ComenTÁrio Da aDminiSTraÇÃo

No documento 1970 Bolívia (1970) Colômbia (1970) Equador (1970) Peru (1970) Venezuela (1970) (páginas 192-200)

SoBre a eVoluÇÃo finanCeira

191

O lucro líquido em 2009 foi de USD 235 milhões, o que representa uma queda de USD 77 milhões em comparação a 2008, por conta principalmente da queda na taxa LIBOR que vem ocorrendo nos últimos anos, e que, em 2009, chegou a níveis historicamente baixos. Além disso, em 2009 não ocorreram ingressos extraordinários, principal-mente por conta do reverso de provisões, que ocorreram em anos recentes. Contu-do, cabe destacar que o principal indicador de rentabilidade, Retorno sobre Patrimô-nio (ROE), ficou em 4.7%, acima dos benchmarks tradicionais de rendimento tais como a taxa LIBOR de seis meses e o rendimento dos títulos do Tesouro norte-ameri-cano de 10 anos (1.2% e 3.2%, em média, respectivamente).

Por outro lado, em 2009 a CAF realizou emissões de bônus no valor aproximado de USD 1,300 milhões, destacando-se uma emissão sem procedentes no mercado nor-te-americano de USD 1,000 milhões, a maior emissão realizada na história da Corpo-ração. Da mesma forma, a CAF manteve uma presença importante nos mercados de curto prazo, por conta da captação de depósitos a prazo e do uso contínuo dos pro-gramas de papéis comerciais no mercado norte-americano e europeu, assim como o programa de notas promissórias registrado na Espanha.

Gráfico 1. Balanço geral

Em 31 de dezembro de cada ano (em milhões de USD) Ativos

Indicadores de Rentabilidade Passivos e patrimônio

1,788 1,931 2,458 3,221 3,685

7,347 8,097 9,548 10,184 11,687 6,303 6,747 8,463 9,658

3,237 3,693 4,127 4,554 10,6005,287

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

Gráfico 2. Lucro líquido e rentabilidade

Para o período finalizado em 31 de dezembro de cada ano Lucro líquido (em milhões de USD

283 321 401 311 235

2005 2006 2007 2008 2009 9.6%3.7% 9.4%5.3% 10.5%5.3% 7.2% 4.7%1.6%

3.0% 3.3% 3.6% 2.4% 1.2%

2005 2006 2007 2008 2009

0

reSumo DaS DemonSTraÇÕeS finanCeiraS

Durante a presente gestão, os ativos produtivos – liquidez e carteira – cresceram a um ritmo superior a 15%. Em 31 de dezembro de 2009, o total de ativos chegou a USD 15,887 milhões, o que representou um aumento de 12% em relação a 2008 (Gráfico 1), devido ao aumento da carteira de créditos e da carteira de liquidez. A carteira de empréstimos fechou em USD 11,687 milhões, o que representou um aumento de 15%

em relação ao ano anterior. O outro componente principal dos ativos é a liquidez, que totalizou USD 3,685 milhões, o equivalente a 23% do total de ativos e a 35% do total de endividamento.

Em 31 de dezembro, o patrimônio total da CAF era de USD 5,287 milhões e o lucro che-gou a USD 235 milhões. Em 2009, o patrimônio total representou 33% do total de ati-vos e 41.7% dos atiati-vos ponderados pelo risco, segundo a metodologia estabelecida no Acordo de Basilea II. O lucro líquido chegou a USD 235 milhões em 2009 e respon-deu primordialmente ao crescimento da carteira de empréstimos. Entretanto, este resultado foi menor que o obtido em 2008 devido à redução de ingressos financeiros derivados da queda das taxas de juros internacionais.

O Retorno sobre o Patrimônio (ROE) diminuiu 4.7% em 2009, em comparação aos 7.2% observados em 2008, mas seguiu acima do índice de referência estabelecido pela taxa LIBOR a seis meses (Gráfico 2). Dessa forma, o Retorno sobre Ativos (ROA) para o ano foi de 1.6%.

CarTeira De emPréSTimoS

A carteira de empréstimos foi de USD 11,687 milhões em 2009, o que representa um aumento de 15% em relação aos USD 10,184 milhões registrados no ano anterior.

A distribuição da carteira de empréstimo manteve uma maior concentração no fi-nanciamento de projetos no setor público, que representou 79% do total da carteira em 31 de dezembro de 2009. Da perspectiva de distribuição da carteira por países, Equador teve a maior exposição, com 17.4% do total da carteira de empréstimo, se-guido pelo Peru, com 15.9%, Venezuela, com 15%, Colômbia, com 14.4%, e Bolívia, com 9.9%. A exposição dos países acionistas da Série C aumentou a 27.4% do total.

