7. ESTUDO DE CASO: HELICENTRO BANDEIRANTES
7.3. ESTIMATIVA DO NÚMERO DE MOVIMENTOS E TIPOS DE
Os tipos de aeronaves e os respectivos percentuais de movimentos foram estimados a partir da representatividade de cada aeronave presente no universo de aeronaves registradas no cadastro geral de aeronaves da ANAC.
Na Tabela 4 constam as aeronaves que possuem a maior representatividade que foram utilizadas para realização do EIA e na realização desse estudo.
Tabela 4 - Tráfego aéreo previsto
AERONAVE QUANTIDADE REPRESENTATIVIDADE MOVIMENTOS
R44 444 27% 9
Fonte: EIA (ESCUDERO CONSULTORIA E PLANEJAMENTO, 2015)
25 Os trajetos de pouso e decolagem de um heliponto passam obrigatoriamente sobre as Áreas de aproximação e de saída, também denominadas de rampas de aproximação e saída.
Trata-se de superfícies imaginárias traçadas a partir da área de pouso do heliponto.
Para o direcionamento do tráfego aéreo em relação às proximidades, adotaram-se os percentuais de 54% de movimentos para a rampa de aproximação 187 (diurno), 43% para a rampa de aproximação 337 (diurno) e 3% para a rampa de aproximação 187 (noturno).
Essas rampas de aproximação se configuram por meio de duas projeções, uma no sentido noroeste a partir do centro da plataforma, e outra no sentido sudeste da mesma (respectivamente 187º e 337º em relação ao ponto zero). Os movimentos dos helicópteros foram distribuídos nas rampas de aproximação conforme mostrado pela Tabela 5.
Tabela 5 - Número de movimentos por aproximação
Fonte: EIA (ESCUDERO CONSULTORIA E PLANEJAMENTO, 2015)
A aeronave de modelo B429 está presente nas Tabelas 4 e 5, porém descritas sem nenhum movimento. Isso deve-se ao fato de representar uma porcentagem muito baixa quando comparada as outras aeronaves tabeladas. A inclusão dela na tabela tem como objetivo identificar o limiar de inclusão de aeronaves registradas na ANAC que poderiam ser utilizadas no estudo.
AERONAVE MOVIMENTOS APROX. 187 (DIURNO)
26 7.4. RECEPTORES UTILIZADOS PARA DIAGNÓSTICO DO RUÍDO
Nesse estudo foram utilizados receptores críticos, que serviram de parâmetro de comparação com as mormas e leis vigentes. Esse receptores estão mostrados na Tabela 6. Os pontos de 0 a 11 foram retirados do EIA realizado pela Escudero Consultoria e Planejamento, no qual o trabalho está se referenciando. Os pontos 12 e 13 foram acrescentados para uma análise mais detalhada. A definição desses pontos foi feita estrategicamente nas áreas de impacto sonoro decorrentes das operações do Helicentro.
Tabela 6 - Localização dos Receptores
Ponto Coordenadas Endereço Área
0 23º 38’ 16.88’’S
46º 37’ 43.7’’W Pista e Pouso Helicentro
1 23º 37’ 55.99’’S
46º 37’ 57.39’’W Centro Espirita – R. Edgar Pereira, 135 Mista 2 23º 37’ 51.70’’S
46º 37’ 33.68’’W Colégio Marta – R. Abeylard Queirós, 195 Escola 3 23º 38’ 01,38’’S
46º 37’ 52.21’’W Plus Automação – R. Eduardo Pereira, 405 Mista 4 23º 38’ 08.83’’S
46º 37’ 42.68’’W Secretaria da Educação – R. Jacapé, 148 Escola 5 23º 38’ 10.55’’S
46º 37’ 37.55’’W Igreja Mórmon – Av Miguél Estefno, 2595 Mista 6 23º 38’ 13.42’’S
46º 37’ 55.80’’W
1º Prédio do Condomínio – Av. Leonardo da
Vinci, 2566 Mista
7 23º 38’ 34.28’’S 46º 37’ 56.03’’W
E.E. Prof. Miguel Roque – R. Domiciano Leite
Ribeiro, 455 Escola
8 23º 38’ 29.35’’S
46º 37’ 43.96’’W Hospital Psiquiátrico – Rua Etruscos, s/n Hospital
