• Nenhum resultado encontrado

Os Smoke venceram por oito e Dex estava no auge de sua vitória duas horas depois, quando saíram de carro. Ele riu e brincou durante toda a viagem até a casa dela, girando padrões na perna dela com o dedo indicador enquanto dirigia, recontando algumas das melhores partes da noite, se inclinando para beijar ela em cada semáforo vermelho.

Harper sabia exatamente como ele se sentia, já sobrecarregada de ver ele se exibindo em campo. Mas depois houve o estímulo adicional da maneira como cheirava, o aroma de sabonete em sua pele e coco em seu cabelo. Acrescentando a testosterona que jorrava dele, havia uma mistura inebriante e infernal acontecendo nos limites do carro.

Ele teve a sorte de não ter passado por um daqueles semáforos vermelhos. Por causa de como estava, a porta de sua casa mal se fechou antes que Harper estivesse sobre ele. Tirou sua camisa. Beijou forte e profundo. Se atrapalhou com a bermuda. Pegou sua carteira enquanto tirava a calça dela.

— Devagar. — Ele gemeu quando tentou chutar seus sapatos e tirar a bermuda, enquanto era empurrado para trás por Harper em pleno cio.

— Não. — Ela murmurou quando suas pernas bateram no sofá e ela o empurrou para baixo. Ele estremeceu quando o leve roçar em sua omoplata de uma chuteira perdida fez contato com o braço, mas Harper não se importou.

Ele parecia um modelo de lingerie estendido em seu sofá, o tipo que adornava outdoors. Sua perna direita estava ao longo do sofá, mas sua coxa esquerda estava bem aberta, o joelho dobrado, o pé

espalmado no chão, expondo a grande e bela protuberância que se estendia à frente da cueca Calvin Klein.

Aquela protuberância e toda a pele o homem que a rodeava, era tudo que importava.

Ela precisava estar nele. Ter todo aquele corpo duro e sólido debaixo dela. Aproveitar para sua própria satisfação aquela onda de poder que testemunhou no campo.

Tudo em que conseguia pensar enquanto o observava era seu domínio absoluto durante o jogo. Ele jogava como se nada pudesse derrubá-lo.

Observá-lo se agachar, arrebentar através de paredes de músculos como se fosse uma grande fera saqueadora foi uma enorme excitação.

Porque ela sabia que poderia deixá-lo de joelhos com uma balançada de sua bunda.

E isso a deixou quase primitiva.

Sua pulsação bateu como tambores de selva através de sua cabeça. Ela colocou o preservativo que tirou de sua carteira entre os dentes quando levou a mão para o botão e zíper de sua saia, amaldiçoando seus dedos trêmulos.

— Tire sua camisa. — Ele disse enquanto a observava lutar, fazendo uma tentativa de puxar a barra.

Frustrada, ela abandonou a ideia de tirar sua saia, puxando a camisa sobre a cabeça, em seguida, puxando a saia para cima e rapidamente tirando a calcinha.

— E o sutiã.

Harper balançou a cabeça.

— Mais tarde. — Ela não conseguia coordenar saia, calcinha, preservativo e sutiã.

E agora, o preservativo tomou precedência.

Ela montou nele, um joelho no sofá ao lado de sua coxa direita, o outro pressionado com força contra o lado de fora de sua esquerda, acima de seu joelho dobrado. Ela segurou seu corpo entre as pernas enquanto seus dedos rasgavam a embalagem.

Ele gemeu quando ela puxou sua calcinha para baixo, mal reconhecendo a beleza de seu pau ereto em sua pressa para tê-lo.

Então ela se agarrou a seus grandes ombros nus, se arrastando para cima, alinhando seus quadris.

— Harper, espere. — Ele ofegou quando ela alcançou seu pau. — Minha cabeça está girando.

— Bom. — Ela murmurou. Não queria esperar. Queria foder.

A mão dela se fechou ao redor dele quando se levantava sobre ele, guiando-o até sua entrada. Não fez uma pausa ou provocou, apenas se afundou com um suspiro estrangulado, seus dedos cravando nos ombros dele, sua cabeça caindo para trás quando ele entrou em casa.

Porraaa. — Ele gemeu, suas mãos apertando com força seus quadris, seus olhos fechados.

