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Conhecimentos Gerais

No documento Simbólica do Primeiro Grau (páginas 74-82)

como as primeiras iniciadoras da maçonaria. Teriam essas sociedades de constru-tores se inspirado nas antigas sociedades secretas a que nos referimos antes?

2 – Maçonaria Operativa

Podemos dizer que a Maçonaria Operativa, surgida na Inglaterra teve origem nas corporações de construtores originadas das collegia artificum ou collegia fabrum Greco romanas. Em Roma por volta do ano 715 A.c foram criadas orga-nizações que incluíam membros de várias atividades para a construção de edifi-cações permanentes, cujas collegia recebiam seus membros através de inicia-ções e dividiam seus membros em graus e possuíam um fundo de caridade pelo qual davam assistência aos pobres, usavam palavras de passe, toques, sinais e se concentravam em suas atividades profissionais.

Desaparecidas as collegia no século III com as incursões de tribos beligeran-tes vindas do leste da Europa que sobrepujaram o Império Romano, destruindo a civilização então existente. Escolas, cultura, belas artes, religião e associações de artesões de toda natureza desapareceram. Seguiu-se em seguida o período de mais de setecentos anos conhecido como Idade das Trevas.

Passado esse período a Europa começou a reconstruir sua civilização com o desenvolvimento e treinamento de artesões de todos os tipos, surgindo as orga-nizações chamadas Guildas formadas por homens em várias localidades em particular, que executavam um definido e especifico tipo de trabalho ou serviço.

É estas organizações com a qual a Maçonaria se relaciona. Seu objetivo era governar a conduta de seus membros, coletar fundo para melhorar a vida dos desafortunados e especialmente melhorar o nível técnico das especializações.

Muitos dos ofícios daquele período tinham segredos de execução zelosamente guardados, onde os membros estavam sujeitos por juramento a não revelá-los àqueles que não pertenciam à Guilda.

como estas corporações eram agregadas a organizações religiosas, daí dedu-zimos que seus componentes reforçaram a prática de Rituais.

Os Maçons operativos nem sempre se reunião em Templos instalavam a Loja entre as moradias, no próprio local da obra, pois suas Lojas duravam enquanto durasse a construção do edifício. Terminada esta, dispensavam-se, para se rea-gruparem em outros locais localizados nos novos canteiros de obras.

A cada vez que se reunião desenhavam no chão, a giz, os símbolos, que reves-tiam o caráter ritualístico das reuniões. Estes desenhos a giz (Painel) eram apagados ao termino da reunião.

Era na Loja que se reuniam para orar, meditar, traçar planos, analisar o traba-lho realizado e a ser realizado e prever o trabatraba-lho a realizar no dia seguinte.

Estas Lojas provisórias eram tão sagradas quanto nossos Templos.

com a admissão dos Maçons Aceitos ou Adotados que eram membros hono-rários e não praticavam, as Lojas substituíram o traçado a giz por um tapete, no qual estavam bordados os Símbolos que davam o caráter de sacralidade à reu-nião. Este tapete era estendido no principio das reuniões, enrolado e cuidadosa-mente guardados no fim dela.

Traçado a giz, tapete ou Painel pintado em tela ou madeira sempre teve o mesmo conteúdo, apenas com variantes do Rito. Aos símbolos nele figurados nossos Irmãos sempre atribuíram caráter sagrado e sigiloso.

Durante séculos nossos irmãos Operativos escreveram na pedra mensagens ocultas e legaram à Humanidade obras de arte fantásticas, Giz, cordel, compasso, Régua, Esquadro, prumo, Nível, Malho, cinzel era tudo o que

pos-suíam materialmente que somados a seus sábios conhecimentos de arquitetura, geometria, matemática, desenho, além daqueles outros alquímicos e herméticos, proporcionaram as maravilhas que extasiam os olhos da Humanidade até hoje.

No prefácio do livro “O Mistério das catedrais”, de Fulcanelli, chama a aten-ção para a ponte que aproxima culturas distantes no tempo, aparentemente inconciliáveis, através das Artes: “basta-nos saber que as maravilhas da nossa Idade Média contém a mesma verdade positiva, o mesmo fundo cientifico que as pirâmides do Egito, os templos da Grécia, as catacumbas romanas, as basíli-cas bizantinas”.