9 23º 38’ 21.66’’S 46º 37’ 38.00’’W
Entrada do Jd. Botânico – Av. Miguel Estefno
3867/3031 Mista
10 23º 38’ 52.17’’S 46º 37’ 49.12’’W
Entrada do Centro de Exposições – Imigrantes
Km 1.5 Rural
27
Fonte: (ESCUDERO CONSULTORIA E PLANEJAMENTO, 2015) 11 23º 39’ 06.04’’S
46º 37’ 12.20’’W
Entrada do Zoológico – Av. Miguel Estefno,
4241 Mista
12 23° 38’ 12.31’’S
46° 37’ 45.95’’W Casa - Tv. Dança do Manjericão 54 Residencial
13 23° 38’ 18.12’’S 46° 37’ 53.17’’W
Condomínio Clima Bothânico - R. Domiciano
Leite Ribeiro 51 Residencial
28 7.5. PLANO DE ZONEAMENTO DE RUÍDO – PZR
Com o intuito de realizar o PEZR de acordo com o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil RBAC nº 161, as curvas DNL geradas pelo software INM (apresentadas na Figura 5) foram georreferenciadas em um mapa de satélite e sobre um mapa de Zoneamento Urbano disponibilizado pela prefeitura de São Paulo, utilizando o software ArcGis, sendo possível dessa forma identificar a região que está inserida dentro dos níveis de ruído e identificar a localização dos receptores críticos definidos. As curvas georreferenciadas são mostradas nas Figuras 6, 7 e 8. Na Figura 6 as rampas de aproximação estão observadas como uma reta tracejada descritas como APROX. 187 e APROX. 337 e a área hachurada e contornada em amarela representa a área em que está contido o empreendimento. A Figura 7 mostra as curvas DNL georreferenciadas no mapa de zoneamento de São Paulo e a localização dos receptores críticos.
Além do PEZR, também foi feito o PBZR. Para realizar o PBZR, as curvas de 65 dB(A) e 75dB(A) foram traçadas de acordo com a RBAC e estão demonstradas da Figura 6 e 9. Na Figura 6, o círculo maior traçado na cor branca delimita a Área 1 e representa a curva de ruído de 65 dB, possuindo raio 300 m, já o círculo menor também traçado em branco delimita a Área 2, representa a curva de ruído de 75 dB e possui raio de 100 m.
29
Figura 5 - Curvas DNL
30
Figura 6 - Curvas DNL e curvas do PBZR georreferenciadas em mapa de satélite
31
Figura 7 - Curvas DNL, zoneamento urbano e receptores críticos
32
Figura 8 – Áreas de Conflito com a RBAC 161 para as curvas DNL
33
Figura 9 - – Áreas de Conflito com a RBAC 161 para o PBZR
34 Verificando a Figura 6 é possível perceber que, baseado na análise visual, o PBZR não é viável comparado ao PEZR, uma vez que as curvas de 65 dB(A) do PBZR (representadas pela Área 1) ocupam uma área maior do que as curvas de 65 dB(A) da métrica DNL utilizadas para o PEZR. Sendo assim, o PBZR caracteriza uma área maior de impacto, diferente do que mostram as simulações realizadas na métrica DNL. Este fato é confirmado na verificação das Figuras 8 e 9. As áreas em vermelho são definidas como áreas de conflito, ou seja, áreas onde o nível de ruído que estão submetidas estão fora das condições exigíveis pela RBAC 161.
Para análise de compatibilidade dos solos definidas pelo RBAC 161, foram feitas as comparações com as Zonas definidas pela Lei Municipal nº 16.402, e pelos receptores críticos contidos no interior das curvas do PBZR e do PEZR.
Para a equivalência das Zonas Urbanas com o uso do Solo descrito pelo RBAC 161 foram utilizados os seguintes critérios:
• Para Zonas que caracterizavam mais de um tipo de uso de solo sem nenhuma predominância sobre um deles, foi feita a análise para ambas as ocupações.
