O DECORO DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO PILAR
2.3 Decoro, elegância e simetrias do retábulo-mor
Para a talha do retábulo-mor, como vimos, o arrematante Xavier de Brito apresentou modi- ficações. As mais significativas devem ter sido as primeiras, requeridas em 04 de junho de 1747202, relativas a mudanças na cúpula do “remate” (com a belíssima entalha da Trindade)203, “nichos das ilhargas” e “sacrário”. E Xavier de Brito se obrigou a fazer as modificações por sua “livre vontade”, sem receber nada mais do que fora arrematado conforme o “risco primei- ro”, de Francisco Barrigua, condição imposta pela irmandade. As modificações foram então assentadas por se declarar “convenientes”, além de conferirem “mais elegância e perfeição para a dita obra”204. Há que se ressaltar, aqui, a disposição de Xavier de Brito em aperfeiçoar o decoro do retábulo sem que recebesse mais por isso. Para tudo constar, foi feito um termo
de ajuste entre as irmandades e o arrematante, onde se lê também que ele trouxe um novo
risco para dar fim a essa satisfação, pelo qual se procurava emendar “alguns eRos [erros] que Seachaõ no Rizco Primeiro por donde aRematou adita oBra como hé o Remate dodito Reta- vollo; enichos dasilhargas eSacrario”. Por tudo visto e ponderado, se achou
conveniente o fazer Se od.° Remate niçchos eSacrario naforma que Seacha no dito Rizco quefez od.° Franc.° Xavier deBrito por ficar commaiz Alegancia e porfeição [perfeição] p.ª a dita oBra Como he dacupulla que no dito Rizco Semostra […] Sem que por esta oBra poça pedir maiz couza alguá do que aquillo porque fez adita aRemataçaõ; por elle deSua libre Vontade Seobriga- raõ afazello por Ser Comveniente e major porfeiçaõ p.ª adita oBra205.
Em 19 de dezembro de 1751, foi assinado o primeiro termo de louvação da obra206. Brito estava passando por “Prigo [perigo] de vida p.r [por] cauza de molestia de doença grande”, e foi preciso que o escrivão da irmandade se dirigisse até sua casa para que o arrematante
202 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl.57-57v. “Termo deajuste que fazem a Irmandade do
Santisimo Sacram.t°; eade Pillar digo ade N. Sr.ª do Pillar Comos a Rematantez das oBras de talha dacapella Mor Fran.c° Xavier de Brito eSeu Socio Ant.° Henriquez Cardozo”. Vila Rica, 04/06/1747.
203 A representação da Trindade no coroamento de retábulos teria seu modelo de disposição na Glória
de Ticiano (Museu do Prado). Cf. HARBISON, Craig. S. Counter-Reformation iconography in Titian’s
gloria. The art bulletin. New York. The College Art Association of America September. v. 49, n. 3, p. 244-
246, sept. 1967.
204Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl.57. Sobre a “elegância”, cf. Cap. 3, p. 232, nota 64. 205Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl.57-57v.
206 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 65v. “Termo de Louvaçaõ ecomvençaõ que fazem
os off.es daIrmand.e do Santissimo Sacram.t° com os da Irmd.e de Nossa Sr.ª do Pillar desta Matriz doouro preto”. Vila Rica, 19/12/1751. A irmandade se fiou nos louvados Ventura Alz Carnr.° (carpintaria) e Jozé de Olivr.ª Coelho (escultura); Xavier de Brito o fez em Manuel Francisco Lx.ª (carpintaria) e An- tonio Pereira Machado (Mestre em talha).
assinasse o termo de louvação e consentimento207, registrado no mesmo 19 de dezembro. Um pouco mais tarde, já sob a administração de Domingos de Sá Rodrigues, fiador de Brito, falecido, outra louvação foi realizada, conforme o termo de nomeação assinado em 18 de março de 1753208. Entre os louvados estava José Coelho de Noronha, que ainda teria uma participação fundamental na finalização das obras de talha do retábulo-mor. Os termos decor- rentes dessas louvações apreciam mais as equivalências de custo e obrigação, a correção da fábrica e seus valores.
