Para cobertura das remunerações variáveis em acções dos Colaboradores do Banco BPI e das suas Participadas, o Banco adquire uma carteira de acções próprias no momento da atribuição do RVA. Estas acções permanecem na carteira do Banco BPI até à data de disponibilização aos Colaboradores do Grupo BPI. Na data da disponibilização, as acções próprias são desreconhecidas em contrapartida dos custos acumulados na rubrica Outros Instrumentos de Capital.
Nos exercícios de 2012 e 2011, a composição dos saldos contabilísticos e do justo valor relativo à componente de acções do Programa RVA ainda não disponibilizadas aos Colaboradores / Administradores nestas datas, é a seguinte:
31.Dez. 12 31.Dez. 11
Valor Número Justo Valor Número Justo
contabilístico de acções valor contabilístico de acções valor
RVA 2008 48 RVA 2009 7 11 RVA 2010 95 65 RVA 2011 2 3 RVA 2012 12 No Banco BPI 116 127 Nas Participadas 2 2 Total 118 129 RVA 2008 2 RVA 2009 0 2 RVA 2010 ( 91) ( 59) RVA 2011 0 5 RVA 2012 21 No Banco BPI ( 70) ( 50) Nas Participadas 5 0 Total ( 65) ( 50) Custo Total 53 60 256 56 79 46 737 23 RVA 2008 8 8 No Banco BPI 8 8 Nas Participadas Total 8 8 RVA 2008 42 32 395 16 RVA 2009 7 3 789 4 13 7 520 4 RVA 2010 4 3 628 3 6 5 408 3 RVA 2011 2 6 867 6 RVA 2012 33 37 635 35 No Banco BPI 46 51 919 48 61 45 323 23 Nas Participadas 7 8 337 8 2 1 414 0 Acções Programa
Custo reconhecido nos Capitais Próprios com acções a disponibilizar
a Colaboradores
Custo não reconhecido nos Capitais Próprios com acções a disponibilizar
a Colaboradores
Acções próprias a disponibilizar a Colaboradores Acções próprias disponibilizadas antecipadamente a Colaboradores do
Opções
Para as remunerações variáveis em opções dos Colaboradores do Banco BPI e das suas Participadas, o Banco BPI constituiu uma carteira de acções BPI de modo a assegurar a cobertura das responsabilidades decorrentes da emissão de opções de compra de acções BPI de acordo com uma estratégia de cobertura de delta (determinada por um modelo de avaliação de opções do BPI desenvolvido internamente e baseado na metodologia Black-Scholes). Esta estratégia corresponde a constituir uma carteira com delta acções por cada opção emitida, sendo que o montante delta corresponde à relação entre a variação do preço de uma opção e a variação do preço da acção subjacente. As acções próprias detidas para cobrir o risco de variação do valor das opções vendidas são registadas na rubrica de Acções Próprias para cobertura do RVA onde permanecem enquanto estiverem afectas àquela finalidade. Na data de exercício das opções, as acções próprias são desreconhecidas em simultâneo com a transmissão de propriedade para os Colaboradores do Banco BPI e das suas Participadas. Nesta data é reconhecida uma mais ou menos-valia correspondente à diferença entre o preço de exercício e o custo médio de aquisição da carteira de acções próprias afecta à cobertura de cada um dos programas, deduzida dos custos com prémios de opções acumulados na rubrica Outros Instrumentos de Capital.
Nos exercícios de 2012 e 2011, a composição dos saldos contabilísticos e do justo valor relativo à componente de opções outstanding do Programa RVA atribuídas aos Colaboradores / Administradores nestas datas, é a seguinte:
Opções 31.Dez. 12 31.Dez. 11
Valor Justo Mais / (menos) Valor Justo Mais / (menos) contabilístico valor valia potencial contabilistico valor valia potencial
RVA 2007 4 366 4 362 RVA 2008 591 591 RVA 2009 595 596 RVA 2010 187 187 RVA 2011 64 118 RVA 2012 391 No Banco BPI 6 194 5 854 Nas Participadas 2 246 2 047 Total 8 440 7 901 RVA 2011 69 RVA 2012 14 No Banco BPI 14 69 Nas Participadas 107 9 Total 121 78 Custo Total 8 561 1 751 6 810 7 979 708 7 271 RVA 2007 11 348 3 271 ( 8 077) 14 619 2 149 ( 12 470) RVA 2008 3 045 1 394 ( 1 651) 3 045 711 ( 2 334) No Banco BPI RVA 2009 3 147 971 ( 2 176) 3 147 495 ( 2 652) RVA 2010 118 36 ( 82) 146 23 ( 123) RVA 2011 133 38 ( 95)
RVA 2012 428 414 ( 14)
Total 18 219 6 124 ( 12 095) 20 957 3 378 ( 17 579)
Mais / (menos) valias potenciais ( 5 285) ( 10 308)
Custo não reconhecido nos Capitais Próprios com opções "outstanding"
(prémios)
Acções próprias para cobertura de opções do RVA
Programa
Custo reconhecido nos Capitais Próprios com opções "outstanding"
(prémios)
As mais e menos-valias realizadas em acções próprias na cobertura e exercício de opções do RVA, bem como os respectivos impostos, são registadas directamente em capitais próprios não afectando o resultado do exercício.