• Para Zonas que caracterizavam mais de um tipo de uso de solo, porém possuem predominância no uso de um deles:
1- Se o uso do solo predominante possuir maior rigor de avaliação comparado ao uso do solo não predominante, este será utilizado como avaliador. Ex: ZM caracteriza usos residenciais e não residenciais com predominância no uso residencial, dessa forma, de acordo com a RBAC 161, o uso do solo pode ser residencial ou comercial e de serviços. Como o uso residencial possui maior rigor de avaliação comparado ao uso comercial e de serviços, ele foi utilizado como avaliador.
2- Se o uso do solo de menor predominância possuir maior rigor de avaliação comparado ao uso do solo predominante, este será utilizado como avaliador. Ex: ZC caracteriza usos residenciais e não residenciais, com predominância aos usos não residenciais. De acordo com a RBAC 161, o uso do solo pode ser residencial ou comercial e de serviços. Como o uso residencial possui maior rigor de avaliação comparado ao uso comercial e de serviços, ele foi utilizado como avaliador, mesmo não sendo o uso predominante.
35 Na Tabela 7 tem-se a caracterização e avaliação do uso e ocupação do solo de cada zona inserida nas curvas do PBZR.
Tabela 7 - Caracterização e avaliação dos impactos para PBZR
Zonas
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
ZEIS-1 65-75 Residencial N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
ZEIS-2 65-75 Residencial N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
ZEIS-3 65-75 Residencial N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB ZEP 65-75
Usos recreacionais
(parques)
S Compatível sem restrições
ZM > 65 Residenciais N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser
36 adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
Uso do solo e edificações relacionadas geralmente compatíveis. Medidas para atingir RR de 25, 30 ou 35 dB
devem ser incorporadas no projeto/construção das
S Compatível sem restrições
Na Tabela 8 tem-se a caracterização e avaliação do uso e ocupação do solo de cada zona inserida nas curvas do PEZR.
Tabela 8 - Caracterização e avaliação dos impactos para PEZR
Zonas
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
ZEIS-1 65-75 Residencial N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
ZEIS-3 65-75 Residencial N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser
37 adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB ZEP 65-75
Usos recreacionais
(parques)
S Compatível sem restrições
ZM 65-70 Residenciais N(1)
Uso do solo e edificações relacionadas não compatíveis.
Se os órgãos determinarem que os usos devam ser permitidos, devem ser adotadas medidas para atingir uma RR de pelo menos 25 dB
S Compatível sem restrições
65-75
Uso do solo e edificações relacionadas geralmente compatíveis. Medidas para atingir RR de 25, 30 ou 35 dB
devem ser incorporadas no projeto/construção das edificações onde houver permanência prolongada de
pessoas
7.6. AVALIAÇÃO SEGUNDO A NORMA ABNT NBR 10151/2000
Para verificar a conformidade com a Norma NBR 10151/2000, foram utilizadas as métricas LAeqD e LAeqN calculadas pelo INM.
38 Foram definidas as seguintes situações na caracterização e avaliação do ruído:
• Áreas de Conflito:
Áreas onde o nível de ruído que estão submetidas estão fora das condições exigíveis pelas Normas e Leis
• Situação de Regularidade:
Nível de ruído em condições exigíveis de acordo com as Normas e Leis para as áreas e receptores analisados
• Situação de Irregularidade:
Nível de ruído não está em condições exigíveis de acordo com as Normas e Leis para as áreas e receptores analisados
7.6.1. CURVAS LAeqD
Realizado a simulação, as curvas de ruído LAeqD geradas estão representadas na Figura 10. Essas curvas foram georreferenciadas do mesmo modo em que foi feito para as curvas DNL utilizadas no PEZR. As curvas georreferenciadas estão representadas pelas Figuras 11, 12 e 13.
39
Figura 10 - Curvas LAeqD
40
Figura 11 - Curvas LAeqD georreferenciadas em mapa de satélite
41
Figura 12 - Curvas LAeqD, zoneamento urbano e receptores críticos
42
Figura 13 - Áreas de Conflito com a NBR 10151 para as curvas LAeqD
43 Conforme determinado pela Norma, o método de avaliação consiste em uma comparação entre o nível de pressão sonora corrigido Lc e o nível de critério de avaliação NCA. Como o ruído não tem caráter impulsivo, a Norma determina que o nível corrigido Lc
será representado pelo nível de pressão sonora equivalente, LAeq. Dessa forma os valores calculados pela métrica LAeqD assumiram os valores de Lc.
