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CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO

1. AÇÃO PENAL PRIVADA Conceito

1.1 CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO

1.1 CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO1.1 CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO 1.1 CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO

1.1.1 Público 1.1.1 Público1.1.1 Público

1.1.1 Público: visa à aplicação do direito penal, que é público. 1.1.2 Progressivo

1.1.2 Progressivo1.1.2 Progressivo

1.1.2 Progressivo: o processo, conceitualmente, constitui uma “marcha para a frentemarcha para a frentemarcha para a frente”. marcha para a frente 1.1.3 Autônomo

1.1.3 Autônomo1.1.3 Autônomo

1.1.3 Autônomo: pois a relação jurídica processual não se confunde com o direito postulado.

1.1.4 Abstrato e independente 1.1.4 Abstrato e independente1.1.4 Abstrato e independente

1.1.4 Abstrato e independente: o processo independe da procedência ou não do pedido.independe da procedência ou não do pedido.independe da procedência ou não do pedido.independe da procedência ou não do pedido. 1.1.5 Específico

1.1.5 Específico1.1.5 Específico

1.1.5 Específico: o processo é sempre atrelado a um pedidosempre atrelado a um pedidosempre atrelado a um pedido, e assim sempre a uma ação. sempre atrelado a um pedido

FINALIDADE FINALIDADEFINALIDADE

FINALIDADE – Processo “é a atividade jurisdicional, na sua função específica de aplicar a lei.”(Noronha). A finalidade do processo é compor a lide, pacificando as partes em contenda. Tourinho expõe: “Se o processo é aquele conjunto de atos que se praticam com a finalidade de dar solução ao litígio...” No campo do processo penal, não há alternativa para o titular No campo do processo penal, não há alternativa para o titular No campo do processo penal, não há alternativa para o titular No campo do processo penal, não há alternativa para o titular da ação penal, independentemente das partes aceitarem a pretensão deduzida na inicial o Ministério Público ou o da ação penal, independentemente das partes aceitarem a pretensão deduzida na inicial o Ministério Público ou o da ação penal, independentemente das partes aceitarem a pretensão deduzida na inicial o Ministério Público ou o da ação penal, independentemente das partes aceitarem a pretensão deduzida na inicial o Ministério Público ou o Querelante terão que se socorrer do Poder Judiciário

Querelante terão que se socorrer do Poder JudiciárioQuerelante terão que se socorrer do Poder Judiciário

Querelante terão que se socorrer do Poder Judiciário para aplicar a pena.para aplicar a pena.para aplicar a pena.para aplicar a pena. MMMMesmo no caso da transação penal dos juizados esmo no caso da transação penal dos juizados esmo no caso da transação penal dos juizados esmo no caso da transação penal dos juizados especiais federais, as partes têm que transigir em juízo

especiais federais, as partes têm que transigir em juízoespeciais federais, as partes têm que transigir em juízo

especiais federais, as partes têm que transigir em juízo. Diferentemente no campo civil, onde a intervenção estatal não é obrigatória. Para Nestor Távora, o processo penal tem uma finalidade mediata (pacificaçãoPara Nestor Távora, o processo penal tem uma finalidade mediata (pacificaçãoPara Nestor Távora, o processo penal tem uma finalidade mediata (pacificação social) e outra imediata Para Nestor Távora, o processo penal tem uma finalidade mediata (pacificação social) e outra imediata social) e outra imediata social) e outra imediata (aplicação do direito penal em concreto).

(aplicação do direito penal em concreto).(aplicação do direito penal em concreto). (aplicação do direito penal em concreto).

PRESSUPOSTOS PRESSUPOSTOSPRESSUPOSTOS PRESSUPOSTOS

Partindo do princípio de que, inexistindo diferença de natureza entre a ação penal e a ação civil, os pressupostos para a Partindo do princípio de que, inexistindo diferença de natureza entre a ação penal e a ação civil, os pressupostos para a Partindo do princípio de que, inexistindo diferença de natureza entre a ação penal e a ação civil, os pressupostos para a Partindo do princípio de que, inexistindo diferença de natureza entre a ação penal e a ação civil, os pressupostos para a constituição e regular desenvolvimento do processo

constituição e regular desenvolvimento do processo constituição e regular desenvolvimento do processo

constituição e regular desenvolvimento do processo devem ser os mesmos em ambas:devem ser os mesmos em ambas:devem ser os mesmos em ambas: devem ser os mesmos em ambas:

