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Almeirão-do-campo (Hypochaeris chillensis, Família Asteraceae)

Também conhecida como chicória-do-campo e radite. As folhas têm alto teor de cálcio, zinco, fósforo e potássio. As folhas cruas ou cozidas podem ser consumidas. Pode-se fazer saladas, refogados e sopas. As folhas macias são ricas em minerais, especialmente potássio e cálcio. Também apresentam boa fonte de proteína e fibras, 18% e 30% em base seca, respectivamente. Em condição ambiente, as folhas devem ser mantidas depois da colheita com a parte basal em uma vasilha com água e em lugar fresco e arejado. O almeirão-de-árvore pode ser armazenado por cerca de três dias na geladeira, embalados em sacos plásticos ou em um recipiente fechado.

As folhas de plantas novas são mais suaves e saborosas, podendo ser consumidas cruas. No entanto, a forma de consumo mais comum são folhas refogadas ou cozidas. Também pode ser preparado com feijão e arroz ou como recheio de bolinhos.

Azedinha (Rumex acetosa)

Possui os nomes populares de acetosa, salada pronta e acedera. As folhas de sabor levemente ácido, característico da espécie, são consumidas cruas em saladas e sucos ou cozidas em sopas e molhos. Possui potencial antioxidante, que protege o organismo, e também é rica em minerais, como potássio, magnésio e ferro. Após colhida, possui vida útil curta, em torno de um dia. Entretanto, quando embaladas e armazenadas a 5° C apresenta vida útil de até seis dias.

Begônia (Begonia cucullata, Família Begoniaceae)

Também conhecida por azedinha-do-brejo. É rica em ácido oxálico. Toda a planta é comestível (folhas, ramos, flores e frutos jovens), tanto crus como cozidos. As flores podem ser fervidas com açúcar cristal até formar uma calda espessa, sendo utilizada

como cobertura de sorvete ou ingrediente para drinques. Se apurada vira geleia. As folhas apresentam um sabor azedo muito característico e encantador, explicado pela presença do ácido oxálico nas células.

Bertalha (Anredera cordifolia, Família Basellaceae)

Também conhecida por bertalha-coração, trepadeira-mimosa e folha-santa. É rica em ferro e fonte de vitaminas A, B e C. Tem potencial antimicrobiano. As folhas e os tubérculos (aéreos ou subterrâneos) podem ser consumidas. Muito gostosa em massa de pão, salada, refogados e omeletes. As folhas secas e moídas são usadas como suplemento alimentar.

Capuchinha (Tropaeolum majus L. – Tropaeoleceae)

Possui outros nomes populares como:

chaguinha, chagas, papagaios, flor-de-sangue, agrião-do-méxico, flor-de-chagas, espora-de-galo, agrião-grande-do-peru. É uma planta anual, suculenta e que se alastra com facilidade. As folhas são arredondadas de coloração azul-esverdeada, suas flores são vistosas com a coloração que varia de amarela a vermelho-escura.

É rica em vitamina C, antocianina, carotenoides e flavonoides. O suco é expectorante. As folhas abrem o apetite, facilitam a digestão e são calmantes. Tem potencial antioxidante, anti-inflamatório e hipotensor. Toda a planta pode ser consumida.

Com sabor picante semelhante ao agrião, as flores e folhas podem ser consumidas em forma de saladas, patês, pães, em sopas, refogados. Os frutos podem ser preparados como alcaparra (em forma de conserva). As

Foto: EPAMIG

sementes maduras podem ser tostadas e moídas, substituindo a pimenta-do-reino.

Chuchu-de-vento (Cyclanthera pedata (L.) Schrad. – Cucurbitaceae

Planta trepadeira também conhecida por maxixeperuano, boga-boga, cayo, chuchu-paulista, taiuáde-comer, maxixe-inglês, maxixe-do-reino, pepinode-comer, pepino-do-ar, tabatinga. É tradicionalmente cultivada no Norte de Minas Gerais. Possui sabor amargo, que se assemelha ao do aspargo.

Dente-de-leão (Taraxacum offi cinale, Família Asteraceae)

Herbácea anual, rosetada, leitosa e quase sem caule. Folhas bem recortadas e com aspecto de dente-de-leão. Flores amarelas dispostas em inflorescências. É rica em vitaminas A, B e C além de ferro e potássio. Folhas e raízes podem ser consumida cruas ou refogadas. As flores podem ser usadas em saladas, na confecção de geleias ou à milanesa.

