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CAPÍTULO I Disposições gerais

Artigo 2.º-B do Estatuto do Mecenato Mecenato familiar

1 - São considerados custos ou perdas do exercício, até ao limite de 8‰ do volume de vendas ou de serviços prestados, em valor correspondente a 150% para efeitos do IRC e da categoria B do IRS, os donativos concedidos às entidades referidas nos artigos 1.º e 2.º que se destinem a custear as seguintes medidas:

a) Apoio pré-natal a adolescentes e a mulheres em situação de risco e à promoção de iniciativas com esse fim;

b) Apoio a meios de informação, de aconselhamento, encaminhamento e de ajuda a mulheres grávidas em situação social, psicológica ou economicamente difícil;

c) Apoio, acolhimento, ajuda humana e social a mães solteiras;

d) Apoio, acolhimento, ajuda social e encaminhamento de crianças nascidas em situações de risco ou vítimas de abandono;

e) Ajuda à instalação de centros de apoio à vida para adolescentes e mulheres grávidas cuja situação sócio-económica ou familiar as impeça de assegurar as condições de nascimento e educação da criança;

f) Apoio à criação de infra-estruturas e serviços destinados a facilitar a conciliação da maternidade com a actividade profissional dos pais.

2 - O limite previsto no número anterior não é aplicável aos donativos atribuídos às entidades nele referidas para a realização de actividades ou programas que sejam considerados de superior interesse social.

Código de Benefício 724 (Estado -Mecenato Científico)

São de indicar os donativos devidamente comprovados, para a realização de actividades de natureza científica, atribuídos ao Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, associações de municípios e de freguesias e fundações (Estatuto do Mecenato Científico).

Ver artºs 8º e 9º do Estatuto do Mecenato Científico em anotação ao Código de Benefício 717. Código de Benefício 725 (Estado - Mecenato Cultural)

São de indicar os donativos devidamente comprovados, destinados exclusivamente à prossecução de fins de carácter cultural, ambiental, desportivo e educacional (nºs 1 e 3 do art. 1.º do Estatuto do

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H Mecenato).

A majoração será assumida automaticamente.

Artigo 1º do Estatuto do Mecenato Donativos ao Estado e a outras entidades

1 - São considerados custos ou perdas do exercício, na sua totalidade, os donativos concedidos às seguintes entidades:

a) Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais e qualquer dos seus serviços, estabelecimentos e organismos, ainda que personalizados;

b) Associações de municípios e de freguesias;

c) Fundações em que o Estado, as Regiões Autónomas ou as autarquias locais participem no património inicial.

d) Fundações de iniciativa exclusivamente privada que prossigam fins de natureza predominantemente social ou cultural, relativamente à sua dotação inicial. (1)

2 - Sem prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 1° do presente diploma, estão sujeitos a reconhecimento, a efectuar por despacho conjunto dos Ministros das Finanças e da tutela, os donativos concedidos a fundações em que a participação do Estado, das Regiões Autónomas ou das autarquias locais seja inferior a 50% do seu património inicial e, bem assim, às fundações de iniciativa exclusivamente privada desde que prossigam fins de natureza predominantemente social ou cultural e os respectivos estatutos prevejam que, no caso de extinção, os bens revertam para o Estado ou, em alternativa, sejam cedidos às entidades abrangidas pelo artigo 9° do Código do IRC. (2) (3)

3 - Os donativos referidos nos números anteriores são considerados custos em valor correspondente a 140% do respectivo total quando se destinarem exclusivamente à prossecução de fins de carácter social, a 120% se destinados exclusivamente a fins de carácter cultural, ambiental, desportivo e educacional ou a 130% quando atribuídos ao abrigo de contratos plurianuais celebrados para fins específicos que fixem os objectivos a prosseguir pelas entidades beneficiárias e os montantes a atribuir pelos sujeitos passivos. (4)

4 - São considerados custos ou perdas do exercício as importâncias suportadas com a aquisição de obras de arte que venham a ser doadas ao Estado Português, nos termos e condições a definir por decreto- lei.