Não só os louvados e arrematantes ajuizavam sobre as proporções, efeitos, ajustes e mo- dificações nas obras, mas também os próprios irmãos. Nove meses depois dessa segunda louvação, em 23 de junho de 1754209, foi realizada uma “Mesa redonda” muito importante no Consistório da Matriz, na qual assistiram também o procurador e o tesoureiro da irmandade de Nossa Senhora do Pilar. Nela, tratou-se ainda do retábulo-mor, e das dignidades e ornatos correspondentes ao “lugar”. Mesmo após duas louvações, e da participação, nelas, de mes- tres de reconhecida inteligência, como Manuel Francisco Lisboa, Ventura Alves Carneiro, Ig- nácio Pinto e José Coelho de Noronha, foi declarado na dita reunião que no trono do retábulo se achavam alguns “vícios e erros da arquitetura”, o que se deveria “emendar” para “ficar a obrar (sic) com simetrias necessárias e o decoro devido a semelhante lugar”. O documento é ainda mais importante do que parece. Não apenas faz menção literal à doutrina do decoro, mas sobretudo porque implica uma consideração do preceito que está além do que comu- mente se lê nos documentos, ou seja – aquela requisição habitual e canônica da decência, repetidamente encontrada nas fontes por assim dizer religiosas do decoro e da conveniência. Além disso, dever-se-ia “eleger” o lugar em que “mais comodamente” se pudesse colocar a imagem de Nossa Senhora do Pilar, uma invenção que dependia, obviamente, da relação de proporções e simetrias do trono a se emendar. A posição e a altura da santa deveriam causar o efeito “mais cômodo”, digno e luminoso o possível, conforme o decoro da Senhora e do lu- gar, um juízo que certamente culminaria nos efeitos da recepção que a imagem teria no alto lugar de seu padroado.
207 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 66-66v. “Termo de ComSentim.t° eLouvação ea-“Termo de ComSentim.t° eLouvação ea-
provação que fez o Rematante Franc.° X.er de Brito“. Vila Rica, 19/12/1751.
208 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 81-81v. “Aos dezoito dias do mês de M.ç°...”. Vila
Rica, 18/03/1753.
209 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 83. “Tr.º q faz aIrmd.e do Sant.mo Sacram.tº q
fazem a mesa redonda com ASistencia doprocurador deNosa Snr.ª do Pillar e Tizr.º”. Vila Rica, 23/06/1754.
Tr.º q faz aIrmd.e do Sant.m° Sacram.tº q fazem a mesa redonda com aSis- tencia doprocurador deNosa Snr.ª do Pillar e Tizr.º
Aos vinte etres de Junho de 1754 estando emeza noConsistorio desta Ma- tris deNossa Snr.ª do Pillar o Provedor procurador, e Tizr.º eescrivaõ abaixo no meado, eos maes Irmaos abaixo aSinados, epropondose em meza aem- menda do trono do altar mor por alguás vicios e erros daarquitetura p.ª
haver de emmendar e ficar aobrar Com Semetrias nececarias eo decoro devido a Semelhante lugar comcordaraõ os ditos provedor emaes ofeciais
eIrmaos abaixo aSinados como tambem os Irmaõs da Irmd.e de N.Snr.ª do Pillar procurador e Tzr.º q. prezentes Seachavaõ aq sefizece aobra necessá- ria p.ª aemmenda dos ditos erros como tambem o nicho ou lugar q. se inlleger maes comodam.e [comodamente] p.ª acollocaçaõ da Imagem daditta Snr.ª como padroeyra q. he desta matris, e tudo se sugeitaraõ aoajuste q. fizer com omestre dadita obra comcorrendo ad.ª Irmd.e daSnr.ª Pillar com metade do- custo domesmo ajuste, enaõ podendo deprez.e comcorrer com a ditadespe- za Satisfará a Irmand.e doSantissimo edepois ohaverá da Irmd.e dad.ª Snr.ª naõ excedendo aSatisfaçaõ o tr.º dequattro anos e declararaõ os dittos offe- ciaes procurador e Tizr.º Seobigaõ aque o Juiz e escrivão dad.ª Irmad.e por estarem auzentes hajaõ por bem este ajuste epor todos foi ditto uniformem.e q davaõ todo oseu poder os Irmas Officiais [?] do Sant.mº a fazerem oditto ajuste pelo modo maes cômodo que podem [?] e prometem haver por bem firme evaliozo tudo oajustado debaixo das obrigações deSuas pessoas ebem da ditta Irmd.e prezentes, efuturos, epor assim estarem comcorda[dos] man- daraõ fazer este tr.º q aSinaraõ comigo escrivaõ Miguel Lopes de Araujo que o mandey escrever eaSigney.210
Essas emendas necessárias ao decoro do lugar seriam arrematadas logo depois por José Co- elho de Noronha, que já havia atuado como louvado e conhecia, portanto, circunstancialmen- te, o retábulo, conforme termo de 26 de (junho?) de 1754211. No documento original e também no microfilme disponível no CECO, a parte referente ao mês está manchada e impossível de se distinguir. Pelos termos subseqüentes e pela gravidade da matéria, acredito que o termo tenha sido redigido ainda no mês de junho, três dias após aquele que declarava necessária a fatura da emenda decorosa. Muitos foram os artifícios e remédios declarados no documento, e pelo teor efetivamente técnico da redação, indica-se que o próprio Noronha a tenha feito. Como se lê no documento e se percebe, também, na comparação com outros retábulos, a cúpula e o lugar da santa foram sutilmente erguidos, amplificando a área iluminada pelo vão do camarim e a gravidade hierárquica na exposição da imagem. Como se verá no termo adiante, relativo à arrematação dessas emendas, também as proporções da “boca da tribuna” do retábulo, ou seja, do camarim, foram alargadas, aumentando-se a área e o efeito de lumi-
