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Artigo 65.º Objeto e âmbito

1. A biblioteca escolar (a seguir identificada pela sigla BE) é um serviço técnico-pedagógico orientado para o sucesso educativo, formação pessoal, informação cultural e educativa com vista à formação dos membros da comunidade educativa ao nível das literacias da informação e à aprendizagem ao longo da vida.

2. A sua ação estabelece-se enquanto polo de dinamização informacional da comunidade educativa através da seleção, organização e disponibilização de recursos documentais para apoio a atividades curriculares, não curriculares e de lazer.

3. É constituída por um conjunto de recursos adequados ao tratamento, disponibilização, utilização dos documentos e materiais necessários à realização dos seus objetivos. Os recursos a gerir e a disponibilizar são os físicos (instalações e equipamentos), humanos (docentes e não docentes) e documentais (documentos impressos, audiovisuais e informáticos).

4. Apresenta-se como um centro de recursos educativos multimédia, funcionando em livre acesso a toda a comunidade educativa e meio envolvente, destinado à utilização, consulta e produção de documentos em diferentes suportes.

5. Os espaços destinados às bibliotecas nas duas escolas do Agrupamento, embora possuam características próprias e localizações diferentes, constituem uma unidade orgânica e funcional com uma gestão e organização comuns.

Artigo 66.º Princípios

A Biblioteca Escolar integra o Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Escolares, obedecendo aos seguintes princípios:

1. Aplicar o conjunto de princípios e orientações que constituem a base conceptual do Programa Rede de Bibliotecas Escolares.

2. Desenvolver a sua ação conforme o estabelecido no projeto educativo e as orientações definidas pelos órgãos de gestão do Agrupamento.

3. Garantir o respeito pela privacidade dos dados de utilização da biblioteca escolar e dos seus recursos.

4. Valorizar e contribuir para uma cultura de proteção dos direitos de autor e propriedade intelectual.

Artigo 67.º Objetivos

1. Desenvolver e aprofundar, nos membros da comunidade educativa, uma cultura cívica, científica, tecnológica e artística enquanto formas de estar e ser consciente e livre no mundo.

2. Proporcionar oportunidades de contacto com informações, conhecimentos e confronto de ideias, experiências e opiniões diversificadas.

3. Criar e desenvolver hábitos e gosto pela leitura, utilização das Bibliotecas e aprendizagem ao longo da vida.

- Regulamento Interno -

4. Impulsionar a formação integral do indivíduo numa perspetiva interdisciplinar de acordo com os objetivos e currículo da escola.

5. Contribuir para a promoção da inovação pedagógica e implementação de novas modalidades na estruturação das situações de ensino-aprendizagem.

5.1 Colaborar na implementação do referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das BE na Educação Pré-Escolar e no Ensino Básico.

6. Apoiar a comunidade educativa na aprendizagem e na prática de competências de literacia da informação, visando a seleção, utilização e produção da informação escrita, digital e multimédia.

7. Disponibilizar espaços e condições adequados à realização de atividades de estudo e de lazer. 8. Dotar o AEFM de um fundo documental diversificado, atualizado, adequado às necessidades das escolas e da comunidade educativa e organizado segundo normas técnicas normalizadas.

9. Dinamizar os registos de memória do AEFM e do meio envolvente, contribuindo para reforçar a identidade das escolas e da comunidade local.

10. Apoiar estratégias de ligação das escolas à comunidade e estabelecimento de parcerias com outras instituições.

Artigo 68.º Serviços

A Biblioteca Escolar, no cumprimento da sua missão, presta os seguintes serviços à comunidade educativa:

1. Seleção, gestão, tratamento técnico, preservação e disponibilização de fundo documental adequado às diferentes necessidades da escola e seus utilizadores.

2. Empréstimo domiciliário de documentos aos membros da comunidade educativa.

3. Empréstimo interbibliotecas a instituições integrantes da RBE, conforme protocolo estabelecido (GTBEC).

4. Apoio documental a atividades curriculares e extracurriculares. 5. Serviços de referência documental aos utilizadores da BE.

6. Disponibilização do catálogo do fundo documental para pesquisas online e presencial. 7. Acesso à internet, leitura de documentação impressa, audiovisual e multimédia.

8. Apoio e realização de eventos ligados à promoção da leitura de obras científicas e literárias. 9. Difusão do fundo documental através de boletins impressos e página Web/blogue próprio ou outros meios.

10. Prestação de serviços e parcerias com bibliotecas de acordo com protocolos a que a escola venha a aderir.

Artigo 69.º Organização

1. A organização da biblioteca escolar estrutura-se a partir de referenciais específicos elaborados a partir de orientações emanadas por entidades de referência de cariz internacional, nacional e concelhio, nomeadamente as linhas de orientação para Bibliotecas Escolares emanadas do Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação e Ciência, os princípios da UNESCO e da IFLA para as bibliotecas escolares.

2. As bibliotecas do agrupamento possuem uma gestão e organização comum visando uma harmonização a nível concelhio e nacional.

