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Gestão do risco

No documento Análise de Risco de Importação (páginas 117-138)

PARTE I – INTRODUÇÃO E METODOLOGIA APLICADA

3. Gestão do risco

A gestão do risco, terceira etapa da análise de risco, consiste na adoção de medidas de mitigação de risco a fim de compatibilizá-lo com o nível aceitável de proteção (ALOP) do país. Dessa forma, os possíveis efeitos negativos da importação (OIE, 2012) podem ser minimizados. As etapas realizadas de apreciação do risco (risk evaluation) e avaliação das opções de controle (option evaliation) estão dispostas na tabela 7.

Diante das estimativas dos riscos para os perigos de natureza bacteriana, foi proposta como medida de mitigação a realização dos seguintes testes diagnósticos: testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento); teste de biologia molecular; e amplificação e sequenciamento de 16SRNA.

Além disso, estabeleceu-se como medida de mitigação do risco a aplicação de antibioticoterapia com florfenicol para as bactérias: Aeromonas hydrophila, Streptococcus spp., Flavobacterium columnare, Edwardsiella tarda, Yersinia rickeri e organismos semelhantes à Rickettsia (incluindo Francisella spp.).

A escolha do Aquaflor®, nome comercial da formulação que contém o florfenicol, se deve a sua alta eficácia no controle destas bactérias, e, além disso, à utilização em muitos países, em várias infecções de peixes, mesmo que tenham desenvolvido resistência a outros antibióticos (Rigos e Troisi, 2005).

Em relação ao betanodavirus e iridovírus, estabeleceu-se como medida de mitigação para esses agentes a quarentena mínima de 20 dias e o isolamento dos alevinos na propriedade. A adoção desta medida foi considerada suficiente para o betanodavírus, pois segundo Mori (1992), o período que leva à morte de alevinos pela infecção por esses vírus é de até 20 dias pós-incubação. No caso dos iridovírus, esse período também se mostra suficiente, uma vez que foi observado um período incubação de até 11 dias para trutas arco-íris e percas européias a temperaturas entre 19 e 21°C (Whittington, Becker et al., 2010).

O Dactylogylus pode ser mitigado com a utilização de substâncias antiparasitárias, considerando a gama de substâncias a qual esse agente é sensível (Thoney e Hargis Jr, 1991). Diferentes produtos químicos podem ser usados para o controle e tratamento das infecções. Os mais comuns são sulfato de cobre, formaldeído, cloreto de sódio, peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio (Bresciani, 2006). No entanto, dentre as opções de controle, a medida de mitigação geral proposta foi a realização de testes parasitários seguido do uso de substâncias antiparasitárias de amplo espectro. Essas medidas são consideradas eficazes na obtenção de um risco final aceitável.

Para os fungos dos gêneros Aphanomyces, Branchiomyces, Saprolegnia, Ichthyophonus a medida de mitigação geral proposta foi a quarentena, com o objetivo de realizar diagnóstico clínico destes patógenos, caso seja observada a manifestação de infecção.

Ante o exposto, a aplicação das medidas de mitigação propostas tem como resultado um risco final aceitável, compatícel com o ALOP do País, para a realização da importação de alevinos de tilápia do Nilo

(O. niloticus), originários de aquicultura dos Estados Unidos e destinados à multiplicação animal, mediante o cumprimento de requisitos zoossanitários definidos.

Cabe destacar que, em caso de resultado positivo para os testes diagnósticos realizados na quarentena de destino, caberá à autoridade sanitária na origem determinar a destinação dos animais, que poderá ser a destruição, tratamento adequado ou alguma outra medida de mitigação de risco.

Ressalva-se ainda que, em caso de comprovação científica posterior de que a espécie em questão seja suscetível ou portadoras de agentes causadores de enfermidades que impactem negativamente sobre a condição da sanidade de animais aquáticos do país, pode ser necessária a revisão desta ARI, que poderá ser realizada a qualquer momento.

Tabela 7 – Resumo da etapa gestão de risco

APRECIAÇÃO DO RISCO AVALIAÇÃO DAS OPÇÕES DE CONTROLE

Perigo Identificado Estimativa de risco não mitigado ALOP Necessidade

de mitigação? Proposta de medidas de mitigação

Estimativa de risco mitigado (Risco Final) Avaliação decisória do risco (Aceitável ou Não Aceitável) Aeromonas

hydrophila Moderado M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e sequenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

Insignificante Aceitável

Streptococcus spp. Moderado M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e sequenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

Insignificante Aceitável

Flavobacterium

columnare Moderado M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias;

3. Amplificação e seqüenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

RLOs (incluindo

Francisella) Moderado M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e seqüenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

Insignificante Aceitável

Yersinia rickeri Baixo M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e seqüenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

Insignificante Aceitável

Nocardia

seriolae Baixo M. Baixo Sim

1. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e seqüenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol;

Insignificante Aceitável

isolamento);

2. Teste de biologia molecular para bactérias; 3. Amplificação e seqüenciamento de 16SRNA; 4. Antibioticoterapia com florfenicol.