Código de Benefício 726 (Estado - Mecenato Cultural)

São de indicar os donativos devidamente comprovados, destinados exclusivamente à prossecução de fins de carácter cultural, ambiental, desportivo e educacional, quando atribuídos ao abrigo de contratos plurianuais ao Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, associações de municípios e de freguesias e fundações (nºs 1 e 3 do art. 1.º do Estatuto do Mecenato).

A majoração será assumida automaticamente.

Código de Benefício 727 (Estado - Mecenato social)

São de indicar os donativos devidamente comprovados, destinados exclusivamente à prossecução de fins de carácter social, atribuídos ao Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, associações de municípios e de freguesias e fundações (nºs 1 e 3 do art. 1.º do Estatuto do Mecenato).

A majoração será assumida automaticamente.

Na segunda coluna (Titular) deve proceder-se à identificação dos titulares dos benefícios, devendo efectuar-se através da utilização dos códigos previamente definidos no rosto da declaração modelo 3, conforme a seguir se indica:

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H B = Sujeito Passivo B

Os dependentes devem ser identificados conforme se exemplifica, tendo em conta a posição assumida para cada um nos quadros 3B ou 3C da declaração modelo 3 (rosto):

D1 = Dependente não deficiente DD1 = Dependente deficiente D2 = Dependente não deficiente DD2 = Dependente deficiente

Na terceira coluna (Importância Aplicada) devem ser indicadas as importâncias efectivamente despendidas ou aplicadas no ano a que respeita a declaração.

Na quarta coluna (NIF da Entidade Gestora/Donatária) devem ser indicados os números de identificação (NIPC) das entidades gestoras dos planos, dos seguros ou fundos e equiparáveis e as beneficiárias dos donativos (donatárias), a qual é obrigatória para os códigos dos benefícios 701, 707, 709, 710, 711, 715 e 716.

Quadro 8 DEDUÇÕES À COLECTA PREVISTAS NO CÓDIGO DO IRS

O quadro 8 destina-se a declarar as deduções à colecta previstas nos artºs 82º a 87º do código do IRS.

As deduções à colecta relativas a benefícios fiscais são declaradas no quadro 7. Os valores a inscrever são os que foram pagos no ano a que respeita a declaração. Campo 801 – Despesas de saúde

Neste campo devem ser mencionadas as despesas de saúde, na parte que não foi objecto de comparticipação, efectuadas com a aquisição de bens e serviços isentos de IVA ou sujeitos à taxa reduzida de 5%, dos sujeitos passivos e seus dependentes, dos ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, bem como os montantes dos juros contraídos para pagamento dessas despesas [alíneas a), b) e c) do n.º 1 do artigo 82.º do CIRS].

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H

As despesas dos ascendentes e colaterais até ao 3.º grau só poderão ser declaradas se estes não auferirem rendimentos superiores ao salário mínimo nacional mais elevado e viverem em economia comum com os sujeitos passivos.

O salário mínimo nacional mais elevado teve os seguintes valores desde 2001: Ano de 2001: € 4.678,72 Ano de 2002: € 4.872,14 Ano de 2003: € 4.992,40 Ano de 2004: € 5.118,40 Ano de 2005: € 5.245,80 Ano de 2006: € 5.402,60 Campo 802 – Despesas de saúde (outros bens e serviços)

Neste campo devem ser mencionadas as despesas efectuadas com a aquisição de outros bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde do sujeito passivo, dos seus dependentes e dos seus ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, desde que devidamente justificados através de receita médica [alínea d) do n.º 1 do artigo 82.º do CIRS].

Artigo 82º do CIRS (na redacção em vigor no ano de 2006) Despesas de saúde

1 - São dedutíveis à colecta 30% das seguintes importâncias:

a) Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde do sujeito passivo e do seu agregado familiar, que sejam isentas de IVA, ainda que haja renúncia à isenção, ou sujeitas à taxa reduzida de 5%;

b) Aquisição de bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde dos ascendentes e colaterais até ao 3.º grau do sujeito passivo, que sejam isentas de IVA, ainda que haja renúncia à isenção, ou sujeitas à taxa reduzida de 5%, desde que não possuam rendimentos superiores ao salário mínimo nacional mais elevado e com aquele vivam em economia comum;

c) Os juros de dívidas contraídas para o pagamento das despesas mencionadas nas alíneas anteriores;

d) Aquisição de outros bens e serviços directamente relacionados com despesas de saúde do sujeito passivo, do seu agregado familiar, dos seus ascendentes e colaterais até ao 3.º grau, desde que devidamente justificados através de receita médica, com o limite de € 59 ou de 2,5% das importâncias referidas nas alíneas a), b) e c), se superior. (Redacção dada pela Lei n.º 60-A/2006, de 30 de Dezembro)