Os valores de NCA para cada tipo de área foram mostrados na Tabela 4. A Tabela 9 apresenta a avaliação do ruído de acordo com a ABNT NBR 10151. Para que fosse feita a avaliação foi considerada a equivalência de cada Zona Urbana compatível com as áreas definidas pela Norma, de forma que se estabeleça um nível de ruído permissivel para elas.
Tabela 9 - Caracterização e avaliação dos impactos nas zonas urbanas segundo a ABNT NBR 10151, utilizando a métrica LAeqD
Zonas Nível de Ruído de ou de hospitais ou
de escolas
50 Regular
ZEUP 45-60 Área mista, com 60 Regular
44 destinado a empreedimentos que necessitem de disciplina especial de parcelamento, uso e ocupação do solo.
Além das curvas de ruído, o INM calculou pontualmente o nível de ruído que estará exposto cada receptor. A Figura 12 monstra as curvas de ruído e os receptores analisados. A Norma prevê que se o nível de ruído ambiente Lra do receptor possuir valor superior ao NCA característico do local, o Lra deverá assumir o valor de NCA. É importante ressaltar que Lra é medido na ausência de operações no aeródromo para que não influencie na leitura do medidor. A Tabela 10 caracteriza e avalia os impactos nos receptores segundo a ABNT NBR 10151, utilizando a métrica LAeqD. Para que fosse feita a avaliação foi considerado a equivalência de cada Receptor Crítico compatível com as áreas definidas pela Norma, de forma que estabeleça um nível de ruído permissivel para ele.
45
Tabela 10 - Caracterização e avaliação dos impactos nos receptores segundo a ABNT NBR 10151, utilizando a métrica LAeqD
Ponto NCA NBR 10151 métrica LAeqD, foi feita a avaliação no período noturno utilizando a métrica LAeqN. A Figura 14 representa as curvas geradas pelo INM. As curvas georreferenciadas estão representadas nas Figuras 15, 16 e 17.
46
Figura 14 – Curvas LAeqN
47
Figura 15 - Curvas LAeqN georreferenciadas em mapa de satélite
48
Figura 16 - Curvas LAeqN, zoneamento urbano e receptores críticos
49
Figura 17 - Áreas de Conflito com a NBR 10151 para as curvas LAeqN
50
Tabela 11 - Caracterização e avaliação dos impactos nas zonas urbana segundo a ABNT NBR 10151, utilizando a métrica LAeqN
Zonas Nível de Ruído de
Tabela 12 - Caracterização e avaliação dos impactos nos receptores segundo a ABNT NBR 10151, utilizando a métrica LAeqN
Ponto NCA NBR 10151
Situação Segundo ABNT NBR 10151
51
8 45 45 45 Regular
9 55 55 48,8 Regular
10 55 55 30,7 Regular
11 55 55 23,1 Regular
12 45 - 57,7 Irregular
13 45 - 50,7 Irregular
7.7. AVALIAÇÃO SEGUNDO A LEI MUNICIPAL 16.402/2016
O município de São Paulo possui uma estruturação no uso e ocupação do solo na cidade, e a Lei Municipal 16.402 disciplina essa ocupação.
Foram definidas as seguintes situações na caracterização e avaliação do ruído:
• Áreas de Conflito:
Áreas onde o nível de ruído que estão submetidas estão fora das condições exigíveis pelas Normas e Leis
• Situação de Regularidade:
Nível de ruído em condições exigíveis de acordo com as Normas e Leis para as áreas e receptores analisados
• Situação de Irregularidade:
Nível de ruído não está em condições exigíveis de acordo com as Normas e Leis para as áreas e receptores analisados
As Zonas inseridas nas curvas LAeqD e LAeqN e que conflitam com a Lei 16.402, estão representadas em vermelho nas Figuras 17, 18 e 19. As Tabelas 13, 14 e 15 mostram os resultados e avaliações dos impactos. Vale ressaltar que é importante a avaliação para três períodos diários distintos, uma vez que a Lei estabelece parâmetros diferentes para cada um
52 deles conforme observado no Quadro 4B da Lei, contida no Anexo 2 desse trabalho. Durante o período Diurno de 7h às 19h e 19h às 22h, utiliza-se a métrica LAeqD como parâmetro de comparação, e no período Noturno de 22h às 7h, utiliza-se a métrica LAeqN como parâmetro de comparação.
