pilar 1 Pilar 2 Pilar 3
Aumentar a eficiência da governação e a sustentabilidade
Pilar 4
Pilar 5 Gestão, Financiamento e Gestão da Mudança na Implementação Eixo 2.1. Clusterização Eixo 2.2. Tecnologia, inovação e qualidade Eixo 1.1. Reforço de qualificações Eixo 1.2. Captação de talento e empreendedores Eixo 4.1. Melhoria do ambiente de negócios Eixo 4.2. Recursos e sustentabilidade Eixo 3.1. Estímulo das
exportações
Eixo 3.2. Investimento & Financiamento
Eixo 5.3. Gestão da Mudança Eixo 5.1. Governação Eficaz Eixo 5.2. Financiamento Sustentável
71
Relatório Final Os onze eixos de actuação estão subdivididos em mais de 30 medidas, que por sua vez se desdobram num conjunto de acções, calendarizadas e orçamentadas por forma a facilitar a sua gestão, implementação e monitorização.
No entanto, há medidas que têm maior importância do que outras, - medidas âncora - devendo estas assumir atenção especial e prioridade de implementação. As figuras em baixo sumarizam as medidas âncora preconizadas por pilar (Figura 10) e por fileira (Figura 11).
72 Relatório Final
73
Relatório Final
Pilar 1 – Qualificar recursos humanos e
desenvolver competências
Do conjunto de acções e medidas definidas no presente pilar destacam-se os seguintes projectos âncora:
¨ Criação do Sistema Nacional de Qualificações do Sector Extractivo e do Sistema Nacional de Qualificações para o Sector da Construção
¨ Apoio à formação contínua on job
¨ Programa de incentivos à contratação de jovens técnicos, com incentivos dirigidos às empresas Regulamentação sobre profissões e qualificação no sector Directório de Competências do Sector Trabalhadores qualificados Chefias intermédias desenvolvidas
1 400
75
Estágios curriculares Estágios profissionais Jovens técnicos superiores contratados
Planos de reforço dos BSPs
50
Missões de prospecção tecnológica30
BSPs fortalecidos10
125
200
74 Relatório Final
Tabela 15 - Matriz resumo dos pilares, eixos e medidas para estímulo da cadeia de valor.
Pilares Eixos Medidas
Pilar 1 Qualificar recursos humanos e desenvolver competências EIXO 1.1 Reforço de qualificações
1.1.1 Apoio à formação contínua on job 1.1.2 Apoio à formação contínua on job 1.1.3 Capacitação e formação especializada
1.1.4 Qualificação avançada de chefias intermédias para a indústria 1.1.5 Missões de prospecção tecnológica
1.1.6. Competências de empreendedorismo e de gestão de MPME
EIXO 1.2 Captação de talento
1.2.1 Estágios curriculares
1.2.2 Estágios profissionais e incentivos à contratação de técnicos superiores
1.2.3. Reforço das competências dos BSPs do sector
Pilar 2 Promover a competitividade das empresas EIXO 2.1 Clusterização
2.1.1 Estudo da Cadeia de Valor da Construção 2.1.2 Reforço das dinâmicas empresariais correntes
2.1.3 Observatório da indústria extractiva e dos materiais de construção 2.1.4 Institucionalização dos clusters habitat e rochas ornamentais 2.1.5 Apoio ao associativismo empresarial
EIXO 2.2 Tecnologia, inovação e qualidade
2.2.1 Desenvolvimento de Códigos e Normas de Materiais de Construção 2.2.2 Criação e modernização de infra-estruturas tecnológicas e de qualidade 2.2.3 Transformação digital da fileira dos materiais de construção
2.2.4 Apoio à melhoria da eficiência e transição energética 2.2.5 Investigação e inovação aplicada
75
Relatório Final
Pilares Eixos Medidas
Pilar 3 Atrair investimento e promover exportações EIXO 3.1 Estímulo das exportações
3.1.1 Capacitação para a Exportação 3.1.2 Incentivos à exportação
3.1.3 Promoção internacional marca “Angola Stone” 3.1.4 Cooperação para a internacionalização
EIXO 3.2 Investimento & Financiamento
3.2.1 Catalogação e classificação de Projectos de Interesse Nacional (PIN)
3.2.2 Captação de Investimento Directo Estrangeiro - IDE
3.2.3 Criação de fundo de investimento especializado e fundos de garantia mútua do Estado
3.2.4 Promoção do Investimento Interno
Pilar 4 Aumentar a eficiência da governação e a sustentabilidade EIXO 4.1 Melhoria do ambiente de negócios
4.1.1 Plataforma de Compras públicas de materiais de construção 4.1.2 Promoção da incorporação de materiais de construção nacionais em obras públicas
4.1.3 Simplificação administrativa dos licenciamentos
4.1.4 Medidas transitórias de protecção de indústrias estratégicas e nascentes
EIXO 4.2 Recursos e sustentabilidade
4.2.1 Alinhamento de políticas de desenvolvimento económico e ambiental 4.2.2Disseminação do potencial dos recursos minerais não metálicos
Pilar 5 Governação, financiamento e gestão da mudança EIXO 5.1 Governação Eficaz
5.1.1 Definição da estrutura organizacional dos clusters 5.1.2 Diagnóstico do cluster
5.1.3 Construção da visão e do plano de acção do cluster 5.1.4 Implementação e Gestão do plano de acção 5.1.5 Monitorização e Avaliação dos projectos EIXO 5.2
Financiamento Sustentável
5.2.1 Estabelecimento do modelo de financiamento 5.2.2 Definição de mecanismos de gestão de financiamento EIXO 5.3
Gestão da Mudança
5.3.1 Cooperação 5.3.2 Comunicação
76 Relatório Final
Eixo 1.1 - Reforço de Qualificações
Sumário
Orçamento
Regulamentação sobre profissões e qualificação no sector
Diretório de Competências do Sector 1.400 trabalhadores qualificados 75 chefias intermédias desenvolvidas 80 missões de prospecção tecnológica
5,28
M USD
A escassez de recursos humanos com competências-chave constitui uma das principais limitações identificadas no âmbito do PRODESI, que inclui uma iniciativa transversal denominada “Capacitar e Qualificar os Recursos Humanos”.
