1. A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA
3.2 Quem é o egresso do IFPR? Trajetória profissional, perfil,
3.2.2 Escolaridade dos egressos: houve continuidade nos estudos?
Antes de tratarmos mais detalhadamente dos egressos que permaneceram no setor de TI, estudando ou trabalhando nele, nos cabe analisar a questão da continuidade dos estudos para o total de respondentes do questionário e a compartilhar informações acerca das suas trajetórias acadêmicas e profissionais.
Dentre os 191 egressos que responderam ao questionário, 11 declararam que, após terminar o curso técnico na área da informática, resolveram fazer um segundo curso técnico, como se pode observar na tabela abaixo. Destes 11, quatro (4) fizeram um novo curso com forte ligação com o primeiro. As razões alegadas por estes três egressos para isso se referem ao fato de fazer um curso técnico em uma área que realmente se gosta; em uma área que precisa de profissionais na cidade onde mora (Assis Chateaubriand);
e, por fim, em área que se gosta, mas que não deixa de ter ligação com a informática. Porém, é importante ressaltar que após o término do segundo curso técnico, oito (8) egressos entraram em instituições de ensino superior.
TABELA 14 - EGRESSOS QUE APÓS A CONCLUSÃO DO TÉCNICO INICIARAM OUTRO CURSO TÉCNICO
Iniciaram outro
curso Quantidade Percentual
Sim 11 5,76%
Não 180 94,24%
TOTAL 191 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Porém, a nosso ver, um dos dados mais relevantes que a pesquisa via questionário on-line evidenciou foi o número de egressos que entraram no ensino superior após a formação no IFPR. A grande maioria optou por dar continuidade aos estudos. Como é possível observarmos na tabela abaixo, 21 alunos continuam apenas com o ensino médio completo (10,99%) e os demais, ou seja, 170, já estão cursando o ensino superior (75,39%) ou já cursaram (9,42%). Inclusive, alguns já fizeram cursos de pós-graduação (4,19%).
TABELA 15 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE ATUAL DOS EGRESSOS Escolaridade Quantidade Percentual
Médio Completo 21 10,99%
Superior Incompleto (em andamento)74 144 75,39%
Superior Completo 18 9,42%
Pós-Graduação 8 4,19%
TOTAL 191 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Estes números demonstram que o IFPR, mais do que configurar-se como escola de ensino técnico, demonstra que, se houver por parte da gestão pública uma boa estrutura física com investimentos adequados e
74 Uma observação importante deve ser feita: consideramos mais seis egressos como curso superior incompleto, apesar de na planilha de respostas aparecerem com o status de “médio completo” na questão número 10. Ao responder a questão 10 sobre o nível de escolaridade atual que possuíam, alguns egressos afirmaram ter somente o ensino médio completo, mas responderam também a questão 21 informando o curso superior que estão cursando ou já cursaram. No nosso entendimento, houve um problema de interpretação no momento de responder a questão 10, quando o egresso preferiu interpretar a questão considerando apenas o que já havia finalizado, no caso o nível médio, e não considerando o ensino superior que está em andamento como “incompleto”. Deveríamos ter usado o termo “superior em andamento” do que “superior incompleto” para nos referirmos ao curso de graduação que o egresso está realizando e ainda não finalizou.
principalmente um corpo docente qualificado, é possível alcançar bons resultados. No contexto atual, contudo, quando no governo de Michel Temer se discute as reformas no ensino médio brasileiro, especialmente as de ordem curricular, pouco se fala sobre outras questões fundamentais como, por exemplo, medidas para promover a efetiva qualificação e valorização salarial dos professores e mais recursos para melhorar a precária infraestrutura de boa parte das escolas brasileiras, especialmente da rede pública de ensino (escolas estaduais e municipais). De acordo com o último Censo Escolar, de 2015, 38,7%, ou 200.816 professores, da rede pública de ensino, de um total de 518.313 professores, dão aulas em disciplinas em que não são formados. Em alguns casos, um mesmo professor dá aula em mais de uma disciplina para a qual não tem formação, fazendo com que o número daqueles que lecionam sem ter a formação adequada suba para 374.829, ou seja, 52,8% do total de 709.546 posições ocupadas por professores. Além disso, 90.204 (12,7%) posições são ministradas por professores sem formação superior. A maior lacuna está na disciplina de Física, mas disciplinas como Português e Matemática também sofrem deste problema. (TOKARNIA, 2016). Sabemos que esse quadro não se resolverá facilmente e medidas devem ser tomadas para a capacitação didática e específica destes professores.