210 CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 83. (grifo nosso).
211 Cf. CECO-PILAR-Sm.º St.º, Filme 11, vol. 224, fl. 85. “Tr. quefas aIrmande do Santissimo Sacrm.to
aJose Coelho deNoronha para concertar ecompor oTrno [Trono] Levantar acupula efazer onischo deN. Snr.a do Pillar”. Vila Rica, 23/(06?)/1754.
nosidade que afetava o trono e suas correspondências (FIG. 28). O trono se ergue majestoso, conveniente à Senhora, em plantas de figuras mistilíneas que acentuam a sutileza do artifício e a “elegância” do ornato, como argumentara Xavier de Brito nas primeiras emendas ao risco de Barrigua. O último degrau do trono onde se acomoda a santa está praticamente no mesmo nível das cornijas do entablamento do pé-direito, relações de “simetria” que provavelmente fo- ram imitadas por Aleijadinho no retábulo de São Francisco de Assis de Vila Rica, bem como as figuras da Trindade, no coroamento. Sabe-se também que a imagem atualmente entronada não é a que lhe foi destinada, mais pequenina, de início, e que portanto se acomodava menos oprimida pelos limites do dossel212.
Tr. quefas aIrmande do Santissimo Sacrm.to aJose Coelho deNoronha para
concertar ecompor oTrno [trono] Levantar acupula efazer onischo deN. Snr.a
do Pillar (?)
Aos vinte eseis dias domes (?) de1754 sendo nacasa doconcistorio destaMa- triz deNossaSenhora do Pilar estando junto os officiais damesa doSantissi- mo Sacramento aSaber Provedor, Procurador, Thizr.o comigo Escrivão abaixo
nomeado em virtude do Tr.o q. seacha visto emmesa neste L.o afl. 83 emque
nosdá orde os dittos Irmãos para ameza mandar concertar o Trno [Trono], eamaes obra que necessita atalha dacapela mor aqual com effeito ajustamos
212 Parece não ter sido muito habitual em Minas no XVIII, mas é importante notar, como adverte Silvia
Ferreira num artigo dedicado ao retábulo-mor da Igreja Matriz de Loures, Portugal, que após o Con- cílio de Trento passa a ser “prática-corrente” a encenação do Santíssimo Sacramento nos tronos de retábulos-mores de matrizes portuguesas. Segundo Ferreira, o retábulo-mor de Loures (e também o retábulo-mor da Igreja de Nossa Senhora da Pena, hipótese de Robert Smith e Ayres de Carvalho), cuja execução foi desempenhada pelo entalhador Bento da Fonseca Azevedo na primeira vintena do século XVIII, é um exemplo paradigmático para a compreensão da imitação em Portugal de elementos prove- nientes da arquitetura praticada no seiscento italiano, como as colunas salomônicas com terço interior estriado, uma maior abertura do coroamento com fragmentos interrompidos de frontão, maior leveza de motivos vegetais e florais etc. Cf. FERREIRA, Sílvia. O retábulo-mor da igreja matriz de Loures: uma obra emblemática do entalhador Bento da Fonseca Azevedo. Revista de artes decorativas. Porto: Uni- versidade Católica Portuguesa/Ed. Citar, n.1, p. 92-113, 2000. A relação de Azevedo com a arquitetura italiana adviria, segundo Ferreira, de ilações documentais e estilísticas traçadas entre o retábulo de Loures e retábulos de acomodação jesuítica, o da capela da Piedade em São Roque, da qual Azeve- do foi confrade, o retábulo-mor que Ludovice teria entalhado na igreja de Santo Antão-o-novo, ambos em Lisboa, e o retábulo da Capela de Santo Ignácio em Il Gesù, Roma, notadamente a presença de sacrários e outros elementos em formato de globo. Curioso notar que sacrários esféricos como esses, tratados por Ferreira, constituíram, no século XVIII, uma tópica muito comum na arquitetura dos retá- bulos de Minas Gerais; numerosos, por exemplo, na Sé de Mariana. Canonicamente, os sacrários ou tabernáculos da Santíssima Eucaristia possuíam, no livro segundo do Tratado de S. Carlos Borromeu (dedicado sobretudo aos paramentos das Igrejas, e por isso menos comentado pelos estudiosos da ar- quitetura), uma recomendação de apresentarem um formato redondo, além das espécies de “ouro” ou “prata” puros, com amplitudes capazes para guardar comodamente as hóstias: “De tabernaculo parulo
SS. Eucharistiae […] sit ex auro, aut argento puro puto […] Forma rotunda sit, & altitudine cubitali, aut majori, minorive pro tabernaculi magni ratione: amplitudine, quae hostiam amplam commode capiat”.
