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73 recommended the use of phenol-chloroform

Carneiro 1 Flaviane Pinho 1 , Daniela

Larangeira1, Ricardo Dinis-Oliveira2,

Ricardo Silvestre3, Stella Barrouin-Melo1 1LIVE-UFBA - Laboratório de Infectologia

Veterinária – Hospital-Escola de Medicina Veterinária – Universidade Federal da Bahia - Av. Adhemar de Barros 500, Salvador, Bahia, Brasil, CEP 40170-110.

2Departamento de Saúde Pública e Ciências

Forenses, e Educação Médica. Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Portugal

3IINFACTS - Instituto de Investigação e

Formação Avançada em Ciências e Tecnologias Saúde, Departamento de Ciências, Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS), CESPU, CRL, Gandra, Portugal

4UCIBIO-REQUIMTE - Laboratório de

Toxicologia, Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, Porto, Portugal

3UMINHO/ICVS – Instituto de Investigação em

Ciências da Vida e Saúde – Universidade do

Minho, Campus de Gualtar, Braga, 4710-057 Portugal

*Email: [email protected]

Introdução: A leishmaniose canina (LCan) é

uma doença zoonótica causada por protozoários intracelulares do gênero

Leishmania. O cão (Canis familiaris) é

considerado o principal reservatório doméstico da Leishmania infantum, porém é uma espécie susceptível e pode desenvolver a forma grave da doença, apresentando diversos sinais clínicos e anormalidades em exames de patologia clínica, configurando apresentações clínicas potencialmente fatais, se não tratado. Devido a alterações significativas no metabolismo oxidativo em cães, a utilização de antioxidantes veiculados sob a forma de nutracêuticos orais antes ou após o início da quimioterapia anti-

Leishmania poderá agir como uma estratégia

co-terapêutica para o controle da doença. Em paralelo, a avaliação de parâmetros envolvidos no estresse oxidativo poderão atuar como biomarcadores do estadiamento e prognóstico da LCan.

Objetivos: Avaliar o potencial terapêutico de

moléculas antioxidantes, veiculadas sob a forma de nutracêuticos orais e suplementação dietética com carne crua. Avaliar os parâmetros indicadores de estresse oxidativo durante o tratamento com antiparasitários alternativos aos antimoniais e anfotericina-B na presença ou ausência do nutraceûtico em cães com LCan naturalmente adquirida para verificar se as moléculas envolvidas no estresse oxidativo podem agir como biomarcadores de estadiamento, prognóstico, monitorização do tratamento.

Material e métodos: Cães com infecção

confirmada e diferentes estadiamentos clínicos foram randomicamente alocados em grupos para avaliação do efeito de diferentes protocolos terapêuticos sobre os parâmetros de estresse oxidativo. Os grupos foram tratados segundo os critérios: 1) fármacos antiparasitários (ministrados desde o início do tratamento, sem intervenção nutracêutico-dietética subsequente); 2) nutracêuticos com suplementação

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(ministrados por 30 dias antes do início dos fármacos antiparasitários) e 3) fármacos e nutracêuticos com suplementação (uso concomitante de antiparasitários e nutracêuticos desde o início do tratamento). Os nutracêuticos incluíram ômega 3 e complexo vitamínico B; a suplementação dietética foi feita com 20% de carne crua de boa procedência adicionada à ração comercial seca para cães. O tratamento antiparasitário foi instituído com metronidazol (25mg/kg) e cetoconazol (10mg/kg) associado ao alopurinol (10mg/kg). Amostras de soro foram recolhidas de todos os cães após o diagnóstico de LCan e bem como um, dois, três, seis e doze meses pós-tratamento. Em paralelo, a determinação da carga parasitária foi realizada por PCR quantitativo em aspirados esplênicos colhidas ao diagnóstico e após seis e doze meses de tratamento. Como controlo foram utilizados soros de cães negativos para a infecção e clinicamente saudáveis da mesma região endêmica. Foram quantificados parâmetros oxidativos (malondialdeído e grupos carbonilos), antioxidantes (albumina), hematológicos (eritrócitos), bioquímicos (globulina, ácido úrico) séricos bem como a UPC (relação proteína creatinina urinária) e a carga parasitária.

Resultados e Conclusões: Embora o estudo

se encontre em curso, ao final de um ano pós tratamento foi observada uma tendência de redução da carga parasitária esplênica em todos os grupos avaliados. A melhoria clínica associou-se a uma recuperação para níveis similares aos controlos nos níveis séricos de eritrócitos, globulina, albumina e ácido úrico. Finalmente, observou-se uma tendência acelerada na recuperação dos parâmetros envolvidos no estresse oxidativo nos cães que foram tratados com nutracêuticos em cooperação com a quimioterapia anti- parasitária.

