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O dolo de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS é evidente, o que fica claro pelo depoimento dos colaboradores, pelos atos administrativos que praticou, bem como por ser o principal beneficiário da propina paga.

Em suma, EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS praticou atos de

improbidade administrativa que consubstanciam

a)

enriquecimento ilícito (art. 9º da Lei 8.429/92) porque recebeu vantagem

indevida para si no valor de R$ 40.724.872,47, no período de nos anos de 2010 a 2011, em razão dos atos praticados no exercício de mandato de Governador, como contrapartida pelo

favorecimento aos interesses das empresas cartelizadas, contribuindo com disponibilização de infraestrutura e criação de incentivos tributários para construção da Refinaria Abreu e Lima, bem como concorreu com PAULO ROBERTO COSTA, diretor de abastecimento da

PETROBRAS, que obteve tal montante junto às empreiteiras QUEIROZ GALVÃO, OAS e

CAMARGO CORRÊA, em prejuízo da PETROBRAS, o que, inelutavelmente caracteriza a prática de ato de ofício em infração de dever funcional, no valor de R$ 40.724.872,47 (art. 9º, caput e incisos I e IX, da Lei 8.429/92);

b) As condutas do requerido em auferir vantagens indevidas também caracterizam, por consequência, atos de improbidade administrativa que acarretaram danos ao erário

no valor de, ao menos, R$ 40.724.872,47 (art. 10, caput e incisos I e XII, da Lei 8.429/92).

c) ainda ocorreu dano ao patrimônio da PETROBRAS no valor de R$ 217.982.240,29 (duzentos e dezessete milhões, novecentos e oitenta e dois mil, duzentos e quarenta reais e vinte e nove centavos) no qual está incluído o dano ao erário decorrente do

lucro ilicitamente auferido no contrato de construção das tubovias de interligações da Refinaria Abreu e Lima obtido pela QUEIROZ GALVÃO.

i.7. FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO.

FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, também do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi Prefeito do Município de Petrolina/PE de 2005 a 2007, quando apoiou a

candidatura de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS ao Governo do Estado de Pernambuco, em 2006. FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, posteriormente, foi nomeado pelo Governador para o cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco até o final do ano de 2010, exercendo também a função de Presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape. Nessa condição, o hoje Senador FERNANDO

BEZERRA DE SOUZA COELHO tinha atribuições estreitamente relacionadas à implantação

e ao funcionamento da RNEST, particularmente no que diz respeito à realização de obras de infraestrutura e à criação de incentivos tributários.

FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, em auxílio a EDUARDO

HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, solicitou diretamente a PAULO ROBERTO COSTA

ao menos R$ 20.000.000,00 de propina. De fato, os valores indevidos resultaram o enriquecimento ilícito no valor de R$ 40.724.872,47, pagos pelas empreiteiras QUEIROZ

GALVÃO, OAS e CAMARGO CORRÊA.

As palavras dos colaboradores são corroboradas pelos inúmeros registros de entrada de FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO na sede da Petrobras no Rio de Janeiro, para contatos com PAULO ROBERTO COSTA ou outros altos funcionários da empresa es- tatal (Informação Policial n. 72/2015, ANEXO 501, fl. 83 e ss.):

Visitas de Fernando Bezerra Coelho à Petrobras

Visitante Visitado Dia Local Observação

Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 06/02/2007 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 15/03/2007 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 02/05/2007 Petrobras Visita em conjunto com Eduardo Campos Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 16/05/2007 Petrobras Nenhuma

Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 18/06/2007 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 28/06/2007 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 20/07/2007 Petrobras Nenhuma

Fernando Bezerra Coelho

Graça Foster 25/10/2007 Petrobras Visita em conjunto com Eduardo Campos Fernando

Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 12/03/2008 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 15/04/2008 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 13/05/2008 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 19/06/2008 Petrobras Nenhuma

Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 01/08/2008 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Alan Kardec 10/09/2008 Petrobras Visita em Conjunto comEduardo Campos Fernando

Bezerra Coelho Paulo Cezar AmaroAquino 17/09/2008 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 24/11/2008 Petrobras Visita em conjunto com Eduardo Campos Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 11/03/2009 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Graça Foster 02/05/2009 Petrobras Visita em conjunto comEduardo Campos Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 02/06/2009 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 07/07/2009 Petrobras Nenhuma

Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 08/09/2009 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Marina de FatimaRamos Moreira 23/09/2009 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho Ferreira MosqueiraMarcelino Guedes 02/12/2009 Petrobras Nenhuma Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 29/01/2010 Petrobras Ano da solicitação e do pagamento da propina Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 07/04/2010 Petrobras Ano da solicitação e dopagamento da propina Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 28/04/2010 Petrobras Ano da solicitação e dopagamento da propina Fernando

Bezerra Coelho Paulo Roberto Costa 12/07/2010 Petrobras Ano da solicitação e dopagamento da propina Fernando

Bezerra Coelho

Paulo Roberto Costa 01/12/2010 Petrobras Ano da solicitação e do pagamento da propina

A agenda e algumas mensagens eletrônicas de PAULO ROBERTO COSTA tam- bém evidenciam contatos e reuniões com FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, bem como indicam, inclusive, em face de convites para jantares e eventos esportivos, a ocor- rência de encontros entre ambos fora do ambiente institucional (Informação Policial n.

