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Arteris S.A. e Controladas

16. CREDORES PELA CONCESSÃO

Referem-se aos valores dos ônus das concessões obtidas pelas controladas Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte, devidos ao DER/SP pela outorga das concessões estaduais, ajustados a valor presente.

Os valores dos ônus das concessões serão liquidados em 240 parcelas mensais e consecutivas, tendo sido paga a primeira parcela em setembro de 1998 pela Autovias, em junho de 1998 pela Centrovias, em fevereiro de 2000 pela Intervias e em março de 1998 pela Vianorte. Os montantes são reajustados pela mesma fórmula e nas mesmas datas em que o reajustamento for efetivamente aplicado às tarifas de pedágio, com vencimento no último dia útil de cada mês.

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65 Dessa maneira, o montante da obrigação foi determinado conforme segue:

Circulante 31.12.2015 31.12.2014 31.12.2015 31.12.2014 Direito de outorga 8.191 7.634 8.413 7.838 Parcela variável (a) 443 441 443 441 Direito de outorga 12.255 11.422 12.587 11.727 Parcela variável (a) 490 490 490 490 Direito de outorga 7.626 7.108 7.833 7.298 Parcela variável (a)(b) 624 605 624 605 Direito de outorga 49.718 46.336 51.064 47.574 Parcela variável (a) 416418 418 416 Total 74.45279.765 81.872 76.389

Consolidado

Valor presente Valor real em(*)

Autovias

Centrovias

Intervias

Vianorte

31.12.2015 31.12.2014 31.12.2015 31.12.2014 Autovias Direito de outorga 13.211 18.669 14.472 20.948 Centrovias Direito de outorga 16.903 25.464 18.406 28.402 Intervias Direito de outorga 21.997 25.738 24.928 29.867 Vianorte Direito de outorga 93.17756.815 61.494 103.308 Total 163.048108.926 119.300 182.525

Consolidado

Valor presente Valor real em(*) Não circulante

(*) Valores reais atualizados até a data de encerramento do exercício, inseridos somente como informação adicional.

(a) Valor variável correspondente a 1,5% da receita bruta de pedágio mensal. Em 14 de dezembro de 2013, o Conselho Diretor da Artesp prorrogou por prazo indeterminado a autorização concedida para retenção e desconto de 50% do valor devido a título de outorga variável (o que corresponde ao pagamento de 1,5% sobre as receitas da concessionária). (b) Valor variável correspondente a 1,5% da receita bruta mensal de pedágio e 25% das

receitas mensais acessórias efetivamente obtidas, com vencimento até o último dia útil do mês subsequente.

Em 27 de junho de 2015 foi publicada no Diário Oficial do Estado, Autorização da Artesp acerca do reajuste das tarifas de pedágio a partir de 1 de julho de 2015 pelo índice IGP-M.

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66 A quantidade de parcelas a partir de 31 de dezembro de 2015 está assim representada:

Autovias 12 20 32 Centrovias 12 17 29 Intervias 12 37 49 Vianorte 12 14 26 Parcelas Circulante Não circulante Total

Os valores pagos pelas controladas da Sociedade no decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2015 ao Poder Concedente estão assim representados:

Fixa Variável Valor pago Autovias 7.980 5.185 13.165 Centrovias 11.940 5.589 17.529 Intervias 7.430 7.181 14.611 Vianorte 4.85248.443 53.295 Total 22.80775.793 98.600 Outorga

Em 31 de dezembro de 2015, as parcelas relativas ao valor real classificadas no passivo não circulante apresentavam a seguinte composição:

74.268 2018 23.435 Após 2019 11.223 108.926 2017 Ano de vencimento

O modelo de concessões de rodovias federais não compreende esta forma de pagamentos de ônus da concessão ao poder concedente. A modalidade adotada nesse modelo de exploração da concessão foi o de oferta de menor valor de tarifa básica de pedágio a ser cobrada dos usuários, havendo apenas a obrigação de uma verba destinada à cobertura de despesa com a fiscalização da concessão.

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67 17. PROVISÕES

Riscos cíveis, trabalhistas e fiscais

A Sociedade e suas controladas têm reclamações judiciais pendentes de resolução e correspondentes, fundamentalmente, a ações cíveis em relação aos usuários das rodovias, bem como a processos trabalhistas.