Classificação: Didier Classificação: DidierClassificação: Didier Classificação: Didier • •• • Pressupostos de Existência: a) a) a)

a) Órgão investido de jurisdição;;;; b)

b) b)

b) Demanda (e não necessariamente lide);(e não necessariamente lide);(e não necessariamente lide);(e não necessariamente lide); c)

c) c)

c) Capacidade de ser parte (capacidade de exercer direitos e contrair deveres)(capacidade de exercer direitos e contrair deveres)(capacidade de exercer direitos e contrair deveres)(capacidade de exercer direitos e contrair deveres) • •• • Pressupostos de Validade:::: Objetivos::::

2ª Fase OAB 2015.3 96/192 b) b) b) b) extrínsecos: : : : ausência de litispendência, coisa julgada e perempção

Subjetivos: : : : a) a) a) a) imparcialidade do juiz b bb

b) competência do jdo jdo jdo juizuizuiz uiz c)

c) c)

c) capacidade processual (de estar em juízo)/legitimidade (de estar em juízo)/legitimidade (de estar em juízo)/legitimidade (de estar em juízo)/legitimidade ad processumad processum ad processumad processum

d) d) d) d) capacidade postulatória SISTEMAS PROCESSUAIS SISTEMAS PROCESSUAISSISTEMAS PROCESSUAIS SISTEMAS PROCESSUAIS

Segundo as formas com que se apresentam e os princípios que os informam são três os sistemas processuaissão três os sistemas processuaissão três os sistemas processuaissão três os sistemas processuais utilizados na evolução histórica do direito: o inquisitivo, o acusatório e o mistoo inquisitivo, o acusatório e o mistoo inquisitivo, o acusatório e o misto. o inquisitivo, o acusatório e o misto

SISTEMA INQUISITIVO STEMA INQUISITIVO STEMA INQUISITIVO STEMA INQUISITIVO Tem suas raízes no Direito Romanoraízes no Direito Romanoraízes no Direito Romanoraízes no Direito Romano, quando, por influência da organização política do Império, se permitiu ao juiz iniciar o processo de ofício. RevigorouRevigorouRevigorou-Revigorou--se na Idade Média-se na Idade Médiase na Idade Médiase na Idade Média diante da necessidade de afastar a repressão criminal dos acusadores privados e alastroualastroualastrou-alastrou---se por todo o continente europeuse por todo o continente europeuse por todo o continente europeu a partir do Século XVse por todo o continente europeu partir do Século XVpartir do Século XVpartir do Século XV diante da influência influência influência influência do Direito Penal da Igreja

do Direito Penal da Igrejado Direito Penal da Igreja

do Direito Penal da Igreja e só entrou em declínio com a Revolução Francesasó entrou em declínio com a Revolução Francesasó entrou em declínio com a Revolução Francesa. só entrou em declínio com a Revolução Francesa Concentração

ConcentraçãoConcentração

Concentração das funções de acusar, defender e julgar na figura do juizfunções de acusar, defender e julgar na figura do juizfunções de acusar, defender e julgar na figura do juizfunções de acusar, defender e julgar na figura do juiz. Não há contraditório ou ampla defesaNão há contraditório ou ampla defesaNão há contraditório ou ampla defesaNão há contraditório ou ampla defesa. O processo é normalmente escrito e secreto e se desenvolve em fases por impulso oficial. A confissão é elemento suficiente para a condenação, permitindo-se inclusive a tortura, etc. O réu é OBJETO do processo e não sujeito.O réu é OBJETO do processo e não sujeito.O réu é OBJETO do processo e não sujeito. O réu é OBJETO do processo e não sujeito.

