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CComplementar omplementar n n oo 135/2010 – Lei da Ficha Limpa) 135/2010 – Lei da Ficha Limpa)

No documento Controle Externo 6ª Ed. 2015 - Luiz Henrique (páginas 170-172)

Em 2010, foi sancionada a chamada Lei da Ficha Limpa (LC no 135/2010), oriunda de um

projeto de lei de iniciativa popular, que impede o registro de candidaturas de pessoas condena das por decisão de um colegiado de juízes. A nova lei ampliou “as hipóteses de inelegibilidade visando proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato”.

No que concerne ao controle externo, a LC no 135/2010 trouxe nova redação para o art. 1o, I, g ,

da anterior Lei Complementar no 64/1990 fixando a inelegibilidade daqueles que “tiverem suas

contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por por irregirregularidadeularidade insanável QUE CONFIGURE ATO DOLOSO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, e por insanável QUE CONFIGURE ATO DOLOSO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, e por decisão irrecorrível do órgão competente

decisão irrecorrível do órgão competente , salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos8 (oito) anos8 (oito) anos seguintes, contados a partir

da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição”.

Em decorrência, condutas culposas, antes então suficientes para forjar uma situação de inelegibilidade, não mais se prestam para tal fim. Aqueles que tiverem suas contas rejeitadas por ato decorrente de negligência, imprudência ou imperícia estarão elegíveis, ainda que o vício daí decorrente seja insanável. Exige a lei, agora, um ato intencional (doloso) e, ainda mais, qualificado:

que configure improbidade administrativa.

Outro importante aspecto é que na redação anteriormente vigente, bastava ao interessado submeter recurso ao Poder Judiciário contra a reprovação das contas para suspender o efeito da inelegibilidade. Com a LC no 135/2010, torna-se necessário que a decisão tenha sido sus pensa ou

anulada pelo Poder Judiciário.

Além disso, o prazo de inelegibilidade foi estendido para oito anos e a parte final do dispositivo explicita seu alcance a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de man datários que houverem agido nessa condição, isto é, incluindo expressamente, por exemplo, prefeitos e governadores que tenham atuado como ordenadores de despesas e fazendo remis são expressa à função julgadora das Cortes de Contas. Tal aspecto ganha relevo, pois a juris prudência do TSE era sólida no sentido de que a inelegibilidade somente poderia decorrer de julgamento pelo Legislativo no sentido da irregularidade das contas (REE – 29535).

Para efetivar tal instrumento, prevê o art. 91 da LOTCU que o TCU enviará ao Ministé rio Público Eleitoral, em tempo hábil, o nome dos responsáveis cujas contas houverem sido julgadas irregulares nos cinco anos imediatamente anteriores à realização de cada eleição. De igual modo, procedem os Tribunais de Contas dos Estados e TCMs.

Inelegibilidad

Inelegibilidade: Contas Irree: Contas Irregulagulares res e e ComCompetêpetênciancia

O Tribunal denegou mandado de segurança impetrado contra decisão do Presi dente do Tribunal de Contas da União – TCU – que determinara a inclusão do nome do impetrante, no respectivosite, na Relação de Responsáveis com Contas Julgadas Irregulares pelo TCU para Fins de Inelegibilidade, em face do art. 1o, I,g , da Lei Complementar no 64/90. Alegava-se, na espécie, que referida anotação possibilitaria a impugnação da candidatura do impetrante ao cargo de prefeito e que ele já teria sanado a mencionada irregularidade, pois concluíra as obras que resultaram no processo de Tomada de Contas Especial, bem como recolhera a multa que lhe fora aplicada pelo TCU. Entendeu-se que a decisão hostilizada não incorrera em nenhuma ilegalidade, por ser de natureza meramente declaratória e não constituir penalidade. Ressaltou-se, também, ser incabível a análise do acór dão do TCU, tendo em conta orientação fixada pelo Supremo no sentido de ser da Justiça Eleitoral a competência para emitir juízo de valor a respeito das irregu laridades apontadas pela Corte de Contas, e decidir se as mesmas configuram ou não inelegibilidade. Por fim, asseverou-se, com base em consulta ao Sistema de Divulgação de Dados de Candidatos, nosite do Tribunal Superior Eleitoral, que o registro da candidatura do impetrante não fora prejudicado pela decisão do TCU. Precedente citado: MS 22.087/DF (DJU de 10/5/1996). MS 24.991/DF, rel. Min. Gilmar Mendes, 22/6/2006. (MS-24.991)

IMPORTANTE IMPORTANTE

Não é o TCU quem declara o responsável inelegível. Quem decide e declara a inelegibilidade é a Justiça Eleitoral, Não é o TCU quem declara o responsável inelegível. Quem decide e declara a inelegibilidade é a Justiça Eleitoral, ao negar registro a um candidato. Os Tribunais de Contas se limitam a comunicar a relação dos responsáveis por ao negar registro a um candidato. Os Tribunais de Contas se limitam a comunicar a relação dos responsáveis por contas irregulares, em época oportuna, ao Ministério Público Eleitoral e à sociedade.

contas irregulares, em época oportuna, ao Ministério Público Eleitoral e à sociedade.

A Resolução TCU no 241/2011 estabeleceu procedimentos para o envio pelo TCU dessa relação

5.7.2.

5.7.2.

5.7.3.

5.7.3.

I. II. III. IV. V. VI. dessas informações.

A inelegibilidade decorrente da rejeição de contas pelos TCs tem causado controvérsia no STF. Nesse sentido, cabe mencio nar polêmicas decisões monocráticas em sede cautelar do Ministro

Gilmar Mendes que asseguraram o registro de candidatos ex-prefeitos cujas contas haviam sido rejeitadas por Tribunais de Contas, sob o argumento de que somente as Câmaras Municipais poderiam julgá-las (Rcl 10.616, Rcl 10.551, Rcl 10.493). No mesmo sentido, posicionou-se o

Ministro Marco Aurélio (Rcl 10.499).

No documento Controle Externo 6ª Ed. 2015 - Luiz Henrique (páginas 170-172)

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