Brasil Insurance Participações e Administração S.A
3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
A divulgação dos aspectos a seguir poderá ser utilizada como um suplemento das políticas constantes nas notas explicativas às demonstrações financeiras da Brasil Insurance, visando aumentar a compreensão sobre a qualidade e variabilidade de itens que influenciem a condição financeira e o desempenho operacional da mesma.
(i) Julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia requer que a Administração faça julgamentos e
estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como a divulgação de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras.
Ativos e passivos sujeitos a estimativas e premissas incluem: provisão para créditos de liquidação duvidosa
ou cancelamentos e restituição de comissões, provisão para redução ao valor recuperável de ativos, impostos diferidos ativos e passivos, provisão para demandas judiciais, garantias financeiras, contas a pagar por
aquisição (“earn out”) e instrumentos financeiros.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013
(Em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)
(ii) Estimativas e premissas
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, que podem resultar em valores diferentes quando da liquidação, são discutidas a seguir:
a) Provisão para créditos de liquidação duvidosa e cancelamentos e restituição de comissões
Uma provisão é registrada em uma quantia considerada suficiente para cobrir as perdas estimadas decorrentes de cobranças de créditos a receber. Para reduzir o risco de crédito, a Companhia adota como prática a análise individualizada dos créditos pendentes a longa data. Adicionalmente, a Companhia constitui provisão para cancelamento e restituição de comissões, com base em histórico de perdas dessa natureza.
b) Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros A Administração revisa anualmente e/ou quando ocorre algum evento específico o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e o valor contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas são lançadas ao resultado do exercício quando identificadas. O teste de perda por redução ao valor recuperável de ativos intangíveis de vida útil indefinida e ágio por expectativa de rentabilidade futura é efetuado anualmente ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor
contábil.
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(Em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)
O valor contábil de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor presente utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado de capital para o segmento em que opera a unidade geradora de caixa.
Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos dez anos e não incluem atividades de reorganização com as quais a
Companhia ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada no método de fluxo de caixa descontado, bem como os recebimentos de caixa futuro esperados e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação.
As principais premissas utilizadas para determinar o valor recuperável das unidades geradoras de caixa são detalhadas na Nota 8.
c) Transações com pagamentos baseados em ações
A Companhia mensura o custo de transações a ser liquidado em ações com funcionários baseado no valor justo dos instrumentos patrimoniais na data da sua outorga. A estimativa do valor justo dos pagamentos com base em ações requer a determinação do modelo de avaliação mais adequado para a concessão de instrumentos patrimoniais, o que depende dos termos e condições da concessão.
Isso requer também a determinação dos dados mais adequados para o modelo de avaliação, incluindo a vida esperada da opção,
volatilidade e rendimento de dividendos e correspondentes
premissas. As premissas e modelos utilizados para estimar o valor justo dos pagamentos baseados em ações são divulgados na Nota 12.5.
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(Em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)
d) Provisões para demandas judiciais
A Companhia reconhece provisão para causas tributárias,
trabalhistas e cíveis (Nota 10). A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
e) Valor justo de instrumentos financeiros
Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido em um mercado ativo, o mesmo é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método do fluxo de caixa descontado.
Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado (quando possível), contudo, quando isso não for viável, determinado grau de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. Tal julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, taxa de juros, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros.
f) Impostos
Existem incertezas em relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. A Companhia e suas controladas estão sujeitas no curso normal dos negócios a investigações, auditorias, processos judiciais e procedimentos administrativos em matérias tributárias e trabalhistas.
Dependendo do objeto das investigações, processos judiciais ou procedimentos administrativos que sejam movidos contra a Companhia e controladas, podem ser adversamente afetados, independentemente do respectivo resultado final.
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(Em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)
g) Realização do imposto de renda diferido
O reconhecimento inicial e as posteriores análises da realização do imposto de renda diferido ocorre quando seja provável que o lucro tributável dos próximos anos esteja disponível para ser usado na compensação do ativo fiscal diferido, com base em projeções de resultados elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que possibilitam a sua utilização total, ou parcial se for constituído o crédito integral.
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(Em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)