Nos exercícios de 2012 e 2011, os resultados ((perdas)/ganhos) realizados na disponibilização de acções e no exercício de opções, bem como na respectiva cobertura, registados em capitais próprios, podem ser resumidos como se segue:
RVA 2010 ( 14) RVA 2011 ( 25) RVA 2012 ( 7) ( 32) ( 14) RVA 2005 ( 7) RVA 2011 ( 1 283) ( 1 283) ( 7) RVA 2005 1 166 RVA 2007 ( 1 148) ( 1 148) 1 166 59 73 ( 2 404) 1 218 Mais - menos valia Programa 31 Dez. 2012 31 Dez. 2011
Custos de transacção / Devolução de dividendos Acções Na disponibilização de acções
Opções
No exercício de opções
Na venda de acções de cobertura
Os custos com o programa de remunerações variáveis em acções são periodificados em custos com pessoal pela parte correspondente aos Colaboradores do Banco BPI e na rubrica de Investimentos em filiais e associadas pela parte correspondente aos Colaboradores das suas participadas, em contrapartida da rubrica Outros Instrumentos de Capital, conforme definido na IFRS 2 para programas de share-based payment. O custo das acções e dos prémios das opções na data de atribuição são periodificados de forma linear desde o início do ano do programa (1 de Janeiro) até à respectiva data de disponibilização ao Colaborador.
Nos exercícios de 2012 e 2011, o custo total reconhecido relativo aos programas de share-based payment, pode ser resumido da seguinte forma:
31 Dez. 12
Acções Opções Total Acções Opções Total
RVA 2007 ( 53) ( 4) ( 57) RVA 2008 ( 6) ( 6) 13 ( 2) 11 RVA 2009 2 2 4 4 RVA 2010 32 80 112 56 ( 37) 19 RVA 2011 ( 1) ( 39) ( 40) 3 118 121 RVA 2012 23 324 347 Total 50 365 415 23 75 98 Programa 31 Dez. 11
4.43. Gestão do capital
No âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira acordado em Maio de 2011 entre o Estado Português e o FMI, o BCE e a Comissão Europeia, o Banco de Portugal aumentou as exigências de capital e de solvabilidade dos bancos portugueses, fixando requisitos mínimos de rácio Core Tier 1 de 9% para o final de 2011 e de 10% para o final de 2012, em base consolidada.
Por outro lado, no Conselho Europeu de 26 de Outubro de 2011 foram aprovadas medidas tendo em vista restabelecer a confiança dos mercados sobre os riscos soberanos dos países da União Europeia e reforçar a estabilidade dos respectivos sistemas financeiros. De acordo com a Recomendação da European Banking Authority (EBA), de 8 de Dezembro de 2011 (EBA/REC/2011/1), as autoridades de supervisão devem determinar aos bancos que constituam um buffer temporário de capital que lhes permita atingir um rácio de Core Tier 1, em base consolidada, de 9% a partir de 30 de Junho de 2012, considerando as exposições de dívida soberana em 30 de Setembro de 2011 valorizadas a preços de mercado dessa data. Esta Recomendação foi acolhida pelo Banco de Portugal através do Aviso nº 5/2012.
Buffer temporário de capital definido pela EBA para a exposição a dívida soberana
O Banco BPI foi um dos 71 bancos europeus submetidos ao exercício de recapitalização proposto pela EBA. Para efeitos da determinação do buffer temporário de capital, foi definido pela EBA que os preços de mercado relevantes para valorizar as exposições a dívida soberana fossem os preços do dia 30 de Setembro de 2011. Foi ainda indicado pela EBA que o valor do buffer temporário de capital seria fixo e que não seria alterado pela variação dos preços de mercado nem pela venda ou reembolso posterior dos títulos da dívida soberana em causa.