POSTER 30

DENTE COR-DE-ROSA: UM ENIGMA EM PATOLOGIA FORENSE

Susana Braga1,2,3,4*, Benedita Sampaio-

Maia, 2,3,5, Maria de Lurdes Pereira4,5, Inês

Morais Caldas5,6,7

1Faculdade de Medicina da Universidade do

Porto

2i3S – Instituto de Investigação e Inovação em

Saúde

3INEB – Instituto Nacional de Engenharia

Biomédica

4EPIUnit – Instituto de Saúde Pública da

Universidade do Porto

5Faculdade de Medicina Dentária da

Universidade do Porto

6Centre for Functional Ecology, University of

Coimbra (CFE-UC)

7IINFACTS – Institute of Research and

Advanced Training in Health Sciences, Department of Sciences, University Institute of Health Sciences (IUCS), CESPU, Gandra, Portugal

*Email: [email protected]

Introdução: Em 1829, o fenómeno post-

mortem (PM) denominado “dente cor-de- rosa” foi descrito, pela primeira vez, por Thomas Bell. Neste trabalho, Bell descreveu a ocorrência desta alteração da coloração dentária em alguns cadáveres, cuja causa de morte estaria associada a estrangulamento e a afogamento[1].

Quase dois séculos volvidos desde esta primeira descrição deste controverso achado em algumas vítimas mortais, dúvidas subsistem sobre a real etiologia e potencial associação com a causa de morte[1].

O fenómeno PM do “dente cor-de-rosa” é entendido como uma alteração da cor da dentina, resultante do aumento da pressão sanguínea intracraniana, o que poderá, hipoteticamente, conduzir a hemorragias ao nível das câmaras pulpares (onde se localizam os vasos e nervos dentários), permanecendo o esmalte dentário sem qualquer afectação. Esta constatação, corroborada por alguns investigadores,

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parece estar relacionada com o facto do esmalte dentário ser constituído por um elevado teor de hidroxiapatite, considerado como o tecido mais duro do esqueleto humano, o que poderá favorecer a sua resistência a esta alteração de cor[1,2]. Sendo, assim, um fenómeno que se traduz pelo extravasamento de sangue para as cavidades pulpares, alguns autores encontram paralelo com os livores cadavéricos, pois surge associado a fenómenos de autólise e putrefacção cadavéricos, ainda que de forma inespecífica [1,2].

Outro ponto de interesse a reter é o facto desta descoloração surgir frequentemente em indivíduos mais jovens, uma vez que os túbulos dentinários apresentam um maior diâmetro, são menos compactos e estão mais permeáveis [1-3].

Alguns autores sugerem que o “dente cor-de- rosa” pode ter algum significado e interesse médico-legal no sentido de associar o seu aparecimento a determinadas causas de morte, principalmente, mortes violentas. No entanto, não pode, ainda, ser entendido como um sinal patognomónico para uma causa específica de morte pois as condições em que o cadáver se encontra inumado são igualmente vitais [1-4].

Objectivos: Com este trabalho, pretende-se

elaborar uma revisão da literatura sobre o fenómeno PM “dente cor-de-rosa”

Material e métodos: Pesquisa bibliográfica

realizada na PUBMED usando as seguintes palavras-chave: “Forensic Pathology”, “Pink Teeth Phenomenon”, “Thanatology”. A pesquisa foi efectuada sem imposição de limites temporais.

Resultados: Em 2015, Sakuma et al.

realizaram um estudo pioneiro que versou a estimativa da idade em “dentes cor-de-rosa” através de técnicas de bioquímica – racemização do ácido aspártico – concluindo que este método pode ser executado com a mesma acuidade com que é utilizado nos dentes sem pigmentação e com resultados que se aproximam da idade conhecida. O interesse da utilização desta técnica prende- se com o facto dos cadáveres com esta particularidade dentária serem descobertos

num avançado estado de decomposição e, geralmente, não identificados, ressalvando- se, assim, a utilidade na reconstrução da identidade do indivíduo[5].

Em 2018, peritos forenses brasileiros reportaram oito casos, nos quais, durante as autópsias médico-legais, foram registadas as ocorrências do fenómeno PM do dente cor- de-rosa em cadáveres em decomposição. Sete dos casos relatados estão relacionados com indivíduos adultos e cuja causa da morte está associada a morte violenta. Além do mais, foi reportado um caso inédito na literatura em que este achado PM foi registado em seis dentes decíduos de uma menina de 6 anos, cuja autópsia médico-legal indicou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico[3].

Conclusões: 190 anos depois de ter sido

descrito pela primeira vez, os conhecimentos sobre este intrigante achado tanatológico permanecem limitados e controversos, não obstante o grande interesse de que se revestem os seus significados forense e biológico na área da Medicina Dentária Forense.

References:

1. Borrman H., Du Chesne A., Brinkmann B. Medico-legal aspects of postmortem pink teeth. International Journal of Legal Medicine 106:225-31, 1994.