O SISTEMA ACUSATÓRIO SISTEMA ACUSATÓRIO SISTEMA ACUSATÓRIO SISTEMA ACUSATÓRIO tem suas raízes na Grécia e em Romaraízes na Grécia e em Romaraízes na Grécia e em Romaraízes na Grécia e em Roma, instalado com fundamento na acusação oficial, embora se permitisse, excepcionalmente, a iniciativa da vítima, de parentes próximos e até de qualquer do povo. O sistema acusatório floresceu na Inglaterra e na Françafloresceu na Inglaterra e na Françafloresceu na Inglaterra e na Françafloresceu na Inglaterra e na França após a revolução, sendo hoje adotado na maioria dos países americanos e sendo hoje adotado na maioria dos países americanos e sendo hoje adotado na maioria dos países americanos e sendo hoje adotado na maioria dos países americanos e em muitos da Europa

em muitos da Europaem muitos da Europa

em muitos da Europa. No direito moderno, tal sistema implica o estabelecimento de uma verdadeira relação processual com o actum trium personarum, estando em pé de igualdade o autor e o réu, sobrepondo-se a eles, como órgão imparcial de aplicação da lei, o juiz. No plano histórico das instituições processuais, apontam-se como traços profundamente marcantes do sistema acusatório: a) o contraditóriocontraditóriocontraditóriocontraditório, como garantia políticogarantia políticogarantia políticogarantia político----jurídica do cidadãojurídica do cidadãojurídica do cidadão; b) as partes acusadora e jurídica do cidadão partes acusadora e partes acusadora e partes acusadora e acusada

acusadaacusada

acusada, em decorrência do contraditório, encontram-se no mesmo pé de igualdademesmo pé de igualdademesmo pé de igualdademesmo pé de igualdade; c) o processo é públicoprocesso é públicoprocesso é públicoprocesso é público, fiscalizável pelo olho do povo; excepcionalmente permite-se uma publicidade restrita ou especial; d) as funções de acusar, defender e funções de acusar, defender e funções de acusar, defender e funções de acusar, defender e julgar são atribuídas a pessoas distintas

julgar são atribuídas a pessoas distintasjulgar são atribuídas a pessoas distintas

julgar são atribuídas a pessoas distintas e, logicamente, não é dado ao juiz iniciar o processonão é dado ao juiz iniciar o processonão é dado ao juiz iniciar o processo não é dado ao juiz iniciar o processo (ne procedat judex ex ne procedat judex ex ne procedat judex ex ne procedat judex ex officio

officioofficio

officio); e) o processo pode ser oral ou escrito; f) existe, em decorrência do contraditório, igualdade de direitos e obrigações entre as partes, pois non debet licere actori, quod reo non permittitur; g) a iniciativa do processo cabe à parte iniciativa do processo cabe à parte iniciativa do processo cabe à parte iniciativa do processo cabe à parte acusadora

acusadoraacusadora

acusadora, que poderá ser o ofendido ou seu representante legal, qualquer cidadão do povo ou um órgão do Estado. O SISTEMA MISTOSISTEMA MISTOSISTEMA MISTOSISTEMA MISTO, ouououou sistema acusatório formalsistema acusatório formalsistema acusatório formalsistema acusatório formal, é constituído de uma instrução inquisitivainstrução inquisitivainstrução inquisitivainstrução inquisitiva (de investigação preliminar e instrução preparatória) e de um posterior juízo contraditórioposterior juízo contraditórioposterior juízo contraditório (de julgamentposterior juízo contraditório de julgamentde julgamentde julgamentoooo). Embora as primeiras regras desse processo fossem introduzidas com as reformas da Ordenança Criminal de Luiz XIX (1670), a reforma radical foi operada com o a reforma radical foi operada com o a reforma radical foi operada com o a reforma radical foi operada com o

Code d’Instruction Criminelle Code d’Instruction CriminelleCode d’Instruction Criminelle

Code d’Instruction Criminelle de 1808, na época de Napoleãode 1808, na época de Napoleãode 1808, na época de Napoleão, espalhando-se pela Europa Continental no século XIX. É de 1808, na época de Napoleão É É É ainda o sistema utilizado em vários países da Europa e até da América Latina (Venezuela)

ainda o sistema utilizado em vários países da Europa e até da América Latina (Venezuela)ainda o sistema utilizado em vários países da Europa e até da América Latina (Venezuela)

ainda o sistema utilizado em vários países da Europa e até da América Latina (Venezuela). No direito contemporâneo, o sistema misto combina elementos acusatórios e inquisitivos em maior ou menor medida, segundo o ordenamento processual local e se subdivide em duas orientações, segundo a predominância na Segunda fase do procedimento escrito ou oral, o que, até hoje é matéria de discussão.

2ª Fase OAB 2015.3 97/192 Adotamos o sistema acusatório não ortodoxo, pois o juiz não é um espectador estático, tendo iniciativa probatória e possibilidade de concessão do HC de ofício.

Estabelece “o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes” (art. 5º, LV); a ação penal pública é promovida, privativamente, pelo Ministério Público (art. 129, I), embora se assegure ao ofendido o direito à ação privada subsidiária (art. 5º LIX); a autoridade julgadora é a autoridade competente – juiz constitucional ou juiz natural (art. 5º, LIII, 92 a 126); há publicidade dos atos processuais, podendo a lei restringi-la apenas quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem (art. 5º, LX).

A doutrina tem procurado distinguir certos princípios característicos do processo penal moderno, principalmente no que se refere ao sistema acusatório. Tais princípios, porém, não são exclusivos desse sistema e a ausência ou atenuação de alguns deles não o descaracterizam. Os principais são os do estado de inocência, do contraditório, da verdade real, da oralidade, da obrigatoriedade, da oficialidade, da indisponibilidade do processo, do juiz natural e da iniciativa das partes. 2 - PROCEDIMENTOS: CRIMES APENADOS COM RECLUSÃO; CRIMES APENADOS COM DETENÇÃO; CONTRAVENCIONAL;

3 PROCEDIMENTOS 3 PROCEDIMENTOS3 PROCEDIMENTOS 3 PROCEDIMENTOS

A divisão feita pelo edital considerou a sistemática do CPP anterior à lei 11.719/08, razão pela qual optamos por discorrer sobre o novo regramento, fazendo, quando necessário, os apontamentos mais relevantes da alteração legislativa.

Antes da reforma, o procedimento comum era dividido em ordinário (reclusão) ou sumário (detenção). Antes da reforma, o procedimento comum era dividido em ordinário (reclusão) ou sumário (detenção).Antes da reforma, o procedimento comum era dividido em ordinário (reclusão) ou sumário (detenção).

Antes da reforma, o procedimento comum era dividido em ordinário (reclusão) ou sumário (detenção). Com a nova nova nova nova redação do art. 394

redação do art. 394redação do art. 394

redação do art. 394 o procedimento passou a serprocedimento passou a serprocedimento passou a serprocedimento passou a ser: a) Comum:

a.1) ordinário:ordinário:ordinário: PPL MAIOR OU IGUAL A 4 anosordinário: PPL MAIOR OU IGUAL A 4 anosPPL MAIOR OU IGUAL A 4 anos (reclusão ou detenção) PPL MAIOR OU IGUAL A 4 anos a.2) sumáriosumáriosumário: PPL < 4 anos PPLsumário PPL < 4 anos PPLPPL < 4 anos PPL (reclusão ou detenção) PPL < 4 anos PPL

a.3) sumaríssimosumaríssimosumaríssimo (rito dos juizados): PPL menor ou igual a 2 anos Psumaríssimo PPL menor ou igual a 2 anos PPPL menor ou igual a 2 anos PPPL menor ou igual a 2 anos PPLPLPL (reclusão ou detenção) e contravençõesPL e contravençõese contravenções e contravenções b) Especial (todos os ritos com regramento próprio, diverso dos acima, previstos no CPP ou fora dele)

Obs1: Para esse fim: Para esse fim: Para esse fim: Para esse fim, somamsomamsomamsomam----se as penas no concursose as penas no concurso e levase as penas no concursose as penas no concurso levaleva-leva--se em consideração as qualificadoras e as majorantes e-se em consideração as qualificadoras e as majorantes ese em consideração as qualificadoras e as majorantes ese em consideração as qualificadoras e as majorantes em m m m sua fração máxima

sua fração máximasua fração máxima

sua fração máxima e as minorantes em sua fração mínimaas minorantes em sua fração mínimaas minorantes em sua fração mínimaas minorantes em sua fração mínima. Agravantes e atenuantes não são consideradas.Agravantes e atenuantes não são consideradas.Agravantes e atenuantes não são consideradas.Agravantes e atenuantes não são consideradas.