Com base nos valores observados em 30 de Setembro de 2011 para o Grupo BPI foi identificada a necessidade de um buffer temporário de capital de 1 389 milhões de euros, resultante na sua quase totalidade da exposição a dívida soberana (1 359 milhões de euros), nomeadamente dívida soberana portuguesa (989 milhões de euros).
No período de tempo decorrido entre 30 de Setembro de 2011 – a data de referência do buffer temporário de capital da EBA – e 31 de Dezembro de 2012, a exposição do Banco BPI a risco soberano e o valor desses activos, avaliados com base nos preços de mercado, alteraram-se significativamente.
milhões de euros Títulos Derivados Total Títulos Derivados Total
Títulos soberanos (após impostos)
Portugal 2 766 ( 582) ( 125) ( 708) 5 454 ( 88) ( 203) ( 292)
Das quais:
OT adquiridas até 31 Dez.11 2 732 ( 582) ( 125) ( 708) 1 702 ( 163) ( 203) ( 367)
OT adquiridas em 2012 - - - - 410 62 62 Bilhetes do Tesouro 34 - - - 3 342 14 14 Itália 975 ( 66) ( 73) ( 139) 975 9 ( 126) ( 117) Irlanda 355 ( 37) ( 19) ( 56) 355 6 ( 36) ( 31) Grécia 480 ( 136) ( 39) ( 175) - - - - 4 576 ( 822) ( 256) (1 078) 6 784 ( 74) ( 366) ( 439) Administrações Locais 1 058 ( 281) 9132 ( 131)
Buffer de capital para exposição a risco soberano (1 359) ( 570)
Montante reconhecido em resultados (Grécia) 175 -
Necessidades temporárias de capital (1 184) ( 570)
1 Inclui impacto da cobertura do risco de taxa de juro.
30 Set. 11
2 Exposição em Dezembro de 2012 e aplicando haircuts médios por maturidade estimados pelo BPI com base nos preços de mercado a 31 de Dezembro de 2012.
Valor nominal
Buffer temporário da EBA1
31 Dez. 12 Valor
nominal
Neste contexto, tendo em conta a natureza temporária do buffer de capital para fazer face aos riscos de soberanos, em Junho 2012 o Banco BPI aprovou um Plano de Recapitalização para reforço do rácio de capital Core Tier 1, por forma a dar cumprimento aos rácios mínimos estabelecidos pela EBA e pelo Banco de Portugal, conforme referido na Nota 4.27. O Plano de Recapitalização, no montante total de 1 500 000 m.euros, incluiu:
a) um aumento de capital de 200 000 m.euros, com direito de preferência dos accionistas;
b) a emissão de instrumentos financeiros elegíveis para fundos próprios Core Tier 1 (obrigações subordinadas de conversão contingente), subscritos pelo Estado Português, no montante de 1 300 000 m.euros.
Em 29 de Junho de 2012, concretizou-se a subscrição pelo Estado Português dos instrumentos referidos em b) supra, no montante de 1 500 000 m.euros, o qual foi reduzido para 1 300 000 m.euros logo após a realização do aumento de capital acima mencionado em a). As características desses instrumentos estão definidas na Lei nº63-A/2008, de 24 de Novembro, republicada pela Lei nº 4/2012, de 11 de Janeiro (Lei da Recapitalização da Banca), na Portaria nº 150-A/2012, de 17 de Maio e nos Termos e Condições constantes do Despacho nº 8840-A/2012, do Ministro de Estado e das Finanças de 28 de Junho de 2012. O período de investimento no instrumento referido é de 5 anos, a contar da data de emissão, sendo que o Plano de Recapitalização do Banco prevê amortizações parciais ao longo do período. Em 10 de Agosto de 2012, foi concluído o aumento de capital do Banco, no valor de 200 000 m.euros, com direito de preferência dos accionistas e, em 13 de Agosto de 2012, o respectivo encaixe foi utilizado pelo Banco para reembolsar uma parte das obrigações subordinadas de conversão contingente, cujo valor foi assim reduzido para 1 300 000 m.euros. Adicionalmente, em Dezembro de 2012, foram reembolsados 100 000 m.euros pelo que, em 31 de Dezembro de 2012, o valor das obrigações subordinadas de conversão contingente passou a ser de 1 200 000 m.euros.
De acordo com as normas do Banco de Portugal, os Fundos Próprios do Banco BPI têm a seguinte composição: