A coleta de dados aconteceu entre os meses de Outubro e Novembro de 2017. Inicialmente, foi realizado um contato direto com a escola. Nesse primeiro contato, houve uma
36 conversa com a direção, coordenação e com o professor da turma para que fosse feito uma exposição do trabalho que seria desenvolvido na escola, assim como os objetivos.
Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados questionários, entrevista estruturada e a observação participante.
O questionário
O questionário, segundo Gil (1999), pode ser definido “como a técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc.” O questionário permite que o pesquisador conheça a opinião de quem está sendo interrogado.
Gil (1999) apresenta as seguintes vantagens do questionário sobre as demais técnicas de coleta de dados:
a) Possibilita atingir grande número de pessoas, mesmo que estejam dispersas numa área geográfica muito extensa, já que o questionário pode ser enviado pelo correio; b) Implica menores gastos com pessoal, posto que o questionário não exige o
treinamento dos pesquisadores; c) Garante o anonimato das respostas;
d) Permite que as pessoas o respondam no momento em que julgarem mais conveniente;
e) Não expõe os pesquisadores à influência das opiniões e do aspecto pessoal do entrevistado.
É importante salientar que, durante o processo de elaboração do questionário, é necessário que se verifique se há uma correspondência entre as questões abordadas e os objetivos da pesquisa. Sendo assim, as questões devem ser claras e objetivas para que se evitem dúvidas aos participantes, além disso, é importante também que a linguagem seja adequada ao público alvo que será questionado.
Ainda segundo Gil (1999, p.132), as perguntas podem apresentar conteúdo sobre fatos, atitudes, comportamentos, sentimentos, padrões de ação, comportamento presente ou passado, entre outros.
O questionário utilizado nesta pesquisa teve como objetivo conhecer a percepção dos alunos sobre a problemática abordada, com temas referentes ao Meio Ambiente, aos impactos ambientais e à sustentabilidade (APÊNDICE A). Esse questionário, composto por seis questões,
37 foi aplicado a 22 alunos em uma turma de 9º ano do ensino fundamental II da Escola Municipal Ferreira Itajubá.
A entrevista estruturada
Na pesquisa qualitativa, a entrevista é caracterizada como um instrumento importante por possibilitar a produção de conteúdos fornecidos diretamente pelos sujeitos envolvidos no processo. O entrevistador pretende com esse instrumento elucidar as informações pertinentes ao seu objeto (MINAYO; DESLANDES, 2002).
Haguette (1997) define entrevista como “um processo de interacção social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objectivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado”. A entrevista é um dos instrumentos de coleta de dados mais utilizados no processo do trabalho de campo.
Segundo Minayo (1996):
[...] o que torna a entrevista instrumento privilegiado de coleta de informações é a possibilidade da fala ser reveladora de condições estruturais, de sistemas de valores, normas e símbolos (sendo ela mesma um deles) e ao mesmo tempo ter a magia de transmitir, através de um porta-voz, as representações de grupos determinados, em condições históricas, socioeconômicas e culturais específicas.
A entrevista estruturada é conduzida pelo entrevistador de acordo com uma ordem predeterminada. Ela deve ser planejada com o intuito de extrair o máximo de informações dos entrevistados e se desenvolve a partir de uma relação fixa de perguntas prontas, cuja ordem não varia e é realizada da mesma forma com todos os entrevistados.
Observação participante
Segundo Lakatos e Marconi (2008), a observação é uma técnica de coleta de dados
utilizada para obter informações de determinados aspectos da realidade. A observação ajuda
também na coleta de dados, onde o observador terá um contato mais direto com o seu objeto estudado na pesquisa, sendo considerado ponto inicial da investigação social (MARCONI; LAKATOS, 2003). O pesquisador geralmente utiliza um bloco de notas para realizar seus registros, além de imagens de uma câmera fotográfica.
A observação ajuda também na coleta de dados, em que o observador terá um contato mais direto com o seu objeto estudado na pesquisa, sendo considerado ponto inicial da investigação social (MARCONI; LAKATOS, 2003).
A escolha pela observação como um dos instrumentos de coleta de dados teve como objetivo coletar, na própria sala de aula, dados importantes, além de acompanhar as ações desenvolvidas a cada aula, sabendo que permite um contato mais pessoal do pesquisador com o
38 fenômeno que se pretende investigar no seu local natural. Também possibilita acompanhar as experiências dos envolvidos na pesquisa buscando a compreensão do significado que eles atribuem a sua realidade e suas ações (LÜDKE e ANDRÉ, 1986).
Nessa pesquisa, quanto à participação do observador, optou-se pela observação não participante, em que o pesquisador entra em contato com o grupo pesquisado, mas não se envolve nas situações observadas (MARCONI; LAKATOS, 2011, p.78). Nesse caso, o
pesquisador conduziu todas as ações, porém os registros que foram feitos em ambiente real, à
medida que os fatos foram acontecendo, foi realizado por um observador membro do grupo de Pesquisa em Educação Científica e Tecnológica em Contextos Sociais (GPECTCS-UFRN). Para o registro das observações, foram utilizadas anotações escritas como um diário de campo e registros através de fotografias.
A seguir será apresentado um cronograma da metodologia da pesquisa.
Após a obtenção das informações e diante dos instrumentos de coleta de dados, foi elaborada uma sequência de atividades para ser trabalhada com a turma do 9º ano, nas aulas de Ciências, que será descrito no capítulo seguinte.
39 3 SEQUÊNCIA DIDÁTICA: ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO
Neste capitulo serão apresentadas as etapas de elaboração e as atividades que foram desenvolvidas durante a sequência didática. Trata-se de uma proposta para ser utilizada pelo professor como ferramenta para apoiá-lo e ajudá-lo no processo de ensino e aprendizado junto aos alunos.