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4.6 FORNECEDORES, PARCEIROS, CONCORRENTES E CLIENTES

4.6.1 Fornecedores

Para o fornecimento de água a empresa responsável será a CASAN, sendo a água um recurso amplamente utilizado durante a fabricação da sílica, principalmente durante a etapa de lavagem. Em relação a energia elétrica, a distribuidora da região de Turvo é a Cersul.

Quanto aos reagentes utilizados, o fornecimento de poliacrilato de amônio, utilizado durante a moagem à úmido, será feito pela empresa Miracema-Nuodex, localizada na cidade de Campinas - SP, cuja logomarca está representada na Figura 4. Para o ácido clorídrico 33% usado na hidrólise do processo, o fornecedor será a empresa Waltrick, representada na Figura 5, presente na cidade de Maracajá - SC.

Figura 4 – Logomarca Miracema-Nuodex

Fonte: Miracema-Nuodex, 2020.

Figura 5 – Logomarca Waltrick

Fonte: Waltrick, 2020.

As cascas de arroz poderão ser fornecidas pela empresa Realengo, cuja logomarca pode ser visualizada na Figura 6 e também pela empresa Arroz Fazenda, a qual sua logomarca pode ser visualizada na Figura 7. Tanto a Realengo quanto a Arroz fazenda têm sua sede na cidade de Turvo, porém destaca-se a Realengo que se localiza a uma distância de apenas 2 km do empreendimento, facilitando o transporte da matéria-prima e a parceria entre empresas.

Figura 6 – Logomarca Realengo

Figura 7 – Logomarca Arroz Fazenda

Fonte: Arroz Fazenda, 2020.

Além das indústrias Arroz Fazenda e Realengo, citadas anteriormente, a Disilca também procurará realizar parcerias com empresas localizadas fora da cidade Turvo, pois o cultivo do arroz pode sofrer com pragas localizadas apenas naquela região, o que afetaria diretamente a empresa. Uma possível fornecedora é a Copagro (Cooperativa Agropecuária de Tubarão), que possui sua sede na cidade de Tubarão e apresenta uma produção mensal de 3900 toneladas de arroz por mês (COPAGRO, 2020).

4.6.2 Parceiros

A Disilca fará parceria com instituições de ensino como universidades e escolas, a fim de auxiliar em pesquisa e inovação, oferecendo oportunidades de estágio, agregando novos conhecimentos e buscando métodos de aprimoramento de processos de engenharia, química e física. Também promoverá o incentivo científico, fornecendo amostras do produto para o desenvolvimento de pesquisas na ampliação da área de aplicação da sílica.

Importante ainda ressaltar os Governos Federal, Estadual e Municipal como interessantes parceiros, em virtude de possíveis auxílios fiscais para o projeto de implantação e operação da empresa, eventuais investimentos tecnológicos e em pesquisa. Além disso, a Disilca proporcionará empregos, lucratividade e valorizará a cidade, destacando o potencial de reaproveitamento de um resíduo agrícola abundante.

4.6.3 Concorrentes

As empresas que produzem sílica biogênica a partir da casca do arroz são relativamente recentes, localizadas nas regiões sul e sudeste, com destaque para o estado do Rio Grande do Sul o qual possui três empresas deste setor.

Uma dessas empresas é a EkoSil, presente no mercado desde 2005 e possui duas unidades de produção da Sílica Verde: uma na cidade de Itaqui e a outra na cidade de São Borja, ambas do estado do Rio Grande do Sul. Sua logomarca está ilustrada na Figura 8. A sílica produzida por esta empresa é aplicada como carga em compostos de borracha, plástico (PA e PP) e concreto (EKOSIL, 2020).

Figura 8 – Logomarca EkoSil

Fonte: Ekosil, 2020.

O Grupo Pilecco Nobre está localizado em Alegrete, no Rio Grande do Sul, sendo sua marca conhecida como Silcca Nobre, conforme exposto da Figura 9. Dentre as aplicabilidades do seu produto têm-se insumo para empresas de borracha, agricultura, pneumática, indústrias de EVA, Epoxi, PU e lixas abrasivas (SILCCA NOBRE, 2020).

Figura 9 – Logomarca Silcca Nobre

Fonte: Silcca Nobre, 2020.

Outra empresa concorrente é a Oryzasil que está localizada na cidade de Itaqui-RS, e entrou em operação em dezembro de 2018. Seu produto é comercializado como insumo para indústrias de fabricação de pneus, borrachas, pasta de dentes, absorção de líquidos e coating (verniz, fosqueamento, brancura) (ORYZASIL, 2020). Dentre as concorrentes é a empresa que mais se assemelha a Disilca em relação às propriedades físico-químicas do produto final, como pureza e coloração. A Figura 10 mostra a logomarca desta empresa.