Complementarmente à iniciativa transversal preconizada no PRODESI, este eixo avança medidas específicas para ultrapassar os constrangimentos de qualificação na cadeia de valor de matérias-primas minerais para materiais de construção, priorizando áreas críticas, tais como:
¨ A manutenção industrial (e.g. electricidade, mecatrónica, mecânica, entre outros). ¨ O controlo e gestão da qualidade (e.g. controlo da produção e produtos, suporte a
I&D).
¨ O design e desenvolvimento de produtos (e.g. projecto, desenho).
¨ A gestão de operações (incluindo Six Sigma, Lean e Teoria de Constrangimentos). ¨ A organização industrial (e.g. melhoria contínua).
¨ O empreendedorismo e a gestão de MPMEs.
As medidas deste eixo devem estar amplamente alinhadas com o projecto RETFOP – Revitalização do Ensino Técnico e Profissional em Angola, patrocinado pela União Europeia, que definirá as áreas do ensino técnico e profissional a desenvolver em Angola e o modelo de formação profissional a aplicar. É fundamental que o RETFOP considere as prescrições deste documento para o reforço de qualificações na cadeia de valor das matérias-primas minerais para materiais de construção.
77
Relatório Final O presente eixo inclui seis medidas:
1.1.1 Promover a estruturação de qualificações e a profissionalização de quadros e profissionais angolanos.
2.1.1 Apoiar a formação contínua on job.
3.1.1 Incentivar a oferta formativa para a capacitação e a formação técnica e profissional especializada em competências-chave transversais.
4.1.1 Criar uma oferta formativa para a qualificação de chefias intermédias para a indústria.
5.1.1 Apoiar iniciativas e missões de prospecção tecnológica.
6.1.1 Promover competências de empreendedorismo e gestão empresarial e criação de Fab Labs de Materiais de Construção.
Importa sublinhar que, sempre que possível e enquadrável, é desejável que estas medidas sejam co-financiadas por programas de cooperação e desenvolvimento implementados em parceria com agências e entidades internacionais.
Medidas e Acções deste Eixo
1.1.1 Estruturação das Qualificações e Promoção da Profissionalização
Esta medida inclui o benchmarking, ajuste e transposição para o contexto regulatório/normativo angolano do Sistema Internacional de Qualificações para o Sector Extractivo e do Sistema Internacional de Qualificações para o Sector da Construção, desenvolvidos pela União Europeia, e que definem as qualificações e competências exigíveis aos trabalhadores destes sectores, por nível de habilitações e por área de actividade. Deverá ser elaborado um Directório de Competências da cadeia de valor de matérias-primas minerais para materiais de construção.
Esperam-se resultados de melhoria do alinhamento entre a oferta formativa (ao nível das universidades) e as necessidades (em termos de qualificações e competências dos recursos humanos) das empresas da cadeia de valor e o reforço da profissionalização.
No final deve ser de imediato realizado um road show que permita o envolvimento de parceiros na concretização posterior de acções de formação que sirvam o sector, alinhando os poderes públicos, as empresas (através das associações empresariais do sector e das províncias com potencial) e entidades do sistema de ensino e investigação tecnológica.
78 Relatório Final Principais Ações
1.1.1.1. Criação do Sistema Nacional de Qualificações do Sector Extractivo e do Sistema Nacional de Qualificações para o Sector da Construção – 2 anos
1.1.1.2. Elaboração do Directório de Competências da cadeia de valor de matérias- primas minerais para materiais de construção – 1 ano
1.1.1.3. Road show e envolvimento dos stakeholders para formação dos seus quadros e para envolvimento em estágios – 4 anos
Estimativa de resultados e respectivo cronograma
2020 2021 2022 2023 2024 2025 Total
1.1.1.3 Acções de formação 0 0 5 5 5 5 20
1.1.1.3 Formandos envolvidos nas acções de formação
0 0 50 50 50 50 200
1.1.2 Apoio à formação contínua on job
Esta medida contribui para aperfeiçoar os conhecimentos e competências funcionais dos trabalhadores, aumentar a produtividade do trabalho e diminuir a escassez de recursos humanos qualificados na cadeia de valor.
Esta medida envolve a realização de acções de formação profissional de natureza prática em áreas onde há escassez de recursos humanos qualificados (e.g. manutenção industrial, electricidade industrial, mecatrónica, mecânica pesada, controlo da qualidade, projecto assistido por computador, gestão de operações e organização industrial), a desenvolver em