Nos deixa Fulcanelli uma duvida explicita: teriam esses conhecimentos, tanto os técnicos quanto os herméticos, sobrevivido à poeira dos séculos tendo por base o ensino oral de mestre a discípulo. A considerar esta hipótese como plausível, e a consideramos, estaremos contrariando conceituados historiadores da Maçonaria que admitem os primórdios da Sublime Ordem nos pedreiros livres surgidos no século IX d. c. (fase operativa) e da Maçonaria atual (fase simbólica) a partir de 1717. No entanto, nossa teoria é de que as raízes maçô-nicas pertencem a distanciadas culturas antigas, tendo assimilado aqui e ali os conhecimentos herméticos de que são guardiães os sacerdotes e iniciados des-sas culturas.

Outrossim não trataremos desses aspectos ocultos neste artigo. Trataremos a fase operativa dos Maçons situada na Idade Média com a construção das gran-des catedrais, que encontra no construtor Virúvio, o príncipe dos arquitetos, o elo de ligação entre as culturas e a dos Maçons operativos. Nos segredos e cos-tumes cultivados pelas confrarias dos Mestres-de-Obras da Idade Média pode-remos reconhecer muito dos costumes transformados em simbólicos pela atual Maçonaria. E da necessidade de não se perder o fio da meada de nossas origens, é que é necessário recupera-las de tempos em tempos.

3 – Maçonaria Especulativa

No fim do século XVI na Escócia e a partir de 1646 na Inglaterra, as Lojas Operativas começaram a aceitar personalidades que não tinham qualquer afinida-de com o ofício afinida-de “pedreiro” ou “construtor” que era do que se constituía a chamada maçonaria operativa. Foi assim que, acolhendo elementos da elite como professores, filósofos, cléricos, elementos da nobreza e de outras classes sociais, interessados em participar de uma instituição onde pudessem, livremente, expor e discutir suas teses, teorias e pensamentos é que a maçonaria se tornou especulati-va. Essa transição da maçonaria operativa para a especulativa, esta bem descrita e relatada na obra “Natural History of Staffordahire” editada em 1668. Essa obra cita que as personalidades que buscaram ingresso na Ordem Maçônica eram do mais alto nível social e cultural.

O processo de assimilação das Lojas Operativas pela Maçonaria Especulativa originou a Maçonaria Moderna, que se espalhou pelo mundo todo, porém este processo teve um período de transição ao serem admitidos nas Lojas Operativas membros integrantes da alta sociedade, da nobreza e da aristocracia. Para melhor compressão transcrevemos trecho sobre o assunto do Livro “Historial da Franco Maçonaria”, de autoria do Irmão Valton S. V. Tempski-Silka:

“No processo de assimilação das Lojas Operativas, Elias Achmole (1617-1692) funda em 1645, juntamente com Robert boyle, john Locke e Sir christoper Wren o Invisible college – oriundo da Rosae crucis, que existia em

Londres desde 1662 – e cujo fim era o de se ocuparem das descobertas cientifi-cas, excluindo a política e a teologia; em 1662, do Invisible college nasce a Royal Society (Sociedade Real), congregando todos os sábios da época, não só da Inglaterra como de toda a Europa. Instalou-se em 1701 na vasta propriedade que adquiriu: crane court na Fleet Street. Da Royal Society é gerada a Maçonaria Simbólica com membros puramente especulativos, e em 24 de junho 1717, é criada uma Grande Loja Londrina, isto é, um governo maçônico, por quatro Lojas de antigos Maçons de Londres: “crown Ale-hause” (cervejaria coroa), em Parker`s Lane perto de Drury Lane; Apple-Tree Tavern (Taverna Macieira) na charles Street – covent Garden; “Rummer & Grapes Tavern”

(Taverna copázio & uvas) na channel Row – Westminster que se reuniram na

“Goose and Gridiron Ale-house (cervejaria Ganso e Grelha) situada na Praça da Igreja de São Paulo e elegeram o primeiro Grão-mestre, “cavalheiro” Anthony Sayer, com o capitão joseph Elliot e jacob Lamball, carpinteiro, como Grandes Vigilantes. Anthony Sayer foi seguido como Grão-Mestre por George Payne (1718), Dr. jean Téophile Désaguliers (1719) e George Payne novamente em 1720. Depois, em 1721 o primeiro nobre na sucessão, o Duque de Montagu, assume aquele oficio.