Obs2: Sempre que houver conexão entre um procedimento especial e o procedimento comum ordinário, este deve Sempre que houver conexão entre um procedimento especial e o procedimento comum ordinário, este deve Sempre que houver conexão entre um procedimento especial e o procedimento comum ordinário, este deve Sempre que houver conexão entre um procedimento especial e o procedimento comum ordinário, este deve prevalecer

prevalecerprevalecer

prevalecer. (confere maior amplitude de defemaior amplitude de defemaior amplitude de defesamaior amplitude de defesasasa)

Obs3: Não basta aferir a PPL máxima em abstrato. Há de se excluir os crimes com regramento próprio, tais como os dolosos contra a vida, os eleitorais, militares e aqueles sujeitos à competência dos tribunais (onde se aplica a 8.038/90 e os Regimentos Internos).

Ver art. 394 do CPP – alterado pela Lei nº 11.719/2008.

PPPPRRRROOCOOCCCEEEDEDIIIIMDDMMMEEENENTNNTTTOOO COCOCCOMOOMMMUUUUMMMM OOOORRDRRDDDIIIINNNNÁÁÁÁRRRIIIIOROOO::::



ANTIGO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO: NOVO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIONOVO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIONOVO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIONOVO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO 1º Oferecimento da peça acusatória. 1º Oferecimento da peça acusatóriaOferecimento da peça acusatóriaOferecimento da peça acusatóriaOferecimento da peça acusatória.

2ª Fase OAB 2015.3 98/192 2º Recebimento / Rejeição da peça acusatória. 2º RECEBIMENTORECEBIMENTORECEBIMENTORECEBIMENTO (interrompe prescrição) /

REJEIÇÃO LIMINAR REJEIÇÃO LIMINAR REJEIÇÃO LIMINAR

REJEIÇÃO LIMINAR DA PEÇA ACUSATÓRIA (petição inepta, falta de condições da ação, pressupostos processuais ou justa causa. 3º Citação por edital ou por oficial de justiça 3º Citação do acusadoCitação do acusadoCitação do acusadoCitação do acusado (RESPOSTA EM 10 RESPOSTA EM 10 RESPOSTA EM 10 RESPOSTA EM 10

DIAS DIAS DIAS DIAS)

4º Interrogatório 4º RESPOSTA 4º RESPOSTA 4º RESPOSTA 4º RESPOSTA A A A A ACUSAÇÃO ACUSAÇÃO ACUSAÇÃO ACUSAÇÃO (peça (peça (peça (peça obrigatória)

obrigatória) obrigatória) obrigatória) 5º Defesa prévia. (facultativa. era o momento para a

defesa apresentar o rol de testemunhas e requerer eventual prova a ser produzida)

5º AUTOS VÃO AO JUIZAUTOS VÃO AO JUIZAUTOS VÃO AO JUIZAUTOS VÃO AO JUIZ PARA QUE ELE ANALISE POSSÍVEL ABSOLVIÇÃO SUMARIA ANALISE POSSÍVEL ABSOLVIÇÃO SUMARIA ANALISE POSSÍVEL ABSOLVIÇÃO SUMARIA ANALISE POSSÍVEL ABSOLVIÇÃO SUMARIA (excludente de ilicitude; excludente de culpabilidade, salvo inimputabilidade; fato atípico ou extinção da punibilidade)

6º Oitiva do ofendido. 6º DESIGNAÇÃO DESIGNAÇÃO DESIGNAÇÃO DESIGNAÇÃO DE DE DE DE

AUDIÊNCIA UNA

AUDIÊNCIA UNA

AUDIÊNCIA UNA

AUDIÊNCIA UNA DE

INSTRUÇÃO E

JULGAMENTO (pode ser pode ser pode ser pode ser

desmembrada pelo desmembrada pelo desmembrada pelo desmembrada pelo excesso de atos excesso de atos excesso de atos excesso de atos) (1º - ouve ofendido ouve ofendido ouve ofendido ouve ofendido; 2º - ttttestemunhas estemunhas estemunhas estemunhas

acusação/defesa acusação/defesa acusação/defesa acusação/defesa; 3º - peritos, acareações e peritos, acareações e peritos, acareações e peritos, acareações e reconhecimentos reconhecimentos reconhecimentos reconhecimentos; 4º - interrogatório interrogatório interrogatório interrogatório; 5º - diligências, se necessárias (art. 402 CPP); 6º - alegações alegações alegações alegações finais ou memoriais em 5 finais ou memoriais em 5 finais ou memoriais em 5 finais ou memoriais em 5 dias dias dias

dias; 7º - sentençasentençasentençasentença)

6º ABSOLVIDO

EXTINGUE O

PROCESSO.

