Instituição C – Ensino Público Regional (Sul)

No documento Academia: A indústria do texto controle de qualidade da manufatura e choques ideológicos (páginas 169-177)

Trabalha também com Pós-Graduação, stricto e lato sensu. Nota junto ao MEC: 4

Curso em que foi aplicada a pesquisa: Letras inglês, 4° período Total de produções: 10

Conforme já ressaltamos, o nosso objetivo aqui é, além de demonstrar os dados que levantamos a partir da nossa pesquisa de campo, escalar as instituições da “pior” à “melhor”, segundo a nossa avaliação, fundamentadas, claro, nas propostas da indústria do texto. Mas, principalmente, tentar apontar os resultados a partir de descrições na língua, tomando as teorias de Ducrot e de Carel. Vamos à Instituição C, à qual demos a terceira pior nota.

Gráfico 25 – Conexão (coesão) entre parágrafos

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 28 – Conexão (coesão) entre parágrafos

+ coesão + - coesão - coesão - coesão entre frases - coesão na frase (a)onde como conector

1 3 34 5 23 3

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

As produções dos estudantes desta Instituição C apresentaram relevante problema de coesão entre parágrafos, 51%. Logo,

Temos: Instituição C DC - coesão entre parágrafos

Gráfico 26 – Tempo mais recorrente

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 29 – Tempo mais recorrente

presente passado futuro futuro do pretérito

271 37 3 7

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Sobre o tempo verbal mais recorrente, observamos que neste caso também prevalece o tempo da enunciação: presente. Conforme já observamos, esse dado pode apontar uma importante relação entre os produtores das resenhas e o contexto, assunto tratado.

Temos: Instituições A, B e C DC + tempo presente

Gráfico 27 – Aspas

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 30 – Aspas

aspas aspas estratégicas citação aspas sem fonte cita sem aspas não aspas

6 1 0 0 4 4

As aspas, conforme já observamos, servem não só para demarcar, mas para destacar as falas que são, para nós, importantes. Se não demarcamos as vozes que resenhamos, podemos estar nos apropriando da fala do outro. Nesta Instituição, em 27% das situações ocorre citações sem aspas, o que significa que o resenhista não demarcou a voz do texto resenhado.

Temos: cita sem aspas DC não demarca vozes

Gráfico 28 – Gerenciamento das vozes

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 31 – Gerenciamento das vozes

+ gerencia + - gerencia gerencia outra voz + autoral

4 6 5 3

Fonte: Elaborado pela autora, 2016

Aqui, destacamos o fato de uma quantidade acima da média das resenhas apresentar problemas relativos ao gerenciamento das vozes dos textos resenhados, bem como ao posicionamento autoral dos produtores das resenhas. Mas, veja que a qualidade, comparado com as Instituições A e B, apresenta uma melhora.

Passamos agora à análise da costura das vozes dos textos resenhados.

Gráfico 29 – Costura vozes

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 32 – Costura vozes

+ costura + - costura - costura

0 0 10

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Neste gráfico, como pode ser facilmente visualizado, 100% dos produtores das resenhas, Instituição C, não costuram as vozes dos autores dos textos resenhados.

Temos: Gerenciamento das vozes melhor que Instituições A e B PT não costuram vozes

Gráfico 30 – Conclusão

Quadro 33 – Conclusão + costura textos + - costura textos - costura textos + sustenta tese + - sustenta tese

- sustenta tese sem conclusão

0 4 6 1 8 0 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Se na totalidade do corpo das resenhas, 100% dos produtores, conforme Gráfico 29, não costuram as vozes. Também tenderão a não o fazer nas conclusões, porém, tendo em vista o caráter dissertativo e mais autoral desta parte das redações, apenas 27% das resenhas foram aí avaliadas como - costuram os textos resenhados.

Temos: conclusões DC + costura vozes do que no corpo das resenhas

Gráfico 31 – Aspectos textuais

Quadro 34 – Aspectos textuais

+ enunciativo + - enunciativo + argumentativo + acadêmico + - acadêmico - acadêmico

8 2 2 4 3 3

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Apesar de os aspectos textuais das produções desta Instituição C apontarem que as mesmas tendem a ser + enunciativas, 80%, isso não garante que as resenhas sejam, na mesma proporção, + acadêmicas.

Temos: + enunciativas PT – acadêmicas

Gráfico 32 – Modo predominante de organização do discurso

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 35 – Modo predominante de organização do discurso

+ descritivo + - descritivo + avaliativo + - avaliativo

5 3 1 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Como já salientamos, a descrição tende a ser mais científica e a avaliação, mais autoral, subjetiva. Também observamos que as produções desta Institução C começam a caminhar para uma média de qualidade que atende à indústria do texto. Logo, a média das produções tende a ser + descritiva, 50%.

Temos: + descritivo DC tendência + acadêmica

Agora, passamos a analisar os Gráficos 33, Proposta, e 34 Tese. Aqui, confirmamos que a tendência das produções desta Instituição C a uma média de qualidade da manufatura

procede. A média dos resenhistas atendem à proposta, bem como localizam a tese discutida nos textos resenhados.

Gráfico 33 – Proposta

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 36 – Proposta

+ proposta + - proposta + para - proposta - proposta

5 4 0 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Gráfico 34 – Tese

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 37 – Localização da tese

+ tese + - tese - tese

3 5 2

Fonte: Elaborado pela autora, 2016

É importante observar que o segundo resultado não é consequência do primeiro. A localização da tese não depende, diretamente, da manutenção da proposta.

Gráfico 35 – Nível acadêmico das resenhas

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 38 – Nível acadêmico das resenhas

discus. ótima discus. + boa discus. boa discus.

– boa discus. + média

discus. média discus. - média discus. + fraca discus. fraca discus. - fraca 0 0 1 0 5 3 0 1 0 0

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Neste quadro, podemos sustentar a nossa expectativa sobre a qualidade das resenhas desta Instituição C. Apesar de 40% das produções apresentarem discussões abaixo da média de qualidade, 50% dos graduandos produziram resenhas que foram avaliadas como discussão + média, o que significa que estão um pouco acima da média.

Temos: Instituição C DC 50% das discussões com qualidade média

Gráfico 36 – Posição sobre o tema

Quadro 39 – Posição sobre o tema

pro nova classe média nega nova classe média neutro não há conclusão*

5 1 4 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Abaixo, a nossa impressão geral sobre as análises relativas a esta Instituição C. Instituição C DC – coesão entre parágrafos

Instituição C DC + cita sem aspas Instituição C DC - costura vozes Instituição C DC + enunciativo

Instituição C DC + média descritivo Instituição C DC + média proposta Instituição C DC discussão média

Tentamos, agora, descrever alguns dados que acreditamos serem também importantes, relativos às análises das Resenhas Acadêmicas Temáticas produzidas pelos graduandos da Instituição D, localizada na região Sudeste do Brasil.

No documento Academia: A indústria do texto controle de qualidade da manufatura e choques ideológicos (páginas 169-177)