Instituição D Universidade Pública Federal (Sudeste)

No documento Academia: A indústria do texto controle de qualidade da manufatura e choques ideológicos (páginas 177-186)

Instituição pública de nível superior. Trabalha também com Pós-Graduação, stricto e lato sensu

Nota junto ao MEC: 5

Curso em que foi aplicada a pesquisa: Tecnologia em Radiologia, 4° período Total de produções: 2680

Aqui também, tratando desta Instituição D, que ficou em quarto lugar (trabalhamos com um total de sete instituições), fazemos uma demonstração dos dados levantados na nossa pesquisa de campo, tomando novamente alguns recursos da argumentação na língua, propostos pela TBS. Logo mais, trazemos gráficos genéricos, que servirão para uma comparação mais abrangente das produções de todas as instituições.

80

Gráfico 37 – Conexão (coesão) entre parágrafos

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 40 – Conexão (coesão) entre parágrafos

+ coesão + - coesão - coesão - coesão entre frases - coeso na frase (a)onde como conector

7 16 81 13 11 9

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Como já demonstramos nas instituições analisadas anteriormente, A, B e C, confirma-se a uma tendência a relevante problema no encadeamente entre parágrafos, até aqui. Nesta Instituição D, em 63% das necessidades houve problema de falta de coesão entre paráfrafos. Logo,

Temos: Instituições A, B, C e D DC - coesão entre parágrafos

Gráfico 38 – Tempo mais recorrente

Quadro 41 – Tempo mais recorrente

presente passado futuro futuro do pretérito

412 10 12 9

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Aqui, observamos que o tempo presente também é uma tendência, o que pode revelar também uma característica universal do sujeito que fala.

Temos: escrever ou falar DC + tempo presente

Gráfico 39 – Aspas

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 42 – Aspas

aspas aspas estratégicas citação aspas sem fonte cita sem aspas não aspas

16 5 2 3 6 7

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Sob o nosso olhar, as aspas servem para distinguir, excluir, destacar e até gerenciar as vozes. Apesar de nesta instituição o número de resenhas produzidas ser maior, um total 26, a média de recursos às aspas equivale à média levantada nas instituições anteriores, cujo total de produções variou de 10 a 15. Enquanto nas Instituições A, B e C houve uma média de seis

“aspas”, nesta contamos 16, conforme o Quadro 41. Também destacamos o fato de ter havido

seis situações em que houve citações, sem o recuro das aspas.

Gráfico 40 – Gerenciamento das vozes

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 43 – Gerenciamento das vozes

+ gerencia + - gerencia gerencia outra voz + autoral

11 15 7 13

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Relativo ao gerenciamento das vozes, destacamos, nesta Instituição D, o fato de 27% dos produtores das resenhas gerenciar outra voz, bem como de 50% trazer discussões mais autorais.

Temos: Intituição D DC 27% gerencia outra voz Instituição D DC 50% produçoes mais autorais

Descrevemos agora os resultados levantados na costura das vozes no corpo das resenhas e na conclusão.

Gráfico 41 – Costura vozes

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 44 – Costura vozes

+ costura + - costura - costura

0 1 25

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Gráfico 42 – Conclusão

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 45 – Conclusão + costura textos + - costura textos - costura textos + sustenta tese + - sustenta tese

- sustenta tese não há conclusão

0 9 17 4 13 9 1

No entrelaçar das vozes dos textos resenhados, no corpo das resenhas e na conclusão, destacamos que prevalece uma tendênia à falta de costura entre as vozes. Veja no Gráfico 41, acima. Também neste Gráfico 42, que traz os resultados da análise das conclusões, há relevante falta de costura dos textos resenhados, um total de 31%.

Temos: - costura vozes no corpo do texto DC - costura na conclusão

Gráfico 43 – Aspectos textuais

Quadro 46 – Aspectos textuais (discursivos)

+ enunciativo + - enunciativo + argumentativo + acadêmico + - acadêmico - acadêmico

16 10 14 6 13 7

Fonte: Elaborado pela autora, 2016

Tratando do aspectos textuais, destacamos o fato de, pela primeira vez, termos um conjunto de produções em que a média dos produtores tende a ser + enunciativo, + argumentativo e + acadêmico.

Temos: + enunciativo DC + argumentativo DC + acadêmico

Gráfico 44 – Modo predominante de organização do discurso

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 47 – Modo predominante de organização do discurso

+ descritivo + - descritivo + avaliativo + - avaliativo

9 8 8 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quanto ao modo predominante do organização do discurso, mantem-se ainda uma tendência menos acadêmica. Apenas 34% das produções apresentam características + descritivas, o que pode garantir um texto mais científico. Enquanto isso, 31% delas foram apontadas como + avaliativas, o que tende a pender para a subjetividade e demarcar inconsistências acadêmicas.

Temos: resenhas + descritivas PT + avaliativas

Os dados que apontam os resultados do Gráfico 44, acima, modo de organização do discurso, podem ter pesado sobre a adequação à proposta e a sustentação da tese, Gráficos 45 e 46, abaixo.

Gráfico 45 – Proposta

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 48 – Proposta

+ proposta + - proposta + para - proposta - proposta

4 15 1 6

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Gráfico 46 – Tese

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 49 – Tese

+ tese + - tese - tese

3 15 8

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Apesar de apenas 34% dos produtores terem feito resenhas mais descritivas, Gráfico 44, os aspectos avaliativos, 31%, podem não ser tão relevantes. O primeiro número pode estar relacionado à dificuldade de adequação à proposta e de sustentação da tese.

Gráfico 47– Nível acadêmico das resenhas

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 50 – Nível acadêmico das resenhas

discus. ótima discus. + boa discus. Boa discus.

– boa discus. + média

discus. Média discus. - média discus. + fraca discus. fraca discus. - fraca 0 0 1 0 7 9 2 2 4 1

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Sobre o nível acadêmico das resenhas, destacamos o fato de, até aqui (excetuando a Instituição A, cuja média das produções se mantém de - média a fraca) haver uma tendência à manutenção da média da qualidade das produções. Porém, essa média ainda é descendente.

Gráfico 48 – Posição sobre o tema

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Quadro 51 – Posição sobre o tema

pro nova classe média nega nova classe média neutro não há conclusão

12 1 13 0

No gráfico e quadro relativos à posição sobre o tema, acima, 46% das produções foram

avaliadas como “pro nova classe média”. Esse número tende a cair entre as produções

seguintes, uma vez que, quanto mais acadêmicas são as resenhas, mais os resenhistas passam a negar a existência de uma nova classe média.

A seguir, nova impressão geral sobre as análises: Instituição D. Instituição D DC - coesão entre parágrafos

Instituição D DC + aspas Instituição D DC - gerencia Instituição D DC - costura vozes Instituição D DC + enunciativo Instituição D DC - descritivo

Instituição D DC + pro nova classe média

Tomamos, abaixo, as análises que fizemos a partir da Instituição E, objetivando tentar fazer novas descrições de instrumentos da língua.

No documento Academia: A indústria do texto controle de qualidade da manufatura e choques ideológicos (páginas 177-186)