7º Oitiva das testemunhas de acusação 8º Oitiva das testemunhas de defesa 9º Diligencias (fase do artigo 499)

10º Alegações finais (escritas fase do artigo 500) A AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS É CAUSA DE A AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS É CAUSA DE A AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS É CAUSA DE A AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS É CAUSA DE NULIDADE ABSOLUTA.

NULIDADE ABSOLUTA. NULIDADE ABSOLUTA. NULIDADE ABSOLUTA.

11º Diligencias de oficio pelo juiz 12º SENTENÇA

NNONNOOVOVVVOOOO PPRPPRRROOOCOCCCEEEDEDIIIIMDDMMMEEENENNNTTTTOO COOCCCOOOMOMUMMUUMUMMM

 SUMÁRIOSUMÁRIOSUMÁRIOSUMÁRIO

Penas inferiores a 4 anos e não sujeitas ao rito sumaríssimo Penas inferiores a 4 anos e não sujeitas ao rito sumaríssimoPenas inferiores a 4 anos e não sujeitas ao rito sumaríssimo

Penas inferiores a 4 anos e não sujeitas ao rito sumaríssimo (Juizados)

No caso de crimes de menor potencial ofensivo, cujo rito sumaríssimo não puder ser aplicadocrimes de menor potencial ofensivo, cujo rito sumaríssimo não puder ser aplicadocrimes de menor potencial ofensivo, cujo rito sumaríssimo não puder ser aplicadocrimes de menor potencial ofensivo, cujo rito sumaríssimo não puder ser aplicado, haja vista a complexidade complexidade complexidade complexidade da causa ou a

da causa ou ada causa ou a

da causa ou a necessidade de citação por editalnecessidade de citação por editalnecessidade de citação por editalnecessidade de citação por edital, observarobservarobservar-observar---sese-sese--á o rito comum sumário-á o rito comum sumárioá o rito comum sumário (art. 538á o rito comum sumário art. 538art. 538) art. 538

2ª Fase OAB 2015.3 99/192 - Número máximo de testemunhasNúmero máximo de testemunhasNúmero máximo de testemunhasNúmero máximo de testemunhas: cincocincocinco para defesa e cinco para acusação + as do juízo (extranumerárias), sem cinco limitação.

- Prazo para a audiência: 30 dias

- Não há possibilidade de alegações finais escritasNão há possibilidade de alegações finais escritasNão há possibilidade de alegações finais escritasNão há possibilidade de alegações finais escritas ououou de conclusão dos autos para sentençaou conclusão dos autos para sentençaconclusão dos autos para sentençaconclusão dos autos para sentença. Tais atos devem ser devem ser devem ser devem ser realizados na audiência

realizados na audiênciarealizados na audiência realizados na audiência

- Não admite pedido de diligênciaNão admite pedido de diligênciaNão admite pedido de diligênciaNão admite pedido de diligênciassss para sanar dúvida surgida na instrução

PROCEDIMENTO COMUM PROCEDIMENTO COMUM PROCEDIMENTO COMUM

PROCEDIMENTO COMUM SUMARÍSSIMOSUMARÍSSIMOSUMARÍSSIMOSUMARÍSSIMO (JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS )(JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS )(JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS )(JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS ) Base Legal: Arts. 69 a 81 da Lei nº 9.099/95Arts. 69 a 81 da Lei nº 9.099/95Arts. 69 a 81 da Lei nº 9.099/95. Arts. 69 a 81 da Lei nº 9.099/95

Observações iniciais: Observações iniciais:Observações iniciais: Observações iniciais:

Estabelece o art. 394 § 2º CPP que o procedimento sumaríssimo é o aplicável aos processos que tiverem por fim a apuração das infrações de menor potencial ofensivo. O rito está previsto na Lei n. 9099/95.

Art. 60 – contravenções penais e os crimes a que lei comine pena máxima não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa.

Competência: art. 63. Teoria da atividade (local da ação ou omissão).

Atos chamatórios: as citações são pessoais, vedada a citação editalícia. Havendo a necessidade de realizar citação por edital, o processo deverá ser encaminhado ao juízo comum, no qual será adotado o procedimento sumário.

Transação penal: art. 76. Nos casos de ação penal pública, o MP poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa ao autor do fato. Em caso de ação penal privada, há entendimento no sentido do não