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A diminuição permanente dos limiares auditivos é designada na língua Inglesa por Permanent Threshold Shift - PTS. As perdas auditivas permanentes são consequências não só pela exposição a ruído, mas também por factores genéticos, pela idade, por toxinas, por medicamentos e pela doença. Existem ainda evidências quanto a diferenças genéticas e sexuais na susceptibilidade às perdas auditivas permanentes (Clark, 1997 citado por Arezes, 2002).

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Quando a exposição a ruído excessivo se mantém repetidamente, a estes episódios traumáticos origina uma diminuição permanente da capacidade auditiva, que progressivamente se vai agravando (surdez sonotraumática). Esta perda afecta predominantemente as frequências agudas 4000Hz, ou mais rigorosamente 4096Hz e forma-se um escotoma em forma de U ou em V, isto no caso do ruído industrial. A sua causa advém da morte e perda progressiva das células ciliadas (internas, numa primeira fase e, externas, posteriormente) do órgão de Corti. É por esta razão que os efeitos do ruído no ouvido humano são acumulativos e para toda a vida, visto que estas células uma vez mortas não se regeneram (Miguel, 2006).

Contudo, em publicações recentes e com base em estudos científicos o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, em conjunto com a U.S. Department of Health & Human Services e, o National Institutes of Health, descobriram o gene que permite a regeneração das células auditivas, num estudo feito em “porquinhos-da-índia”. O mais excepcional deste estudo é que estes porquinhos após tratamento adquiriram algumas das capacidades auditivas anteriormente perdidas. Os cientistas esperam que um dia seja possível utilizar este “gene terapeuta”, na cura de lesões no ouvido humano (NIH, 1997).

Batissoco, Oiticica e Junior (2007) também publicaram um estudo de revisão dos últimos achados e técnicas do tratamento com células-tronco no ouvido interno. As recentes descobertas sobre a terapia baseada em células-tronco têm aberto um novo e estimulante caminho para o desenvolvimento de estratégias para restabelecimento da audição. Actualmente o tratamento da perda auditiva consiste no uso de aparelhos de amplificação sonora ou implantes cocleares, porém ambos restauram a audição com limitado sucesso. As células-tronco possuem as propriedades de auto-replicação e diferenciação numa variedade de tipos celulares. Esta potencialidade tem sido explorada para encontrar a regeneração das células ciliadas de mamíferos.

Segundo a Fundacion Arauz e o Instituto Oto-Rino Laringologico, podemos dizer que a duração do estímulo tem relação directa com as lesões cocleares e o período de descanso tem uma relação inversa (Fundacion Arauz, Instituto Oto-Rino Laringologico, sd.).

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O défice auditivo criado pelo PTS, como se forma para além das frequências de conversação, não é facilmente detectado no dia

diferentes fenómenos auditivos conexos, tais

aparecimento de uma tonalidade metálica, sobreposição das curvas de transmissão sonora por via aérea e por via

Na figura seguinte poderemos observar como variam as perdas auditivas nas diferentes frequências em função dos anos de exposição e dos níveis de intensidade sonora.

Figura 16- Perdas auditivas em diferentes frequências devido à exposição ao ruído Taylor et al. (1965 citados por Sanders & McCormick, 1993)

Assim, é demonstrado que quanto

exposição ao ruído, maior é a perda auditiva principalmente entre as frequências de 2000Hz a 4000 Hz.

Na figura 17, Sanders e McCormick (1993) dos indivíduos de diferentes idades sofrerem a NPS superiores a 85dB.

perdas são menos significativas

mos com intensidade mais elevadas.

compreendidos entre os 20 e 29 anos, a exposição a NPS mais elevados provocam menos danos auditivos se compararmos com qualquer outra idade. Contudo e como referem estes autores “ o seu tempo chegará!”.

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O défice auditivo criado pelo PTS, como se forma para além das frequências de conversação, não é facilmente detectado no dia-a-dia. Entretanto ocorrem diferentes fenómenos auditivos conexos, tais como: distorção dos sons, aparecimento de uma tonalidade metálica, sobreposição das curvas de transmissão sonora por via aérea e por via óssea (Miguel, 2006).

Na figura seguinte poderemos observar como variam as perdas auditivas nas em função dos anos de exposição e dos níveis de

Perdas auditivas em diferentes frequências devido à exposição ao ruído Taylor et al. (1965 citados por Sanders & McCormick, 1993).

, é demonstrado que quanto maior a intensidade e a duração de maior é a perda auditiva principalmente entre as frequências de 2000Hz a 4000 Hz.

Sanders e McCormick (1993) apresentam-nos as probabilidades dos indivíduos de diferentes idades sofrerem perdas auditivas quando expostos a NPS superiores a 85dB. A exposições de intensidade iguais a

significativas nas diferentes idades, do que se comparar mos com intensidade mais elevadas. Curioso verificar que nos indivíduos

mpreendidos entre os 20 e 29 anos, a exposição a NPS mais elevados provocam menos danos auditivos se compararmos com qualquer outra idade. Contudo e como referem estes autores “ o seu tempo chegará!”.

O défice auditivo criado pelo PTS, como se forma para além das frequências de dia. Entretanto ocorrem como: distorção dos sons, aparecimento de uma tonalidade metálica, sobreposição das curvas de

óssea (Miguel, 2006).

Na figura seguinte poderemos observar como variam as perdas auditivas nas em função dos anos de exposição e dos níveis de

Perdas auditivas em diferentes frequências devido à exposição ao ruído segundo

intensidade e a duração de maior é a perda auditiva principalmente entre as

nos as probabilidades quando expostos exposições de intensidade iguais a 85 dB(A), as do que se comparar- Curioso verificar que nos indivíduos mpreendidos entre os 20 e 29 anos, a exposição a NPS mais elevados provocam menos danos auditivos se compararmos com qualquer outra idade.

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Figura 17- Relação entre a exposição ao ruído e a per & McCormick,1993, p. 311).

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