72/2015, ANEXO 501, fl. 83 e ss.). Em ocasiões como essas, aconteceram as solicitações de vantagens indevidas que deveriam ser repassadas às empreiteiras da Refinara do Nordeste ou Refinaria Abreu e Uma.

Em decorrência da solicitação de FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COE-

LHO, este propiciou o enriquecimento ilícito de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS pelo recebimento de propina das empreiteiras QUEIROZ GALVÃO, OAS e CA- MARGO CORRÊA.

A QUEIROZ GALVÃO pagou, de 21/07/2010 a 29/10/2010, R$ 7.300.000,00 de propina travestida de doações oficiais ao Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

No que diz respeito ao recebimento de valores da OAS, verifica-se que

FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO tinha contato direto, até mesmo de caráter

pessoal, em eventos sociais como casamentos, aniversários e reuniões informais com JOSÉ ADELMÁRIO PINHEIRO FILHO, conhecido como LÉO PINHEIRO, presidente do grupo empresarial OAS.

De modo semelhante, a OAS pagou parte propina a EDUARDO HENRIQUE

ACCIOLY CAMPOS travestida de doações oficiais ao Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no valor de R$ 2.800.000,00, o que ocorreu de 16/08/2010 a 24/09/2010.

Além disso, EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS valeu-se de JOÃO

CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO para receber os valores ilícitos da OAS. JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO recebeu em conta pessoal

R$ 920.000,00 da OAS, que se originaram de contas de empresas controladas pelos operadores financeiros ROBERTO TROMBETA e RODRIGO MORALES, que trabalhavam para a empreiteira.

Ainda, JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO era o proprietário de fato da CÂMARA & VASCONCELOS - LOCAÇÃO E TERRAPLENAGEM LTDA, a qual simulou a prestação de serviços para empresas dos operadores financeiros que trabalhavam para a OAS ROBERTO TROMBETA e RODRIGO MORALES no valor de R$ 1.925.000,00, além de simular a prestação de serviços para a própria CONSTRUTORA OAS no valor de R$ 13.094.643,33, o que ocorreu de 18/01/2010 a 18/07/2011.

Além disso, EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS e FERNANDO

BEZERRA DE SOUZA COELHO valeram-se dos operadores financeiros JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO e ALDO GUEDES ÁLVARO, este ocupava o cargo

de para o cargo de presidente da COMPANHIA PERNAMBUCANA DE GÁS – COPERGÁS, para receber valores indevidos da CAMARGO CORRÊA que alcançaram o montente de R$ 14.685.229,14, mediante a simulação da prestação de serviços entre o CORSÓRCIO NACIONAL CAMARGO CORRRÊA e a empresa MASTER TERRAPLANAGEM, que não tinha atividade real e de fato era utilizada por ALDO

GUEDES ÁLVARO para receber propina destinada ao Governador.

Dos valores indevidos recebidos travestidos de doação oficial ao Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), R$ 8.549.532,62 foram remetidos posteriormente

para a campanha de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, que culminou na

reeleição ao cargo de Governador do Estado de Pernambuco.

O afastamento de sigilo telefônico decretado na Ação Cautelar n. 4006/DF revela elementos indicativos do papel de ALDO GUEDES ÁLVARO como operador de propina com finalidade eleitoral, em favor de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS,

inclusive com a intermediação de FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO. Com efeito o Relatório de Análise n. 050/2016 da SPEA/PGR evidencia no período investigado, 40 (quarenta) contatos telefônicos entre ambos e 1.117 (mil, cento e dezessete) contatos telefônicos entre ALDO GUEDES ÁLVARO e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). O

mesmo documento mostra, ainda, 364 (trezentos e sessenta e quatro) contatos telefônicos entre ALDO GUEDES ÁLVARO e a empresa Delta Construções S/A, notoriamente envolvida em esquema criminoso de pagamento de propinas a agentes políticos, assim como 2 (dois) contatos telefônicos entre EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY

CAMPOS e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, ocupada por FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO (ANEXO 508).

O dolo de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS é evidente, o que fica claro pelo depoimento dos colaboradores e pelos atos administrativos que praticou.