Das quatro Lojas, há evidências que a Rummer & Grapes Taverna era predomi-nantemente especulativa e largamente composta por integrantes da alta sociedade, membros da Royal Society, da aristocracia (joão II, Duque de Monagu, primeiro nobre Grão-Mestre, em 1721), Duque de Wharton o segundo e eminentes profis-sionais. Homens como jean Théophile Désaguliers educador ” pregador, cientista investigador e 3º Grão-Mestre em 1710, e o Reverendo Pastor presbiteriano james Anderson, escocês de nascimento, professor de belas-artes, autor da constituição de 1723 & 1738”.

Até 1717; Maçonaria Operativa, constituída exclusivamente de pedreiros, latoeiros, metalúrgicos, enfim profissionais que construíam catedrais, palácios etc, construções estas, altamente diferenciadas. Esses profissionais passavam de pais para filhos, os segredos das construções. Era uma verdadeira Associação de Profissionais altamente categorizados, que foram perdendo o poder, com o pas-sar dos tempos e o “segredo profissional” foi, aos poucos, perdendo a razão de ser. já no século XVII, a Maçonaria começou, então, a admitir intelectuais, nobres, reis, antiquários, eclesiásticos, os quais, pouco a pouco, passaram a dominar a Ordem.

4 – Maçons Antigos Livres e Aceitos

Antigo – Na memorável noite de São joão, de 1717, não participaram os Maçons das Lojas da Escócia e, ao que parece, também da Irlanda e a mais impor-tante Loja em antiguidade, a Loja de York. Somente muito depois, passadas mui-tas polêmicas, desentendimentos e acordos, é que eles se juntaram aos “moder-nos”. com a fusão desses dois grupos, surgiu, em 1813, A Grande Loja unida da Inglaterra, o mais tradicional corpo Maçônico Atual. Esses Maçons que, nessa ocasião, juntaram-se aos modernos, foram chamados antigos.

Aceito – Refere-se, conforme vimos acima, à Maçonaria de Aceitação, fim da Maçonaria Profissional e nascimento da Maçonaria especulativa. A Maçonaria começou a aceitar outros homens, que não aqueles antigos profissionais. Eram os aceitos, portanto.

Livres – A palavra “livre”, intercalada a Antigos e Aceitos, lembra a Maçonaria operativa e quer significar a condição daqueles antigos profissionais que, por serem verdadeiros artistas altamente categorizados, tinham passagem livre.

Lembramos que, por esses tempos, os profissionais comuns, menos diferenciados, eram escravos.

5 – Pensamento Maçônico

Existem várias correntes no estudo do pensamento maçônico. Trataremos, por ora, de duas delas: a dos maçons místicos e à dos maçons autênticos. Acorrente mística busca, nas lendas do passado, a inspiração simbólica e filosófica. A auten-tica prefere apoiar-se na história da humanidade e da própria Instituição Maçônica à luz de registros autênticos. cada uma a seu gosto, ambas a correntes tem trazido, sempre, importantes contribuições, e marcado sua influência na evolução do pen-samento maçônico.

Maçons Místicos – Os maçons místicos acham que somos sucessores diretos dos Antigos Magos do Egito, os quais sobreviveram durante 14 dinastias. já, no período Mosáico, eram os Guardas do Tabernáculo, que permaneceram durante toda a existência da civilização hebraica (período em que foi construído o Templo de Salomão). Pouco a pouco, partimos para um evento maior de todos os grandes iniciados, surgindo como os Essênios. Posterio9rmente, foram os grandes defen-sores do cristianismo, como Templários (organização que, por ordem de Felipe, o belo e do Papa clemente V, foi destruída, tendo sido, o seu último Grão-Mestre – jacques de Molay – queimado vivo). A seguir a Ordem teria ficado por dois ou três séculos, no obscurantismo, para então ressurgir como Rosacruz e reiniciar o trabalho maçônico. Segundo nossos Irmãos Místicos, jesus cristo, São joão batista e São joão Evangelista, teriam sido maçons.

Maçons Autênticos – Os maçons autênticos dizem que a Maçonaria atual assi-milou, tirando dessas Ordens antigas, o que haviam de melhor em exemplos, símbolos, lendas, conceitos etc, não significando, isso, que sejamos sucessores diretos. O que há, é identidade de conduta entre os maçons atuais e muitos dos homens que compunham aquelas Ordens. Historicamente, derivamos da Maçonaria Operativa.

