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Horado Barreto de P Cavalcanti.

DAS PROMOÇÕES E DOS EXAMES

A rt. 37'—Os exam es dos alumnos da Escola N or­ mal serão de duas especies :

I. Exam e básico, do curso de aperfeiçoam ento isto é, de todas as m atérias do 19 e 2o anno, que com pletam a instrucção fundam ental do alumno, rea­ lizada a prova no fim do 29 anno, para as discipli­ nas cujo estudo não co n tin u ar no 39 e 49 anno.

II. Exam e final, cio curso profissional e das m a­ té ria s estudadas d u ran te os quatro annos do curso

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normal, feito o exam e no fim do 49 anno, compre- hendendo duas partes : a prim eira, que abrange as disciplinas leccionadas ; a segunda, relativ a á p ra ­ tica escolar no grupo modelo.

A rt. 3 8 —A passagem do 1° p ara o 29 anno e do 39 para o 49 será feita por promoção resu ltan te das medias geraes do aproveitam ento d u ra n te o anno lectivo, com portam ento e frequência ás aulas, nos term os do a rt. 24.

A promoção com prehende todas as m atérias es­ tu d ad as d u ra n te anno.

§ 19 — 0 alumno que obtiver, d u ra n te o anno, media geral in ferio r a 6, não será promovido para o anno seguinte.

§ 29—Não poderá tam bém ser promovido o alum ­ no que tiv er faltado a duas ou mais das provas es- criptas de que cogita o art. 33 deste regulam ento e tam bém o alum no que, em mais de uma disciplina, tiv e r media in ferio r a 6.

A rt. 39‘—Os exames do curso norm al realizar-se- ão, ordinariam ente, no fim do anno lectivo, no p r i ­ meiro dia util de Novembro, na ordem estabelecida pelo d irecto r da Escola, sendo considerados inscriptos todos os alumnos que ;

a )

não tiverem perdido o anno por faltas :

b

) não tiverem obtido media annual de aprovei­ tam ento e com portam ento in ferio r a 4.

A rt. 40t—H averá excepcionalm ente um a segun­ da epoca de exam es finaes, no mez a n terio r á aber­ tu ra dos cursos, na qual en tra rã o em exam e, si req u e­ rerem -

a

) os alum nos que, por motivo de força m aior ju stificad a p eran te o d irecto r da Escola, não tiverem podido fazer exam e na prim eira epoca ;

b )

cs alumnos que tiverem sido reprovados em uma só das m atérias do anno, tendo sido approvados em todas as outras.

A rt. 41#—Os alum nos reprovados em mais de uma m atéria repetirão todas as disciplinas do anno.

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Art. 42‘—Os exam es constarão apenas de prova oral, com as dem onstrações praticas que sejam ne­ cessárias nas sciencias e artes.

§ 19—P ara o exam e de Portuguez haverá tam ­ bém prova escripta de redacção e transcripçâo, a res­ peito de um assum pto tirado á sorte d en tre pontos form ulados na occasião pela commissão exam inadora. A prova escíip ta d u rará uma hora.

§ 29—0 exam e de Musica, Desenho, Trabalhos manuaes, Economia e A rtes domesticas constará so­

m ente de provas praticas. .

A rt. 43' P ara a approvaçào no exam e final de qualquer m atéria, serão levadas em conta as medias de com portam ento e as medias de provas oraes, p ra­ ticas e escriptas, que se realizarem d u ran te o exame, contadas estas medias de 0 a 10, na form a estabe­ lecida no art. 12 § 69.

A rt. 44*—Os exames finaes de Portuguez, Mu­ sica, Desenho, Trabalhos manuaes, Economia e A rtes dom esticas se realizarão no fim do 49 anno do cu r­ so geral.

A rt. 4 5 —Os exam es serão prestados, por disci­ plina, p eran te commissões exam inadoras de tres mem­ bros, nomeados pelo d irecto r da Instrucção Publica, sob proposta do director da Escola, delias fazendo p a r­ te os professores da m atéria sobre que versar o exame. § Unico. F altando qualquer membro da commis­ são exam inadora, o directo r da Escola designar-lhe-á

substituto.

t

Art. 46- -N ã o poderão funccionar na mesma com­ missão exam inadora : pae e filho, sogro e genro, ir­ mãos e cunhados. Os mesmos impedimentos existem en tro o exam inando e qualquer membro da commis­ são exam inadora.

