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FINALIDADES E INSTITUIÇÕES DO ENSINO SUPERIOR

Educação Superior

FINALIDADES E INSTITUIÇÕES DO ENSINO SUPERIOR

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A Educação Superior, de acordo com a LDBEN tem alguns objetivos a cumprir, como informar o artigo 43, dos quais, proporcionar a reflexão crítica e o espírito científico. Seus valores devem constituir uma cultura de contínua transformação social sempre na busca do desenvolvimento e do progresso do sujeito e da própria sociedade. Vejamos o artigo 43 e seus incisos:

I - Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II - Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimentos, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III - Incentivar o trabalho de pesquisa e

investigação científica, visando o

desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV - Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;

V - Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos, numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI - Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;

VII - Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.

VII - Atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão

que aproximem os dois níveis

escolares.

(Incluído

pela

Lei

13.174, de 2015)

Para alcançar esta finalidade a educação superior (Art.44 da LDBEN) abrangerá os seguintes cursos ou programas: • Seqüenciais; • De Graduação; • De Pós-graduação; • De Extensão. Quer saber mais? Universidade: Universidade segundo o dicionário do aurélio significa: “s.f. 1. Universalidade. 2 instituição de ensino superior que compreende um conjunto de faculdades ou escolas para a especialização profissional ou científica, e tem por função precípua garantir a conservação e o progresso nos diversos ramos do conhecimento, pelo ensino e pela pesquisa. 3. Edificação ou conjunto de edificações onde funciona esta instituição. 4.o pessoal docente, discente e administrativo da universidade. Fonte: Novo dicionário básico da língua portuguesa folha/aurélio (1988).

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O Sistema de Ensino Superior Brasileiro admite os seguintes tipos de INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR (IES):

Universidades;

Centros Universitários; Faculdades;

Faculdades Isoladas;

Centro de Ensino Tecnológico;

Institutos ou Escolas Superiores de Educação.

No filme Alice, como já vimos, o tempo representado pelo relógio é bastante significativo, e no caso das políticas públicas em educação não é diferente.

Como estudamos, nos anos 40 e 50 as ações políticas estavam com o objetivo de ofertar para população a escolaridade primária, com destaque para os quatro anos iniciais. E algumas décadas depois, estamos nós aqui pensando sobre o crescimento da educação superior.

Os dados apresentados abaixo se baseiam no Censo do INEP de 2002 e 2014 facilitam essa compreensão. De acordo com os dados de 2002 temos 1.637 IES no Brasil sendo 1442 Privadas (88%) e 195 Públicas (12%). A ociosidade nas IES Privadas do Ensino Superior neste período foi de 37,5% enquanto nas Públicas 5%. Em 2014 verificou-se um crescimento considerável no ensino superior, representado por um total de 2.368 instituições. As instituições privadas representam (87.4%), ou seja, 2.069,6 e as públicas (12,6%), 299 deste universo.

Ainda de acordo com o censo Mec-Inep, deste total, apenas 8% representam as universidades, ou seja, as instituições que se encarregam de ensino, pesquisa e extensão.

A política educacional brasileira, desde os anos 70, incentivou o crescimento das IES privadas em detrimento de investimentos na área pública. Analisando os números abaixo verificamos que a oferta de IES pública não tem crescido, se tivermos como parâmetro as IES particulares.

1998 – 764 IES privadas contra 209 públicas; 1999 - 905 IES privadas contra 192 públicas; 2000 -1004 IES privadas contra 176 públicas; 2001 - 1208 IES privadas contra 183 públicas; 2002 – 1442 IES privadas contra 195 públicas. 2014 - 2069,9 IES privadas contra 299 pública

Cabe destacar que nos anos de 2004 a 2014 o Governo Federal investiu significativamente na educação superior. Em 2007 lançou o REUNI - programa de reestruturação das instituições federais de ensino superior que tem como finalidade ampliar o número de vagas e assim, aumentou-se o número de alunos em instituições públicas, através da oferta de ensino noturno e da interiorização, criação de campus no interior de algumas cidades. Trata-se de uma ampliação no acesso.

Envolvido com o aumento da oferta, o governo ofereceu subsídios para sistematização da educação a distância por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e outros incentivos. Além dos investimentos no setor público, o número de matrículas nas instituições privadas também cresceu, soma-se esse crescimento ao Prouni (Programa Universidade Para Todos) e ao Fies.

Com base no censo de 2014, do total de IES (2.368) temos (195) universidades, (147) Centros Universitários, (1.986) faculdades e 40 Institutos Federais e Cefets. Em relação ao número de matrículas temos os seguintes dados: as universidades

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concentram 53,2%, ou seja, 4.167, 059, centros universitários (16,5%), 1.293,795, faculdades (28,6%), 2.235 e os Ifs e Cefets (1,7%), 131.962 matrículas.

Cada país tem sua história e oferece para seus cidadãos diferentes e desiguais oportunidades para que possam constituir-se sujeitos. Freire (2001) ressaltou que fazemos nossa história, ainda que não determinados, dentro de uma estrutura que é concreta, por isso, condiciona. Não determina, mas condiciona.

Analisamos o território brasileiro e percebemos que nenhum país do mundo possui uma quantidade de universidades doutorais como o Brasil, bem como um sistema que admita a classificação de uma IES como universidade oferecendo apenas dois cursos de mestrados. Na realidade a transformação de uma faculdade em universidade ou centro universitário visa a obtenção da autonomia com intuito de abrir cursos e aumentar ou reduzir o número de vagas.

As IES do país em sua maioria são dirigidas

pelas mantenedoras que podem ser laicas,

confessionais ou públicas, o que compromete a autonomia da IES, inclusive os critérios de avaliação das IES. No entanto, são as mantenedoras que possibilitam a inserção de investimentos/dinheiro público nestas instituições, conforme informa a Constituição Federal de 1988.

As IES sempre foram instituições com objetivo de atender direitos do cidadão, e agora são transformadas em organizações prestadoras de serviço

ao Estado, celebrando com ele contratos de gestão, de

acordo com a concepção da Reforma do Estado efetivada por FHC na década de 90. Nestes contratos estabelecem condições e requisitos a serem prestados nos serviços, ou seja, o DIREITO está sendo

substituído, sutilmente, por SERVIÇO. Esta mudança promove uma ressignificação sobre a concepção de igualdade e apresenta um discurso equivocado sobre a equidade.

Com relação ao Ensino Superior, entendemos as condições e os requisitos através de quatro atribuições: a especificação das finalidades, a forma de credenciamento e de avaliação, e a relação com o mercado. Em resumo o ensino superior, principalmente a universidade, se estrutura por estratégias e programas de eficácia organizacional e dependendo da instituição com grande ênfase para o mercado.

Marilena Chauí (2001, p.183) assim expressa a autonomia universitária dentro do pensamento neoliberal:

A autonomia significa, portanto, gerenciamento empresarial da instituição e prevê que, para cumprir as metas e alcançar os indicadores impostos pelo contrato de gestão, a universidade tem “autonomia” para “captar recursos” de outras fontes, fazendo parcerias com empresas privadas.

Roberto Leher (2004) tem visto a Reforma do Ensino Superior com pessimismo, pois afirma que uma reforma é realizada com o propósito de confirmar os direitos conquistados pelas diversas classes sociais, porém essa pretende implantar um modelo global de Universidades que diminui e limita nossos direitos. O direito à educação, cada vez mais, é traduzido pelo direito à matrícula.

Este modelo global está descrito no documento “Educação Superior – lições de experiências” de 1994 do Banco Mundial, onde se destaca que a Universidade tem que se estruturar de modo empresarial, ser competitiva e econômica. O Reitor deveria ser oriundo da indústria. A independência com relação ao Estado é

Quer saber mais? Quase-mercado: Nelson C. Amaral (2003, p.17), apresenta a seguinte definição para a expressão “quase- mercado”: “São mercados porque substituem o monopólio dos fornecedores do Estado por uma diversidade de fornecedores independentes e competitivos. São quase porque diferem de mercados convencionais em aspectos importantes (Afonso, 2000, p.115). Em outros termos, ocorrem diferenças no quase- mercado em relação ao mercado livre, tanto do lado da demanda como no da oferta. As características dos ou da mercadoria educacional são

diversas das dos serviços e mercadorias típicas. O maior controle e regulação do poder público sobre os fornecedores e os próprios serviços educacionais são

muito mais estritos e normatizados”. (grifos se referem ao texto original).

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fundamental, bem como a cobrança de mensalidades e venda de produtos e serviços para a auto sustentabilidade da organização no quase-mercado.

Logicamente, Leher traz à tona as tensões e os conflitos que envolvem a existência da HETERONOMIA em detrimento da AUTONOMIA, bem como chama a atenção para o modelo de universidade operacional denunciada por Marilena Chauí, e alerta dos riscos da proposta do “quase-mercado” como saída para a gestão financeira da universidade pública.