Analisando a formação específica dos professores em todas as disciplinas em que atuam no ensino médio em função da rede onde trabalham (federal, privada, estadual ou municipal), veremos que a federal tem o melhor índice (73%), seguido da privada (58%), municipal (55%) e estadual (53%). É importante ressaltar que a rede federal contempla apenas 1,9% dos alunos matriculados no ensino médio, enquanto que nas escolas estaduais esse número sobe para 84% (SALDAÑA, 2017).
Porém, observando a questão discente, também sabemos que as condições são adversas para boa parte dos alunos da rede pública de ensino.
Muitos jovens não concluem o ensino médio ou o fazem de forma precária, realizando supletivos no período da noite. Nesse sentido, segundo Frigotto, Ciavatta e Ramos (2010), é preciso intervir também na realidade que cerca esses alunos, pois a escola não consegue resolver sozinha os problemas sociais. Nesse sentido,
Há uma travessia complexa e contraditória a fazer. Travessia que implica atuar sobre a realidade até aqui produzida e buscar formas de mudanças estruturais que a modifiquem radicalmente. Ou seja, não se superam as desigualdades no âmbito educativo e cultural sem, concomitantemente, superar a materialidade de relações sociais que as produzem. (FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS, 2010, p. 112).
Em relação àqueles 21 egressos que não buscaram o ensino superior após se formarem no IFPR, algumas observações merecem ser feitas.
Infelizmente não nos ocorreu na época da elaboração do questionário incluir uma questão acerca dos motivos pelos quais o egresso não deu continuidade aos estudos. Tentamos buscar essa informação posteriormente, após a banca de qualificação, via e-mail ou Facebook. Obtivemos dez (10) respostas. Os motivos elencados pelos egressos foram os que aparecem no quadro abaixo.
QUADRO 6 - MOTIVOS RELATADOS PELOS EGRESSOS PARA A NÃO CONTINUIDADE DOS ESTUDOS
Motivos relatados pelos egressos para a não continuidade dos estudos Não havia a oferta do curso que desejava fazer (Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas) em sua cidade (Paranaguá) quando se formou, mas continua no aguardo, pois o curso deve abrir esse ano e ele deve fazer vestibular;
Não havia oferta do curso que desejava (Engenharia da Computação) onde mora (Paranavaí), somente em Maringá, o que é um problema, pois é casado e torna-se difícil ir para lá;
Por conta do trabalho não há tempo para estudar;
Opção por casar primeiramente, depois de se formar, mas declarou que quer continuar a estudar, provavelmente não será na área da informática, pois, segundo ele, na região onde mora (de Umuarama) não há um bom campo de trabalho;
Recentemente começou a fazer o curso superior em Administração, mas teve que trancá-lo por questões financeiras;
Na época da formatura abriu negócio próprio. Mas, atualmente faz faculdade de Marketing;
Na época não passou no vestibular. Atualmente faz licenciatura em Computação;
Acabou fazendo posteriormente curso superior em Informática, mas desistiu e atualmente faz Educação Física;
Não prosseguiu os estudos por motivos pessoais;
Não deu continuidade pelo preço alto das mensalidades dos cursos superiores.
Fonte: Lima, pesquisa de campo (2015-2016).
Pelo que foi relatado por estes egressos, os motivos da não continuidade nos estudos são variados, indo de questões de ordem pessoal (casamento, falta de recursos financeiros e de tempo), à ausência do curso superior desejado na região onde moram (no interior), ao fato de não terem passado no vestibular ou à abertura de negócio próprio. Um aspecto positivo e que deve ser ressaltado é que, passado algum tempo do preenchimento do questionário (em 2015 - 2016), quatro (4), dentre os 10 egressos, começaram a fazer o curso superior.
Dentre os egressos que não deram continuidade aos estudos, estes moram no interior ou no litoral do Estado, regiões em que, geralmente, quando há oferta de cursos superiores presenciais, esta é mais restrita. Muitos estudantes têm que ir até cidades maiores como Ponta Grossa, Londrina e Maringá, por exemplo, se quiserem fazer os cursos que realmente desejam.
Porém, isso não é tarefa fácil, principalmente se há questões familiares ou de recursos financeiros envolvidos.
Além destes 10 egressos, também é importante ressaltar que dentre os 21 que não deram continuidade aos estudos na educação superior, três (3) fizeram um segundo curso técnico.
Por fim, sobre os 21 egressos que não deram continuidade aos estudos, gostaríamos de mencionar que dentre eles, ao observamos a modalidade de curso técnico realizado, temos que: um (1) fez curso concomitante (de seis (6) no total, ou 16,66%); um (1) fez curso integrado (de 130 no total, ou 0,77%); e 19 fizeram cursos subsequentes (de 55 no total, ou 34,54%).