6 – Origens da Maçonaria no Brasil

Não é tarefa facil pesquisar a autentica história da maçonaria no brasil. Os livros e documentos são divergentes ao determinarem quando a Ordem chegou ao nosso pais. A maioria das publicações que tem surgido estabelecem ter surgido à época da Declaração da Independência, quase invariavelmente, cita a Loja

“comercio e Artes” do Rio de janeiro como a precursora.

A maçonaria brasileira não nasceu no Rio de janeiro, como muitos acreditam.

É claro que não se pode dizer que essa maçonaria inicial tenha sido legitima ou regular, porém, considerando-se a época e, principalmeente, a convulsão social e política que veio após a Revolução Francesa, é de se supor que os maçons de então praticavam a maçonaria sem cuidarem se era ou não regular nos padrões que conhecemos, talvés até nem soubessem o que significava regularidade.

Nos parece ter sido a primeira Loja a se instalar no país, por volta do ano de 1795, a Loja “cavaleiros da Luz” por tripulantes da fragata francesa “La Peneuse”, encalhada perto do porto de Salvador, tendo o marujo, Meser Larcher,

fundado a referida Loja dois anos depois, isto é, em 1797. Essa Loja teve seu destaque, pois consta que dela fizeram parte personalidades como o Visconde de cayru, Francisco barreto Muniz de Aragão, cipriano barata e outros, todos natu-ralmente, inflamados pelas ideias e teorias vindas da europa onde poucos anos antes (1789) ocorrera a tomada da bastilha e, consequentemente a Revolução Francesa.

uma das mais antigas memórias que se conhece sobre a maçonaria no brasil, publicada nos “Anais fluminenses”, em 1832 cujo autor é desconhecido, inicia a sua crônica com as seguintes declarações, na obra intitulada “Quadro histórico da maçonaria no Rio de janeiro”:

“começou com o presente século, a maçonaria, nesta parte do novo mundo e posto que alguns maçons anteriormente houvessem, iniciados em países estran-geiros, contudo, eles viviam dispersos e não ousavam formar loja, porque as suspeitosas autoridades os não poupariam a desgostos nesse tempo, nem o fana-tismo do povo deixaria de execra-los, se rastreasse os seus trabalhos”.

A primeira organização secreta para sacudir o jugo da coroa portuguesa foi a maçonaria sob o disfarce de sociedades literárias mascaradas para poder fugir a pesada mão dos tiranos portugueses. A perseguição de que foi vitima nos últimos tempos do governo, fê-la encerrar as suas atividades para ressurgir mais tarde, na alvorada da regência de D. Pedro. Era ela então representada em 1815, pela Loja

“comercio e Artes” cerca de dois meses após a retirada do monarca para Lisboa, em 2 de junho de 1821 reorganizou-se a mesma loja maçônica, em cujo seio se iniciou a conspiração patriótica do brasil.

A precursora destas sociedades secretas foi o “Areópago de Itambé”, descrita pelo historiógrafo M. L. Machado, com as seguintes palavras:

“Era o Areópago uma sociedade política, secreta, intencionalmente colocada na raia das províncias de Pernambuco e Paraíba, frequentada por pessoas salientes de uma e outra parte e donde saiam, como de um centro para a periferia, sem ressal-tos nem arruídos, a doutrinas ensinadas.

Tinha por fim tornar conhecidos o estudo geral da Europa, os estremecimentos e destroços dos governos absolutos, sob o influxo da ideias democráticas. Era uma espécie de magistério que instruía e despertava entusiasmo pela republica, mas em harmonia com a natureza e dignidade do homem e ao mesmo tempo inspirava ódio à tirania dos reis. Era, finalmente, a revolução doutrinada que traria a inde-pendência e o governo republicano a Pernambuco”.

Dissolvido o Areopago junto ao fracasso da conspiração, nasceu de suas cinzas a Academia do Suassuma, a Academia de Paraiso, a universidade Secreta de Vicente Ferreira dos Guimarães e a Oficina de Iguaraçu que, se não são socieda-des propriamente maçônicas, integraram entre seus filiados um imenso número de maçons.