Na lógica do quase mercado, o interesse é por uma educação aligeirada, sendo assim, pesquisa não é objetivo do ensino superior em países em

desenvolvimento, pois depende de muitos

investimentos e representa uma baixa relação entre custo-benefício para essas sociedades.

A proposta incentivada pelos organismos internacionais é da dependência, propõem que, cada vez mais, países em desenvolvimento fiquem dependentes dos desenvolvidos, portanto, ao invés de investirem em pesquisas, deveriam importar tecnologias e pesquisas de ponta dos países já desenvolvidos, mantendo-se, permanentemente, a dependência.

A criação de cursos de nível superior de curta duração e voltados para o mercado de trabalho seriam os mais adequados para atenderem as demandas do modelo gerencial. Por isso, a lei 9394/96 (LDB) criou os cursos Sequenciais, que são mais acessíveis para população, principalmente de classes populares, já que formam aligeiradamente para o mercado de trabalho.

No artigo 53 da LDB (lei 9394/96) a autonomia universitária é entendida nos seguintes termos:

I - Criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de ensino;

II - Fixar os currículos de seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes;

III - Estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, produção artística e atividade de extensão;

IV - Fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as exigências do seu meio;

V - Elaborar e reformar os estatutos e regimentos em consonância com as normas gerais atinentes;

VI - Conferir graus, diplomas e outros títulos;

VII - Firmar contratos, acordos e convênios;

VIII - Aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, bem como administrar rendimentos conforme dispositivos institucionais;

IX - Administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista no ato de constituição, nas leis e nos respectivos estatutos;

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X - Receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação financeira resultante de convênio com entidades públicas e privadas.

No parágrafo único tem-se:

Para garantir a autonomia didático-científica das universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários disponíveis, sobre:

I - Criação, expansão, modificação e extinção de cursos;

II - Ampliação e diminuição de vagas;

III - Elaboração da programação de cursos;

IV - Programação das pesquisas e das atividades de extensão;

V - Contratação e dispensa de professores;

VI - Planos de carreira de docentes.

O Plano Nacional de Educação (PNE) em sua meta 12 ressalta:

elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para cinquenta por cento e a taxa líquida para trinta e três por cento da população de dezoito a vinte e quatro anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, quarenta por cento das novas matrículas, no segmento público.

Para cada uma de suas metas o PNE estabelece as estratégias a serem alcançadas, apesar da iniciativa de elevar a taxa de matrículas, expressamos nossa preocupação.

Ampliar o acesso, ou seja, democratizar

garantindo apenas a vaga, sem qualquer

comprometimento com a qualidade, compromete o direito à educação e também a formação acadêmica- profissional do estudante. A democratização precisa ser acompanhada de infraestrutura, não podendo limitar-se ao acesso, é preciso pensarmos na permanência e nas condições da educação ofertada.

O crescimento desestruturado e sem

acompanhamento de um sistema complexo nesta ordem é inquietante e para efetivar-se é necessário novos docentes, infraestrutura, equipamentos, materiais, investimentos etc, e talvez o Estado não tenha interesse em arcar com tais investimentos, não por acaso, essa função é terceirizada. Os programas de financiamento do governo federal em IES privadas, traduz essa transferência de incumbências.

Ainda que o Estado defenda um discurso em relação à ausência de recursos e divulgue amplamente pelas mídias oficiais suas dificuldades financeiras e a impossibilidade de investir qualitativamente em educação pública, esse discurso revela um grande paradoxo, na medida em que investe no setor privado, pelas políticas do Prouni e do Fies. Veja a seguir como o MEC informa essas políticas:

O Fundo de Financiamento Estudantil(Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitas na forma da Lei 10.260/2001. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

Em 2010, o FIES passou a funcionar em um novo formato: a taxa de juros do financiamento passou a ser de 3,4% a.a., o período de carência passou para 18 meses e o período de amortização para 3 (três) vezes o período de duração regular do curso + 12 meses. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a ser o Agente Operador do

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Programa para contratos formalizados a partir de 2010. Além disso, o percentual de financiamento subiu para até 100% e as inscrições passaram a ser feitas em fluxo contínuo, permitindo ao estudante o solicitar do financiamento em qualquer período do ano.

A partir do segundo semestre de 2015, os financiamentos concedidos com recursos do Fies passaram a ter taxa de juros de 6,5% ao ano com vistas a contribuir para a sustentabilidade do programa, possibilitando sua continuidade enquanto política pública perene de inclusão social e de democratização do ensino superior. O intuito é de também realizar um realinhamento da taxa de juros às condições existentes no ao cenário econômico e à necessidade de ajuste fiscal (http://sisfiesportal.mec.gov.br/?pagina=fies).