3. A gestão da BE é estabelecida através de um conjunto de documentos elaborados pelo(s) responsável(eis) pela equipa da biblioteca escolar. Estes documentos são comuns às BE do agrupamento e a sua elaboração deve ser consertada com as restantes bibliotecas escolares do concelho. Identificam-se a Identificam-seguir os documentos de gestão da biblioteca e sua caracterização geral:

3.1. O documento designado por “Plano de Ação da BE” constitui o documento orientador da ação da biblioteca, em que a partir da análise das condições da biblioteca, das necessidades e objetivos da escola e dos objetivos educativos nacionais, se definem as metas a alcançar pelas bibliotecas e as iniciativas e estratégias destinadas a concretizar as áreas de intervenção da BE:

- Regulamento Interno -

Educativo do Agrupamento;

3.1.2. É aprovado em conselho pedagógico no início da sua aplicação e pode ser revisto, por motivo fundamentado, no início do ano escolar.

3.2. O documento designado por “Política de Constituição e Desenvolvimento da Coleção” apresenta a política documental da BE e destina-se a estabelecer prioridades e orientar a seleção, aquisição, organização, preservação e abate dos materiais da BE:

3.2.1. Elaborado numa perspetiva de médio a longo prazo é válido por um período igual ao do documento “Plano de Ação da BE”;

3.2.2. É aprovado em conselho pedagógico no início da sua aplicação e pode ser revisto sempre que for alterado o plano de ação.

3.3. O documento designado por “Manual de Procedimentos em BE” estabelece o funcionamento interno da biblioteca, constituindo as normas para operações a realizar em todas as áreas da BE:

3.3.1. Elaborado numa perspetiva de longo prazo não tem um período de validade predefinido; 3.3.2. É aprovado pelo órgão de gestão [diretor] no início da sua aplicação e pode ser revisto, por motivo fundamentado, no início do ano escolar:

3.4. O documento designado por “Plano de atividades da BE” é parte integrante do plano de atividades, anual ou plurianual, do agrupamento e apresenta as atividades da BE durante um ou mais anos letivos, incluindo-se as atividades necessárias à própria gestão da BE.

3.5. A organização e gestão da BE pertencem a uma equipa educativa, constituída pelo (s) professor (es) bibliotecário (s), designado (s) de acordo com os normativos em vigor, e por oito docentes, além dos assistentes operacionais adstritos ao serviço.

4. Esta equipa, designada pelo diretor, deverá ter competências nos domínios pedagógico, da gestão de projetos, da gestão da informação, das ciências documentais e das tecnologias de informação e comunicação.

Subsecção II

Programa de Educação para a Saúde – PES Artigo 70.º

Objetivo

O PES no agrupamento tem como objetivo desenvolver um plano de ação que visa promover a adoção de hábitos de vida saudável junto da comunidade escolar.

Artigo 71.º Composição

1. O coordenador do PES é designado pelo diretor de entre os professores do agrupamento tendo em conta a sua formação, bem como a experiência no desenvolvimento de projetos e/ou atividades no âmbito da educação para a saúde.

2. O coordenador do PES constitui uma equipa de trabalho com representantes das diferentes áreas de intervenção do projeto.

Artigo 72.º

Competências do coordenador 1. Ao coordenador do PES compete:

- Regulamento Interno -

acordo com as seguintes áreas prioritárias:

i) Alimentação saudável e atividade física;

ii) Consumo de substâncias psicoativas (tabaco, álcool e drogas); iii) Educação sexual e afetiva;

iv) Violência em meio escolar; v) Ambiente e saúde;

vi) Saúde oral.

b) Supervisionar as atividades, articulando-as com as disciplinas que trabalham competências de saúde integradas no currículo e/ou com outras disciplinas;

c) Promover o envolvimento do agrupamento na articulação interciclos de temáticas da área da saúde consideradas prioritárias;

d) Coordenar o funcionamento do gabinete de informação e apoio ao aluno;

e) Estabelecer contactos e parcerias com entidades, técnicos e especialistas externos que viabilizem os objetivos do projeto;

f) Apresentar, no final do ano letivo, um relatório sobre o trabalho desenvolvido.

Subsecção III

Plano tecnológico da educação Artigo 73.º

Coordenador

O PTE é coordenado por um docente da área das TIC designado pelo diretor.

Artigo 74.º Funções Ao coordenador do PTE compete:

a) Elaborar na escola um plano de ação anual para as TIC (plano TIC). Este plano visa promover a utilização das TIC nas atividades letivas e não letivas, rentabilizando os meios informáticos disponíveis e generalizando a sua utilização por todos os elementos da comunidade educativa. Este plano deverá ser concebido no quadro do projeto educativo da escola e integrar o plano anual de atividades, em estreita articulação com o plano de formação;

b) Coordenar e acompanhar a execução dos projetos e iniciativas próprias na área de TIC na educação, em articulação com os serviços regionais de educação;

c) Promover e apoiar a integração das TIC no ensino, na aprendizagem, na gestão e na segurança da Escola;

d) Colaborar no levantamento de necessidades de formação e certificação em TIC de docentes e não docentes;

e) Zelar pelo funcionamento dos equipamentos instalados.

Artigo 75.º Composição

O director, depois de ouvido o coordenador, poderá constituir equipas para acompanharem o PTE. (Ver regulamento de informática e multimédia em anexo)

Subsecção IV

Avaliação de desempenho docente Artigo 76.º

- Regulamento Interno -

A avaliação de desempenho docente encontra-se e Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro e despacho normativo n.º 24/2012, de 26 de outubro.

Subsecção V

No documento REGULAMENTO INTERNO Chaves, junho de 2013 (páginas 29-33)