Cf. BORROMEO, Carlos. Instructionem fabricae et supellectilis ecclesiasticae. L. II, p. 248. (BNP S.C. 4618 P.). A historiografia costuma atribuir ao retábulo da Matriz de Pilar a primeira eleição de elementos responsáveis pelo que depois ficou identificado como estilo “joanino”, ou D. João V, que são pratica- mente os mesmos elementos identificados por Ferreira nessa renovação do estilo inserido em Portugal. No sentido dessa imitação de novos elementos acumulados ao repertório decorativo, os retábulos de Loures e Pilar seriam análogos.
asaber aLargar aboca da Tribuna Levantar amuldura dacapela eosquarto- es misticos (?)pollos p.r Sima dacolluna Redonda, enoLugar emq. estavão
por hua quartelas comSeus Rapazes debaixo, o Torno desmanxa elhe todo, epollo nafigura deSeis tavo, epuxallo mais fora opossivel ea Recualo atras meyo palmo, epor obancos com igualdade deSorte deSorteq.’ Sepassa andar comfacelid.e por cimadelles eaSim maes duas cúpulas nos nichos comSuas
pianhas etambem hum nicho (?) Para nossoSnr.a seguindo afigura dobanco
aoSacrario emSeistavo ascostas furadas de tavoado (?) etudo Sera Levadio, eobarrete deSima easquatro quartelas servirás depillares tudoSerá em talha- do namelhor forma q. naparaje Sepoder acomodar deSorte que não aSombre aboca, etrno [trono], eque fiquedescobretaaSencora para oque Selhebotará pra (?) osdousSerafins q. estão emSima doSacrario etudo omais q. José co- elho deNor.a offecial deentalhador entender enolhe dissemos aofazer deste
cuja obra ajustamos com oditto José coelho por preço equantias detrezentas oitavas deouro demil eduzentos cuja quantia nosobrigações nosobrigamos aSatisfazer pellos bens’ desta Irmand.e ev.a atodo otempo constar fizemos este
tr.o quetodos asinamos eMiguel Lopes de Arayo [sic] Escrivão desta Irmd.e q.
esta mandey fazer easinamos. /João deSouza Lx.a /ManoelMor.a Trr.a / Miguel
Lopes de Ar.o /JoseCoelhodeNoronha /João Pinto deMir.da 213
213 ARQUIVO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO PILAR. Livro de Termos da Irmandade do
Santíssimo Sacramento. 1729 – 1777. vol. 224, fl. 85. (Transcrição de Herinaldo Alves). Figura 28 – Retábulo-mor
O retábulo de Pilar se destaca como um dos mais formosos da capitania, inclusive pela co- laboração que em seu favor opera o efeito de correspondência criado pela ornamentação de toda a igreja e da capela-mor – para onde finalmente destinavam-se os olhares, os ritos e as hierarquias. Interessa muito notar que a “figura” do sacrário em “seistavo” deveria correspon- der à figura sextavada do zimbório, ainda erguido nesse tempo. O conjunto de brutescos do retábulo segue o mesmo caráter da capela, e o desenho de sua arquitetura, para além do costume que estruturava as partes e os elementos convencionais – base, banco, pé-direito e coroamento –, é de louvável elegância. Todos os elementos verticais são culminados por elementos antropomorfos, anjos e serafins, sejam na parte inferior, como atlantes (os tais “rapazes de baixo”, como se lê no documento) abaixo das mísulas que sustentam as colunas, seja no coroamento, acima das cornijas interrompidas, nas mísulas das “quartelas que ser- vem de pilar” ou da cúpula do dossel, ornado com a gloriosa escultura da Trindade. Entremeio aos quartelões que emolduram o camarim, vêem-se os anjos dourados acrescidos por Coelho de Noronha. Parte da historiografia identificou a disposição desses anjos como característica de seu estilo artificial. A engraçada elocução não é exclusiva de Noronha, entretanto, pois se podem encontrar figurações bastante semelhantes no retábulo da Ordem terceira de São Francisco situada na capela lateral do arco-cruzeiro, lado do Evangelho, na Igreja conventual dos franciscanos de Évora (FIG. 41 e 42).
Figura 41 – Retábulo da Ordem Terceira na Igreja de São Francisco de Assis, Évora
Figura 42 – Detalhe ornamental do retábulo da Ordem Terceira na Igreja de São Francisco de Assis, Évora