EFEITOS SONOROS E SILÊNCIO NA PEÇA RADIOFÔNICA

No documento Redação Publicitária Eletrônica (páginas 130-144)

TÓPICO 4 — CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA PARA RÁDIO

2.3 EFEITOS SONOROS E SILÊNCIO NA PEÇA RADIOFÔNICA

Os efeitos sonoros normalmente lançam o ouvinte dentro do lado concreto de um acontecimento ou de uma situação. Os ruídos sonoros quebram a monotonia da escuta radiofônica. Pode-se afirmar que o efeito sonoro é o elemento que melhor retrata a paisagem sonora no rádio. Podem tanto identificar um personagem como representar uma passagem temporal de uma ação para outra. Normalmente ficam em segundo plano ou sobrepostos à música. São usados com frequência durante as dramatizações, mas também apoiando algumas locuções (apresentação direta).

Balsebre (2005) lembra que, durante um tempo, os efeitos eram conside-rados apenas como “som ambiente”. Hoje já conseguem ser tratados em sua di-versidade significativa a partir da divisão entre “ambiente” (ruídos de um local) e “atmosfera” (tom psicológico, como mistério, alegria, tristeza etc.).

Os efeitos sonoros dão realismo às cenas, chamam a atenção e ajudam a memo-rizar e fixar uma imagem. São quatro funções para um efeito sonoro (BALSEBRE, 2005):

• Ambiental ou descritiva: localiza a ação em um ambiente (trânsito, animais etc.).

• Narrativa: identifica um personagem ou uma ação. Também produz nexo en-tre duas cenas de narração (pássaros = dia; coruja = noite).

• Expressiva: metáfora sonora (trovão = força; mar = tranquilidade).

• Ornamental: puramente estética, dando harmonia ao conjunto.

Já quanto à origem, os efeitos sonoros podem ser (GUIJARRO; MUELA, 2000):

• Arquivo: library (efeitos prontos gravados).

• Sala: produzidos com recursos naturais.

• Especiais: adaptações utilizando instrumentos ou softwares.

Cabe lembrar que, quando se deseja produzir um efeito (efeito de sala), nem sempre é usado o efeito real para representar algo. Por exemplo: para simu-lar uma turbina de avião, pode ser usado um secador de cabelo, acrescentando alguns filtros posteriormente para dar mais corpo ao efeito.

Por fim, o silêncio completa a linguagem radiofônica como seu quarto ele-mento. Por muito tempo negligenciado, o silêncio passou a ser mais valorizado, espe-cialmente diante da paisagem sonora contemporânea dos grandes centros urbanos.

Para Balsebre (2005, p. 334), “linguisticamente, a palavra não tem significa-do se não puder ser expressada em sequências de silêncio/som/silêncio”. Já Albano da Silva (1999, p. 73) destaca que o uso do silêncio pode “realçar a importância da

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continuidade sonora”. O silêncio provoca no ouvinte sensações de expectativa ou inquietude. Mas, para Guijarro e Muela (2000), o silêncio pode significar a ausência humana, como a ausência de vida. Pode atuar como um signo quando representa um mistério, uma dúvida, uma morte ou uma expectativa, por exemplo. Serve tam-bém para chamar a atenção do ouvinte sobre o que vai ouvir a seguir, destacando outro elemento sonoro, ou até para dar ritmo da mensagem.

É importante advertir que a inclusão de silêncio em um anúncio radio-fônico não pode parecer falha de produção nem fim precipitado da mensagem.

Para tanto, é importante que o silêncio como pausa possa ser citado no roteiro.

UNIDADE 2 — O TEXTO PUBLICITÁRIO NO RÁDIO

LEITURA COMPLEMENTAR

Cientistas britânicos identificam “fórmula da voz perfeita”

Por BBC Brasil Pesquisadores britânicos afirmam ter encontrado uma fórmula matemá-tica para encontrar a voz humana perfeita. O estudo, encomendado pela Post Office Telecoms, pediu a um painel de ouvintes que classificassem 50 vozes de celebridades britânicas. Depois. analisaram o resultado.

A pesquisa foi conduzida pelo linguista Andrew Linn, da Universidade de Sheffield, e pela engenheira de som Shannon Harris. A fórmula é baseada em uma combinação de tom, velocidade, frequência, palavras por minuto e entonação.

Eles concluíram que a voz ideal - para se comunicar em língua inglesa na Grã-Bretanha - deve falar não mais do que 164 palavras por minuto e pausar por 0,48 segundos entre as frases. As frases, em si, devem terminar com uma queda, e não com um aumento na entonação.

Os cientistas concluíram que a melhor voz feminina é uma mistura da voz da atriz Judi Dench, da colunista e apresentadora Mariella Frostrup e da atriz Honor Blackman. Entre os homens, os atores Jeremy Irons e Alan Rickman foram os que mais se aproximaram da “voz perfeita”.

