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Instrumentos de medida e itens avaliados

No documento Juliana Lima Fonteles Magalhães (páginas 33-37)

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.5 Instrumentos de medida e itens avaliados

2.5.1 Caracterização da amostra

Todos os participantes incluídos no estudo foram submetidos a um questionário (ANEXO 1) estruturado, padronizado, elaborado pelos pesquisadores do BACE. O questionário foi criado para abordar o aspecto multidimensional que envolve a DL, e incluía desde características sóciodemográficas, quanto físicas e psíquicas. As informações obtidas provenientes da aplicação do questionário foram utilizadas para caracterização da amostra, no que se refere á idade, sexo, estado civil, nível de escolaridade, renda, IMC dentre outros. A análise da autoeficácia para quedas se deu por meio do Fall Efficacy Scale International (FES-I); a intensidade da DL foi avaliada pela Numeric Rating Scale (NRS) ; o desempenho funcional pelo Roland Morris Disability Questionaire (RMDQ) instrumento utilizado para mensurar a incapacidade relacionada a DL, os sintomas depressivos foram rastreados pelo Center for Epidemiological Scale – Depression (CES-D), a presença de comorbidades pelo Self Administered Comorbidity Questionnaire (SCQ) e a capacidade física pelo teste de Velocidade da Marcha. A tabela 1 abaixo ilustra as medidas utilizadas:

Tabela 1 – Instrumentos de medidas utilizados

Indíce de Massa Corpórea (IMC) Exame físico

Comorbiddaes Self administered comorbidity

Intensidade da dor Numeric Rating Scale (NRS)

Incapacidade por dor lombar Rolland Morris Disability Questionarie (RMDQ )

Frequência da dor Item do questionário ASPECTOS PSICOLÓGICOS

Sintomas depressivos Center for Epidemiological Scale – Depression (CES-D)

Autoeficácia Falls Eficacy Scalle (FES-I) ASPECTOS RELACIONADOS A

QUEDAS

Relato de quedas Item do questionário

2.5.2 Falls Efficacy Scale International (FES-I)

O Falls Efficacy Scale International (FES-I) é o primeiro instrumento adaptado para a população brasileira, relacionado à autoeficácia em evitar quedas em idosos. Constitui-se num instrumento eficaz no que diz respeito à avaliação da diária, tanto com dificuldades menores de realização, como sentar-se e levantar-se de uma cadeira, como de complexidade maior como, andar em superfícies escorregadias (CAMARGOS et al., 2010). De acordo com os autores, a utilização de um instrumento padronizado, facilita a reprodutibilidade dos resultados, podendo ser utilizada para guiar o planejamento e a efetividade das intervenções, possibilitando a comparação de resultados entre diferentes populações.

A adaptação transcultural e avaliação das propriedades psicométricas do instrumento FES-I-Brasil foram realizadas em estudo conduzido por Camargo et al.,2010. O instrumento foi aplicado em 163 idosos, com média de idade entre 73,44 anos ±5,51. Foram coletados dados demográficos e relacionados à história de quedas. A análise da confiabilidade do instrumento foi realizada pelo Índice de Correlação Intraclasse (ICC) e a consistência interna pelo α de Cronbach. 58 idosos foram distribuídos aleatoriamente para avaliação da confiabilidade, que resultou em ICC=0,84 intraexaminadores e de 0,91 interexaminadores. A consistência interna da FES-I-Brasil foi α=0,93.

escala a pontuação varia entre zero e dez, sendo a pontuação de dez, a que representa a dor mais intensa.

2.5.4 Questionário de incapacidade por DL- Rolland Morris Roland Morris Disability Questionaire (RMDQ)

O questionário RMDQ foi traduzido, adaptado culturalmente e validado para a língua portuguesa por Nusbam et al., (2001). O instrumento foi testado em 30 pacientes com histórico de dor lombar crônica.

A versão brasileira do Rolland Morris (RM- Brasil) é o primeiro e até agora o único questionário específico para DL disponível no Brasil, e representa uma importante ferramenta para avaliação deste pacientes, especialmente em estudos clínicos, sendo de fácil aplicabilidade, levando em média 5 minutos e de rápido manuseio. É composto por 24 itens, relacionados ao desempenho de funções em pacientes com DL, onde os participantes devem responder sim, caso haja dificuldades na realização da tarefa, ou não caso não haja. A pontuação é realizada através da soma dos itens que variam de zero (sem incapacidade) a 24 (incapacidade severa), sendo valores superiores a 14 pontos, preditivos de incapacidade física (NUSBAM et al., 2001).

A avaliação do teste-reteste e da confiabilidade interexaminador, foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Spearman (SCC) e pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC). O SCC e ICC foram 0,88 (P < 0,01) e 0,94, respectivamente, para a confiabilidade teste-reteste e 0,86 (P < 0,01) e 0,95, respectivamente, para a confiabilidade interexaminadores, apresentando ainda alta consistência interna (Cronbach’s α= 0.92). Nesta tese esta variável foi utilizada no primeiro artigo de forma categorizada (>14- incapacidade; ≤ 14 capacidade) e no segundo através de dados contínuos.

2.5.5 Center for Epidemiological Scale – Depression (CES-D).

A CES-D foi validada em 2007 por um grupo de pesquisadores para ser utilizada com idosos brasileiros, apresentando alto índice de consistência interna (Cronbach’s α= 0,86) e estes identificaram para esta população em especial o ponto de corte ≥12 pontos. Trata-se de uma escala de 20 itens, onde cada item pode

receber uma pontuação de 0 a 3 pontos, totalizando escores finais que podem variar entre 0 a 60 pontos. Este instrumento avalia a frequência de sintomas depressivos percebidos pelo indivíduo na semana anterior a avaliação, podendo ser as respostas para cada um dos itens : nunca ou raramente, poucas vezes, na maioria das vezes, e na maior parte do tempo ou sempre). Inclue questoes sobre o humor, sintomas somáticos, interações com os outros, bem como o funcionamento motor (BATISTONI; NERI; CUPERTINO, 2007).

2.5.6 Self-administered Comorbidity Questionnaire (SACQ)

A presença de comorbidades foi avaliada pelo Self-administered Comorbidity Questionnaire (SACQ). Trata-se de instrumento de autorrelato que permite avaliar o impacto da presença da condição de saúde na funcionalidade em atividades da vida diária. O instrumento apresenta coeficiente de correlação de Spearman de 0,81, e reprodutibilidade teste/reteste com coeficiente de correlação intraclasse de 0,9419 (SANGHA et al., 2003). As comorbidades inseridas nas análises deste estudo foram: osteoartrite (quadril ou joelho), artrite reumatoide, dor na coluna cervical e nos ombros, problemas de saúde nos pés. Para as análises estas comorbidades foram agrupadas em 2 categorias de acordo com a quantidade de eventos( ≤ 2 e > 2).

2.5.7 Fraqueza muscular auto relatada

A presença de fraqueza nos membros inferiores (MMII) foi avaliada através do auto relato dos pacientes não tendo sido utilizado avaliação padronizada para tal.

No documento Juliana Lima Fonteles Magalhães (páginas 33-37)

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