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Directa Indirecta

No documento relatório de sustentabilidade (páginas 69-75)

Consumo Total de energia - Comparação por origens

3,3%

96,7%

70 71

EN3 – Consumo de energia directa discriminada por fonte de energia primária

São as seguintes as fontes de energia directa compradas pela EPAL:

• Gás natural – usado em refeitórios, balneários e condicionamento térmico • GPL (Gases de petróleo liquefeitos) – propano – usado em refeitórios • Gasóleo – consumido por viaturas e geradores de emergência • Gasolina – consumida em viaturas da Empresa

Durante 2008, as quantidades de energia consumida por fonte de energia primária foram as seguintes:

Fonte Quantidade Unidade Energia (GJ) Total (GJ)

Gasóleo 395.454 litros 14.133

17.492

Gasolina 37.765 litros 1.210

Gás natural 50.554 m3 1.916

GPL 4.995 kg 233

Os valores apurados não representam variação assinalável face aos anos anteriores, pese embora confirmem uma redução tendencial.

Unidade: GJ Fonte 2006 2007 2008 Gasóleo 13 506 14 372 14.133 Gasolina 2 268 1 262 1.210 Gás natural 2 593 2 470 1.916 GPL 233

Gasóleo

GPL

Gás Natural

Gasolina

Energia Directa

81

%

1

%

11

%

7

%

70 71

EN4 - Consumo de Energia Indirecta

A electricidade é uma fonte de energia indirecta, uma vez que resulta do consumo de diver- sas fontes primárias para a produzir, sendo a maioria recursos fósseis. Este indicador analisa a energia necessária para produzir e distribuir a electricidade consumida pela EPAL.

O consumo de electricidade representou 96,7 % dos consumos de energia. Os restantes 3,3 % reflectem os consumos de combustíveis (2,7% em gasóleo, 0,2 % em gasolina e 0,4% em gás).

Unidade: GJ

Forma 2006 2007 2008

Electricidade 503 666 497 262 508 328

A justificação para o aumento verificado no consumo encontra-se na introdução aos indi- cadores da Energia.

Apesar do aumento do consumo de electricidade, o consumo específico de energia (consu- mo de energia médio necessário para fornecer 1 m3 de água, considerando o cômputo global das suas diferentes formas), não sofreu alterações sensíveis, o que abona a favor do desem- penho energético da EPAL. Em 2008 foram consumidos em média 2 488kJ de energia por cada m3 de água fornecida.

2006

2007

2008

Consumo Específico (kJ/m3)

72 73

Distribuição das fontes de energia para produção de electricidade (Fonte: EDP) Fonte de energia Contributo

(%)

Consumida pela EPAL (GJ)

Energia Indirecta (GJ)

Contributo Tipo de Fonte

Nuclear 5,3 26.941 448.345 88,2% Convencional

Grande hídrica 14,0 71.166

Carvão 21,2 107.766

Gás natural (Ciclo combinado) 37,2 189.098

Fuelóleo - Gás natural 2,7 13.725 Cogeração 7,8 39.650 Hídrica 1,1 5.592 59.983 11,8% Renovável Eólica 9,7 49.308 Outras 1 5.083 TOTAL 508.328

EN5 e EN6 - Energia economizada e iniciativas para aumentar a eficiência energética

Por força da entrada em vigor do Decreto-Lei nº 71/2008, que aprova o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia, a EPAL passou a contar com mais 2 recintos CIE (Consu- midores Intensivos de Energia), a ETA de Asseiceira e a EE de Barbadinhos. Assim, actualmente são 9 os recintos consumidores intensivos de energia: Castelo de Bode, Vale da Pedra, Valada Tejo, Vila Franca de Xira, Olivais, Amadora, Telheiras, Asseiceira e Barbadinhos. Estes 9 recin- tos, no seu conjunto, foram responsáveis por 89% do consumo de energia eléctrica da EPAL. A instalação que apresentou maiores consumos de energia foi a Estação Elevatória de Vila Fran- ca de Xira, que assegurou a elevação de 127 milhões de m3 de água.

Instalação Consumidora Intensiva de Energia Consumo [Gj]

EE Amadora 39 562 Castelo de Bode 38 283 EE Olivais 69 985 EE Telheiras 14 141 EE Valada-Tejo 28 060 EE Vale da Pedra 13 592

EE Vila Franca de Xira 211 440

ETA Asseiceira 23 349

Barbadinhos 11 520

Para os 7 primeiros recintos, durante 2008, deu-se continuidade às medidas decorrentes do Plano Quinquenal de Racionalização de Energia que vigorará no período de 2007 – 2011. Tais medidas de racionalização constam essencialmente de trabalhos de manutenção preven- tiva, tendentes a manter a eficiência energética dos grupos electrobomba que compõem as

72 73 referidas instalações. A verdade é que as condições de exploração, as actividades de manu-

tenção e as características dos grupos electrobomba utilizados não permitem já aumentar a sua eficiência energética. A obtenção de ganhos acrescidos neste domínio terá de passar pela substituição dos actuais equipamentos por outros mais modernos o que, em regra, não é eco- nomicamente viável.

As instalações da ETA de Asseiceira e da EE de Barbadinhos deverão ser objecto de auditoria energética no ano de 2009 tendo em vista a posterior elaboração de Planos de Racionalização de Energia específicos.

Com o objectivo de melhorar os consumos específicos, a EPAL apresentou uma candidatura PPEC, em parceria com a EDP, para a instalação comparticipada de variadores electrónicos de velocidade aplicados aos grupos electrobomba de Telheiras e dos Olivais.

Recinto de Amadora

Recinto de Telheiras

Vila Franca de Xira

Castelo de Bode

Valada Tejo

Estação de Tratamento da Asseiceira

Estação Elevatória dos Olivais

Estação de Tratamento de Vale da Pedra

74 75 Ciente da importância do consumo de energia para a sustentabilidade - quer por consumo

de recursos naturais não renováveis, quer pelas emissões que contribuem para o efeito de estufa decorrentes desse consumo, - a EPAL estabeleceu um Protocolo de Cooperação com a ADENE, que dá seguimento à política de racionalização energética e ao objectivo de redução da facturação anual média de nove milhões de euros em energia, promovendo a substituição do consumo de energia fóssil por energia renovável, (fotovoltaica, eólica e minihídrica) e valo- rizando a produção de energia descentralizada e de origem endógena.

Água

EN8 - Captação, Tratamento, Adução e Distribuição de Água Captação

De forma a assegurar o fornecimento de água aos seus clientes, a EPAL necessita de captar água do meio ambiente.

O volume de água captado tem vindo a diminuir, devido às acções que a EPAL desenvolveu para reduzir as perdas e fugas de água ao longo do processo de abastecimento de água.

CAPTAÇÃO DE ÁGUA

RESERVATÓRIO

ESTAÇÃO ELEVATÓRIA

RESERVATÓRIO ELEVADO

REDE DOMICILIÁRIA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA)

74 75 Volumes de água captada

m3

2006 2007 2008

Captações Superficiais Castelo de Bode 160.603.912 163.762.580 162.465.357

No documento relatório de sustentabilidade (páginas 69-75)