Ideal

Características vocais associadas a características positivas, como confian-ça, foram as mais bem classificadas pelos ouvintes. Segundo Linn, “como huma-nos, nós instintivamente sabemos que vozes causam arrepios na espinha e nos fazem tremer de desgosto”. “As respostas emocionais dos membros do painel às vozes foram surpreendentes e, de algum modo, explicam como dubladores ou apresentadores de rádio são selecionados, ou por que as vozes de determinadas celebridades têm mais apelo.”

Segundo ele, os homens consideraram a voz da apresentadora Mariella Frostrup “fascinante”, porque é profunda, pausada e confiante. O ator Jeremy Irons quase se encaixa no perfil da voz perfeita, falando 200 palavras por minuto e pausando por 1,2 segundos entre as frases.

O professor Linn disse que isso explica porque os “tons profundamente gra-ves” do ator inspiram confiança nos ouvintes. Segundo o linguista, a fórmula dá uma boa ideia de como as vozes funcionam, e o que as tornam repelentes ou atraentes.

FONTE: Adaptado de: <https://bbc.in/3nY95dt>. Acesso em: 14 out. 2020.

RESUMO DO TÓPICO 4

Neste tópico, você aprendeu que:

• A linguagem radiofônica é o conjunto de formas sonoras e não sonoras repre-sentadas pelos sistemas expressivos da palavra, da música, dos efeitos sono-ros e do silêncio (BALSEBRE, 2005, p. 329).

• A palavra é o principal elemento da linguagem radiofônica, em torno do qual se articula o restante.

• A palavra depende de intensidade, volume, intervalo e ritmo para definir uma mensagem e proporciona empatia e identificação.

• Vozes agudas passam clareza, alegria, dinamismo.

• Vozes graves passam sensação de proximidade, credibilidade.

• A música é um elemento universal e equilibra emocional x racional (palavras).

• A música pode expressar o que sentimos quando não há palavras pra explicar e, normalmente, fica em segundo plano.

• A música objetiva expõe um fato concreto e somente dá lugar a uma interpretação.

• A música subjetiva ou expressiva cria um ambiente emocional que é difícil de escrever em imagens ou palavras.

• A música descritiva descreve um ambiente, uma região, uma época, uma na-tureza ou uma cena de ação.

• O jingle nasce de um interesse comercial.

• A música genérica funciona como uma “logo musical”. Geralmente é curta, como uma vinheta criada pra um slogan, por exemplo.

• A música de estilo, por meio dos arranjos e da interpretação, por exemplo, recor-da uma música já conhecirecor-da, sem fazer plágio, mas trazendo a melodia original.

• Banda sonora é instrumental e serve para acompanhar imagens. Identifica uma ação e acompanha o ritmo da imagem.

• O cover é a gravação de um tema escolhido quase igual a uma versão determinada.

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CHAMADA

• A adaptação ocorre com a permissão do autor e da gravadora/produtora. As-sim, pode-se trocar a letra, o arranjo ou ambos.

• Os fonos são a gravação original, com permissão do autor e do produtor fonográfico.

• A música de arquivo (library) são produções para uso geral em vários meios de comunicação.

• O efeito sonoro é o elemento que melhor retrata a paisagem sonora no rádio e normalmente fica em segundo plano durante os diálogos ou sobrepostos à música. Assim, chama a atenção e ajuda a memorizar e a fixar uma imagem.

• A função ambiental ou descritiva do efeito sonoro localiza a ação em um ambiente.

• A função narrativa do efeito sonoro identifica um personagem ou uma ação.

Também produz nexo entre duas cenas de narração.

• A função expressiva do efeito sonoro é uma metáfora sonora.

• A função ornamental do efeito sonoro é puramente estética, dando harmonia ao conjunto.

• O silêncio provoca sensações de expectativa ou inquietude. Pode significar a ausência humana, a ausência de vida.

• A inserção de silêncio deve ser curta

• O silêncio pode ser utilizado como ritmo da mensagem, com pequenas pau-sas para criar mais interatividade entre o ouvinte e a mensagem.

• O silêncio serve também para chamar a atenção do ouvinte sobre o que vai ouvir a seguir, destacando outro elemento sonoro.

• O silêncio não pode aparentar tratar-se de falha na produção.

1 A linguagem radiofônica é o conjunto de formas sonoras e não sonoras re-presentadas pelos sistemas expressivos da palavra, da música, dos efeitos sonoros e do silêncio (BALSEBRE, 2005). Esses quatro elementos (palavra, música, efeitos sonoros, silêncio), além de configurar a essência da lingua-gem do rádio, buscam chamar a atenção, despertar a curiosidade, ativar a imaginação e promover a ação ou a empatia do público receptor da mensa-gem. Alguns desses elementos são mais independentes que os outros, mas o objetivo principal em uma produção radiofônica é que a junção na medi-da adequamedi-da dos elementos possa produzir um resultado sonoro agradável ou impactante para o ouvinte. De acordo com as características de cada elemento, avalie as afirmativas a seguir:

I- A música pode ser considerada o principal elemento da linguagem radio-fônica porque é o melhor para recriar um ambiente sonoro, com ruídos e sons captados diretamente.