Figura 10 – Logomarca Oryzasil

Fonte: Oryzasil, 2019.

Fundada em 2009, a Sílica Brasil (logomarca vista na Figura 11) atua no mercado de matéria-prima para indústria de artefatos de borracha. Com unidade industrial em Guarulhos – SP, ela oferece ao mercado a Sílica ecológica MS-325, obtida através da calcinação da casca de arroz, com posterior tratamento e micronização (SÍLICA BRASIL, 2020).

Figura 11 – Logomarca Sílica Brasil

Fonte: Sílica Brasil, 2020.

Além das empresas de sílica biogênica citadas acima, que compartilham a mesma matéria-prima e algumas etapas do processo produtivo com a Disilca, também devem ser consideradas como concorrentes as empresas de sílica precipitada, como a Rhodia do grupo Solvay, e a Copasil do grupo Diatom. Ambas as empresas vendem seus produtos para o setor de agricultura e fabricação de borrachas, assim como a Disilca.

A Rhodia tem sua fábrica localizada na cidade de Paulínia em São Paulo e atua no mercado a mais de 40 anos, sendo a pioneira na fabricação de sílica de alta dispersibilidade no Brasil. Através das marcas Zeosil®, Efficium® e Tixosil®, a Rhodia vende seus produtos para diversos setores, tais como: pneus, agroquímicos, nutracêuticos e calçados. A logomarca da empresa pode ser visualizada na Figura 12.

Figura 12 – Logomarca Rhodia

Fonte: Rhodia, 2020.

A Copasil tem sua sede na cidade de Indaiatuba no estado de São Paulo, a empresa produz sílica precipitada desde 2000, a logomarca desta empresa pode ser vista na Figura 13. sendo esta designada para os setores de borracha, calçados, ração animal, tinta e agricultura. A sílica produzida pela Copasil, apresenta elevada área superficial e baixa densidade, ela é obtida através da neutralização de uma solução alcalina de silicato de sódio com ácido sulfúrico.

Figura 13 – Logomarca Copasil

Fonte: Copasil, 2020. 4.6.4 Clientes

A Disilca pretende destinar seu produto para diversas áreas do mercado e explorar as vantagens que a sílica proporciona a diversas áreas de aplicação por meio do marketing, e desta forma atrair novos clientes.

4.6.4.1 Agricultura

Segundo Filgueiras (2007, p. 72), o silício, elemento químico presente na sílica, fortalece a parede celular da planta, assim elas ficam mais eretas e aumentam sua área de exposição ao sol, além disso a planta fica mais resistente a pragas e apresenta uma menor perda hídrica por transpiração.

Deste modo, a sílica produzida pela Disilca pode agir como um fortificante para agricultura, e será vendida para agricultores da região, através de uma parceria, assim eles poderão usar a sílica como aditivo em sua safra que retornará, indiretamente na forma de casca, para a empresa.

4.6.4.2 Cerâmica

Podendo atuar como um agente ligante em refratários, a sílica é um componente fundamental para preparar o sol de sílica. De acordo com Ismael et al. (2006) o sol de sílica fornece facilidades na mistura e secagem do refratário, este fato reduz o tempo total de processamento do concreto, e ainda gera uma maior reatividade do sistema, favorecendo a sinterização.

A sílica quando adicionada a massa de tijolos isolantes fornece alta resistência mecânica a elevadas temperaturas, maior que a dos tijolos feitos a base de argila, estes tijolos podem ser utilizados para a construção de paredes de fornos de alta temperatura (DELLA, HOTZA e KUHN, 2001).

4.6.4.3 Produtos cimentícios

Como um possível aditivo para melhorar as características do cimento, fornecendo fluidez e durabilidade. A sílica quando adicionada no concreto eleva sua resistência e traz maiores benefícios econômicos, pois seu valor agregado é menor quando comparado a sílica ativa, desta forma podendo substitui-la na produção de cimento. (LUDWIG, 2014).

A sílica da casca do arroz também pode ser utilizada em argamassas para aumentar sua rigidez e resistência, ao adicionar 5% de sílica neste tipo de produto há uma melhora de 5% na resistência a compressão (SOARES et al, 2015).

4.6.4.4 Borracha

O negro de fumo, componente utilizado na fabricação da borracha, pode ser substituído por outros aditivos ricos em sílica. Embora o negro de fumo ainda seja mais utilizado, o crescente conhecimento sobre o fenômeno de reforço tem levado ao uso cada vez maior da sílica para a fabricação da borracha, pois ela apresenta a propriedade de aumentar a velocidade de reticulação e diminuir a energia de ativação na reação de vulcanização, ou seja, quando aplicada na borracha, a resistência ao alongamento e à ruptura é aumentada, conforme evidenciado por Costa, Visconte, Nunes e Furtado (2003).