A Administração constituiu, com base na opinião de seus advogados, uma provisão para cobrir as perdas que provavelmente possam decorrer das referidas ações judiciais e estima que a decisão final destas não afete significativamente o fluxo de caixa, a posição financeira e o resultado das operações da Sociedade e de suas controladas.

A movimentação do saldo consolidado dos riscos cíveis, trabalhistas e fiscais durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2015 é conforme segue:

31.12.2014 Adições Reversões Utilizações Encargos 31.12.2015 Cíveis 7.483 8.624 (4.434) (3.331) 38 8.380 Trabalhistas 5.5377.715 (3.528) (549) (38) 9.137 Total 14.16115.198 (7.962) (3.880) 17.517- 31.12.2013 Adições Reversões Utilizações Encargos 31.12.2014 Cíveis 5.858 13.740 (5.606) (6.509) - 7.483 Trabalhistas 9.0935.929 (6.884) (423) 7.715- Total 22.83311.787 (12.490) (6.932) 15.198-

Adicionalmente, a Sociedade e suas controladas são parte em processos cíveis, trabalhistas, fiscais e outros, ainda em andamento, advindos do curso normal de suas operações, classificados como de risco possível por seus advogados, para os quais não foram constituídas provisões. Tais processos representam os montantes de R$8.423, R$5.912, R$2.238 e R$859, respectivamente em cada natureza de risco, em 31 de dezembro de 2015 (R$7.295, R$5.404, R$3.773 e R$49 em 31 de dezembro de 2014).

Os depósitos judiciais nos montantes de R$6.266 e R$111.437, na controladora e no consolidado, respectivamente em 31 de dezembro de 2015 (R$5.113 e R$54.103 em 31 de dezembro de 2014), classificados no ativo não circulante, referem-se, nas controladas, a discussões judiciais para as quais não há provisão registrada, em virtude de o respectivo risco ser classificado como possível ou remoto. O aumento do saldo de depósitos judiciais no consolidado, em relação a 31 de dezembro de 2014, refere-se a indenizações para desapropriação de obras na faixa de domínio previstas nos contratos de concessão.

O saldo de R$ 111.437 de depósitos judiciais no consolidado é composto da seguinte forma, em 31 de dezembro de 2015: R$62.791 referentes a indenizações para desapropriações de obras nas concessionárias federais, R$32.547 referentes a ações das concessionárias federais em face da ANTT, com o objetivo de anular autos de infração impostos pela agência, e R$16.099 referente a depósitos, de naturezas diversas, das concessionárias estaduais e da controladora.

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68 Provisão para manutenção e investimentos

A contabilização das provisões de manutenção e de investimentos nas rodovias é calculada, respectivamente, com base na melhor estimativa de gastos a serem incorridos com reparos e substituições e serviços de construção e melhorias, sendo na provisão de investimentos considerados os valores até o final da concessão e na de manutenção considerados os valores da próxima intervenção.

A movimentação do saldo das provisões para manutenção e investimentos durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2015 é conforme segue:

Provisões Manutenção em rodovias Investimentos em rodovias Manutenção em rodovias Investimentos em rodovias Saldos em 31.12.2014 95.258 98.280 443.244 26.120 Adições - - 172.802 1.007 Utilizações (122.592) (4.414) - -Ajuste a valor presente - (2.644) 42.173 1.966 Transferências (34.511)200.858 (200.858) 34.511 Saldo em 31.12.2015 56.711173.524 457.361 63.604

Consolidado

Circulante Não circulante

Provisões Manutenção em rodovias Investimentos em rodovias Manutenção em rodovias Investimentos em rodovias Saldos em 31.12.2013 71.043 68.489 401.395 43.151 Adições - 9.892 103.071 -Utilizações (59.849) (889) -

-Ajuste a valor presente - 1.003 22.842 2.754 Transferências 19.78584.064 (84.064) (19.785) Saldos em 31.12.2014 98.28095.258 443.244 26.120

Circulante Não circulante

Os pagamentos efetuados no exercício findo em 31 de dezembro de 2015, referente às manutenções realizadas, foram de R$144.077.

