Competitividade industrial a) A4-0052/97

No documento ÍNDICE - PARTE II Textos aprovados pelo Parlamento (páginas 24-38)

Resolução sobre a comunicação da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões "A indústria automóvel europeia 1996"

(COM(96)0327 - C4-0493/96)

O Parlamento Europeu,

- Tendo em conta a comunicação da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões "A indústria automóvel europeia 1996"

(COM(96)0327 - C4-0493/96,

- Tendo em conta a sua Resolução de 21 de Setembro de 1995 sobre a comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu sobre "A indústria automóvel - situação actual, desafios, estratégia para o futuro e propostas de acção" ( ),1

- Tendo em conta o relatório da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial e o parecer da Comissão dos Transportes e do Turismo (A4-0052/97),

A. Considerando que uma indústria automóvel dinâmica e florescente presta um contributo vital para o crescimento e o emprego na Europa, pois representa quase 2% do PIB e 1,8 milhões de empregos na União Europeia e gera, directa ou indirectamente, receitas públicas num montante de 220 mil milhões de ecus, equivalente ao seu volume de negócios total (230 mil milhões de ecus),

B. Considerando que o crescimento de 6,5% de registos automóveis em 1996, embora mais elevado do que as previsões iniciais, é bastante inferior aos níveis observados nos finais dos anos 80 e no início dos anos 90,

C. Considerando que a indústria automóvel europeia ainda enfrenta o duplo desafio de desenvolver produtos de elevada qualidade - menos poluentes, mais seguros, mais eficientes e fiáveis do que no passado - e de garantir a permanente modernização da indústria de modo a aumentar os níveis de produtividade e a competitividade internacional,

D. Considerando que esta competitividade é, todavia, entravada pelos elevados custos de produção - nomeadamente em termos de transportes, energia e telecomunicações -, em comparação com outras regiões do mundo,

E. Considerando a importância da indústria automóvel nas deslocalizações intracomunitárias e os impactos regionais e socioeconómicos a elas inerentes, principalmente sobre o emprego;

F. Considerando que a indústria automóvel e a indústria dos componentes a ela ligada, em colaboração com a Comissão e os Estados-membros, têm de continuar a aumentar o investimento na investigação e no desenvolvimento tecnológico, bem como os esforços para desenvolver o "carro do futuro",

G. Considerando que o permanente declínio do emprego na indústria automóvel e nas indústrias conexas exige um vigoroso empenhamento no aumento do investimento na educação e formação profissional da mão-de-obra,

H. Preocupado com as missões limitadas do Grupo de Trabalho da Comissão "Automóvel do Futuro", face à diversidade dos investimentos necessários e aos desafios em matéria de I+D que a indústria automóvel enfrenta e ao papel crucial deste grupo de trabalho no sentido de manter a competitividade da indústria e de constituir uma plataforma de colaboração e de solidariedade no sector industrial,

1. Exorta a Comissão a definir uma estratégia específica para a indústria automóvel europeia, que comporte, nomeadamente, as seguintes medidas:

a) Alargamento do âmbito de acção do Grupo de Trabalho Automóvel do Futuro", que deve ultrapassar o seu actual papel subalterno de coordenação e assumir uma função estratégica de reflexão sobre soluções para os problemas da competitividade industrial e das tecnologias ecológicas e seguras;

b) Garantia de que o Grupo de Trabalho irá explorar integralmente todas as possibilidades oferecidas pelas tecnologias para a redução das emissões a curto e médio prazo, como os motores de combustão pobre, os motores a gasolina de injecção directa e os veículos híbridos, bem como as tecnologias de controlo de emissões, que oferecem um grande potencial de aumento da economia de combustíveis e de redução das emissões poluentes e também alternativas tecnológicas ao motor de combustão que sejam economicamente viáveis, de forma não só a combater os danos ambientais provocados pelo CO2, mas também como forma de diminuir a dependência energética europeia do petróleo;

c) Garantia do adequado financiamento do Grupo de Trabalho e, em particular, a sua inclusão nas "acções estratégicas" do Quinto Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento;

d) Criação de um painel de alto nível, composto por destacados representantes da indústria automóvel e da indústria dos componentes, dos sindicatos e dos grupos de utilizadores, que poderão emitir pareceres sobre a estratégia global da Comissão para o sector automóvel e, em particular, colaborar na coordenação e no estabelecimento das prioridades das iniciativas legislativas relevantes, incluindo também a futura revisão da implementação e da eficácia da isenção por categoria aplicável aos acordos de distribuição e de manutenção;

