concentrado, como é o caso da Golegã.
Nesta unidade territorial desenha-se a tendência para associar actividades turísticas e de lazer a explorações agrícolas, nomeadamente a casas agrícolas e quintas tradicionais (o mesmo se regista na Unidade Territorial 9 e 14).
O Rio Tejo tem associado um inegável valor do ponto de vista da conservação da natureza, mas também elevado potencial para o turismo sustentável.
Não obstante se considerar toda a unidade da Lezíria do Tejo como paisagem notável, destaca-se aqui o Paúl do Boquilobo, classificado como reserva natural dado o seu elevado valor ornitológico, enquanto ponto importante nas migrações outonais de aves, bem como com interesse para a conservação da fauna piscícola.
Esta unidadeabrange também parte da Reserva Natural do Estuário do Tejo, que assume um papel fundamental do ponto de vista ecológico e económico, pelas potencialidades dos solos da Lezíria para a produção agrícola
Dado o tipo de agricultura predominante nesta unidade ocorre um elevado potencial energético em biocombustíveis.
Tendo em conta o regime do Rio Tejo e afluentes e a geologia dos solos, esta Unidade Territorial está extensivamente exposta a um elevado risco de cheias progressivas e risco sísmico.
11. Maciço Calcário
Esta Unidade Territorial caracteriza-se por uma continuidade entre as Serras de Aire, Candeeiros (que constituem Parque Natural e área protegida desde 1979) e Sicó/ Alvaiázere (Sítio de Importância Comunitária). O relevo é característico dos calcários secos e descarnados, com solo pedregoso rochoso.
A actuação dos elementos naturais nas rochas calcárias em domínio nesta unidade, deu origem a mais de mil e quinhentas grutas. À superfície, outros elementos geomorfológicos de relevo são os algares, os campos de lapiás, as dolinas, as uvalas e os poljes (Polje de Minde, de Alvados e de Mendiga). A água, pouco visível à superfície, abunda no subsolo, fazendo desta zona um grande reservatório subterrâneo de água doce, que é alimentado sobretudo pela chuva que, infiltrando-se rapidamente no subsolo, forma ribeiras subterrâneas, restituindo depois o excedente à superfície, formando uma nascente cársica como é o caso das nascentes dos Olhos de Água do Rio Alviela.
A ocupação do solo é dominada por matos sobre afloramentos rochosos e olivais em campos fechados com pedra solta resultantes da despedrega.
A edificação é dispersa ou fragmentada, sendo de salientar a presença de diversos armazéns e indústrias extractivas. Destacam-se os concelhos de Alcobaça, Alcanena, Rio Maior e Santarém na extracção de calcário, explorado para fins ornamentais e para a produção de cal (Centro Nacional de Produção de Cal em Alcanede). Nesta unidade exploram-se também argilas nos concelhos de Santarém (Alcanede) e de Ourém, destinadas à produção de cerâmica branca e indústrias química e do papel.
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atracção e constitui um pólo de referência para o turismo religioso. Não obstante, ao nível regional as relações urbanas estabelecem-se também com outros centros, designadamente, Alcanena, Alcobaça, Rio Maior, Ourém e Porto de Mós.
Em termos de acessibilidades, esta unidade é servida pela A1, Linha do Norte, dispondo também de um aeródromo (Fátima). No futuro será servida pelo IC9, que irá estabelecer a ligação viária entre o Médio Tejo e o Oeste.
O maciço calcário estremenho, pela sua localização e orientação geográfica, detém um elevado potencial eólico.
Importa salientar o património paleontológico reunido no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (Jazidas de Icnitos da Pedreira do Galinha e de Vale de Meios), as maiores do Jurássico médio (20 trilhos) com pistas de dinossáurios excepcionalmente bem preservadas.
Verifica-se uma forte relação física e funcional desta unidade com a Região Centro.
