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2.8 PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE

2.8.2 Flexibilidade de uso

Um ambiente corporativo deve ser pensado em cada detalhe, para oferecer conforto aos colaboradores que trabalham ali. Também para transmitir uma imagem de profissionalismo, qualidade e mesmo traduzir os valores daquela empresa.

Segundo Davico (2013) quando se pretende explorar a flexibilidade de uso de um ambiente deve-se levar em conta os seguintes fatores:

a) Adaptabilidade: possibilidade de alterar no tempo o espaço construído, com custos limitados ou inexistentes;

b) Universalidade: o que caracteriza um edifício universalmente flexível é a facilidade de adaptação na sua utilização, ou seja, adaptar o local ao homem permitindo variadas combinações de compartimentação no interior da edificação;

c) Mobilidade: a flexibilidade móvel está relacionada ao movimento, à mudança de um lugar para o outro, por meio de rodas ou de forma desmontável. Projetos móveis incluem estruturas flexíveis e leves que podem ser transportadas, montadas e remontadas com facilidade, ou espaços que possam ser alterados pela movimentação de elementos ou rotação de espaços físicos;

d) Transformabilidade: edifícios caracterizados pela concepção modular, podem ser facilmente transformados. Estes permitem adicionar ou remover unidades ou componentes, paredes ou elementos móveis que abrem ou fecham o espaço, ou até mudar de forma, pelo que são exemplos de arquitetura flexível;

e) Responsabilidade: que tenha a capacidade de responder a uma série de estímulos externos: necessidades energéticas e ambientais, acessibilidade e que, no caso de remodelações do interior, possam ter a capacidade de prolongar a vida do edifício, ampliando o leque das alterações futuras;

f) Recuperabilidade: todos os elementos técnicos devem ser projetados de modo que, no final da sua vida útil, seja possível e fácil prever a sua reutilização. Estes podem ser reutilizados com função semelhante a inicial, ou redirecionados ao ciclo de produção pelo qual foram gerados.

Desta forma, ainda segundo Davico (2013) a flexibilidade deve ser utilizada como estratégia para uma sustentabilidade social, económica e ecológica, uma vez que, a adaptabilidade de um edifício ao longo do ciclo de vida, é um índice indireto de impacto ambiental. A reutilização de um imóvel existente determina um impacto ambiental menor em comparação com uma nova edificação.

Portanto, a utilização de divisórias é uma possibilidade versátil e eficiente, que permitem uma organização do espaço de acordo com o seu uso objetivando maior bem-estar e melhor aproveitamento de cada área. Assim, é possível isolar determinados ambientes, tornando o escritório mais funcional. E, além disso, elas podem ser utilizadas, inclusive, com fins decorativos, para atenuação acústica e/ou isolamento térmico.

Alguns dos modelos de divisórias mais tradicionais do mercado, segundo Davico (2013), são:

a) Divisória em gesso acartonado (DryWall) - esta solução, apresenta uma longa lista de características que asseguram as suas vantagens como elemento de partição, tais como: peso relativamente baixo; uma menor espessura das paredes relativamente à alvenaria de tijolo convencional e consequente maior área útil; isolamento acústico e térmico pela possibilidade de inclusão de materiais isolantes na caixa- de-ar; ausência de humidade durante a construção e elevada resistência ao fogo; execução simplificada de instalações para fornecimento de agua e eletricidade, etc.; rápida execução e pequena geração de resíduos; excelente acabamento, pronto para receber revestimentos como pintura, papel de parede, azulejos, etc. A parede de compartimentação leve com estrutura metálica e placas de gesso acartonado, apresenta uma grande variedade de soluções para responder adequadamente a todas as exigências que a organização espacial pede. As soluções mais económicas têm funções acústicas e térmicas reduzidas, mas a simples aplicação de isolamento na sua caixa-de-ar, permite melhorá-las consideravelmente.

b) Divisória em Eucatex – Solução que utiliza placas de Eucatex, juntamente com painéis de vidro, Figura 5. São divisórias de ótima qualidade, que vêm sendo usadas pelos mais diversos setores. Isso ocorre pelo seu excelente custo de aquisição, bom funcionamento e

variedade de cores e acabamentos. Além disso, elas são extremamente leves, o que facilita a instalação, tornando o processo ainda mais simples e rápido;

c) Divisória MÓVEL - Aplicada essencialmente para espaços comerciais e escritórios, os sistemas apainelados flexíveis têm diferentes soluções técnicas. Podem ser usadas como divisórias móveis com caraterísticas acústicas de uma forma flexível em instalações de grande e pequena dimensão. Os painéis têm juntas telescópicas nos topos superiores e inferiores para um melhor isolamento e as guias de suspensão podem ser simples ou duplas, de acordo com os requisitos. Os painéis são suspensos por roldanas diversificadas segundo a altura e fixas em guias metálicas de teto. O isolamento acústico dos painéis é feito através de lã mineral e materiais de amortecimento de som, revestidos em madeira e com vários tratamentos de superfície à escolha do cliente. A necessidade de criar um nicho volumoso para o ocultamento dos elementos verticais e o preço elevado, não favorecem a sua utilização e aplicação numa habitação, portanto, é um sistema de compartimentação que se adapta melhor para escritórios e espaços públicos;

d) Divisórias retráteis ou articuladas, Figura 6, possibilitam agilidade de transformação das salas de treinamentos e reuniões. Pequenos ambientes transformam-se em grandes salas, através da mobilidade das divisórias articuladas, que através de trilhos de alumínio fixados no forro, possibilitam o recolhimento total das placas da divisória. A divisória retrátil é indicada para ambientes de escritório com necessidade de alternâncias de dimensões nos ambientes.

Figura 5 – Divisória Eucatex Fonte: O autor (2019)

Figura 6 – Divisória Retrátil ou Articulada Fonte: O autor (2019)

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