2. Verifica que as melhores tecnologias são de pouca utilidade enquanto não se assistir à sua aplicação na sociedade em larga escala, exortando por conseguinte a Comissão a propor um quadro político claro e global destinado a promover a dinamização do mercado de veículos automóveis de combustão limpa;

3. Apela à Comissão para que baseie a sua acção nas sólidas perspectivas abertas pela Mesa Redonda UE-EUA sobre a indústria automóvel, que se realizou em Washington em Abril de 1996, encorajando novos esforços de harmonização das normas relativas ao ambiente e à segurança dos veículos a níveis compatíveis com o artigo 100º-A do Tratado CE, nomeadamente:

a) apoiando uma nova revisão do Acordo de 1958 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas sobre as normas dos veículos a motor, no sentido de garantir que este acordo se torne um fórum global, no qual sejam adoptadas bases elevadas em matéria de segurança do consumidor e de protecção do ambiente;

b) garantindo que qualquer nova proposta de harmonização das normas internacionais para veículos a motor relativas à segurança e ao ambiente, em estudo pelo Grupo de Trabalho 29 da CEE-UN e respectivos grupos de peritos, seja levada ao conhecimento do Parlamento Europeu e que este seja consultado pela Comissão e pelo Conselho antes de ser tomada qualquer decisão pelos comités criados pelo Conselho nos termos do artigo 113º do Tratado CE e antes de qualquer dessas propostas ser apresentada como proposta de directiva ou alteração técnica no âmbito do processo de adaptação à evolução técnica;

4. Exorta a Comissão a promover a definição de uma política global para a indústria automóvel no âmbito da revisão do acordo da CEENU, que tenha em consideração o impacto na competitividade da indústria europeia nos mercados mundiais, recorrendo, se necessário, a análises de eficiência de custos;

5. Insta a Comissão a fomentar o investimento e uma elevada concorrência em todos os mercados internacionais do automóvel, nomeadamente:

a) continuando a aplicar integralmente o acordo de Junho de 1995 sobre o sector automóvel, assinado com o Japão, a fim de garantir condições comerciais equitativas e estáveis durante a transição para a progressiva abertura do mercado automóvel da União Europeia;

b) continuando a facilitar o acesso ao mercado e as oportunidades de investimento em mercados terceiros aos fabricantes de automóveis e de componentes, especialmente nos novos mercados do Sudeste asiático, da América Latina e, principalmente, da Coreia do Sul e do Japão;

c) continuando a apoiar a modernização e a reestruturação das indústrias dos países da Europa Central e Oriental e, durante a fase de pré-adesão, a rápida adaptação da legislação destes países aos requisitos impostos pelo mercado interno e, nomeadamente, aos requisitos técnicos do sistema europeu de recepção de veículos;

6. Mostra-se preocupado com o problema das deslocalizações, como podemos observar pelos casos da Renault; reafirma a importância de implantar mecanismos de controle das deslocalizações intracomunitárias;

7. Reafirma a importância dos Fundos Estruturais, particularmente na criação de infra-estruturas de base e no fomento da formação profissional, no sentido de uma maior produtividade e da redução dos custos de transporte ao nível comunitário;

8. Solicita à Comissão que aumente os incentivos ao investimento na educação e na formação profissional nas indústrias automóvel e de componentes e que utilize com maior frequência os recursos financeiros da Comunidade previstos nos programas de formação profissional Adapt, Sócrates e Leonardo Da Vinci, com a finalidade de apoiar projectos inovadores de formação profissional em grandes empresas e PME, designadamente através de uma maior participação dos parceiros sociais na concepção e execução dos programas de formação profissional financiados pela UE e do apoio à rede criada pelas associações da indústria automóvel ACEA e CLEPA;