Comparativamente, é possível percebermos que no caso dos cursos integrados o percentual de não continuidade é bem menor se compararmos às demais modalidades.
Destacamos também outro indicador que a nosso ver só reforça a importância do estudante realizar um ensino médio de qualidade e no tempo certo. Este indicador se refere às atividades que o egresso desempenhava no momento da pesquisa (2015 - 2016). Para tanto, inserimos uma questão que indagava a esse respeito, com as opções não está trabalhando e nem estudando; está apenas estudando; apenas trabalhando, ou trabalhando e estudando.
TABELA 16 - ATIVIDADES DO EGRESSO TRABALHADOR DE TI NO PERÍODO 2015-2016
Atividade do egresso Quantidade Percentual
Não está trabalhando nem estudando 5 2,62%
Apenas estudando 81 42,41%
Apenas trabalhando 33 17,28%
Trabalhando e estudando 72 37,70%
TOTAL 191 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Os egressos que estão apenas estudando representam 42,41% do total, os que estão apenas trabalhando são 17,28% e os que trabalham e estudam são 37,70% do total. O percentual de alunos que não trabalha e nem estuda é pequeno, apenas 2,62%, ou seja, de cinco (5) egressos, fato este que permite problematizar as estatísticas do IBGE sobre o crescimento da geração “nem-nem”, ou seja, que nem estuda e nem trabalha, ao menos entre os egressos analisados nesta pesquisa. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, de 2016, publicado pelo IBGE, o percentual de homens que não estudavam cresceu de 11,1% em 2005 para 15,4% em 2015. Apesar desse crescimento, o percentual de mulheres nessa condição ainda é muito maior, ou seja, elas são 29,8%. Para o IBGE isso se deve ao fato da mulher ter que cuidar da casa e dos filhos, o que se constitui em uma dificuldade a mais para a sua entrada no mercado de trabalho. Outra informação que a pesquisa do IBGE demonstrou é que há a predominância dentre os “nem-nem” de jovens que, além de não trabalhar e não estudar, também não procuram trabalho (seriam os “nem nem nem”). As mulheres também são em maior número neste quesito. A faixa etária de 18 a 24 anos tem a maior incidência de jovens “nem-nem” com 27,4%, seguido pelo grupo de 25 a 29 anos, com 24,1% (IBGE, 2016, p. 47-49).
Apesar do número de alunos que no momento da pesquisa não estavam trabalhando e nem estudando ser insignificante – 2,62% do total de respondentes – ainda assim encontramos essa situação em um grupo mais seleto de estudantes de instituições federais. Em relação à esses cinco (5),
verificamos que são provenientes de campi localizados no interior e no litoral, são do sexo masculino, solteiros e com idade entre 21 e 25 anos (4 deles) e 17 à 20 (1 egresso). Quatro (4) fizeram cursos na modalidade Subsequente e um (1) na Concomitante. Nesse sentido, não encontramos nenhum aluno do Integrado nessa situação. Importante ressaltar que Nascimento (2009), ao realizar um estudo com egressos do curso de informática da rede pública estadual do Paraná, observou condição semelhante na sua pesquisa, pois não havia nenhum estudante do integrado que não estivesse trabalhando ou dado prosseguimento aos estudos.
Complementando essa discussão, em relação especificamente ao trabalho, perguntamos aos egressos se eles já trabalhavam antes de iniciarem o curso técnico.
TABELA 17 - O EGRESSO JÁ TRABALHAVA ANTES DE INICIAR O CURSO TÉCNICO?
Trabalho antes do curso Quantidade Percentual
Sim 51 26,70%
Não 140 73,30%
TOTAL 191 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
.
Os resultados mostram que a maioria dos alunos não trabalhava antes de iniciar o curso no IFPR. Dos 191 respondentes do questionário, 51 afirmaram estar trabalhando no momento em que ingressaram no IFPR, contra 140 que não trabalhavam. Acreditamos que tal cenário se deve ao fato de termos no universo da nossa pesquisa muitos alunos de cursos integrados (130 egressos).
Retomando as informações da tabela 15 - Nível de escolaridade atual dos egressos -, ao descontarmos do total de respondentes os 21 egressos que se mantiveram no ensino médio, observamos que 170 optaram por dar continuidade aos estudos, sendo que, como demonstra a próxima tabela, pouco mais da metade acabou fazendo cursos superiores em áreas diferentes, ou seja, com pouca ou nenhuma ligação com a TI.