Harper não conseguiu se mexer por alguns minutos. Ela mal podia respirar enquanto se ajustava à profundidade de sua dura posse. Não podia se mexer. Era tão natural quanto o batimento cardíaco, como ondas batendo na areia, como a noite se tornando dia.

Forças primordiais assumiram, seus quadris se movendo em uma melodia que não podia ser ouvida, mas não seria ignorada também.

— Harper. — Dex sussurrou, seus olhos se abrindo quando ela começou a mover os músculos internos para cima e para baixo sobre sua ereção. Suas mãos alcançaram seus seios, seus mamilos firmes e duros contra o tecido do sutiã quando ele os cobriu, apertou-os.

Deus. Você é tão sexy. — Ele disse, seu olhar vagando por seu rosto e o cabelo caindo no que parecia uma completa desordem ao redor de seus ombros. — Você parece uma cigana.

E ela também se sentia como uma. Livre e selvagem. Uma completa devassa que sabia o que queria e como conseguir.

E agora mesmo queria Dex.

Ela flexionou a pélvis e ambos gemeram com o movimento. Então ela fez de novo. E de novo. Subindo e descendo pouco a pouco, mais e mais a cada vez, até que saiu quase completamente e voltou, só para levar ele até o fim, enquanto descia.

Ela o montou com completo abandono, se apoiando nos braços estendidos, as mãos ancoradas nos ombros e a força contrária de suas grandes palmas achatando seus seios.

Ela grunhiu seu apreço a cada entrada, a rígida circunferência dele quase a cortando ao meio, a sacudindo como um choque elétrico, doendo de uma forma tão boa.

Ela não queria parar.

Não queria parar nunca.

Mas também precisava de conclusão, então o montou mais rápido, vagamente ciente de seus ofegos e suspiros, de suas coxas tremendo embaixo dela, de uma bola se contraindo profundamente em seu estomago. Ele explodiu de forma poderosa, empurrando ela para cima, a jogando de lado e a virando, golpeando ela com prazer até que não pudesse fisicamente suportar mais, então ela voltou à Terra.

— Cristo. — Disse ele quando ela desmoronou, ofegante, contra seu peito, seu pau ainda rígido e insatisfeito dentro dela. — Isso foi rápido.

Harper soltou uma meia risada, seus lábios contra o pescoço dele.

— O que posso dizer? Te assistir jogar rugby me deixa com tesão.

Seus dedos levemente acariciaram suas costas.

— Nesse caso, eu te darei um passe de temporada.

Ela suspirou enquanto ele continuava a carícia, fechando os olhos e apreciando seu toque preguiçoso.

— Sinto muito. — Ela murmurou, despertando depois de um minuto. Sua respiração começou a voltar ao normal e a consciência estava começando a rastejar de volta, particularmente de seu pau ainda enterrado duro e profundo dentro dela. Ela se apoiou no cotovelo.

— Eu descaradamente usei seu corpo e estava muito impaciente para esperar por você.

— Só para você saber, é bem vinda a usar descaradamente meu corpo quando quiser.

Harper riu.

— Você é tão fácil.

— Prefiro pensar nisso como acomodado.

Ela deliberadamente apertou seus músculos internos. Ele puxou o ar.

— Você vai pagar por isso.

Seus abdominais ficaram tensos e então ele de repente se sentou, levando ela com ele.

— Espere, baby. — Ele deslizou as mãos sob a bunda dela antes de se levantar. Harper soltou um pequeno grito quando ela segurou firme. — Te farei gozar tanto que irá querer nomear um dia da semana com meu nome.

E com isso ele entrou no quarto dela como se ela não pesasse mais do que uma bola de futebol.

Horas depois, se deitaram em sua cama, exaustos e quietos, um leve brilho vermelho vindo de sua luminária de cabeceira sobre a qual ela jogou um cachecol de chiffon vermelho com franjas. Seria muito romântico se a barriga de Harper não tivesse roncado alto o suficiente para acordar os vizinhos. Ela riu, deslizando a mão sobre ele.

— Sinto muito. Ele está se sentindo negligenciado.

Ele ficou sobre o cotovelo, sorrindo enquanto deslizava a mão por cima dela.

— Bem, fui muito exigente com você. Mas se estiver com fome, eu posso fazer um macarrão com queijo.

Ela riu. A ideia parecia absurda a essa hora.

— Você pode fazer macarrão com queijo?