Em suma, FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO praticou atos de

improbidade administrativa que consubstanciam

a)

enriquecimento ilícito (art. 9º da Lei 8.429/92) porque recebeu vantagem

indevida para si no valor de R$ 40.724.872,47, no período de nos anos de 2010 a 2011, em razão dos atos praticados no exercício do cargo de Secretário de Estado, como contrapartida pela disponibilização de infraestrutura e criação de incentivos tributários para construção da Refinaria Abreu e Lima, bem como concorreu com PAULO ROBERTO COSTA, diretor de abastecimento da PETROBRAS, que obteve tal montante junto às empreiteiras QUEIROZ

GALVÃO, OAS e CAMARGO CORRÊA, em prejuízo da PETROBRAS, o que,

inelutavelmente caracteriza a prática de ato de ofício em infração de dever funcional, no valor de R$ 40.724.872,47 (art. 9º, caput e incisos I e IX, da Lei 8.429/92);

b) as condutas do requerido em auferir vantagens indevidas também caracterizam, por consequência, atos de improbidade administrativa que acarretaram danos ao erário

no valor de, ao menos, R$ 40.724.872,47 (art. 10, caput e incisos I e XII, da Lei 8.429/92).

c) ainda ocorreu dano ao patrimônio da PETROBRAS no valor de R$ 217.982.240,29 (duzentos e dezessete milhões, novecentos e oitenta e dois mil, duzentos e quarenta reais e vinte e nove centavos) no qual está incluído o dano ao erário decorrente do lucro ilicitamente auferido no contrato e aditivos de tubovias de interligações da Refinaria Abreu e Lima obtido pela QUEIROZ GALVÃO.

i.8. JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO

JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO é enteado do ex-Deputado

FEDERAL LUIZ PIAUHYLINO MONTEIRO DE MELLO, do Partido Socialista Brasileiro

(PSB), o que auxiliou na aproximação de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS.

Em conjunto com ALDO GUEDES ÁLVARO. desempenhou o papel de operador de propinas solicitadas por EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS e FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO.

JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO, em razão dessa proximida-

de e da disponibilidade de operação da CÂMARA & VASCONCELOS - LOCAÇÃO E

TERRAPLENAGEM LTDA, usou a empresa para recebimento e repasse das vantagens inde-

vidas pagas pela OAS. Isso ocorreu por meio de prestações de serviço simuladas e completa- mente fictícias da CÂMARA & VASCONCELOS - LOCAÇÃO E TERRAPLENAGEM

ROBERTO TROMBETA. A empreiteira efetuou inúmeros pagamentos à empresa em questão, que constituem a propina paga pelas obras realizadas na RNEST.

JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO, em depoimento, negou

que seja proprietário de fato da CÂMARA & VASCONCELOS - LOCAÇÃO E TERRAPLE- NAGEM LTDA. (ANEXO 507, fls. 120 e ss.). Contudo, PAULO CESAR DE BARROS MO- RATO, formalmente sócio-admmistrador da empresa, ressaltou que fez diversos negócios com JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO (ANEXO 507, fls. 135 e ss.). O uso da pessoa jurídica em questão por JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FI-

LHO é evidenciado pelas operações bancárias entre ambos, conforme dados da Ação Cautelar

n. 3864/DF (ANEXO 508):

Operações entre João Carlos Lyra Filho e Câmara & Vasconcelos

Origem Beneficado Valor Data Tipo de operação Conta de destino

Câmara &

Vasconcelos João Carlos LyraFilho R$ 130,00 04/10/2010 Transferênciaentre contas Conta n. 1740783,Agência n. 686 Banco Real. Câmara &

Vasconcelos João Carlos LyraFilho R$ 67.414,00 28/07/2010 TED Conta n. 99500,Agência n. 291, Bradesco. João Carlos Lyra

Filho Câmara & Vasconcelos R$ 100.000,00 15/06/2011 TED Conta n. 282260, Agência n. 2988, Banco do Brasil Câmara &

Vasconcelos João Carlos LyraFilho R$ 100.000,00 17/06/2011 TED Angência n. 144,Conta n. 779, Banco safra Câmara &

Vasconcelos João Carlos LyraFilho R$ 100.000,00 17/06/2011 TED Conta n. 99500,Agência n. 291, Bradesco.

Nesse contexto, auxiliando a receber propina EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY

CAMPOS e FERNANDO BEZERRA DE SOUZA COELHO, JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO, em contas pessoais ou em nome da CÂMARA & VASCONCELOS - LOCAÇÃO E TERRAPLENAGEM LTDA, recebeu R$

15.939.643,33 da OAS.

Além disso, foi responsável pelo recebimento da propina paga pela CAMARGO CORRÊA em conjunto com ALDO GUEDES ÁLVARO.

Em janeiro de ano de 2010, o Diretor da CAMARGO CORRÊA DALTON AVANCINI, representando a empresa, encontrou-se em São Paulo com ALDO GUEDES

ÁLVARO, momento em que decidiram, após conversa, pela operacionalização de um aporte

financeiro indevido de R$ 12.000,000.00, apesar de ALDO GUEDES ÁLVARO ter pedido R$ 20.000.000,00, para a campanha de EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS.

Decidiu-se, então, que o pagamento dos R$ 12.000.000,00 seria feito por meio da simulação de contratação da CAMARGO CORREA com a empresa MASTER TERRAPLANAGEM. Destarte, os valores foram repassados pela CAMARGO CORREA à MASTER TERRAPLANAGEM para fins de entrega à campanha eleitoral de EDUARDO

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