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69 18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

a) O capital social em 31 de dezembro de 2015 é de R$1.033.198 (R$873.822 em 31 de dezembro de 2014) e está representado por 344.444.440 ações ordinárias sem valor nominal, conforme demonstrado a seguir:

Quantidade de

ações subscritas Participação - % Participes en Brasil S.A. 238.563.305 69,26 Conselho de Administração 5 -Outros 30,74105.881.130 Total 100,00344.444.440

A Sociedade aprovou em assembleia geral ordinária e extraordinária de 8 de abril de 2015 aumento de capital com reservas de lucros no valor de R$ 159.376, sem emissão de novas ações.

b) Reservas de lucros e distribuição de dividendos (Controladora): Reserva legal e retenção de lucros

O estatuto social da Sociedade prevê que o lucro líquido do exercício, após a destinação da reserva legal, na forma da lei, poderá ser destinado à reserva para riscos cíveis, trabalhistas e fiscais, retenção de lucros prevista em orçamento de capital a ser aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas ou reserva de lucros a realizar, observado o Artigo 198 da Lei nº 6.404/76.

Distribuição de dividendos

O estatuto social da Sociedade prevê a distribuição de, no mínimo, dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76.

O cálculo dos dividendos estatutários em 31 de dezembro de 2015 e de 2014 está demonstrado a seguir:

31.12.2015 31.12.2014

Lucro líquido do exercício 140.085 447.370

Reserva legal de 5% (7.004) (22.369)

Base de cálculo 133.081 425.001

Dividendos estatutários obrigatórios 25% 25%

Total 33.270 106.250

Dividendos antecipados - (79.222)

Dividendos propostos 33.270 27.028

33.270

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70 19. RECEITAS

Estão representadas por:

31.12.2015 31.12.2014

Receita de serviços prestados 2.438.765 2.431.851 Receita de serviços de construção 1.554.486 1.757.447 Outras receitas 47.06054.198

4.047.449

4.236.358 Consolidado

A conciliação entre a receita bruta e a receita líquida apresentada na demonstração do resultado do exercício é como segue:

31.12.2015 31.12.2014 Receita bruta 4.047.449 4.236.358 ISSQN (124.034) (123.318) PIS (16.780) (17.271) COFINS (77.451) (76.084) Outras deduções (1.552)(1.221) Receita líquida 4.018.1333.827.963 Consolidado

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71 20. CUSTOS E DESPESAS POR NATUREZA

Estão representados por:

31.12.2015 31.12.2014 Despesas:

Com pessoal (530) (1.193) Serviços de terceiros (3.169) 921 Manutenção de bens e conservação (130) (26) Depreciação / Amortização (2.124) (1.802) Seguros/Garantias (144) (1) Consumo (98) (65) Transportes (58) (140) Outros (1.518)(1.022) Total (3.824)(7.275) Controladora 31.12.2015 31.12.2014 Despesas: Com pessoal (92.833) (77.557) Serviços de terceiros (34.556) (39.433) Manutenção de bens e conservação (2.556) (1.652) Depreciação / Amortização (7.795) (7.903) Contingências (5.286) (9.576) Seguros/Garantias (242) (1.854) Consumo (18.442) (18.137) Transportes (5.617) (5.312) Outros (20.662)(25.580) Total (182.086)(192.907) Consolidado

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72 31.12.2015 31.12.2014 Custos:

Custos de serviços da Construção (1.554.486) (1.757.447)

Com pessoal (156.804) (141.455) Serviços de terceiros (159.897) (174.293) Conservação (115.418) (104.936) Manut./Conserv. Móveis/imóveis (13.411) (12.182) Consumo (33.072) (26.931) Transportes (36.414) (33.184)

Verba de Fiscalização (Federais) (41.401) (38.773) Recursos para Desenvolvimento Tecnológico (Federais) (3.552) (3.265)

Seguros / Garantias (23.804) (23.174)

Custos com poder concedente (22.830) (22.660) Provisão de manutenção em rodovias (196.823) (145.463)

Depreciação / Amortização (516.811) (336.786)

Outros 8.079(13.507)

Total (2.812.470)(2.888.230)

Consolidado

21. RESULTADO FINANCEIRO

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