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Housekeeping

No documento Denize Reis (2.571Mb) (páginas 36-39)

1.1.2. As ferramentas do lean

1.1.2.5. Housekeeping

Segundo Ribeiro (2000, p. 10) o programa housekeeping, também conhecido como cinco s, surgiu na década de 60, no Japão, após a segunda Guerra Mundial.

Conforme Ribeiro (2000, p. 10), um dos aspectos mais importantes, que formam a impressão de fornecedores, clientes e colaboradores, referente uma organização, é a primeira impressão, ou seja, aspectos como: estado de limpeza, organização, ordem e asseio. Embora esses itens sozinhos, não garantam a qualidade e nem tampouco a produtividade, sua ausência certamente, garante a falta de qualidade e baixa produtividade, onde a experiência demonstra que qualquer programa de melhoria da qualidade e produtividade deve iniciar-se com a mudança nos hábitos dos colaboradores quanto à limpeza, organização, asseio e ordem no local de trabalho. Hoje é usual encontrarmos fábricas extremamente limpas, com chão brilhando, com vasos de flores, com salas e sofás, jornal do dia e cafezinho, tudo isso em meio às maquinas em plena produção.

Neste contexto, evidencia que as organizações são organismos vivos e, portanto, estão sofrendo constantes adaptações ao meio ambiente. À medida que forças externas como ambientalistas e órgãos de proteção contra poluição sonora e visual começam a atuar, os reflexos são imediatos nas empresas. Esse movimento que mais cedo ou mais tarde acabara chegando a todas as empresas é denominado housekeeping, que pode ser traduzido, como limpeza da casa. Os japoneses mais uma vez metodizaram a forma de fazer o housekeeping

pela utilização sistemática dos cinco S, Para Ribeiro (2000, p. 10) as cinco etapas podem ser designadas da maneira abaixo:

SEIRI Liberação de

áreas

Consiste em separar os itens em necessários e desnecessários e livrar-se desses últimos. Muitas vezes torna-se difícil distinguir o necessário do desnecessário, na dúvida livre-se do item. As desvantagens de armazenar ou de qualquer forma guardar coisas desnecessárias são bem conhecidas, pois, por exemplo, estoques desnecessários ocupam espaços que custam dinheiro, mais gavetas e armários acabam sendo utilizados para guardar o desnecessário, maquinas que não são mais necessárias, atrapalham o layout6 e o manuseio dos materiais.

SEITON Organização

Consiste em separar e acondicionar os materiais de forma organizada e adequada de modo a serem facilmente localizados, retirados e utilizados. Tudo deve ter seu lugar previamente definido. Aquilo que tem uso mais freqüente deve estar mais fácil de ser encontrado. A organização sempre acompanha a liberação de áreas, pois uma vez que as coisas estão organizadas só deve sobrar o necessário. Uma boa prática é colocar etiquetas nos locais especificando o que esta armazenada, de forma mais clara possível.

SEISO Limpeza

Compreende manter os itens e o local de trabalho em que são armazenados e usados sempre limpos. Limpar é checar, verificar as máquinas e ferramentas de forma regular. Mostrar as melhorias obtidas regularmente, por meio de tabelas, gráficos ou outro dispositivo visual, procurando sempre melhorar as áreas de trabalho. O colaborador deve manter limpo não somente o chão ao redor da máquina, mas também a própria máquina, interna e externamente, bancadas e paredes, caso esteja próximo a uma, não dependurar nada como objetos pessoais e pôsteres na parede.

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Conforme CURY, Antonio (1994, p. 373) layout corresponde ao arranjo dos diversos postos de trabalho nos espaços existentes na organização, envolvendo, preocupações relacionadas à melhor adaptação de pessoas, máquinas, equipamentos e matérias-primas.

SEIKETSU Padronização,

asseio e arrumação

Os três S que vimos até agora são tarefas realizáveis, porém a padronização pertinente a esta fase, deve ser entendida como um estado de espírito, isto é, hábitos arraigados que fazem com que, de modo padronizado para não dizer automatizado, como reflexos condicionados, os três S anteriores sejam constantemente praticados. Os equipamentos e áreas de trabalho devem estar sempre limpos e asseados, de modo a garantir segurança no trabalho e itens quebrados, supérfluos, usados e desnecessários devem ser removidos para fora da área de trabalho. A segurança é um requisito primordial, pois barulho, fumaça, cabos e fios pelo chão aumentam as chamadas causas de condições inseguras de trabalho. Todas as coisas devem ter um lugar próprio e devem ser minimizadas as perdas com vazamento de óleo, desperdício de eletricidade, entre outros.

SHITSUKE Disciplina

Significa manter, de forma disciplinada tudo o que leva a melhoria do local de trabalho, da qualidade e da segurança do colaborador; usar, de forma disciplinada os equipamentos de proteção contra acidentes de trabalho; andar uniformizado; portando o respectivo crachá de identificação; e evidentemente manter limpo, organizado e asseado o local de trabalho. A disciplina, que é o coroamento dos quatro S anteriores, pode ser atingida com um treinamento persistente e atribuindo responsabilidades aos gerentes e supervisores quanto ao comportamento de seus colaboradores.

Tabela 1 - Fases do housekeeping

Fonte: Ribeiro (2000, p. 10) adaptado pelos autores

Para Silva (1994, p. 17) a aplicabilidade desta técnica, não equivale somente às grandes organizações, mas também nas organizações de proporções menores, nos trabalhos de escritório, em canteiros de obras, em fundições ou qualquer outro lugar, mesmo em locais considerados sujos por natureza. Assim como não deve existir um nível aceitável de não conformidades, também não deve existir um nível aceitável de sujeira, desordem e desorganização do local de trabalho. O housekeeping prega que não há necessidade de alta tecnologia para sua aplicação, e sim o contrário, trata-se de algo simples, acessível a qualquer pessoa por menor que seja seu grau de instrução. É tão somente um problema cultural. E neste

aspecto, isto é, da cultura que as empresas devem agir, partindo de uma conscientização da alta administração.

Na Toyota, o housekeeping fora aplicado de maneira extensiva em toda fábrica (anexos 4-15).

No documento Denize Reis (2.571Mb) (páginas 36-39)