9. Exorta os empregadores ao pleno respeito pelos direitos de consulta e de informação que assistem aos trabalhadores antes da adopção de toda e qualquer decisão definitiva que afecte o futuro da empresa ou partes da mesma, de molde a evitar despedimentos colectivos e a propiciar aos representantes dos trabalhadores a oportunidade de elaborarem propostas alternativas nos planos social e do emprego;

10. Está convicto de que toda e qualquer estratégia para a indústria automóvel deverá dar maior ênfase à questão do desenvolvimento na Europa de um sistema de transportes e de mobilidade sustentável do ponto de vista ambiental;

11. Está persuadido de que, a partir do momento em que a Comissão apoie projectos de investigação no âmbito do Quarto Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento e do Grupo de Trabalho "Automóvel do Futuro", deve ser conferida prioridade aos seguintes aspectos:

- Novas tecnologias no domínio das emissões e do consumo de combustível, - Electrónica automóvel,

- Melhoria da segurança dos veículos, incluindo a melhoria da segurança dos ocupantes, dos peões e dos ciclistas,

- Veículos eléctricos e híbridos,

( )2 JO C 183 de 17.7.1995, p. 30.

( )3 JO L 145 de 29.6.1995, p. 25.

- Estruturas e materiais leves,

- Optimização das técnicas de fabrico, - Reciclagem de veículos usados,

- Telemática, devendo ter-se em conta a resolução do Parlamento Europeu de 29 de Junho de 1995 sobre a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu relativa às aplicações telemáticas para os transportes na Europa ( ) ;2

12. Exorta a Comissão a ter em consideração os elevados custos externos do tráfego rodoviário, referidos no Livro Verde da Comissão "Para uma formação correcta e eficiente dos preços dos transportes" -, bem como as repercussões daí derivadas a longo prazo para a estrutura e o sector tecnológico da indústria automóvel;

13. Exorta a Comissão a continuar a controlar a aplicação do Regulamento (CE) nº 1475, relativo à aplicação do nº 3 do artigo 85º do Tratado CE a certas categorias de acordos de distribuição e de serviço de venda e pós-venda de veículos automóveis ( ), referente à distribuição selectiva3 e exclusiva de veículos automóveis, em particular a aplicação e eficácia do seu artigo 6º, de forma a garantir que todas as partes interessadas tenham acesso a todas as informações sobre diagnóstico e reparação, incluindo, nomeadamente, a informação relativa aos códigos de avaria dos sistemas de diagnóstico a bordo, de modo a que a informação técnica não seja indevidamente retida em detrimento dos reparadores independentes, fabricantes de peças e consumidores; lamenta que o Regulamento CE nº 1475/95 ainda não tenha sido implementado e que a sua letra e o seu espírito tenham sido interpretados abusivamente por parte dos fabricantes e importadores de automóveis, em detrimento dos concessionários e dos consumidores; exorta a Comissão a pôr termo a tal prática;

14. Insta a Comissão a apoiar uma grande campanha de informação pública a nível europeu destinada a alertar os pais para os riscos de utilizarem sistemas de segurança para as crianças nos bancos dianteiros dos carros equipados com airbags laterais para o passageiro e solicita à Comissão que estude o desenvolvimento de airbags "inteligentes", capazes de ajustar os níveis de aceleração às necessidades de cada condutor;

15. Exorta a Comissão à apresentação de uma proposta de consolidação num único texto das actuais 56 directivas existentes em matéria de produção automóvel;

16. Encarrega o seu Presidente de transmitir o presente parecer ao Conselho e à Comissão.

( )1 JO C 166 de 10.6.1996, p. 2.

b) A4-0040/97

Resolução sobre a Comunicação da Comissão relativa a uma política de competitividade industrial para a indústria química europeia: um exemplo (COM(96)0187 - C4-0273/96)

O Parlamento Europeu,

- Tendo em conta o nº 1 do artigo 130º do Tratado CE que estabelece que a Comunidade e os Estados-membros zelarão por que sejam asseguradas as condições necessárias ao desenvolvimento da capacidade concorrencial da indústria da Comunidade,

