homólogo. Entretanto, realça-se que 36% da quantidade total aprovisionada teve origem no mercado nacional.
Na actividade de logística e em linha com a contracção da pro-cura, registou-se uma redução dos volumes aprovisionados em 10% e da capacidade de arma-zenagem em 22%, esta última devido à rescisão do contrato de aluguer do navio para armaze-nagem flutuante.
Relativamente à actividade de Distribuição, os produtos mais comercializados continuam
a ser a Gasolina e o Gasóleo, representando mais de 70% das vendas, com especial destaque para o segmento do Consumo e do Retalho. Estes, apesar de serem os segmentos com maior consumo, também são os que enfrentam maior concorrência.
Em termos de mercado inter-nacional, também se registou uma redução da exportação de Petróleo Bruto (decréscimo de 3%), enquanto que a exportação de produtos refinados aumentou em 8%.
Durante o período em análise, foram adquiridos 4.797.032 TM de produtos refinados, registan-do-se um decréscimo de 1% face ao período homólogo, devido à retracção no consumo de deri-vados.
4.4.1 NEGÓCIO DE LOGÍSTICA 4.4.1.1 APROVISIONAMENTO
Tabela 27
Aquisição de Produtos Refinados por Origem
U.M.: TM
Produtos
Execução
Variação Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Aprovisionada
Importação 605.149 726.313 1.067.573 835.228 3.267.227 -7%
Sonangol Logística 595.276 716.145 1.048.015 855.059 3.214.495 -6%
Gasóleo 363.253 455.131 764.786 640.536 2.223.706 -5%
Gasolina 232.023 261.014 283.229 181.559 957.825 -7%
Jet A1 - - - 32.964 32.964 0%
Sonagás - - 1.600 - 1.600 -98%
LPG - - 1.600 - 1.600 -98%
Sonangol Distribuidora 9.873 10.168 17.958 13.133 51.132 113%
Gasóleo (MGO) - - - - - -100%
Asfalto 9.873 10.168 17.958 13.133 51.132 113%
Refinaria de Luanda 279.581 269.402 287.972 285.720 1.122.675 9%
Gasóleo 152.595 141.180 157.787 157.891 609.453 2%
Gasolina 11.211 11.719 15.500 15.203 53.633 91%
Jet A1 70.047 71.933 72.196 72.967 287.143 28%
Jet B 17.120 17.079 14.283 11.538 60.020 -20%
Querosene 21.399 19.964 21.805 22.514 85.681 11%
LPG 7.209 7.527 6.401 5.607 26.744 -2%
Topping Malongo 20.551 19.574 19.993 19.882 80.001 5%
Gasóleo 15.593 14.889 14.894 14.798 60.175 -2%
Jet A1 606 484 411 387 1.889 -34%
Querosene 4.352 4.200 4.688 4.697 17.937 48%
Sanha Gás 32.869 33.886 41.132 36.961 144.848 -15%
LPG 32.869 33.886 41.132 36.961 144.848 -15%
Angola LNG 38.035 46.952 48.487 48.807 182.281 266%
LPG 38.035 46.952 48.487 48.807 182.281 266%
Total 986.058 1.106.295 1.483.116 1.239.731 4.797.032 -1%
Das aquisições totais, 68% tive-ram origem no mercado externo, enquanto que o mercado interno foi responsável por 32%.
Apesar do desempenho geral ter reduzido, as compras à Refinaria
de Luanda cresceram 9%, com-parado com o mesmo período de 2016, motivadas principalmente pelo aumento de produção de Gasolina e Jet A1.
RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017 RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017
Tabela 28
Aprovisionamento de Produtos Refinados
Tabela 29 I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Aprovisionada
Gasóleo 531.441 611.201 937.467 813.225 2.893.334 -18%
Gasolina 243.234 272.733 298.729 196.762 1.011.458 -4%
Jet A1 70.653 72.417 72.607 73.354 289.032 27%
Jet B 17.120 17.079 14.283 11.538 60.020 -20%
Kerosene 25.751 24.164 26.492 27.210 103.618 16%
Asfalto 9.873 10.168 17.958 13.133 51.132 113%
LPG 78.113 88.365 97.621 91.375 355.473 12%
Total 976.185 1.096.127 1.465.158 1.226.598 4.764.068 -10%
U.M.: M3 I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Aprovisionada
Terra 358.510 358.510 358.510 358.510 358.510 -6%
Flutuante 340.170 340.170 340.170 340.170 340.170 -34%
Total 698.680 698.680 698.680 698.680 698.680 -22%
Os produtos com maior volume aprovisionado fo-ram o Gasóleo (53%) e a Gasolina (25%), totalizan-do 79%; registou-se um incremento nos volumes de LPG (12%) e um ligeiro aumento no volume aprovisionado de Jet A1 (15%), comparativamente ao ano de 2016.
A capacidade de armazena-gem de produtos refinados foi de 698.680 M3, dos quais 358.510 M3 em terra e 340.170 M3 em navios de armazenagem flutuante, verificando-se um decréscimo de 22% comparara-tivamente ao período homólogo.
4.4.1.2 ARMAZENAGEM
Esta redução deveu-se à retirada em operação do navio Múcua, em função do reajustamento das necessidades da empresa, tendo resultado na rescisão do contrato de aluguer da referida unidade.
A comercialização de derivados de petróleo foi de 3.638.761 TM, re-gistando-se uma redução de 15%, face ao período homólogo.
Esta redução é explicada pela con-tracção da procura, face à actual conjuntura económica nacional.
O Gasóleo e a Gasolina continuam a ser os produtos mais comer-cializados, representando, no seu conjunto, 73% das quantidades vendidas.
Por segmento de negócios, verifica-se uma maior representatividade no consumo, derivado ao fornecimento de gasóleo para as centrais térmicas.
4.4.2 NEGÓCIO DE DISTRIBUIÇÃO 4.4.2.1 COMERCIALIZAÇÃO
Tabela 30
Quantidades de Produtos Refinados Comercializados
U.M.: TM
Produto
Execução
Variação Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Comercializada
Gasóleo 521.067 508.238 464.234 532.204 2.025.744 -23%
Gasolina 163.675 159.050 161.355 158.871 642.951 -22%
LPG (Gás butano) 77.133 80.484 82.330 80.945 320.892 44%
Jet A1 64.408 65.782 68.647 71.065 269.901 7%
Outros 20.182 12.966 96.149 18.386 147.683 1075%
Jet B 17.033 12.027 18.561 22.821 70.443 -9%
Asfalto 1.671 5.883 12.564 40.932 61.049 136%
Fuel Extra Heavy 35.592 1.282 313 6.013 43.199 -71%
Querosene 11.315 13.139 7.498 4.551 36.503 -33%
Fuel Oil 1500 - - - 11.005 11.005 37%
Lubrificantes 2.706 2.369 2.346 1.821 9.242 -34%
Cutback 24 44 66 - 134 -86%
Gás de aviação 5 - 8 3 16 -100%
Total 914.811 861.265 914.070 948.615 3.638.761 -15%
Gráfico 10
Comercialização de produtos refinados por Segmento de Negócios
45%
Consumo Retalho Marinha Aviação Lubrificante
2017 2016
Gráfico 11
Quota de Mercado por Segmento de Negócios
100% 92% 86%
Marinha Aviação Consumo Retalho Lubrificantes
Quota de Mercado
2017 2016
Os segmentos de Retalho e de Consumo são os que enfrentaram maior concorrência, pelo que sofreram reduções das respectivas quotas em 2017. Contraria-mente, a quota de mercado no segmento de Lubrifi-cantes teve um acréscimo de 6 pontos percentuais, devido à establização da unidade de produção.
