A função educacional da ludicidade

No documento A LUDICIDADE NA EDUCACAO - IBPEX_DIGITAL.pdf (páginas 62-80)

Os profissionais que buscam metodologias criativas para desenvolver seu trabalho na educação infantil

e nos anos iniciais do ensino fun- damental vêm observando que as crianças aprendem quando brin- cam, pois a ludicidade envolve as habilidades de memória, atenção e concentração, além do prazer da criança em participar de ativida- des pedagógicas de maneira dife- rente e divertida.

> o lúdico como recurso pedagógico

A abordagem feita sobre a ludici- dade na educação até aqui aponta essa ferramenta como recurso pe- dagógico que pode ocupar um es- paço na educação básica, atenden-

do a necessidades e interesses do educando e do educador no processo de ensino-aprendizagem.

Um dos aspectos que

justifica a ludicidade na

educação básica seria

justamente a possibilidade

de utilização de recursos

pedagógicos que venham

ao encontro dos diferentes

estilos de aprendizagem

encontrados em sala de

aula, o que atualmente é

um grande desafio para

o professor da educação

infantil e dos anos iniciais

do ensino fundamental.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

62

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

Assim, fica evidente o pa- pel das interações desenvolvidas no ensino das diferentes áreas de conhecimento, fato que se soma à ideia de que qualquer atividade para a criança e com a criança tem um sentido educativo. Por exem- plo: o olhar estabelece confiança,

manifesta carinho e compreensão; o toque da mão do adulto pode dar segurança ou medo e esses elementos não são desvinculados dos con- teúdos da proposta pedagógica, que, por sua vez, não são conhecimen- tos abstratos, desvinculados de situações de vida, e não são elaborados pela criança unicamente com base em sua transmissão oral no contexto do ensino formal. São interiorizados pela criança em um processo inte- rativo, no qual entram em jogo a iniciativa, a ação e a reação, a pergunta e a dúvida, a busca de entendimento.

Simplificando

Organizando as ideias:

A ludicidade como recurso pedagógico ocupa um espaço no processo ensino e aprendizagem, atendendo às necessidades e aos interesses do educando e do educador no processo de ensino-aprendizagem.

É ncessária a utilização de recursos pedagógicos que consi- derem os diferentes estilos de aprendizagem dos educandos.

A ludicidade auxilia o educador no desafio de ensinar.

Qualquer atividade para a criança e com a criança tem um sentido educativo.

A proposta pedagógica possui conhecimentos abstratos vin- culados a situações cotidianas dos educandos.

A aprendizagem tem como objetivo a linguagem corporal, além da linguagem oral.

A ludicidade na educação é

um dos elementos que vem

sendo discutido por muitos

autores e educadores no

universo acadêmico no

Brasil e no mundo.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

63 Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au • A ludicidade na educ ação:

uma atitude pedagógic

a

No jogo, o educando desenvolve a iniciativa, a ação e a rea- ção, a pergunta e a dúvida, a busca do entendimento dos conteúdos para além da escola.

São fatores considerados nas atitudes pedagógicas do edu- cador na prática do jogo: definição dos objetivos, escolha de jogos adequados ao momento educativo.

Na ludicidade, o educando se torna sujeito ativo do processo de construção do conhecimento.

Contudo, a questão não se restringe apenas a esses aspectos. As abordagens apresentadas até aqui destacam que, ao se utilizar o lúdi- co como recurso pedagógico, como apontam Lopes(2002) e Almeida (2005), a proposta é ir além do jogo, do ato de jogar para o ato de antecipar, preparar e confeccionar o próprio jogo antes de jogá-lo, am- pliando, desse modo, a capacidade do jogo em si e atingindo outros objetivos, como profilaxia, exercício, desenvolvimento de habilidades e potencialidades e também terapia de distúrbios específicos de aprendi- zagem das crianças.

Assim, na tentativa de se revelar a aprendizagem do educando com os jogos, as brincadeiras e a exploração de brinquedos, é preciso ficar atento à observação do contexto que envolve a ação das crianças durante a prática pedagógica da ludicidade. Essa observação envolve a duração e o envolvimento das crianças nos jogos e evoca a possibilidade de estimular suas potencialidades, como a criatividade, a autonomia, a criticidade e a expressão ao desenvolver diferentes formas de lingua- gem e também os aspectos cognitivos, afetivos e sociais.

Por que o professor de educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental precisa estudar para brincar, ao desenvolver propostas pedagógicas com as crianças?