Feijão-mangalô (Lablab purpureus (L.) Sweet) – Fabaceae)

Há diversas denominações, como lablab, orelhade-padre e feijão-de-pedra. E, assim como outras espécies da família Fabaceae, como o Phaseolus lunatus L., pode ser popularmente conhecido também como fava.

É planta originária da África. De acordo com o desenvolvimento da planta, tem-se: vagens tenras e adequadas para ser consumidas como ervilhas tortas; numa fase seguinte as vagens tornam-se mais firmes e com os feijões ainda verdes o ideal é consumi-las como favas; e após secarem o ideal é consumir o grão seco como feijão, porém, devem ser cozidos antes.

Fisális (Physalis peruviana)

Nomes populares: fisális, camapú, camapum, juá-poca, tomate-de-capote, balãozinho. O gênero Physalis pertence à família Solanaceae, da qual fazem parte o tomate, o pimentão, a berinjela, o muricato e muitas outras espécies.

Os frutos são consumidos frescos ou na forma de geleias, sendo muito usados para

ornamentar tortas e doces finos. A vida útil varia de três semanas a cinco semanas, em temperatura de 4° C para períodos mais longos de armazenamento.

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

É também conhecida em Minas Gerais como lobrobo. O nome vem do latim, ora-pro-nóbis e significa “rogai por nós”. É uma planta perene, com características de trepadeira. As folhas possuem cerca de 25% de proteínas (peso seco), das quais 85% acham-se numa forma digestível, facilmente aproveitável pelo organismo e muito indicada para dietas vegetarianas. Possui ainda vitaminas A, B e, principalmente, C, além de cálcio, fósforo e quantidade considerável de ferro, ajudando no combate a anemias. Come-se as folhas, frutos e flores, cruas ou cozidas. As folhas podem ser usadas em saladas, refogados, sopas, omeletes ou tortas, além de enriquecer pães, bolos e massas. A mucilagem pode substituir o ovo nas preparações. Os frutos podem ser usados para sucos, geleias, mousse e licor. As sementes podem ser germinadas para produzir brotos.

As flores jovens podem ser usadas em saladas, salteadas puras ou com carnes e em omelete.

Foto: EPAMIG

Peixinho (Stachys germanica L. – Lamiaceae) Também é conhecido como lambarizinho, língua-devaca, lebre, orelha-de-cordeiro, peixe-depobre, peixe-frito. Em termos nutricionais, possui teores significativos de minerais, em especial potássio, cálcio e ferro, e é uma excelente fonte de fibra alimentar, com um teor de até 13% na matéria seca. Após a colheita, as folhas devem ser bem lavadas e higienizadas, devido a sua estrutura pilosa que retém sujidades do campo. As folhas podem ser armazenadas por até 8 dias, em

embalagens plásticas a temperatura de 5°

C. O peixinho é consumido preferencialmente empanado. Devido à presença de um relativo teor de óleo na sua constituição, a folha possui um sabor que remete ao do peixe.

Foto: EPAMIG

Serralha (Sonchus oleraceus, Família Asteraceae)

Chicória-brava, branca e serralha-lisa são outros nomes. Possui vitaminas A, B e C, cálcio e ferro. Bastante usada como anti-inflamatório e diurético. A planta toda pode ser comida (folhas, talos tenros e flores bem jovens). As folhas podem ser comidas tanto cruas na forma de saladas quanto cozidas e preparadas de várias formas. As flores e os botões podem ser feitos à milanesa ou à dorê.

Os caules (talos) podem ser usados para conservas tipo aspargo.

Taioba (Xanthosoma sagittifolium (L.) Schott – Araceae)

Destaca-se o uso no interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro como base de pratos da culinária local. O que representa uma particular iguaria são as folhas, sempre refogadas, pois cruas apresentam o efeito tóxico do ácido oxálico (oxalato de cálcio), que causa irritação da mucosa na garganta, coceira e a sensação de asfixia.

Vinagreira (Hibiscus spp. – Malvaceae)

Também chamada rosélia, hibisco, hibiscus, caruru-azedo, quiabo-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo e quiabo-de-angola. No Brasil, as espécies mais utilizadas na culinária são Hibiscus sabdariffa L, de folhas verdes e flores creme, e, Hibiscus acetosella Welw. Ex Hiern, de folhas arroxeadas e flores rosa. No Maranhão, a vinagreira destaca-se como base de pratos da culinária local. As folhas são consumidas como

*Fontes: Embrapa Hortaliças, EPAMIG e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

hortaliça. Os frutos e cálices são utilizados no preparo de sucos, doces e geleias.

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