5,6%Cabinda
5 Maiores centros de consumo
(#) Número de PA’s operacionias 5 Menores centros de consumo Outros centros de consumo
Figura 3
Comercialização de Produtos Refinados por Regiões
As províncias de Luanda, Benguela, Zaire, Cabinda e Huíla continuam a liderar o consumo de produtos refi-nados, representando 82% do total registado no período.
As vendas externas de petróleo bruto reduziram 3%, compara-tivamente ao período homólogo de 2016, tendo sido exportados 198.301.082 barris.
Esta redução deveu-se a uma ligeira diminuição dos Direitos de Levantamento da Sonangol durante o ano de 2017. Todavia, em termos de receitas registou-se
4.4.3 COMERCIALIZAÇÃO INTERNACIONAL 4.4.3.1 PETRÓLEO BRUTO
Tabela 31
Exportação de Petróleo Bruto por Rama
U.M.: Bbls
Ramas
Execução
Variação Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Exportada
Dália 4.624.518 8.410.537 9.239.320 11.116.434 33.390.809 19%
Saturno 7.355.548 6.414.777 6.391.202 5.435.306 25.596.833 -14%
Cabinda 5.594.177 6.449.950 6.404.239 6.494.517 24.942.883 15%
Nemba 5.671.775 5.749.208 5.701.543 6.697.587 23.820.113 -7%
Girassol 5.135.506 3.917.805 3.961.685 4.957.618 17.972.614 -12%
Paz-flor 3.756.048 1.947.787 2.765.414 3.671.129 12.140.378 44%
Mondo 2.777.320 2.762.183 2.706.385 2.866.678 11.112.566 7%
Hungo 3.623.917 1.842.596 4.667.001 - 10.133.514 -36%
Sangos 2.718.548 1.855.762 2.720.532 1.813.867 9.108.709 -24%
Kissanje 1.809.652 1.855.970 1.891.373 2.762.341 8.319.336 -17%
Olombendo 410.926 1.946.315 2.814.199 1.811.919 6.983.359 n.a
CLOV 1.000.554 1.001.546 2.003.079 954.840 4.960.019 -2%
Saxi-batuque 940.027 955.624 916.882 1.903.865 4.716.398 -28%
Palanca 1.022.065 - - 986.646 2.008.711 2%
Plutónio 980.257 - 949.911 - 1.930.168 -60%
Gimboa - 547.989 - 534.817 1.082.806 -36%
Lianzi 81.866 - - - 81.866 -96%
Total 47.502.704 45.658.049 53.132.765 52.007.564 198.301.082 -3%
um aumento devido a um desem-penho positivo dos diferenciais alcançados nas ramas angolanas, motivado pela forte procura por parte dos refinadores asiáticos, bem como pela escassez global da oferta de ramas pesadas, que acabou contribuindo positivamen-te para um melhor posicionamen-to da Sonangol nas negociações destas ramas.
RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017 RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017 Em termos de
representativida-de, no petróleo bruto exportado sobressaem as ramas Dália com 18%, Saturno com 14%, Cabin-da com 13%, Nemba com 13% e Girassol com 9%, perfazendo 67%
do volume total comercializado.
Por outro lado, as ramas com menor peso sobre as exportações totais do período foram Lianzi, Gimboa, Palanca e Plutónio que totalizaram 3%.
Gráfico 12
Exportação de Petróleo Bruto por Rama
Outros
Destino do Petróleo Bruto
Canada
A China (70%) e a Índia (11%) foram os principais destinos das exportações de petróleo bruto ango-lano, tendo adquirido, de forma agragada, 81% do volume total exportado durante o ano de 2017.
Em 2017 as ramas petrolíferas angolanas* atingiram o preço máximo ponderado de 68,08 USD/Bbl e o preço mínimo de 44,60 USD/Bbl, atingindo uma média ponderada anual de 54.14 USD/Bbl.