Pare

e

pense

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

64

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

Para responder a essa pergunta é necessário ressaltarmos dois importantes aspectos. O primeiro é o conhecimento teórico sobre o lúdico, que diz respeito ao entendimento sobre as concepções dos au- tores, à estrutura e à classificação dos jogos, ao papel do educador e à organização dos espaços e dos materiais. O segundo refere-se ao lúdi- co na educação, envolvendo questões relativas ao desenvolvimento e à aprendizagem infantil com base na ação lúdica da criança e da prática como expressão da teoria.

Como vimos anteriormente, as contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1984) levam os professores a compreender as atividades lúdicas como parte da vida da criança. O entendimento sobre a relação entre jogo de exercício sensório-motor, jogo simbólico, jogo de regras e o jogo de construção como um processo contínuo e ao mesmo tempo inter-relacionado, propicia a compreensão sobre os processos de desen- volvimento e aprendizagem infantil.

Saiba

Jean Piaget (1896-1980) estudou biologia na Suíça, e mais tarde dedicou-se à área de Psicologia, Epistemologia e Educação. Escreveu mais de 50 livros que são conheci- dos mundialmente.

Jean Piaget (1896-1980)

O mesmo acontece em relação aos estudos de Vygotsky (1984), no que se refere à zona de desenvolvimento proximal, conceito formu- lado pelo autor para explicar o que um educando é capaz de fazer com o auxílio de pessoas mais experientes. Para o autor, o jogo, nessa pers- pectiva, é um elemento que atua na zona de desenvolvimento proximal,

Ilu st raç ão : M ar ce lo L op es

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

65 Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au • A ludicidade na educ ação:

uma atitude pedagógic

a

As abordagens

enfocadas nesta obra

em relação à ludicidade

na educação passam

também por questões

sociais e culturais que

circundam as relações

humanas e variam ao

longo do tempo.

e o professor é o mediador no processo de construção do conhecimento da criança. Esse conceito possibilita a compreensão sobre o papel das interações sociais no desenvolvimento e na aprendizagem infantil.

Nessa perspectiva, ao pensarmos em proposições práticas para o tratamento do lúdico como recurso pedagógico, deve haver a preocupa- ção com a escolha das atividades, principalmente com o que o jogo pode proporcionar na intervenção do processo de ensino-aprendizagem, e não apenas com o tipo de jogo. Ou seja, devemos fazer o exercício de analisar possibilidades de intervenção tomando por base as necessidades dos alu- nos. Por exemplo: com jogos de expressão, inicialmente, há a preocupação em estimular potenciais como a linguagem, que seria um requisito para qualquer interação da criança com o meio.

Os professores podem con- siderar também que, no contexto escolar, muitos aspectos podem ser trabalhados por meio da confecção e da aplicação de jogos selecionados, com objetivos como: aprender a lidar com a ansiedade, refletir sobre limi- tes; estimular a autonomia, desen- volver e aprimorar as funções neu- ro-sensório motoras, desenvolver a atenção e a concentração, ampliar a elaboração de estratégias, estimular o raciocínio lógico e a criatividade.

Assim, aspectos referentes ao espaço e aos materiais característicos de cada jogo são elementos que podem ajudar a definir qual o jogo mais adequado para a ação educativa a que o professor se propõe.

Tais abordagens apontam as relações sociais que os educandos expressam na escola, nesse sentido, como os professores se sentem de- safiados a encontrar caminhos que identifiquem as necessidades desses sujeitos sociais em relação a metodologias de ensino.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

66

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

Nesse contexto, segundo Friedmann (1996), há algumas déca- das pesquisas têm demonstrado que o recém-nascido tem recebido cui- dados e estímulos diferentes das gerações anteriores. Isso ocorre porque houve uma significativa mudança nos hábitos e nas atitudes dos adultos, o que produziu alterações em todo o desenvolvimento infantil.

Esse processo de transformação também foi percebido de forma significativa nas leis que regem a educação básica há uma década. Com base na Constituição Federal de 1988, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN nº 9.394/1996) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990), muitas mudanças ocorre- ram na educação infantil e nas escolas de ensino fundamental no Brasil. Entre os avanços obtidos com a mudança na legislação, destaca-se a ne- cessidade de formação dos educadores que atuam com crianças de 0 a 6 anos e também nos anos iniciais do ensino fundamental. Tal exigência, no âmbito da formação, submete a educação infantil a outro olhar, uma nova perspectiva, que traz a articulação entre o educar e o cuidar.

A estratégia da LDBEN engloba decisões como a de atribuir à creche e à pré-escola o mesmo objetivo de desenvolvimento integral do ser humano. Entretanto, existem diferenças entre os cuidados com uma criança de 3 meses e os cuidados com outra de 4 anos. A educação de um bebê e a da criança pequena tem dimensões de conteúdos e formas de relacionamento diversas daque- las trabalhadas com as crianças de três a 5 anos. Nessa perspectiva, o brincar contempla diferentes e im- portantes aspectos que contribuem para a educação da criança em uma perspectiva global.