Cabe ressaltar a crescente importância da atividade de crédito com os países acio-nistas da CAF que estão em vias de se converterem em membros plenos, como a Ar-gentina, Brasil, Panamá, Paraguai e Uruguai. Este grupo de acionistas recebeu 27%

do financiamento aprovado em 2009, o que significa uma importante diversificação da carteira no curto e médio prazo.

O limite estabelecido pela política da CAF é de uma exposição máxima de 30% da car-teira total em um único país. O financiamento de projetos de infraestrutura e de de-senvolvimento social e ambiental constitui uma das principais atividades da CAF e, ao final de 2009, representaram conjuntamente 71% da carteira de empréstimos.

193

A carteira de empréstimo manteve sua excelente qualidade de crédito (Quadro 2), apesar do deterioramento do cenário financeiro internacional. Ao fim de 2009, não existiam empréstimos não recebidos e a provisão para possíveis perdas de carteira chegou a USD 144 milhões ou 1.23% da carteira de créditos. Em 2009, não houve write-off.

aTiVoS lÍQuiDoS

Apesar da crise financeira internacional de 2008 e 2009, que teve um impacto negati-vo sobre a valorização da maior parte dos instrumentos financeiros, a carteira de li-quidez da CAF teve novamente resultados satisfatórios graças às políticas conserva-doras estabelecidas.

Em 31 de dezembro de 2009, os ativos líquidos totalizaram USD 3,685 milhões, valor equivalente a 23% dos ativos totais e 35% do endividamento da Corporação. A cartei-ra de investimentos se cacartei-racterizou por sua curta ducartei-ração –média de 0.25 anos– e por sua excelente qualidade de crédito (Gráfico 3): 97.7% foram qualificados, em mé-dia, como AA/Aa2 e 2.3% não possuíam grau de investimento. As políticas da CAF re-querem que ao menos 80% dos ativos líquidos se mantenham em instrumentos com grau de investimento e com qualificações de crédito de ao menos A-/A3.

Quadro 2. QualiDaDe Da CarTeira (en milhõnes de USD)

2005 2006 2007 2008 2009

Empréstimos em atraso 0.0 0.0 0.0 0.1 0.0

Empréstimos não recebidos 1.3 0.0 0.0 0.0 0.0

Provisão para possíveis perdas de carteira 161.6 188.6 168.3 143.2 143.9

Porcentagem de empréstimos em atraso 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0%

Porcentagem de empréstimos não recebidos 0.02% 0.00% 0.00% 0.00% 0.00%

Porcentagem da provisão para possíveis perdas 2.20% 2.33% 1.76% 1.41% 1.23%

Gráfico 3.Ativos líquidos em 31 de dezembro de 2009

AA/ Aa2 média 98%

Sem grau de investimento 2%

194

finanCiamenTo

Em 2009, as emissões de bônus chegaram a USD 1,300 milhões, destacando-se uma emissão sem precedentes no mercado norte-americano de USD 1,000 milhões, a maior emissão realizada na história da Corporação. Esta emissão refletiu que a CAF, ainda que no difícil cenário da crise financeira, está consolidada como um emissor confiável. Por outro lado, a CAF emitiu JPY 10,000 milhões (equivalentes a USD 111 mi-lhões) em bônus no mercado japonês, por meio de uma emissão privada. Nos mer-cados locais, teve destaque uma emissão de títulos negociáveis na Colômbia, no total de COP 240 bilhões (equivalente a USD 95 milhões), assim como uma emissão no mercado peruano de quase PEN 145 milhões (cerca de USD 50 milhões) –a maior emissão de bônus no mercado peruano nos últimos 14 meses.

É importante mencionar a contratação contínua de passivos de curto prazo, apesar do cenário financeiro internacional adverso. Os programas de Papéis Comerciais mantidos pela Corporação nos mercados norte-americano e europeu, no valor de USD 1,000 milhões cada um, permaneceram ativos com captações na ordem de USD 4,381 milhões durante o ano, conseguindo manter as margens de captação em níveis adequados. Além disso, os Depósitos a Prazo recebidos mantiveram sua importân-cia como uma fonte estável e competitiva de recursos, superando USD 2,600 milhões no ano.

Em 31 de dezembro de 2009, 74% do endividamento da CAF tiveram origem nos mer-cados internacionais de capital. As emissões de bônus representavam a principal fonte de recursos, com 55% do financiamento (Gráfico 4). Além disso, observou-se um crescimento importante nos depósitos recebidos de investidores institucionais da região, representando 25% do total de endividamento, 12% a papéis comerciais e outros empréstimos a curto prazo e 8% em empréstimos e linhas de crédito a médio e longo prazo. A CAF mantém relações de longa data com os mais importantes ban-cos internacionais, com instituições oficiais de todo o mundo e com outras institui-ções financeiras multilaterais.