II- A palavra é o elemento da linguagem que mais pode provocar sensações de expectativa ou inquietude. No entanto, é uma expressão secundária na mensagem radiofônica.

III- A palavra é o elemento que melhor retrata uma paisagem sonora.

IV- Os efeitos sonoros chamam a atenção e ajudam a memorizar e a fixar uma imagem, mas nem sempre é usado o efeito real para representar algo.

V- O silêncio pode auxiliar o ritmo da mensagem, dando pequenas pausas no tex-to e na música para gerar mais interatividade entre o ouvinte e a mensagem.

É correto apenas o que se afirma em:

a) ( ) I, III e IV.

b) ( ) Somente I.

c) ( ) I e II.

d) ( ) III e V.

e) ( ) IV e V.

2 Sobre a palavra falada e o uso da voz na mensagem radiofônica, é importante ficar atento à intensidade, ao volume, ao intervalo e ao ritmo da locução. Ain-da, a dicção, o tom e o timbre da voz acentuam a composição do enunciado no rádio. Com relação à plasticidade da voz, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas, de acordo com os conceitos de Balsebre (2005):

I- As vogais têm o poder de colorir a voz e as consoantes projetam as vogais e dão conteúdo.

PORQUE

AUTOATIVIDADE

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:

a) ( ) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.

b) ( ) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma jus-tificativa da I.

c) ( ) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

d) ( ) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

e) ( ) As asserções I e II são proposições falsas.

3 Sobre as funções dos efeitos sonoros na mensagem radiofônica, assinale a alternativa CORRETA:

a) ( ) Um exemplo de função ambiental é o uso de uma metáfora sonora, como o som de um violino para indicar paz no ambiente.

b) ( ) A função narrativa consiste em inserir efeitos e filtros na voz (palavra falada) durante a edição de áudio, proporcionando uma narração com boa qualidade sonora.

c) ( ) O uso da função ornamental seria semelhante a uma decoração de fundo em uma imagem, já que o objetivo é apenas dar harmonia ao conjunto sonoro.

d) ( ) Efeitos sonoros obrigatoriamente devem ser usados em primeiro plano, jamais ficando em BG durante a locução, reforçando, assim, seu caráter expressivo na mensagem.

e) ( ) Adaptação e cover são algumas das funções do efeito sonoro em uma mensagem publicitária no rádio.

REFERÊNCIAS

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UNIDADE 3 — O TEXTO PUBLICITÁRIO EM TV E

CINEMA

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• aprofundar os conhecimentos sobre as teorias e técnicas da mídia eletrônica;

• relacionar o texto escrito com o texto audiovisual;

• conhecer as características do produto e da produção audiovisual;

• dominar a técnica de escrita para produtos audiovisuais.

Esta unidade está dividida em cinco tópicos. No decorrer da unidade, você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA PARA AUDIOVISUAL TÓPICO 2 – REDAÇÃO PARA AUDIOVISUAL

TÓPICO 3 – LINGUAGEM DA TV

TÓPICO 4 – LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA TÓPICO 5 – ROTEIRO PARA AUDIOVISUAL

Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.

CHAMADA

UNIDADE 3

1 INTRODUÇÃO

O audiovisual ganhou nova força e novo espaço com o meio digital.

Redes sociais baseadas apenas na publicação de vídeos surgem e tomam conta do mercado e dos smartphones, obtendo novos significados

No contexto da publicidade, o audiovisual segue com força e impacto, seja na televisão, no cinema, no YouTube ou no Instagram. Até mesmo na mais nova rede, o TikTok, o vídeo mantém seu papel de preponderância como forma de atrair a atenção e passar uma mensagem

Por um lado, temos novos recursos, espaços, segmentação e prometida maior efetividade no direcionamento das mensagens. Mas, por outro, temos um receptor mais ativo e crítico, com maior facilidade de “trocar de canal” e ignorar mensagens indesejadas e que, em poucos cliques, compartilha com o mundo sua opinião ou insatisfação.

Diante disso, a publicidade precisou se adaptar a essa nova realidade, buscando uma comunicação multilateral e interativa com o seu público. Assim, as marcas tendem a ir em direção inclusiva utilizando a tecnologia e a internet como meios de automação, o que não significa que certos recursos e linguagens tenham sido substituídos. Pelo contrário, seguem orientando as ações e o pensamento criativo, que, por isso, serão abordados a partir de agora.

TÓPICO 1 —

CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA PARA AUDIOVISUAL

2 CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA PARA AUDIOVISUAL

Criar é um desafio, mas também uma paixão. O desafio é gerar ideias que sejam atrativas, autênticas e diferenciadas, já a paixão é pela conquista do outro, por chamar a atenção e pelo desafio em si. Desse modo, criar requer atenção, aná-lise, repertório, foco e muita associação livre para que o novo possa surgir.

A publicidade cria para atender a objetivos de mercado, atrair a atenção de um público para um anunciante, trazer para perto um público-alvo e tornar um produto ou serviço conhecido. Ainda, cria para que o mercado, os negócios, as compras e vendas aconteçam da forma mais fácil, natural e fluida possível.

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