TABELA 18 - EGRESSOS QUE INICIARAM O ENSINO SUPERIOR E A RELAÇÃO COM O CURSO TÉCNICO
Relação do curso superior com o técnico Quantidade Percentual
Fortemente relacionada 69 40,59%
Fracamente relacionada 44 25,88%
Não tem nenhuma relação 46 27,05%
Não sabe/não opinou 01 0,59%
Não respondeu 10 5,89%
TOTAL 170 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Como observamos na tabela, somando-se aqueles alunos que fazem cursos com nenhuma ou fraca relação com a TI temos um índice de 52,93%, ou seja, 90 egressos, sendo que um (1) não sabe ou não opinou e dez (10) não responderam a questão. Assim, 40,59% do total, 69 em números absolutos, continuaram sua trajetória acadêmica, fazendo o curso superior, em área ligada à informática ou que envolvem a TI diretamente.
Dentre esses 69 egressos que estão cursando o ensino superior ou já concluíram cursos com forte ligação com a área da informática, encontramos uma diversidade significativa de cursos superiores conforme podemos observar na tabela a seguir.
TABELA 19 - CURSOS SUPERIORES REALIZADOS PELOS EGRESSOS COM FORTE LIGAÇÃO COM A ÁREA DE TI SEGUNDO A PERCEPÇÃO DOS PRÓPRIOS EGRESSOS
Curso Nº de
citações
Bacharelado em Ciência da Computação 21
Bacharelado em Sistemas de Informação 16
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas 10
Bacharelado em Engenharia da Computação 4
Bacharelado em Design Gráfico 2
Bacharelado em Engenharia Elétrica 2
Bacharelado em Química 2
Tecnologia em Jogos Digitais 2
Bacharelado em Design 1
Bacharelado em Arquitetura e urbanismo 1
Bacharelado em Engenharia da Produção 1
Bacharelado em Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas
Embarcados 1
Bacharelado em Engenharia Eletrônica 1
Informática 1
Bacharelado em Informática Biomédica 1
Tecnologia em Marketing 1
Tecnologia em Sistemas para Internet 1
Tecnologia em Redes de Computadores 1
Total 69
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Nota: O número de citações se refere à quantidade de vezes em que o curso foi mencionado pelos egressos.
Como é possível perceber, dentre os cursos mais citados aparece em primeiro lugar o curso de Bacharelado em Ciência da Computação (21 alunos), seguido de Bacharelado em Sistemas de Informação (16 alunos) e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (10 alunos). É necessário fazer uma observação em relação a alguns cursos citados e que a priori não parecem ter relação alguma com a área da informática, como é caso dos cursos de Química, Arquitetura e Urbanismo e Marketing, por exemplo.
Optamos por mantê-los nessa categoria neste momento, pois foram assim enquadrados pelos egressos que responderam o questionário on-line.
Supomos que, na visão do egresso, a informática é um componente importante e bastante utilizado dentro do curso superior realizado por ele. A despeito desta
observação, é perceptível a grande variedade de cursos superiores que têm surgido nas últimas décadas para além daqueles mais conhecidos – como Ciência da Computação ou Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – sendo o caso de cursos como o de Jogos Digitais, Informática Biomédica e de Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas Embarcados.75
Aliás, essa diversidade de cursos reflete a própria expansão do mercado de TI, pois ao mesmo tempo em que cresce, se especializa e cria novas demandas profissionais em áreas específicas. Segundo o relato das três colaboradoras da Agência Integradora de Estágios, é feito um trabalho de conscientização com as empresas a respeito dos novos cursos que surgem, não somente na área de TI, mas em todas as áreas de uma maneira geral.
Como a TI é uma área muita ampla, são criados cursos superiores específicos voltados para web designers, para programação, para jogos digitais, entre outros, assim como já acontece em cursos como o de Administração, por exemplo, que tem divisões que viraram graduações ou tecnólogos como RH, Finanças, Logística, etc. Para as entrevistadas, no caso do setor de TI, um dos grandes desafios é ajudar os estudantes a descobrirem em que área atuarão.
Como o setor é muito amplo, são diversas possibilidades de atuação, e é perceptível a dificuldade que muitos estudantes têm em fazer as suas escolhas profissionais. (ENTREVISTA, 2016).