O detalhe das emissões de 2009 pode ser observado no Quadro 3.

Gráfico 4. Composição do passivo em 31 de dezembro de 2009 Empréstimo

e outras obrigações 8%

Depósitos a prazo 25%

Papéis comerciais

12% 55% Bônus

195

Quadro 3. emiSSÃo De TÍTuloS em 2009

Valor em moeda equivalente em

Data mercado original (em milhões) milhões de uSD

emissão de bônus

Janeiro Euro-Yen JPY 10,000 112

Abril Colombiano COP 111,980 44

Abril Colombiano COP 127,500 51

Junho Yankee USD 1,000 1,000

Outubre Peruano PEN 144.25 50

Total 2009 1,257

Total 1993-2009 10,519

Programas de emissão de curto prazo

Papéis comerciais (USA) USD 1,000 1,000 Papéis comerciais (Europa) USD 1,000 1,000

Notas promissórias (Espanha) EUR 500

CaPiTal

Como parte do papel catalisador e anticíclico da Corporação na região, a alta demanda de empréstimos gerada por parte dos países membros e o compromisso em apoiar o desenvolvimento da região a longo prazo, em agosto de 2009, o Diretório aprovou um novo aumento de capital de USD 2,500 milhões. Este aumento de capital será integrali-zado entre os anos 2010 e 2017, e projeta-se que para o final do período mencionado o capital total da CAF duplique seu valor atual, o que facilitará o crescimento das opera-ções de financiamento, enquanto preservará a solidez financeira da Corporação.

Em 2009, a CAF recebeu novos aportes de capital dos países acionistas no valor de USD 568.3 milhões. Em sua maioria, estes aportes derivam dos novos aumentos de capital subscritos em 2007 pelos cinco países acionistas da Série C que estão em processo de conversão a membros plenos da Corporação (Argentina, Brasil, Panamá, Paraguai e Uruguai), no total de USD 1,500 milhões, e pagadores de cotas anuais até 2014. No térmi-no do atérmi-no, o patrimônio passava de USD 5,300 milhões, 16% superior ao valor registrado ao final de 2008. Este aumento no patrimônio derivou tanto das contribuições de capital como dos lucros.

Favorecidos pelo aumento do patrimônio, os indicadores de capitalização se mantive-ram dentro dos níveis estabelecidos pela política da Corporação (Quadro 4).

Quadro 4.inDiCaDoreS De CaPiTaliZaÇÃo

2005 2006 2007 2008 2009

Carteira/Patrimônio (vezes)¹ 2.4 2.4 2.4 2.3 2.3

Dívida/Patrimônio (vezes)² 1.8 1.8 2.0 2.1 2.0

Capital/Ativos ajustados por risco (BIS)³ 40.6% 41.1% 36.3%* 38.4.%* 41.7%*

¹ Segundo o Convênio Constitutivo da CAF, o limite de exposição deverá ser menor ou igual a 4,0.

² Segundo o Convênio Constitutivo da CAF, o limite de endividamento deverá ser menor ou igual a 3,5.

³ Segundo políticas do Diretório da CAF, o nível de capitalização deverá ser maior ou igual a 30%.

* índice a partir de 2007, calculado de acordo com a nova metodologia de Basilea II.

196

aDminiSTraÇÃo De aTiVoS e PaSSiVoS

Tanto as atividades de crédito como as de financiamento realizados pela CAF no de-sempenho de suas funções são executadas principalmente em dólares norte-ame-ricanos e com taxas flutuantes, com o que se mitigam os riscos cambiários e de taxa de juros. Em 31 de dezembro de 2009, mais de 99.8% dos ativos e 99.3% dos passivos estavam denominados em dólares norte-americanos depois de swaps, enquanto 99.1% dos empréstimos e 98.6% dos passivos financeiros estavam baseados na taxa LIBOR de seis meses depois de swaps. As transações que não estão denominadas em dólares norte-americanos nem baseadas na taxa LIBOR de seis meses são converti-das por meio de swaps a estes termos. O nível de swaps chegou a USD 5,358 milhões em 2009. A política da CAF estabelece que as contrapartes de swaps estejam qualifi-cadas ao menos como A+/A1 ou que possuam um acordo de garantia. A Corporação não realiza atividades de intermediação de instrumentos derivativos. Estes instru-mentos são utilizados unicamente para propósitos de cobertura.

CAF busca manter uma relação conservadora entre o prazo médio de seus ativos e passivos. Em 31 de dezembro de 2009, a vida média de seus ativos era de 4.6 anos e de seus passivos de 3.7 anos.

197

EVOLUCIóN RECIENTE

No documento 1970 Bolívia (1970) Colômbia (1970) Equador (1970) Peru (1970) Venezuela (1970) (páginas 192-200)