— Oh sim. — Seu sorriso desapareceu um pouco quando ele apoiou o queixo no peito dela. — Desde que venha de um pacote. E você tenha micro-ondas.

Harper estremeceu.

— Mmm. Delicioso. Não.

Um lado de sua boca se curvou.

— Ei, se você adicionar queijo, é praticamente gourmet.

— Gostoso.

Ele esfregou o queixo distraidamente contra o peito dela. Sua barba se esfregando, espalhando arrepios por seu corpo, endurecendo seus mamilos.

— Isso mantém você vivo. — Disse ele depois de um tempo. — E é barato.

A sensação também subiu por seu pescoço. Ou talvez tivesse mais a ver com a súbita seriedade. Algo lhe dizia que esse era um assunto com o qual ele estava muito familiarizado. Eles não tinham realmente falado sobre seu passado, além dele insinuar que seu caminho para o rugby profissional não foi fácil.

Ela passou os dedos pelos cabelos dele.

— Parece que é algo que você conhece.

— Uma juventude dura. — Disse ele, tentando um sorriso que não chegou a atingir seus olhos.

— Oh? Onde foi isso?

Por um momento, ela pensou que ele mudaria de assunto, mas depois cedeu.

— Perry Hill. — Disse ele.

Perry Hill? Essa era uma propriedade pública da pior espécie no oeste de Sydney. Alto crime, baixo emprego. Vadiagem, pobreza, desespero.

Era um território realmente errado do lado dos trilhos.

— Você percorreu um longo caminho. — Disse ela hesitante. — Sua família ainda está lá?

Ele balançou a cabeça, a barba esfregando.

— Não. Eles se mudaram para o norte. O clima mais quente é melhor para a saúde do meu pai. Eles têm uma bela casa na praia agora.

Harper não precisou perguntar para saber que ele era o responsável por isso.

— Sem mais macarrão com queijo, hein?

Ele fez uma careta.

— Não se eu puder evitar.

— Seu pai não está... bem?

Ele se mexeu, ficando de costas. Harper se deitou desta vez, apoiando o queixo no peito dele. Seu braço foi ao redor dela, sua mão no ombro.

— Ele teve um acidente de trabalho quando eu era criança. — Disse Dex, olhando para o teto. — Tem paralisia. Na maior parte, ele precisa de uma cadeira de rodas para se locomover. O trabalho não pagou, disseram que era culpa dele. Tomaram algumas decisões financeiras ruins tentando consertar as coisas, o que só o deixou com mais dívidas. Ele estava dentro e fora do hospital. Cirurgias caras.

Perderam a casa. Tinham três filhos pequenos. Ele não conseguia encontrar trabalho e quando ia ao hospital, não saia muito confiante.

Não havia nada guardado para um dia chuvoso. Nada para sua aposentadoria. Minha mãe trabalhava em dois empregos só para manter aquele teto de Perry Hill em cima das nossas cabeças, meu pai em cirurgias e analgésicos. Não havia muito dinheiro para comida chique.

Harper observou sua boca enquanto ele falava. Seus lábios, em uma linha sombria, mal se moviam. Ele passou por algo difícil.

Perdendo ambos os pais, Harper sabia que era difícil. Mas isso era um tipo diferente. E os dois eram péssimos.

Entendia agora porque ele estava tão determinado a colocar sua carreira antes de tudo, pelo que estava lutando. O garoto de Perry Hill estava preparado para o futuro.

— Sinto muito. — Ela sussurrou, passando o dedo pelo nariz, por cima dos lábios e pelo queixo.

Ele balançou a cabeça como se estivesse saindo de um transe.

— Ei. — Ele sorriu, olhando para ela novamente. — Pelo menos eu posso cozinhar, certo?

Ela sorriu de volta.

— Um homem que pode cozinhar é uma coisa maravilhosa.

Então ela beijou ela, muito levemente, antes de se afastar e aconchegar a cabeça em seu ombro, tentando lhe dar conforto só pela pressão de seu corpo.

Distraidamente, sua mão vagou – era difícil evitar tanta tentação na ponta dos dedos. Acariciou seu corpo, traçou padrões em seus quadris, sobre seu abdômen liso e subiu até o peito.

Ele era plano em alguns lugares, sulcado em outros, mas deliciosamente suave, o único pelo era a barba escura em seu pescoço. Até suas pernas eram raspadas, assim como a tendência dos atletas atualmente.