Cruzamos a totalidade de egressos que fazem cursos com forte ligação com o setor de TI com as respostas da questão 11 do questionário que
75 O curso de Jogos Digitais busca formar profissionais capazes de desenvolver e produzir jogos interativos em diferentes plataformas, como computadores e celulares. Já a Informática Biomédica é a área que se ocupa em desenvolver softwares e equipamentos eletrônicos a serem empregados nas áreas biológica e médica. Por fim, no que se refere à Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas Embarcados, “a expressão em inglês Embedded Electronic System costuma ser traduzida para o português como sistema eletrônico embarcado, ou sistema eletrônico embutido. Esta denominação genérica indica um sistema eletrônico que tem como base um microprocessador, mas que diferentemente de um computador para uso genérico, possui um software completamente dedicado ao dispositivo ou sistema que ele controla. Assim sendo, ao contrário dos computadores de propósito geral, como o computador pessoal, um sistema embarcado realiza um conjunto de tarefas pré-definidas, geralmente com requisitos específicos. Já que o sistema é dedicado a tarefas específicas, através de técnicas adequadas pode-se aperfeiçoar o projeto, conduzindo à redução do tamanho, dos recursos computacionais e do custo do produto final.” (Departamento de Engenharia Elétrica UFPR. O que são Sistemas Eletrônicos Embarcados? Disponível em: <www.eletrica.ufpr.br/graduacao/noturno/
embarcados.html>. Acesso em: 02/04/17.
indagava sobre as atividades atuais do ex-aluno (se não está trabalhando, se está apenas trabalhando, apenas estudando ou trabalhando e estudando) com a questão 23 que indagava se o egresso trabalhava no setor de TI.
Acompanhemos os dados obtidos na tabela a seguir.
TABELA 20 - EGRESSOS COM CURSO SUPERIOR NA ÁREA DE TI E ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Situação Quantidade Percentual
Apenas estudam, fazendo alguma graduação em TI 31 44,93%
Estudam e trabalham com a TI 31 44,93%
Estudam, fazendo uma graduação em TI, mas trabalham
em áreas diferentes 7 10,14%
Total 69 100,00%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
.
Podemos observar nesta última tabela que, dos 69 egressos que seguiram a vida acadêmica frequentando cursos superiores ligados à informática, 31 ainda não tinham tido seu primeiro contato com o mercado de trabalho. Por outro lado, o mesmo número de egressos, ou seja, 31, faz curso superior na área e já está inserido no mercado de trabalho. Além disso, temos mais sete (7) egressos que fazem uma graduação em TI, mas trabalham em setores diferentes.
Fixando-nos agora apenas na questão 23 (sobre o egresso trabalhar ou não no setor de TI) e na questão 11 (sobre estar trabalhando ou estudando), construímos a tabela abaixo que retrata os egressos que efetivamente trabalham com a informática e a sua relação com o curso superior.
TABELA 21 - EGRESSOS QUE EFETIVAMENTE TRABALHAM NO SETOR DE TI
Situação Quantidade Percentual
Fazem ou fizeram curso superior na área de TI e nela atuam 31 62%
Fazem ou fizeram curso com pouca ou nenhuma relação
com a TI 10 20%
Fazem ou fizeram curso superior, mas não informaram qual
era sua relação com a TI 3 6%
Têm somente o ensino médio completo 6 12%
Total 50 100%
Fonte: Lima, pesquisa de campo, 2015-2016.
Dos egressos pesquisados, 50 se identificaram como trabalhadores do setor de TI. Esmiuçando os dados e fazendo uma relação com a área do curso superior seguida por estes egressos, 31 trabalham e estudam em cursos envolvidos com a TI conforme havíamos visto na tabela anterior. Mas, em contrapartida, temos dez (10) que não têm uma trajetória de ensino superior na área da informática apesar de nela trabalharem. Ainda temos três (3) que não informaram qual era o curso superior realizado, e seis (6) que se mantiveram apenas com o ensino médio. Os dados demonstram que nem todos os egressos atuantes no mercado de trabalho de TI optaram por carreiras acadêmicas afins. Há, ainda, aqueles que não ingressaram em curso superior.
Assim, resumidamente, identificamos que nem todos os 170 egressos que optaram por fazer curso superior o fazem ou fizeram na área da informática, sendo que 69 escolheram um curso ligado à TI; dos 69, 31 estão apenas estudando, 31 estão estudando e trabalhando com TI, mas 7 egressos, apesar de estudarem na área, trabalham em setores diferentes. Também vimos que dentre os 50 egressos que se identificaram como trabalhadores do setor de TI, seis (6) não fizeram ensino superior; três (3) não declararam qual é o curso superior que fizeram e 10 disseram que, apesar de trabalharem no setor de TI, optaram por cursos com pouca ou nenhuma ligação com a informática.
Nesse sentido, compilando os dados das duas tabelas anteriores, organizamos outra tabela, considerando todos aqueles egressos que têm uma
Nesse sentido, compilando os dados das duas tabelas anteriores, organizamos outra tabela, considerando todos aqueles egressos que têm uma