A ZEP a ZOE não foram avaliadas pois a Lei não define nível de ruído máximo para essas zonas.
53
Figura 18 – Áreas de Conflito com a Lei Municipal 16.402 para o período de 7h às 19h
54
Tabela 13 - Caracterização e avaliação dos impactos nas zonas urbanas segundo a Lei Municipal nº 16.402/2016, utilizando a métrica LAeqD no período de 7h às 19h
Zonas Nível de Ruído de Exposição dB(A)
Lei Municipal nº 16.402/2016 dB(A)
Situação Segundo Lei Municipal nº 16.402/2016
ZC 45-75 60 Irregular
ZEU 45-55 60 Regular
ZCOR-1 45-50 50 Regular
ZEIS-1 45-75 50 Irregular
ZEIS-2 50-65 50 Irregular
ZEIS-3 45-75 55 Irregular
ZEIS-5 50-55 55 Regular
ZEP 45-80 - -
ZER-2 45-50 50 Regular
ZEUP 45-60 60 Regular
ZM 45-85 60 Irregular
ZOE 45-75 - -
ZPR 45-50 50 Regular
55
Figura 19 - Áreas de Conflito com a Lei Municipal 16.402 para o período de 19h às 22h
56
Tabela 14 - Caracterização e avaliação dos impactos nas zonas urbanas segundo a Lei Municipal nº 16.402/2016, utilizando a métrica LAeqD no período de 19h às 22h
Zonas Nível de Ruído de Exposição dB(A)
Lei Municipal nº 16.402/2016 dB(A)
Situação Segundo Lei Municipal nº 16.402/2016
ZC 45-75 55 Irregular
ZEU 45-55 55 Regular
ZCOR-1 45-50 45 Irregular
ZEIS-1 45-75 45 Irregular
ZEIS-2 50-65 45 Irregular
ZEIS-3 45-75 50 Irregular
ZEIS-5 50-55 50 Irregular
ZEP 45-80 - -
ZER-2 45-50 45 Irregular
ZEUP 45-60 55 Irregular
ZM 45-85 55 Irregular
ZOE 45-75 - -
ZPR 45-50 45 Irregular
57
Figura 20 - Áreas de Conflito com a Lei Municipal 16.402 para o período de 22h às 7h
58
Tabela 15 - Caracterização e avaliação dos impactos nas zonas urbanas segundo a Lei Municipal nº 16.402/20164, utilizando a métrica LAeqN no período de 22h às 7h
Zonas Nível de Ruído de Exposição dB(A)
Lei Municipal nº 16.402/2016 dB(A)
Situação Segundo Lei Municipal nº 16.402/2016
ZC 45-60 50 Irregular
ZEIS-1 45-60 40 Irregular
ZEIS-2 45-55 40 Irregular
ZEIS-3 45-60 45 Irregular
ZEP 45-60 - -
ZEUP 45-50 50 Regular
ZM 45-55 50 Irregular
ZOE 45-60 - -
7.8. COMPARAÇÃO DAS AVALIAÇÕES ENTRE A LEI 16.402 E A NBR 10151 BASEADO NAS ZONAS
Para o período diurno, houve divergências nas avaliações feitas usando a NBR 10151 e a Lei 16.402. Essa divergência se deve ao fato de que a NBR 10151 define NCAs diferentes da LEI nº 16.402 conforme visto na tabela 16. A tabela mostra também o nível de ruído de exposição de cada uma das zonas inseridas na métrica LAeqD. A tabela 17, mostra a relação das situações de regularidade de cada uma dessas zonas.