Ele a lembrava uma tela. Em branco, ainda cheia de possibilidades.

A conversa deles desapareceu quando o desejo se apoderou. E ela sabia exatamente a coisa para distraí-lo do passado.

— Você não tem nenhuma tatuagem. — Ela pensou distraidamente. A maioria dos jogadores no campo está noite, de ambas as equipes, parecia ter pelo menos uma ou duas em seus braços, pernas ou ambos.

— Não.

— Muitos dos outros têm.

— Você estava olhando os outros homens?

Harper sorriu ante a nota de uma falsa grosseria em sua voz completamente arruinada pela sugestão de diversão.

— Só para verificar se eles estavam bem, pois ficavam espalhados no chão em pedaços depois que passava direto por eles.

Ele riu.

— Boa resposta.

— Você não gosta? — Ela perguntou quando rodou o dedo indicador ao redor de seu mamilo. — Tatuagens?

— Não. Eu não me importo com elas. Simplesmente prefiro sentir minha dor no campo de futebol.

Harper sorriu, uma ideia se formando rapidamente em seu cérebro. Ela sentou, beijando ele brevemente.

— Espere aqui. — Ela se arrastou para o lado da cama. — Volto já.

— Eu realmente deveria ir. — Ele disse atrás dela.

Harper olhou por cima do ombro, satisfeita por notar que seu olhar estava grudado em sua bunda. Seu relógio de cabeceira dizia dez e um. Era geralmente nesse momento que ele se despedia, mas ela queria manter ele em sua cama por um pouco mais de tempo. Ele se abriu para ela esta noite, queria dar algo de si mesma também.

— Só mais meia hora, prometo. — Sorriu antes de sair pela porta.

Ela voltou em poucos minutos, vários pequenos potes em uma cestinha de arame, junto com alguns pincéis delicados e uma folha de papel debaixo do braço. Sua respiração ficou presa quando olhou para sua forma nua e adormecida. Mesmo relaxado, seus músculos eram magnificamente definidos, sua massa insinuando o poder dominado pelo sono.

Seu olhar desviou para seu elegante pau. Podia estar flácido agora, mas seu tamanho e circunferência sugeriam todas suas gloriosas capacidades.

Ela teve a súbita vontade de pintá-lo assim – relaxado, seu corpo cheio de energia real e potencial.

Mas... outra hora.

Ela tinha algo diferente em mente está noite.

— Levanta, dorminhoco. — Disse ela. Seus olhos se abriram quando ela jogou o pacote limpo, mas manchado de tinta, na cama a seus pés. — Eu preciso colocar este forro aqui.

Dex levantou a cabeça, olhando para ela.

— Não é de plástico, é?

— Não se preocupe. — Ela sorriu. — Você é o único Dexter20 aqui está noite. Sem motosserra, prometo. Só esses. — Ela levantou alguns pequenos pincéis de artista. — Vou te pintar. Será incrível.

Ele riu, mas se moveu. Entre os dois, cobriram a cama com o lençol, em segundos, ele estava deitado no centro, enquanto ela ficava de joelhos, a cesta com os potes de tinta no colchão ali perto.

Harper sabia exatamente o que queria criar quando mergulhou o pincel na tinta preta.

— Cristo, está frio. — Ele disse enquanto ela fazia seu primeiro golpe no meio da coxa, suas bolas se contraindo visivelmente. — O que você está pintando?

— É uma surpresa. — Ela murmurou, usando pinceladas largas para trazer sua visão à vida.

Ele apoiou o joelho contra a junção das coxas dela e Harper respirou fundo, as pálpebras se fechando.

— Deus. — Ele murmurou. — Você ainda está molhada.

Ela se afastou da pressão perversa de seu joelho, forçando os olhos a se abrirem.

— Se comporte. — Ela disse. — Ou vou pintar paus em você.

Ele riu.

— Espera que eu apenas deite aqui e não faça nada enquanto você se inclina sobre mim toda nua assim?

20 Dexter é uma série de tv americana de drama/suspense centrada em Dexter Morgan, um serial killer que só mata outros seriais killers que por burocracias da lei ou por serem espertos, não são pegos e presos, logo ele faz sua própria justiça. Seu pai adotivo quando viu que Dexter tinha a tendência assassina, ensinou o filho a matar sem deixar rastros – como plastificar todas as coisas para não ter respingo de sangue e depois de matar, esquartejar os corpos e jogar no mar – e canalizar tendência assassina em algo “bom”

já que ele mata somente seus semelhantes cruéis.