2 - As despesas de saúde parcialmente comparticipadas por qualquer entidade pública ou privada são dedutíveis, na parte efectivamente suportada pelo beneficiário, no ano em que for efectuado o reembolso da parte comparticipada.

Circular 26, de 30/12/1991 – Direcção de Serviços do IRS Despesas de saúde – Artigo 55º

Razão das instruções

0 sentido normativo do conceito de despesas de saúde utilizado pelo legislador no artigo 55º. Nº al. a) do Código do IRS tem suscitado profundas e justificadas dúvidas quer aos contribuintes, quer aos próprios órgãos da Administração Fiscal que têm por função aplicar a lei aos casos concretos submetidos à sua apreciação.

0 conjunto das situações já estudadas pelos Serviços permitiu que se pudesse clarificar, ainda que não exaustivamente, o que é susceptível de ser considerado "despesa de saúde", sem prejuízo, como é óbvio , de as que não se mostrem contempladas nesta clarificação poderem continuar a ser colocadas aos Serviços para que sobre as mesmas possam estes pronunciar-se.

Nestes termos, para conhecimento dos interessados e uniformidade de procedimentos comunica-se que por despacho de 91.09.05 de S.E.S.E.F. ., foi sancionado o seguinte entendimento:

Fundamento constitucional do direito á protecção da saúde

1. O abatimento ao rendimento liquido total das despesas de saúde, consagrado na alínea a) do artigo 55º. do Código do IRS deve ser entendido no quadro constitucional do direito á protecção da saúde e dos deveres que, para a defender e promover, dele resultam para o Estado, nos termos do artº 64º da Constituição da República Portuguesa.

A abrangência do conceito não dispensa a análise casuística

2. A existência de diversos conceitos de " despesas de saúde " não implica, necessariamente, que se defina um conceito fiscal de despesas de saúde, sendo certo que a respectiva abrangência pode ter uma amplitude muito diversa consoante a perspectiva pela qual a questão seja abordada. 0 que significa para a perspectiva fiscal do conceito que, sem prejuízo da adopção de entendimentos generalizados, tem de admitir-se que a

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H

análise casuística de cada situação, tendo em conta os princípios da justiça, da equidade e da igualdade, e as características personalizantes do imposto, pode determinar pontualmente a derrogação ou modificação desses mesmos entendimentos.

Despesas de saúde genericamente aceites no âmbito do artigo 55º do CIRS

3. Neste contexto são genericamente aceites como abrangidos pelo conceito "despesas de saúde", os encargos resultantes de:

a) Intervenções cirúrgicas, aparelhos de prótese e internamentos em hospitais ou casas de saúde;

b) Tratamentos termais ou outros de idêntica natureza, prescritos por médico, com exclusão dos encargos

de deslocação e estada que não possam considerar-se como fazendo parte do próprio tratamento prescrito;

c) Os serviços prestados por profissionais de saúde, designadamente médicos, analistas, dentistas,

enfermeiros, fisioterapeutas e parteiras, independentemente da forma do exercício de tais actividades;

d) Aquisição de medicamentos na acepção que à expressão é dada pela Directiva n9 65/65/CEE, do

Conselho, de 26 de Janeiro de 1965 e que o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias já definiu como todo o "produto natural ou artificial, destinado a prevenir, curar, restabelecer, melhorar ou modificar funções orgânicas (Acórdão de 16/04/1981);

Despesas insusceptíveis de aceitação genérica a título de " despesas de saúde "