* Os preços das ramas angolanas são indexados ao Brent datado (petróleo bruto extraído no Mar do Norte e comercializado na Bolsa de Londres); preço da rama angolana = preço brent datado + Prémio/desconto.
Tabela 32
Exportação de Petróleo Bruto por Destino
U.M.: TM
Destino
Execução
Variação Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Exportada
China 37.983.356 31.438.574 32.291.649 36.306.420 138.019.999 8%
India 3.898.292 5.898.929 6.766.699 5.719.290 22.283.210 12%
Canadá 905.911 2.123.643 3.764.940 954.840 7.749.334 -8%
Taiwan 946.807 - 1.849.288 2.836.431 5.632.526 n.a
África do Sul - - 1.854.134 2.849.416 4.703.550 -18%
Espanha 907.060 997.000 908.245 1.859.423 4.671.728 -2%
Malasia 1.306.718 950.843 1.888.940 - 4.146.501 12%
Portugal 1.004.560 956.057 1.002.100 - 2.962.717 -49%
Colômbia - 957.077 1.405.384 - 2.362.461 n.a
Japão - 1.952.854 - - 1.952.854 n.a
E.U. América - - 1.401.386 534.817 1.936.203 -1%
Indonesia - - - 946.927 946.927 n.a
Tailândia 550.000 - - - 550.000 n.a
Italia - 383.072 - - 383.072 -60%
Total 47.502.704 45.658.049 53.132.765 52.007.564 198.301.082 -3%
4.4.3.2 PREÇO DAS RAMAS ANGOLANAS
Gráfico 13
Evolução do Preço do Brent e Ramas Angolanas
54,67 55,11
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
USD/Bbl
Brent Datado 2017 Ramas Angolanas 2017
Nos últimos meses do ano, as ramas angolanas foram comercia-lizadas a prémio, devido às baixas taxas de frete, às boas margens dos destilados médios e pesados e à diminuição do diferencial Brent/
Dubai.
As ramas angolanas, por se-rem ramas médias, adaptam-se facilmente a um maior leque de
As exportações de produtos refinados foram de 1.467.920 toneladas métricas, represen-tando um crescimento de 8% face ao período homólogo de 2016, resultante do aumento da produção de Gás Propano pela Fábrica de ALNG.
refinadores a nível global, inde-pendentemente das condições de mercado. Neste sentido, o com-portamento positivo dos diferen-ciais foi mais notório nas ramas mais pesadas, em consequência da procura dominante no mercado internacional e devido aos perío-dos sazonais mais favoráveis para este tipo de ramas.
4.4.3.3 EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS REFINADOS
Tabela 33
Quantidade de Produtos Refinados Exportados
U.M.: TM
Refinados
Execução
Variação Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Quantidade
Exportada
Fuel Oil 275.706 220.348 283.762 197.457 977.273 2%
Nafta 64.328 60.469 64.039 62.793 251.630 -13%
Gás Propano 63.992 - 20.088 31.674 115.754 252%
Gás Butano 22.850 - 26.846 20.633 70.329 n.a
Gasóleo 5.898 10.918 5.892 4.987 27.695 -6%
Jet A1 1.416 2.426 1.516 12.288 17.646 -28%
Gasolina 1.845 2.411 1.715 1.623 7.594 15%
Total 436.035 296.572 403.858 331.455 1.467.920 8%
Gráfico 14
Perfil de Exportação de Produtos Refinados
67%
Fuel oil Nafta Gasóleo Gás Propano Gás Butano Jet a1 Gasolina
Exportação de Produtos Refinados
O ano em análise ficou marcado pela redução de 48% das horas voadas na actividade de aviação, comparativamente ao período homólogo de 2016.
Devido à fraca actividade nos dois segmentos, com maior impacto no segmento de Asa Rotativa, com uma redução de 79% derivada es-sencialmente de uma carteira de clientes que desde Abril de 2017 contou com apenas o contrato de 1 Sikorsky S76C++ com a P&P, ao contrário do ano transacto, em que a carteira de clientes incluía