O trabalho pedagógico na educação infantil, atualmente, re- quer uma abordagem diferente. Isso

A criança é

mentalmente

hiperestimulada

pela agitação da era

tecnológica. Em

decorrência dessa

realidade, surgem

contradições que se

revelam nas discussões

sobre as brincadeiras na

vida da criança.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

67 Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au • A ludicidade na educ ação:

uma atitude pedagógic

a

ocorre porque a criança, desde cedo, é exposta a um número maior e diversificado de estímulos cerebrais que, por sua vez, provocam reações diferentes. Pesquisas têm evidenciado o aluno como um sujeito que apresenta um desenvolvimento intelectual, afetivo e social precoce. Isso se deve ao fato de ele estar inserido em um contexto familiar e educa- cional diverso do observado em décadas anteriores. Estudos também revelam que a criança, atualmente, apresenta diferentes formas de an- siedade, receios e insegurança. Por vezes é emocionalmente imatura e nas situações de ensino-aprendizagem apresenta curto período de con- centração (Friedmann, 1996). Desse modo, podemos questionar sobre quem é o educador de hoje e que tipo de trabalho ele está executando.

Apesar de a maioria dos professores concordar com os avan- ços da tecnologia, observando as devidas precauções, esses profissio- nais situam os jogos e os brinquedos eletrônicos como parte integrante dos interesses das crianças atualmente. Por outro lado, destacam que, muitas vezes, a ausência de jogos e brincadeiras tradicionais na vida cotidiana escolar e familiar faz com que muitas crianças apresentem dificuldades motoras, afetivas e sociais.

Nessa perspectiva, analisando a escola, a metodologia e o papel do educador, percebemos, ainda, que as possíveis intervenções no pro- cesso de ensino-aprendizagem dos alunos por vezes ficam divididas no que diz respeito às ações pedagógicas que propiciariam ao educando a oportunidade de um pleno desenvolvimento da criança.

Segundo os estudos de Almeida (2004), o processo de cons- trução do saber por meio do jogo como recurso pedagógico ocorre porque, ao participar da ação lúdica, a criança inicialmente estabelece metas, constrói estratégias, planeja, utilizando, assim, o raciocínio e o pensamento. Durante o jogo ocorrem estímulos, obstáculos e motiva- ções, momento em que a criança antecipa resultados, simboliza ou faz de conta, analisa as possibilidades, cria hipóteses e com esse processo constrói o saber. O educador, nesse contexto, possui o papel de media- dor no processo de ensino-aprendizagem.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

68

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

Ao encontro dessa proposta, Moyles (2002) descreve que “o brincar é um processo no caminho da aprendizagem, mas um processo vital e influenciável [...]”.

Refletindo:

Nesse sentido, a utilização do lúdico como recurso pedagógico não deve se esgotar em momentos direcionados apenas a brincadeiras, mas o brincar, planejado ou espontâneo, pode fazer parte do currículo em diferentes áreas de conhecimento, como a tecnologia, as ciências, a matemática, as línguas, a educação física, a arte, a geografia, a história, entre outras. É importan- te que o adulto, educador, professor, considere a motivação, as interações, a atenção e a concen- tração, a competição e a cooperação, a reflexão, a autonomia e a diversão, que, segundo a autora, “não podem ser determinados dentro da fron-

teira de um assunto”. Por serem elementos da subjetividade dos educandos, são esses aspectos que definem como o sujeito irá aprender.

Pare

e

pense

> ensinar brincando: a teoria como expressão da prática

É da reflexão sobre as abordagens acerca da ludicidade na educação que resulta a teoria como expressão da prática, sendo então necessário que ocorra um movimento no sentido de vincular as concepções sobre o lú- dico à sua utilização como recurso pedagógico. É quando a brincadeira fica séria, faz sentido e ordena os múltiplos significados do imaginário da criança.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

69 Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au • A ludicidade na educ ação:

uma atitude pedagógic

a

Nessa perspectiva, o lúdico como recurso pedagógico revela que os educandos, na maioria das vezes, percebem suas capacidades e suas dificuldades. Cabe ao educador identificar tais capacidades de forma a propiciar a integração de todas as áreas de desenvolvimento e aprendi- zagem dos alunos.