59
Tabela 16 - Comparação do NCA definido pela NBR 10151 com o NCA definido pela Lei Municipal nº 16.402 para o período diurno
Zonas
NCA Lei Municipal nº 16.402 de 7h às 19h
dB(A)
NCA Lei Municipal n°
16.402 de 19h às 22h
Tabela 17 - Relação das situações de regularidade das zonas inseridas nas curvas de ruído da métrica LAeqD
Zonas ABNT NBR 10151 Lei Municipal nº 16.402 de 7h às 19h
Lei Municipal n° 16.402 de 19h às 22h
ZC Irregular Irregular Irregular
ZEU Regular Regular Regular
ZCOR-1 Regular Regular Irregular
ZEIS-1 Irregular Irregular Irregular
ZEIS-2 Irregular Irregular Irregular
ZEIS-3 Irregular Irregular Irregular
ZEIS-5 Regular Regular Irregular
ZEP Irregular - -
ZER-2 Regular Regular Irregular
ZEUP Regular Regular Irregular
ZM Irregular Irregular Irregular
ZOE - - -
ZPR Regular Regular Irregular
60 Para o período noturno, fica evidente que não houve divergências nas avaliações feitas usando a NBR 10151 e a Lei 16.402 conforme mostrado na tabela 19. Apesar disso, na tabela 18 é visto que os NCAs definidos são diferentes para cada uma dessas diretrizes. Essa coincidência na situação de regularidade ocorreu devido ao fato de que o nível de ruído na qual essas zonas estão submetidas serem acima de todos os NCAs. O nível de ruído de exposição de cada uma dessas zonas também é mostrado na tabela 18.
Tabela 18 - Comparação do NCA definido pela NBR 10151 com o NCA definido pela Lei Municipal nº 16.402 para o período nortuno
Zonas
NCA LEI MUNICIPAL 16.402 de 22h às 7h
Tabela 19 – Relação das situações de regularidade das zonas inseridas nas curvas de ruído da métrica LAeqN
Zonas ABNT NBR 10151 LEI MUNICIPAL 16.402
22h às 7h
ZC Irregular Irregular
ZEIS-1 Irregular Irregular
ZEIS-2 Irregular Irregular
ZEIS-3 Irregular Irregular
ZEP Irregular -
ZEUP Regular Regular
ZM Irregular Irregular
ZOE - -
61
8. DISCUSSÕES E CONCLUSÕES
Como empreendimento ainda não está em operação, o dimensionamento do ruído transmitido pelos helicópteros foi feito baseado em estimativas, e dessa forma não foi possível prever com exatidão quais os modelos de helicópteros irão operar no aeródromo, bem como o número de movimentos de cada um desses modelos. Mediante a isso, os resultados encontrados nesse trabalho poderão ser diferentes daqueles encontrados a partir da construção e operação do Helicentro.
Todos os resultados encontrados a partir das simulações realizadas no INM foram comparadas e dadas as avaliações de conformidade (regular) ou não conformidade (irregular) de acordo com as Normas e Leis Vigentes na cidade de São Paulo. Essas comparações foram feitas tanto para análises individuais nos receptores quanto para análise nas Zonas Urbanas definidas e disponibilizadas pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
É possível perceber que há divergência de especificações para Leis e Normas, o que torna toda e qualquer tipo de avaliação contraditória em um mesmo ponto de vista. Os resultados dos estudos evidenciam os seguintes aspectos:
• PBZR e PEZR
A escolha de qual Plano de Zoneamento de Ruído utilizar pode ser subjetiva pelas seguintes considerações:
1- As áreas que as curvas do PBZR abrangem podem ser maiores do que as áreas que as curvas da métrica DNL abrangem. Por essa análise é preferível realizar o PEZR, pois que há menos zonas críticas contidas no interior das curvas de ruído comparado com o PBZR.
2- Em contrapartida, a análise de nível de ruído para ocupação do solo feita para o PBZR é mais simples do que a análise feita pelo PEZR, tornando o PBZR atraente.
Para esse trabalho o PEZR é mais atrativo, pois o resultado da análise individual das Zonas impactadas para ambos os PZR foram iguais e as curvas de ruído do PEZR abrangem uma área menor de impacto comparado ao PBZR. Inclusive esse fato se evidencia mais, pois somente no PBZR a ZEIS-2 está contida.
62 Além disso, se validada pela ANAC as curvas DNL simuladas, e constatado que de
62 Além disso, se validada pela ANAC as curvas DNL simuladas, e constatado que de