2. Gabriel Fonseca MC, Joaquín Lucena. Forensic dentistry as a morphological exercise in the medico-legal investigation of death. Int J Morphol 31:399-408, 2013. 3. Franco A., Mendes S., Picoli F., Rodrigues,

L., Silva R. Forensic thanatology and the pink tooth phenomenon: From the lack of relation with the cause of death to a potential evidence of cadaveric decomposition in dental autopsies - Case series. Forensic science international 291:e8-e12, 2018.

4. Soriano E.P., Carvalho M.V., Santos F. B., Mendoza C.C., Araújo M.D., Campello R.I. The post-mortem pink teeth phenomenon: A case report. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 14:337-9, 2009.

5. Sakuma A, Saitoh H, Ishii N, Iwase H. The effects of racemization rate for age

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estimation of pink teeth. Journal of forensic sciences 60:450-2, 2015.

POSTER 31

LIP PRINT PATTERNS IN A PORTUGUESE TWIN’S POPULATION

Susana Braga1,2,3,4*, Benedita Sampaio-

Maia2,3,5, Maria de Lurdes Pereira4,5, Inês

Morais Caldas5,6,7

1Faculdade de Medicina da Universidade do

Porto

2 i3S – Instituto de Investigação e Inovação em

Saúde

3 INEB – Instituto Nacional de Engenharia

Biomédica

4EPIUnit – Instituto de Saúde Pública da

Universidade do Porto

5Faculdade de Medicina Dentária da

Universidade do Porto

6Centre for Functional Ecology, University of

Coimbra (CFE-UC)

7IINFACTS – Institute of Research and

Advanced Training in Health Sciences, Department of Sciences, University Institute of Health Sciences (IUCS), CESPU, Gandra, Portugal

*Email: [email protected]

Introduction: Cheiloscopy is referred as a

reliable mean of human identification due to the uniqueness of lip print patterns[1-3]. Based upon many results, this statement has been used as a scientific proof, but controversy remains surrounding twins[4].

Aims: The aim of the present study was to

perform a comparative study of lip print patterns in the monozygotic and dizygotic twins in a Portuguese population. It was intended to assess the intra-pair differences and variations of lip prints in mono and dizygotic twins, and therefore contribute to the theory of uniqueness of lip prints pattern.

Material and methods: The studied sample

included 19 pairs of monozygotic twins and 47 pairs of dizygotic twins of the Geração XXI cohort from the Public Health Institute of the University of Porto.

The furrows on the left lower lip were photographed and analysed using Renaud’s classification (A – complete vertical; B- Incomplete vertical; C – Complete bifurcated; D – Incomplete bifurcated; E – Complete branched; F – Incomplete branched; G – Reticular pattern; H – X or coma form; I – Horizontal; J – Others forms).

Statistical analysis was performed using SPSS 25.0 software. Pearsons’ Chi-square test was used to compare qualitative data and determine statistical significance. The level of statistical significance was set at p ≤ 0.05. This investigation had the approval by the Ethics Commission of the Faculty of Dental Medicine of Porto University and by the Portuguese Data Protection Authority.

Results: Results showed that in monozygotic

twins, singularity existed in 94.7%. As for dizygotic, 91.5% exhibited a different lip print pattern. In monozygotic twins only type C furrows presence displayed statistical significant differences (p=0.034). As for dizygotic twins, there were statistical significant differences in the frequency of type A (p=0.005) and type G furrows (p=0.018). As for the most common types, both groups displayed a higher prevalence of vertical furrows (type B: 97.4% and 96.8%, type A: 86.8% and 87.2%, in mono and dizygotic, respectively). The least frequent furrow type was type I and type E in monozygotic (2.6% and 5.3%, respectively) and types E, F and I, in dizygotic (6.4%, 7.4%. and 7.4%, respectively).

Conclusions: Our results seem to point out to

the lack of lip print pattern similarity, yet the studied sample, particularly in what concerns monozygotic twins, was small, and a more robust hypothesis can only be achieved in further studies, with larger samples.

References:

1. Augustine J, Barpande SR, Tupkari JV. Cheiloscopy as an adjunct to forensic identification: a study of 600 individuals. The Journal of forensic odonto-stomatology 26(2):44-52, 2008.

2. Caldas IM, Magalhaes T, Afonso A. Establishing identity using cheiloscopy and

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palatoscopy. Forensic science international 165(1):1-9, 2007.

3. Rastogi P, Parida A. Lip prints – an aid in identification. Australian Journal of Forensic Sciences 44(2):109-16, 2012.

4. Fernandes LCC, Oliveira JA, Santiago BM, Rabello PM, Carvalho MVD, Campello RIC, et al. Cheiloscopic Study among Monozygotic Twins, Non-Twin Brothers and Non-Relative Individuals. Brazilian dental journal 28(4):517-22, 2017.

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DEVELOPMENT AND OPTIMIZATION OF