12. Médio Tejo Florestal
Trata-se da Unidade Territorial que se inicia a Sul no eixo ribeirinho Barquinha/ Abrantes e se estende até à Região Centro, sendo que a Serra de Sicó/ Alvaiázere a separa em duas subunidades.
O relevo é bastante modelado e acidentado, o padrão dominante são os povoamentos florestais, essencialmente compostos por pinheiros e eucaliptos, facto que lhe confere elevada perigosidade em relação à ocorrência de incêndios, bem como elevado potencial em biomassa.
12.a. Médio Tejo Florestal Norte
Trata-se da subunidade territorial que compreende parte do concelho de Ourém, dominada por povoamentos florestais de pinheiro bravo sobre relevo ondulado ou nas encostas mais declivosas. Verifica-se também a presença de algumas áreas de olival em abandono e ocorre ainda agricultura em baixa aluvionar ao longo dos vales.
Os vales são encaixados e as áreas edificadas localizam-se ao longo destes, formando um padrão linear ao longo das vias de comunicação.
Esta subunidade é polarizada por Ourém que concentra a população e as áreas edificadas, embora mantenha relações funcionais importantes com Fátima, Tomar e com a Batalha e Leiria, já na Região Centro.
Em termos de acessibilidades, a unidade será beneficiada com a construção do IC9, que potenciará a sua permeabilidade ao exterior, contudo, actualmente, as relações com o exterior são efectuadas através da A1 e da linha do Norte.
Tal como sucede na unidade do Maciço Calcário, nesta unidade a água à superfície é escassa, destacando-se apenas a Ribeira da Sabacheira. Já no que concerne aos recursos hídricos subterrâneos releva-se o aquífero de Ourém que dadas as formações geológicas cársicas apresenta uma vulnerabilidade elevada. Importa destacar o sítio do Agroal, nascente perene de grande caudal que alimenta o Rio Nabão, onde se localiza uma pequena estância balnear termal.
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12.b. Médio Tejo Florestal Sul
Trata-se da subunidade territorial que compreende parte dos concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere, Sardoal e Abrantes, cujo padrão dominante é caracterizado por povoamentos florestais de pinheiro bravo e eucalipto (elevado potencial de biomassa) intercalado com algumas zonas de matos, olival e áreas agrícolas de policulturas.
Destaca-se a albufeira de Castelo do Bode construída no leito do Rio Zêzere e com elevada importância estratégica no armazenamento de água. Apresenta potencialidades para o recreio, lazer e prática de desportos náuticos.
Nesta subunidade as áreas afectas à edificação são dispersas de pequena ou média dimensão. No que respeita ao sistema urbano, Ferreira do Zêzere e Tomar polarizam esta subunidade, mantendo relações fortes com Abrantes, Sardoal e mesmo Vila de Rei, já na Região Centro.
Em termos de acessibilidades, a subunidade é bordejada a Sul pela A23, que estabelece a ligação a Espanha, sendo também de salientar a ligação futura desta via a Coimbra, passando por Tomar através da conclusão do IC3.
Em Ferreira do Zêzere regista-se ainda um elevado número de pecuárias intensivas.
13. Eixo Ribeirinho - V. N. Barquinha/ Abrantes
Trata-se da Unidade Territorial que compreende parte dos concelhos de Vila Nova da Barquinha, Constância, Sardoal e Abrantes, designadamente as áreas marginais ao Rio Tejo.
É uma unidade caracterizada pelos aluviões do Tejo com agricultura de hortofrutícolas e vinhas, áreas associadas a sistemas de policultura, olival e alguns resquícios de montado de sobro. É relativamente plana, com encostas delimitadoras.
A edificação é fundamentalmente dispersa ou fragmentada verificando-se, também, a presença de algumas áreas afectas a indústrias, comércio, armazenagem ou logística.
O sistema urbano interno estrutura-se em torno de Vila Nova da Barquinha, Constância, Sardoal e sobretudo Abrantes. Todavia, mantêm fortes relações externas, nomeadamente com Entroncamento e Torres Novas.