4. Não são genericamente aceites como abrangidos pelo conceito de "despesas de saúde" os encargos resultantes de :

a) Despesas de deslocação e estada do próprio ou acompanhante, quando aquelas não revistam um

carácter de essencialidade ao tratamento preventivo, curativo ou de reabilitação a que estejam associadas ou sejam manifestamente sumptuárias. Considera-se que revestem carácter de essencialidade as despesas de deslocação efectuadas em ambulâncias ou outros veículos especialmente adaptados ao transporte de doentes, bem como as despesas de deslocação, seja qual for o meio de transporte utilizado, originadas pela necessidade comprovada de o tratamento que lhes deu origem ser efectuado fora do território nacional;

b) Aquisição de produtos sem propriedades exclusivamente preventivas, curativas ou de reabilitação,

como sejam os cosméticas ou os produtos ditos de higiene, excepto quando a sua utilização seja prescrita por receita médica;

c) Aquisição de produtos naturais, como chás de ervas medicinais, comprimidos de substâncias naturais,

preparados de plantas e outros de idêntica natureza, excepto quando a sua utilização seja prescrita por receita médica;

d) Aquisição de produtos ou artefactos artificiais, como colchões ortopédicos, aparelhos de ginásio e

outros de idêntica natureza, excepto quando a sua utilização seja prescrita por receita médica;

e) Aquisição de produtos alimentares em geral excepto quando, não se destinando exclusivamente a

garantir a manutenção da vida biológica, sejam prescritos por receita médica com finalidades preventivas, curativas ou de reabilitação;

f) Frequência de estabelecimentos onde sejam ministrados exercícios físicos (ginástica, natação,

musculação, etc.), excepto quando prescrito por receita médica com finalidades preventivas, curativas ou de reabilitação.

5. É prova bastante da realização de despesas de saúde:

a) Tratando-se de medicamentos, a respectiva factura-recibo da farmácia que os deve identificar nominal e quantitativamente, ou fotocópia ou original da receita médica, anotada e completada com recibo da farmácia(1);

b) Tratando-se de outros produtos ou serviços em que a prescrição médica seja, nos termos expostos, condição de aceitação como "despesa de saúde", a respectiva factura-recibo que os deve identificar nominal e quantitativamente, acompanhada de original ou de fotocópia da receita médica, anotada e completada com recibo da entidade fornecedora (1);

c) Tratando-se de internamentos em hospitais ou casas de saúde oficiais, ou particulares para o efeito

licenciadas, a factura ou documento equivalente emitidas nos termos legais;

d) Nos casos de comparticipação nos encargos de saúde por entidades oficiais, o documento por estas

emitido em conformidade com o disposto no nº. 2 do artigo 118º. do Código do IRS ou por entidades privadas, quando estas estejam autorizadas pela Direcção - Geral das Contribuições e Impostos a emiti-lo.

6. Estão excluídos do conceito de despesas de saúde os encargos resultantes da aquisição de produtos ou serviços cuja condição de aceitação seja a de prescrição médica e esta não tenha sido emitida em conformidade com a legislação que rege o exercício da medicina em território nacional.

Direcção - Geral das Contribuições e Impostos, 30 de Dezembro de 1991 0 Director-Geral,

Refª.: Pº.IRS nº.695/91 Par. GAJE nº.137191

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H Circular 3, de 23/02/1999 - Direcção de Serviços do IRS

Despesas de Saúde - Artº 80º-E CIRS Razão das instruções

Têm os Serviços constatado que se vem formando a errónea convicção, porventura inculcada por determinadas campanhas publicitárias, que os encargos suportados com a aquisição de certos produtos, cuja utilização ultrapassa manifestamente a finalidade terapêutica, só pelo facto de terem sido objecto de prescrição médica, são genérica e integralmente aceites a título de despesas de saúde dedutíveis em IRS. Posto que tal interpretação constitui um claro desvio da finalidade subjacente à consideração, para efeitos fiscais, dos encargos suportados pelos sujeitos passivos com a satisfação de necessidades básicas das famílias em matéria de prevenção e cura da doença ou de reabilitação, impõe-se a divulgação do seguinte esclarecimento:

Apreciação casuística da dedutibilidade de determinados encargos

Para os efeitos do disposto na alínea d) do nº 1 do artigo 80º-E do Código do IRS, deve entender-se que, para além da exigência da exibição de prescrição médica, a admissibilidade da dedução dos respectivos encargos sempre dependerá do juízo que, numa apreciação casuística tendo em conta os princípios da justiça, da equidade e da igualdade, e as características personalizantes do imposto, conduza ao reconhecimento da indispensabilidade da despesa, face aos objectivos enunciados no parágrafo anterior.