- Tendo em conta o artigo 130º-F do Tratado CE que prevê o reforço das bases científicas e tecnológicas da indústria comunitária e o fomento da sua capacidade concorrencial internacional,

- Tendo em conta o artigo 130º-R do Tratado CE que prevê a preservação, a protecção e a melhoria da qualidade do ambiente, a utilização prudente e racional dos recursos naturais e a promoção, no plano internacional, de medidas destinadas a enfrentar os problemas regionais ou mundiais do ambiente,

- Tendo em conta o artigo 130º-U do Tratado CE que requer uma participação activa na luta contra a pobreza nos países em vias de desenvolvimento,

- Tendo em conta a comunicação da Comissão sobre "uma política de competitividade industrial para a indústria química europeia: um exemplo" (COM(96)0187 - C4-0273/96) ( ),1

- Tendo em conta as conclusões da audição realizada em 2 de Outubro de 1996 pela Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial,

- Tendo em conta o relatório da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial e os pareceres da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, assim como da Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Defesa do Consumidor (A4-0040/97),

A. Considerando que a indústria química europeia enfrenta transformações estruturais impostas pela globalização dos mercados,

B. Considerando que a indústria química da UE constitui um dos sectores dominantes da economia que regista a mais elevada participação nas exportações,

C. Considerando que a indústria química, enquanto indústria de base, contribui de forma substancial para o desenvolvimento económico a nível europeu e mundial,

D. Considerando que a indústria química e os sectores dela dependentes constituem importantes fornecedores de postos de trabalho na Europa de elevada qualificação,

E. Considerando que a indústria química pode prestar um contributo essencial para um desenvolvimento sustentável e respeitador do ambiente,

F. Considerando que a principal missão que incumbe aos Estados-membros e à União Europeia consiste em assegurar um quadro credível e em garantir uma concorrência leal, assim como em salvaguardar os níveis de emprego no sector em questão e a protecção do ambiente,

G. Considerando que cabe antes de tudo à própria indústria química superar os problemas ligados à sua reestruturação e melhorar a sua competitividade,

H. Considerando que a indústria química, apesar de todos os desafios colocados pela globalização e pela deslocalização do mercado, continuará também no futuro a ser um dos principais sectores industriais na Europa,

I. Considerando que a indústria química representa não só o segundo maior ramo industrial da UE, mas também uma das indústrias que regista o desenvolvimento mais rápido, com lucros extraordinários, uma forte actividade exportadora e com um excedente comercial,

J. Considerando todavia que, apesar de uma taxa e crescimento anual de 3% registada neste sector na última década (1985-1994), as perdas de emprego registadas no mesmo período foram consideráveis (mais de 130.000 desempregados), prevendo-se que o emprego neste sector (actualmente com cerca de 1,6 milhões de postos de trabalho) continue a decair no futuro, K. Considerando que os produtos exportados até ao presente pela indústria química europeia estão

a ser substituídos, cada vez mais, pela produção local nos países compradores,

L. Considerando que o anterior avanço tecnológico da indústria química europeia baixou em relação a outras regiões,

M. Considerando que, para garantir a sua competitividade, a indústria química é forçada a continuar a aumentar a sua produtividade,

N. Considerando que uma moeda comum estável irá reduzir a dependência da indústria das flutuações do dólar,

O. Considerando que a indústria química, enquanto indústria de base, pode e deverá proporcionar um contributo de relevo para um desenvolvimento mundial sustentável e orientado para o futuro,

P. Considerando que uma concorrência intensiva no contexto da economia de mercado e animada por objectivos ecológicos proporciona melhores resultados para o Homem e para o ambiente do que o dirigismo e a economia planificada,

Q. Considerando que a indústria química e os sindicatos estão dispostos a colaborar de forma construtiva com a Comissão e o Parlamento,

1. Assinala que a Comissão, com a sua Comunicação relativa à indústria química, apresentou um quadro de acção útil para a implementação de um programa europeu de medidas tendentes a melhorar a competitividade;