Iridovirus Moderado M. Baixo Sim 1. Quarentena (mínimo de 20 dias) M. Baixo Aceitável

Betanodavírus Moderado M. Baixo Sim

1. Quarentena (mínimo 20 dias)

2. Teste de cultivo celular para detecção de potenciais vírus

M. Baixo Aceitável

Ichthyophonus Baixo M. Baixo Sim 1. Quarentena M. Baixo Aceitável

Aphanomyces Moderado M. Baixo Sim 1. Quarentena M. Baixo Aceitável

Branchiomyces Alto M. Baixo Sim 1. Quarentena M. Baixo Aceitável

Saprolegnia Moderado M. Baixo Sim 1. Quarentena M. Baixo Aceitável

Gyrodactylus Insignificante M. Baixo Não - - -

Dactylogyrus Moderado M. Baixo Sim

1. Teste parasitológico;

2. Profilaxia com uso de substâncias antiparasitárias de amplo espectro;

CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES

Diante das análises qualitativas, resumidas na etapa de Gestão de Risco, pode-se concluir que a importação de alevinos de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), originários de aquicultura dos Estados Unidos e destinados à multiplicação animal, é aceitável, do ponto de vista zoossanitário, desde que cumpridos os seguintes requisitos zoossanitários:

Certificação na origem:

a. A propriedade de origem dos animais encontra-se registrada no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA (United States Department of Agriculture);

b. Dentro dos 60 dias anteriores ao embarque, no estabelecimento de procedência, não ocorreram casos de doença/infecção transmissível que possam colocar em risco a condição sanitária da presente commodity;

c. Os animais são procedentes de estabelecimento onde, nos últimos 60 dias anteriores ao embarque, nenhuma medida sanitária de restrição e/ou proibição foi tomada em função da ocorrência de doenças transmissíveis para animais aquáticos ou ainda dentro de um programa de erradicação ou controle de doenças/infecções de animais aquáticos;

d. Nas 72 horas que antecederam o embarque, os animais foram inspecionados por médico veterinário oficial que constatou a inexistência de ectoparasitas e de lesões sugestivas de doença/infecção;

e. Os animais fruto dessa exportação:

i. Foram acondicionados de modo que não haja alteração de sua condição sanitária;

ii. Foram colocados em contentores novos ou que foram previamente limpos e desinfetados com produtos aprovados oficialmente;

f. Os contentores foram lacrados e identificados de forma legível. Certificação no destino:

a. Os animais aquáticos importados para fins de multiplicação animal serão submetidos ao período mínimo de quarentena de 20 dias em estabelecimento biosseguro credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil, conforme especificação na autorização de importação;

b. A quarentena será realizada de acordo com o protocolo oficial estabelecido pela Coordenação-Geral de Sanidade Pesqueira do Ministério da Pesca e Aquicultura, conforme estabelecido na Análise de Risco de Importação no capítulo de Gestão do Risco;

c. As medidas de mitigação de risco definidas incluem: i. Quarentena (mínimo 20 dias);

ii. Teste parasitológico;

iii. Testes bacteriológicos convencionais (cultura e isolamento); iv. Teste de biologia molecular para bactérias;

v. Teste de cultivo celular para a detecção de potenciais vírus; vi. Amplificação e sequenciamento do 16S rRNA;

vii. Antibioticoterapia com florfenicol;

viii. Profilaxia com uso de substâncias antiparasitárias de amplo espectro d. Em caso de resultado positivo para os testes diagnósticos realizados na quarentena

de destino, o Ministério da Pesca e Aquicultura determinará a destinação dos animais, que poderá ser a destruição, o tratamento adequado ou alguma outra medida de mitigação de risco.

Os requisitos zoossanitários definidos pela CGSAP/DEMOC/SEMOC/MPA constarão em documento oficial emitido pela CGSAP, que deverá ser mencionado nas autorizações de importação.

O Ministério da Pesca e Aquicultura poderá realizar atualizações periódicas desta ARI, considerando possíveis novos cenários epidemiológicos no país exportador, bem como a publicação de novas informações a respeito dos agentes infecciosos para a aquicultura nacional.

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No documento Análise de Risco de Importação (páginas 117-138)

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