As palavras de Fernández (2001, p. 37) apontam a relação entre a aprendizagem e o brincar de maneira cativante:

Aprender é apropriar-se da linguagem, é historiar-se, re- cordar o passado para despertar-se ao futuro; é deixar-se surpreender pelo já conhecido. Aprender é reconhecer-se, admitir-se. Crer e criar. Arriscar-se a fazer dos sonhos tex- tos visíveis e possíveis. Só será possível que as professoras e professores possam gerar espaços de brincar-aprender para seus alunos quando eles simultaneamente construírem para si mesmos.

É nessa perspectiva que o lúdico é um importante recurso peda- gógico para a definição de ações pedagógicas adequadas a serem estu- dadas em cursos de formação de professores. Com efeito, a utilização de jogos e brincadeiras em diferentes situações educacionais é um meio para estimular as aprendizagens específicas dos alunos.

síntese

A ludicidade na formação dos educadores pode articular a relação entre a teoria e prática. O jogo como recurso peda- gógico tem objetivos educacionais a atingir: o aluno e seu processo de aprendizagem fazem parte da elaboração e orientação desse objetivo para chegar à construção de seu conhecimento.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

70

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

A ludicidade na educação aborda as ações do jogo, do brin- quedo e da brincadeira.

O significado atual do jogo na educação, segundo Kishimoto (2008), atende a duas funções: a função lúdica do jogo, expressa na ideia de que sua vivência propicia a diversão, o prazer, quando escolhido voluntariamente pela criança, e a função educativa, quando a prática do jogo leva o sujeito a desenvolver seus saberes, seus conhecimentos e sua apreensão de mundo. O equilíbrio entre as duas fun- ções seria então o objetivo do jogo educativo.

Brincar pode ensinar porque propicia o trabalho com dife- rentes linguagens, o que facilita a significação de conceitos elaborados pelo adulto para os educandos.

O brinquedo, definido por Kishimoto (2008), é entendido sempre como um objeto, suporte da brincadeira ou do jogo, quer no sentido concreto, quer no ideológico.

A brincadeira, definida por Kishimoto (2008), é apontada como uma atividade espontânea da criança, sozinha ou em grupo. Ela constrói uma ponte entre a fantasia e a realidade, o que a leva a lidar com complexas dificuldades psicológicas, como a vivência de papéis e situações não bem compreendi- das e aceitas em seu universo infantil.

O jogo é caracterizado pela presença de regras que sistemati- zam as ações dos sujeitos envolvidos, mas a imaginação coloca à disposição de seus participantes a possibilidade de modificá- -las de acordo com suas necessidades e interesses.

A brincadeira, ao contrário do jogo, caracteriza-se por iniciar pela imaginação e despir-se de intencionalidade na ação. Mas a regra se faz necessária no decorrer da brincadeira para orga- nizar os conflitos sociais e afetivos que possam vir a fazer parte do cenário.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

71 Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au • A ludicidade na educ ação:

uma atitude pedagógic

a

Embora saibamos que a questão não se esgota aqui, pois, ape- sar das reflexões teóricas a respeito da formação do educador que fizemos, há muito que ser repensado. Podemos sintetizar os elementos que podem auxiliar o professor a apropriar-se do jogo enquanto prática pedagógica: conhecimento sobre o lúdico, observação de situações lúdicas, escolha de brinque- dos e objetos culturais, definição de objetivos, organização do ambiente, avaliação dos objetivos propostos.

indicações culturais

BRASIL. Ministério da Educação. Fundação Joaquim Nabuco. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: 10 mar. 2010. Trata-se de um site sobre jogos e brincadeiras populares, com sugestões de atividades.

MOYLES, J. R. A excelência do brincar. Porto Alegre: Artmed, 2006. Essa obra destaca o brincar em diversas culturas e sua relação com o currí- culo escolar.

Atividades de autoavaliação

Leia o conteúdo deste capítulo para responder às questões que seguem. Faça anotações individuais e questionamentos que irão auxiliá-lo na compreensão do tema abordado.

1. O entendimento do jogo como recurso pedagógico passa pela noção de que, se a escola tem objetivos a atingir e o aluno busca a cons- trução de seu conhecimento, qualquer atividade dirigida e orientada visa a um resultado e possui finalidades pedagógicas.

Nenhuma parte desta publicação

poderá ser reproduzida

por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização

da Editora Ibpex. A violação

dos direitos

autorais

é crime estabelecido

na Lei nº 9.610/1998

72

A ludicidade na educ

ação:

uma atitude pedagógic

a • Mar ia Cr istina T rois Dor neles R au

Considerando a afirmação anterior, identifique qual alternativa aponta o jogo utilizado em sala de aula como um meio para a reali-

No documento A LUDICIDADE NA EDUCACAO - IBPEX_DIGITAL.pdf (páginas 62-80)