O resumo histórico da maçonaria brasileira no Rio de janeiro, acha-se no mani-festo, publicado em 1832, e cuja autoria é atribuído a josé bonifácio. Nasceu ela da importação das ideias novas que pululavam na Europa, vencendo a barreira com que o velho Portugal defendia avaramente a sua possessão americana contra a possibilidade da sua emancipação. Data de 1801, a fundação no Rio de janeiro da primeira Loja Simbólica regular e que se chamou “Reunião”.

Diz o manifesto (Anais da biblioteca Nacional – Vol. XLIII-IV – Introdução):

“Filiada ao Grande Oriente da Ilha de França, e nomeado para seu representan-te ali o cavaleiro Laurent, que a fortuna fizera aportar às formosas praias da baia de Niterói e que presidira a sua instalação, ela apresentou em breve espaço o sublime espetáculo de um crescimento milagroso e outro não menos grato ao coração dos amigos da virtude, de uma amizade verdadeiramente fraternal entre os seus membros. Não durou por muito tempo esse estado de tranqüilidade e de harmonia que apresentou o beço da maçonaria brasiliense. Marchando pela estra-da estra-da perseguição, ora calcaestra-da pelo férreo pé do despotismo, ora alternaestra-da pela perfídia e ingratidão ela oferece aos olhos do filosofo a luta formidável da luz contra as trevas e dos princípios contra a tirania”.

No começo do século 18 os maçons em todo o reino de Portugal viviam com enormes dificuldades e perigos, visto estarem ameaçados pela perseguição da inquisição, mas a pesar das violências do clero, conseguiram, apesar de tudo, manter atuante a Maçonaria, até que, em 1818, por decreto de D. joão VI foi interditada a Maçonaria sob pena de morte.

Devido á intervenção dos representantes de várias potências estrangeiras e reclamações diplomáticas, este decreto foi revogado e substituído por outro em que ameaçava os maçons a pena de cinco anos de trabalhos forçados nos presídios da África.

Superando todas as dificuldades e arcando com os maiores perigos, inclusive o da perda da própria vida, vários irmãos dispersos conseguiram instalar no brasil a primeira Loja em 1800 denominada união que, com o maior segredo e muita cautela iniciaram-se pessoas instruídas e conceituadas, filiando-se muitos estran-geiros que viviam esparsos, passando a Loja a denominar-se “Reunião” em memória dos vários elementos que a compunham.

No inicio a Loja “Reunião” a pedido do comandante da corveta Hydre o francês M. Laurent e alguns de seus oficiais, todos maçom, que visitaram a Loja foi filia-da ao Oriente de França do qual recebeu a carta patente de seu reconhecimento, filiação, estatutos e regulamentos.

Em 1804. Alguns meses depois, foi enviado de Lisboa um Delegado especial do Grande Oriente Português com a missão de filiar a Reunião ao Oriente de Portugal o que desagradou os maçons brasileiros que resolveram enviar a Portugal um de seus irmãos com plenos poderes para representar contra a intervenção indébita.

O delegado do Grande Oriente Lusitano, cortou as suas relações com os maçons da Loja Reunião e constituiu duas novas Lojas que se denominaram “constância”

e “Philantropia”.

Malogrado os esforços do emissário brasileiro em Lisboa, onde nada de positi-vo conseguiu para a reforma do código Português, sobretudo na parte que se referia ao brasil, porque lhes eram aplicados os mesmos princípios com que tra-tava o reino em referência ao brasil-colonia.

Mediante o impasse ocasionado os irmãos da Reunião resolveram cessar os trabalhos para evitar maior dissensão com os componentes das outras duas Lojas, as quais apesar de vitoriosas, pouco tempo depois foram obrigadas a encerrar as atividades ao sofrerem a perseguição do vice-reinado do conde de Arcos, inimigo tenaz e declarado da Maçonaria.

Na década entre 1810 e 1820, irmãos persistentes e cheios de valor fundaram algumas Lojas itinerantes, isto é, que mudavam de endereço a cada sessão

evitan-do, desta maneira serem tomados de surpresa, por serem perseguidos e espiona-dos, correndo enormes perigos. Todas tiveram vida efêmera, com exceção da Loja São joão de bragança que conseguiu funcionar por mais tempo, isto porque em seu quadro participava pessoas da corte portuguesa e em vista da grande espiona-gem que era submetida pelo Rei e seu ministro, Villa Nova, resolveram os irmãos de seu quadro entregar toda a documentação e encerrar as atividades.

1 – Potências Maçônicas

No documento Simbólica do Primeiro Grau (páginas 74-82)

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