Em relação ao Prouni:

O Programa Universidade para Todos - Prouni tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de ensino superior privadas. Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005 oferece, em

contrapartida, isenção de tributos àquelas

instituições que aderem ao Programa.

Dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos, o Prouni conta com um sistema de seleção informatizado e impessoal, que confere transparência e segurança ao processo. Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem conjugando-se, desse modo, inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhores desempenhos acadêmicos.

O Programa possui também ações conjuntas de incentivo à permanência dos estudantes nas instituições, como a Bolsa Permanência e ainda o Fundo de Financiamento Estudantil - Fies, que possibilita ao bolsista parcial financiar parte da mensalidade não coberta pela bolsa do programa. O Prouni já atendeu, desde sua criação até o processo seletivo do segundo semestre de 2016, mais de 1,9 milhão de estudantes, sendo 70% com bolsas integrais.

O Programa Universidade para Todos, somado ao Fies, ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica ampliam significativamente o número de vagas na educação superior, contribuindo para um maior acesso dos jovens à educação superior.

A política educacional não pode estar em defasagem com a política de emprego e renda. Assim, olhando tal proposição pelo lado do trabalho, encontramos os Conselhos e a OAB preocupados com a qualidade do ensino e o aviltamento da formação profissional, bem como com a consciência de que o mercado de trabalho está saturado, e é por essa razão que estão vendo a abertura de novos cursos e a ampliação das vagas como uma aberração.

Apesar dos discursos a favor da fundação da universidade, a começar pela Constituinte de 1823. D. Pedro II, em sua última Fala do Trono também insistia em aconselhar ao Gabinete para que se fundasse uma Universidade no Império. Entretanto, somente na República, esse sonho se realizaria e assim mesmo depois de certo tempo. É importante destacar, que a Universidade em seu conceito de ensino, pesquisa e extensão é recente. Todavia o ensino superior público se inicia no Brasil desde 1808 com a vinda de Dom João VI.

Você consegue imaginar quem eram as pessoas aptas para ingressarem no ensino superior no Brasil, no início do século XIX, precisamente em 1808?

Podemos ajudar em suas reflexões no que diz respeito à pergunta acima. Caminhando para o final de nosso módulo, assim como Alice, já encontramos nosso

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caminho e estamos com a mochila muito, muito mais pesada, por isso, sabemos que negros nesse momento não ingressavam no ensino superior, até 1888. Mulheres também não, população pouco escolarizada também não. Depois de tantos, também não, percebemos que nesse momento o ensino superior atendia exclusivamente uma elite branca e masculina.

Entre encontros e desencontros nas políticas no campo da educação superior, nosso governo priorizou a importação de modelos estrangeiros não condizentes com nossas realidades e necessidades nacionais. Grande equívoco prática, mas totalmente pertinente com as políticas de importação de modelos.

A Universidade deve corresponder – já se disse – às aspirações da nação, quando não corresponde além, de inadequada passa a ser inautêntica. Quando da Reforma Universitária (1968), no caso brasileiro, foi nítida a influência das idéias norte-americanas no que se referia à estrutura e funcionamento da Universidade.

Alguns pontos da atual legislação do ensino superior estão condizentes com as necessidades da nossa sociedade no momento presente, atendem pressupostos da gerência de mercado, adotam a lógica do quase mercado, pelo menos, no que tange às orientações do mercado e do governo.

Para Pensar

Após a discussão dessa aula, sugerimos que reflita acerca da relação neoliberalismo, expansão da educação superior e qualidade.

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RESUMO

Em nossa mochila, já acrescentamos as seguintes bagagens:

Você descobriu neste módulo como se organiza a Educação Superior no Brasil; Obviamente, a Educação Superior representa a vontade da elite brasileira nos diversos períodos da nossa história. A nossa universidade é nova (1934), iniciando com 5 instituições. Vinte anos depois passamos a ter 16 universidades com 27.253 alunos matriculados;

Em 1964, tínhamos 34 universidades, sendo 29 públicas e 142.386 alunos. Já em 2002, pulamos para 167 universidades, 77 centros universitários, 105 faculdades integradas, 1.158 faculdades isoladas, 82 institutos de escola superior e 53 centros de educação tecnológico, perfazendo um total de 1.637 instituições de ensino superior, com apenas 195 públicas. Ao todo, temos 3.000.030 alunos matriculados;

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