No que respeita às acessibilidades, a unidade é atravessada e servida pela linha da Beira Baixa e pela A23, cuja construção (prolongamento do IP6 para a Beira Interior) potenciou novas dinâmicas nestes locais.
O principal recurso e valor natural desta unidade territorial é o rio e o vale do Tejo, associado aos seus aluviões, contudo deve ser destacado o facto do grande aquífero da Margem Esquerda do Tejo se iniciar nesta unidade.
Este território constitui uma área com potencialidade para o lazer e recreio, através de actividades ligadas à pesca ou aos desportos náuticos.
Destacam-se ainda algumas infra-estruturas estratégicas como Instalações militares de Tancos e a central termoeléctrica do Pego.
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14. Charneca Ribatejana
Trata-se da Unidade Territorial que compreende a parte com predomínio agro-florestal dos concelhos de Abrantes, Constância, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos, Benavente e Coruche. O padrão dominante é o florestal caracterizado por montados de sobro (produção de cortiça) alternados com povoamentos de outras espécies florestais, designadamente pinheiro e com produção extensiva de gado.
Em termos agrícolas, as parcelas apresentam grande dimensão física e bons níveis de produtividade. No que respeita às acessibilidades a unidade é atravessa da pelas linhas férreas do Leste e Setil/ Vendas Novas. Em termos viários,esta unidade é estruturada por vias de nível nacional: EN2 5 (Abrantes-Ponte
de Sor), EN114 (Santarém-Coruche), EN114-3 (Coruche-Salvaterra) e EN119 (Coruche-Alcochete). A conclusão do PRN contribuirá para a melhoria da mobilidade dentro desta unidade e da sua relação com o exterior, através da construção/ conclusão dos IC3, IC9, IC10 e IC13.
Com temperaturas elevadas e forte incidência solar sem grandes obstáculos montanhosos, o potencial de energia solar nesta unidade, apresenta níveis significativos.
Nesta unidade territorial desenha-se a tendência para associar actividades turísticas e de lazer a explorações agrícolas, nomeadamente a casas agrícolas e quintas tradicionais.
A elevada disponibilidade de recursos cinegéticos relacionada com o tipo de ocupação agro-florestal, concorrem para o desenvolvimento de um segmento de turismo associado à caça.
Quanto aos recursos hídricos, destaca-se o aquífero da Margem Esquerda do Tejo, cuja dimensão, extensão e qualidade, lhe confere o título de maior reservatório de água subterrânea da Península Ibérica. Em termos superficiais, destaca-se um conjunto de rios e ribeiras constituintes da bacia hidrográfica do Tejo (Rio Almansor, Ribeira da Canha, Ribeira de Sor, rio Torto, Ribeira de Coelhos, Ribeira de Ulme, entre outros).
Nesta Unidade Territorial encontram-se inúmeras infra-estruturas de armazenamento de água superficial para apoio à actividade agrícola.
Verifica-se uma forte relação desta unidade com a Região Alentejo.
Esta Unidade Territorial divide-se em duas subunidades territoriais pelo facto de ser atravessada pelo vale do Sorraia - Unidade Territorial 16.
14.a. Charneca Ribatejana Norte
Esta subunidade territorial abrange parte dos concelhos de Abrantes, Constância, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos e Coruche.
É caracterizada por um relevo ondulado suave dominado por montado de sobro alternado com povoamentos florestais, pelo que a paisagem apresenta um carácter agro-florestal.
Os vales são estreitos e dominados por agricultura de regadio. A densidade populacional é baixa sendo as áreas edificadas dispersas com pequena e média dimensão, apenas concentradas nos centros urbanos como a Vila de Coruche.
5 Nos troços em causa, as EN2, EN114 e EN119 são estradas desclassificadas que se encontram a assegurar as ligações ao nível nacional, enquanto os novos itinerários não forem concluídos, após o que deverão integradas na rede municipal.