§ Unico. N estes casos, é nullo o exam e ; e a nul- 1 idade será pronunciada pelo d irector geral da In s­ trucção Publica, por simples proposta de um dos mem­ bros da commissão exam inadora ou a requerim ento de qualquer interessado.

A rt. 47-—Os professores da Escola Normal, que leccionarem fora do estabelecim ento, ou tiverem in­ teresse directo ou indirecto em cursos frequentados por alumnos da Escola, não poderão fazer p arte

das mesas exam inadoras. .

A rt. 4 8 '- O s pontos de exam e serão sorteados d en tre os do program rna da disciplina.

Art. 49-—Os exam es se realizarão por turm as de 6 a 10 alummos, podendo a mesma banca ex a­ m inadora exam inar mais de um a tu rm a no mesmo dia. Art. 50‘—As provas oraes e praticas serão pu­ blicas, com a duração de 15 a 30 m inutos, para cada alum no.

Art. 5 1 —0 alumno que se re tira r depois de sor­ teado o ponto de exam e ou antes de te rm in a r a pro­ va, será considerado reprovado.

A rt. 52-—O alumno que se serv ir de notas p ar­ ticulares, livros ou qualquer meio frau d u len to , nos exam es, será im m ediatam ente elim inado da prova e considerado reprovado.

§ 19—A elim inação será ordenada pelo presiden­ te da commissão exam inadora, que a com m unicará por escripto, motivando-a, ao d irecto r da Escola Nor- rpal.

§ 2 9 - 0 exam inando elim inado pelo uso de meios frau d u len to s na realização de qualquer prova, só po­ d erá ser subm ettido a exam e no anno seguinte.

Art. 53'—E vedada a communicação dos exam i­ nandos en tre si, no acto do exam e, sob pena de se­ rem im m ediatam ente excluídos pelo presidente da commissão e considerados reprovados.

A rt. 5 4 - 0 julg am en to final das provas é se­ creto e será feito pela Congregação, após a te rm i­ nação de todas as provas.

§ 19- As notas do exam e terão os valores de que tra ta o a rt. 12 § 69, correspondendo 6 a 7 á approvação simples, 8 a 9 á approvação plena, 10 á approvação distincta. A media in ferio r a 5,99 c o r ­ responde á reprovação.

§ 29 - A rnedia geral para o julgam ento do exa­ me será tirad a da somma das notas deste e das medias de aproveitam ento e de com portam ento du­ ra n te o curso.

A rt. 5 5 '—O alumno que fô r approvado no exa­ me final de todas as m atérias, que constituem o curso profissional ( 39 e 49 anno) será subm ettido a exam e de aptidão pedagógica, na aula do grupo es­ colar modelo, que o director da Escola N orm al de­ signar.

§ 19 . E ste exam e será presidido pelo d irecto r da. Escola Normal ou por outro profissional idoneo por elle designado com approvação do director geral da Instrucção Publica e assistência de outro profissio­ nal, sendo dirigido pelo professor da classe em que se realizar a prova.

§ 2 9 - A prova .co n sistirá em um exercício de meia hora, pelo menos, no qual o exam inando to ­ m ará conta da aula como se fosse o professor ordi­ nário.

A rt. 56‘—F eita a prova e exam e de pratica es­ colar, a commissào exam inadora dará seu parecer por escripto, para ser presente á Congregação, a qual tendo em vista tam bém as notas obtidas pelo alum ­ no nas praticas escolares realizadas d u ra n te o anno, ju lg a rá definitivam ente, dando nota de insufficien- cia pedagógica ao alumno que obtiver a media de 0 a 5,99 e nota de aptidão pedagógica ao que ob­ tiv e r a media de 6 a 10.

§ Unico. O alumno que tiv er a nota de insuf- ficiencia pedagógica será obrigado a rep etir o ex a­ me de pratica escolar no grupo modelo, no fim do anno seguinte, frequentando as aulas do mesmo g ru ­ po nos dias que o director da Escola N orm al desig­ nar.

A rt. 5 7 '- D a s medias do exam e básico e do exa­ me final tirar-se-á a media do curso normal do alumno.

§ Unico. A nota de aptidão pedagógica acompa­ n h ará a media do curso norm al e será a conside­

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ração de ambas, principalm ente a de pratica escolar, que indica o m erecim ento do alum no m estre na carreira do m agistério.

C A P ITU LO V

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