2. Assinala todavia que o reforço da competitividade da indústria química não constitui um objectivo político em si, decorrendo a sua legitimidade apenas do seu potencial para alcançar uma maior qualidade de vida para a nossa geração e para as gerações vindouras;

3. Realça a necessidade de melhorar a coordenação entre a política industrial e outros instrumentos políticos, designadamente a política da concorrência, a política do mercado interno e a política comercial; insta a Comissão a apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório anual sobre a coordenação destas áreas políticas;

4. Considera que a implementação das várias medidas propostas não só requer uma estreita concertação com a indústria, mas também com os representantes dos trabalhadores, com os consumidores e com as ONG que actuam no sector da protecção do ambiente;

5. Assinala que as medidas propostas devem ter em conta a estrutura específica da indústria química, composta por alguns grandes consórcios dominantes à escala mundial e por milhares de pequenas e médias empresas;

6. Realça que a comunicação e as medidas preconizadas para a indústria química poderão perfeitamente servir de modelo para a política industrial da Comunidade no seu conjunto e representar também um modelo de promoção do desenvolvimento sustentável, garantindo um elevado nível de protecção do ambiente e de melhoria da sua qualidade;

7. Requer que a indústria química subscreva plenamente a tendência dos consumidores pelos produtos respeitadores do ambiente;

8. Verifica que uma série de condições específicas de implantação na Europa restringem a competitividade da indústria química;

9. Convida a Comissão e os Estados-membros a harmonizarem, a um nível elevado, as regulamentações nacionais em matéria de ambiente, marcadas por divergências consideráveis, e a apresentar ao Parlamento propostas tendentes a eliminar essas divergências;

10. Apoia a perspectiva da Comissão segundo a qual a liderança ambiental pode estimular a inovação de novas tecnologias e produtos, dando assim à industria química europeia uma vantagem competitiva e criando uma boa imagem pública das empresas;

11. Insta a indústria química, apesar da necessidade de proceder à deslocalização da produção por forma a aproximá-la dos mercados-alvo, a manter o emprego na Europa a um nível elevado e a compensar na medida do possível a eliminação de postos de trabalho nos ramos tradicionais da indústria química mediante a criação de novos postos de trabalho em segmentos de mercado com perspectivas de futuro;

12. Requer no entanto que, a anteceder qualquer deslocalização de actividades de investigação e de desenvolvimento para o exterior da Europa, por exemplo, encorajando e reforçando os laços entre a indústria e as universidades e outros centros de investigação, sejam devidamente exploradas todas as possibilidades da sua realização na Europa;

13. Convida a indústria química, a Comissão e os Estados-membros a incentivarem de forma exemplar na indústria química o diálogo social sobre as linhas de desenvolvimento tecnológico;

o consenso social assim obtido promove igualmente a necessária aceitação social de certos produtos e tecnologias, designadamente da biotecnologia e da tecnologia genética, importantes para a indústria química, dentro de um quadro eticamente aceitável;

14. Insta ao financiamento de um programa de criação e funcionamento de uma base europeia de dados sobre publicações e estudos científicos e tecnológicos, acompanhado de um sistema de difusão e alerta;

15. Realça a importância da promoção da cooperação internacional (inter alia, mediante a criação e o apoio a bancos de dados adequados, promoção de alianças estratégicas, participação de empresas de países terceiros nos programas de I&D da União Europeia, promoção da investigação tanto pública como privada e aproveitamento dos recursos dos centros de investigação das universidades europeias) e entende que a UE deverá continuar a apoiar o alargamento das redes europeias de telecomunicações e o aperfeiçoamento da interligação mundial das redes;

16. A Comissão é convidada a apresentar uma análise respeitante aos investimentos em I&D das empresas químicas europeias em países terceiros e a elaborar propostas para uma estratégia de promoção dos investimentos em I&D de empresas químicas de países terceiros na União;

16. A Comissão é convidada a apresentar uma análise respeitante aos investimentos em I&D das empresas químicas europeias em países terceiros e a elaborar propostas para uma estratégia de promoção dos investimentos em I&D de empresas químicas de países terceiros na União;

No documento ÍNDICE - PARTE II Textos aprovados pelo Parlamento (páginas 24-38)