Encargos não dedutíveis

Consequentemente, não serão dedutíveis, a título de despesas de saúde, os encargos derivados da aquisição de bens, ainda que sob prescrição médica, cuja utilidade não se esgote na finalidade terapêutica, tais como, cosméticos, colchões, cadeiras, almofadas, desumidificadores, aspiradores, aparelhos de ar condicionado, bicicletas, aparelhos de musculação e banheiras de hidromassagem.

Direcção-Geral dos Impostos, 23 de Fevereiro de 1999 O DIRECTOR-GERAL

António Nunes dos Reis

Ofício-Circulado 20055, de 08/11/2001 - Direcção de Serviços do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

IRS - Dedução da despesas de saúde não comparticipadas pela ADSE, cujos documentos de suporte foram objecto de devolução.

Para conhecimento dos Serviços e uniformidade de procedimentos, comunica-se que por despacho de 2001/10/29, proferido pelo Exmo. Director-Geral, foi autorizada a inclusão, na declaração do ano de 2001, cuja entrega decorrerá em 2002, de despesas efectuadas com a saúde nos anos de 1999 e 2000 e que não foram objecto de qualquer comparticipação por parte da ADSE, podendo, em alternativa e por opção do contribuinte, ser apresentada declaração de substituição relativa ao ano em que as despesas foram efectuadas, a qual valerá como reclamação.

Qualquer das hipóteses ficará sempre dependente de prova da devolução pela ADSE, por ofício, dos documentos comprovativos das despesas não comparticipadas.

O Subdirector-Geral (José Rodrigo de Castro)

Circular 14, de 28/09/2001- Direcção de Serviços do IRS

IRS- Despesas realizadas no estrangeiro - Autenticação dos documentos Código do IRS - Artigos 56º e 78º

Razão das instruções

Tendo sido colocadas a esta Direcção-Geral várias dúvidas relacionadas com a exigência de legalização de documentos emitidos no estrangeiro e quanto ao procedimento a adoptar para a legalização dos mesmos, importa esclarecer o seguinte:

Enquadramento fiscal

1. As despesas efectuadas no estrangeiro são aceites para efeitos de abatimento nos termos do disposto nos artigos 56º e 78º do CIRS, nos mesmos termos e dentro dos limites em que o são quando efectuadas em território nacional.

Prova

2. Para efeitos do referido no número anterior, de acordo com o disposto no artigo 365º do Código Civil, os documentos particulares ou autênticos emitidos em países estrangeiros terão valor em Portugal sem necessidade de qualquer outro formalismo, a não ser que os mesmos apresentem fundadas dúvidas sobre a sua autenticidade.

Exigência de legalização

3. Só em caso de fundadas dúvidas acerca da sua autenticidade ou da autenticidade do reconhecimento, será de exigir ao apresentante a legalização dos documentos.

Da forma de legalização

4. A legalização referida no número anterior, atendendo ao disposto na Convenção de Haia de 5 de Outubro de 1961, ratificada por Portugal, apenas carece da Apostilha a ser elaborada a pedido do interessado pelos serviços consulares do país onde foram emitidos os documentos.

IRS – Declaração mod. 3 – anexo H Norma revogatória

5. É revogada a Circular n.º 31/90, de 29 de Outubro. O DIRECTOR-GERAL

António Nunes dos Reis

Campo 803 – Despesas de educação

Neste campo são de incluir as despesas de educação e de formação profissional dos sujeitos passivos e seus dependentes, devendo ser indicado no campo 812 o número de dependentes com despesas de educação (artigo 83.º do CIRS).

As despesas de formação só poderão ser declaradas se tiverem sido prestadas por entidades oficialmente reconhecidas, não podendo constar, simultaneamente, neste campo e com o código 407 no quadro 4 do anexo A.

Artigo 83 .º do CIRS

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