Ela lançou a ele seu melhor olhar.

— Sim, eu quero. Quanto mais você mexer, mais vai demorar.

Quer ver o resultado final ou não?

— Tudo bem. — Ele suspirou, levantando os braços acima dele, dobrando os cotovelos e colocando as mãos sob a cabeça enquanto olhava o teto. — Eu sou todo seu.

Um pequeno tremor percorreu o estômago de Harper. Ele foi todo dela no mês anterior.

Como seria ter isso para sempre?

Ela trabalhou rapidamente, consciente da hora, mas ainda absorvida em seu trabalho. Suas coxas sem pelos eram a tela perfeita para as chamas vermelho-escuras e ocre serpenteando para cima.

Seu pau endureceu quando as chamas lamberam sua virilha e seu abdômen inferior.

Ela olhou para ele, arqueando uma sobrancelha.

— Sério?

— Você está nua e esse maldito pincel parece sua língua. — Ele reclamou. Mas o desejo crepitava em seu olhar, tão perverso quanto às chamas subindo por suas pernas. Seu próprio desejo inflamado, aquecendo até que chiou através de seu sangue. — Diga o que você está pintando. — Disse ele, levantando a cabeça para olhar para baixo de seu corpo.

— Paciência. — Ela murmurou.

Harper estendeu a mão mais uma vez, quando chegou ao abdômen dele, girando sobre sua pele em traços mais leves, enrolando nuvens de fumaça em cinza e preto sobre os cumes de seu abdômen, o entalhe de suas costelas e os planos dos peitorais. A fumaça atravessava seus mamilos antes de se dispersar em vapor sobre os largos e redondos planos de seus ombros e a base de sua garganta.

Ela estava consciente de seus olhos enquanto trabalhava, consciente de cada reação de seu corpo ao leve movimento do pincel – a aceleração de sua respiração, a leve contração dos músculos, o tremor fino enquanto a tinta fria beijava a pele quente.

No momento em que ela terminou, sua respiração parou na garganta, grossa como névoa.

— Ver você pintar está me excitando. — Dex murmurou enquanto se sentava para admirar sua obra.

Harper sorriu.

— Agora você sabe como me sinto. — Jogou o pincel no chão, satisfeita. — Feito. — Disse ela. Ele levantou a cabeça para olhar para seu corpo. Ela apontou para a porta do seu guarda-roupa e disse: — Olhe no espelho.

Deitando de lado no meio da cama, o cotovelo dobrado, a cabeça apoiada na palma da mão achatada, prendeu a respiração quando ele abriu a porta e se olhou no espelho de corpo inteiro, girando para ver todos os detalhes. A pouca luz era um complemento perfeito para a arte, lançando o vermelho da chama em relevo enquanto sombreava os fios de fumaça mais escuros e mais arejados, lhes dando uma sensação de movimento.

E de houvesse tempo, também teria feito as costas dele, com mais chamas borbulhando como escamas de dragão na ampla extensão.

— Você está certa. — Ele olhou para ela com os olhos cheios de admiração. — Isso é incrível.

Harper soltou a respiração, emocionada com o deleite óbvio.

—Ajuda ter uma boa tela.

Ele balançou a cabeça lentamente enquanto caminhava para ela, potencialmente sexy com suas coxas em chamas, seu olhar fixo firmemente em seus seios.

— Eu não poderia concordar mais.

Harper engoliu quando ele se aproximou, a excitação que sentiu enquanto pintava o corpo dele, brilhante e quente se movendo através de seu corpo, estabelecendo-se entre suas pernas.

— Minha vez.

Harper mal o ouviu sobre o bater do coração dela em seus ouvidos.

— E se me lembro, você não é ótimo com tinta.

Ele se arrastou para cama e ela rolou de costas enquanto ele montava seus quadris, a ampla tela de seu peito com a fumaça e chamas dominando sua visão. Sua respiração ficou ofegante com o puro poder bruto dele.

— Manterei simples. — Disse ele enquanto pegava um pincel.

— Manterei simples. — Disse ele enquanto pegava um pincel.

No documento Pegasus Lançamentos. Apresenta. Playing (páginas 152-173)