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MILÍMETROS DE CHUVA POR MÊS

2 MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi conduzi em estufa, no Centro de Práticas Agronômicas das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu – Uniguaçu, em União da Vitória, Paraná.

Os ramos para a confecção das estacas foram coletados de plantas ma- trizes pertencentes à propriedade de Moacir Sfair, localizada na comunidade de Vila Nova, Irineópolis, Santa Catarina. Após a coleta, os ramos foram man- tidos em baldes com água para evitar a desidratação do material até a confec- ção das estacas. As estacas apresentavam 0,4 cm de diâmetro e foram deixadas com 10 cm de comprimento, com corte reto no ápice e em bissel na base, mantidas com um par de folhas.

Em seguida, as bases das estacas foram imarsas por 5 minutos em so- lução contendo o produto comercial Biofert Raiz e água nas seguintes concen- trações:

• Tratamento 1: 0 ml (somente água); • Tratamento 2: 40 gotas (recomendado);

• Tratamento 3: 80 gotas (2 vezes a dose recomendada); • Tratamento 4: 160 gotas (4 vezes a dose recomendada).

Após a confecção, as estacas foram plantadas em bandejas de polieti- leno contendo substrato comercial.

Transcorridos 60 dias após a instalação do experimento foram avalia- das as seguintes variáveis:

• Porcentagem de enraizamento (estacas vivas que apresentaram raí- zes de pelo menos 1 mm de comprimento);

• Porcentagem de estacas com calos (estacas vivas, sem raízes, com formação de massa celular indiferenciada na base);

• Número de raízes por estacas;

• Comprimento das três maiores raízes por estaca (em cm);

• Porcentagem de sobrevivência (estacas vivas que não apresentaram indução radicial nem formação de calos);

• Porcentagem de mortalidade (estacas que se encontravam com teci- dos necrosados).

O experimento foi realizado segundo o delineamento inteiramente ca- sualizado, com 4 repetições de 20 estacas por unidade experimental.

As variâncias dos tratamentos foram testadas quanto a homogeneidade pelo teste de Bartlett. As variáveis que apresentaram diferenças signifi cativas pelo teste F tiveram suas médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observou-se que as estacas de pessegueiro iniciaram a emergência de brotação em torno de 10 dias, sendo a testemunha, que apresentou melhores resultados. Porem, ao longo dos dias o tratamento com 160 gotas obteve maior número de brotações (Figura 1), entretanto, ao longo dos dias ocorreu uma queda em todos os tratamentos referentes ao número de brotações, como pode- -se observar na Tabela 1.

Tabela 1 - Número de brotações de estacas de pessegueiro, porcentagem de enraizamento, número de estacas com calos, número de raízes por estaca, com- primento das três maiores raízes, sobrevivência e mortalidade das estacas, tra- tadas com diferentes concentrações de um regulador vegetal a base de extrato de alga (Biofert Raiz).

Concentrações Nº médio de brotações Porcentagem de enraizamento Estacas com calos 0 gotas 26,00 a 0 0 40 gotas 25,00 a 0 0 80 gotas 28,00 a 0 0 160 gotas 40,50 a 0 0 CV% 25,91

Continua

Raízes por estaca

Comprimento das três maiores raízes Sobrevivência Mortalidade 0 0 0 100 0 0 0 100 0 0 0 100 0 0 0 100

As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Foi aplicado o teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Figura 1 - Número de brotações de estacas de pessegueiro com diferentes concentrações de Biofert Raiz.

0 10 20 30 40 11 /abr 18 /abr 25 /abr 02 /mai 09 /mai 16 /mai 23 /mai Número de brotações Datas 0 gotas 40 gotas 80 gotas 160 gotas

Segundo Dias et al. (2012), os níveis endógenos de metabólitos e hor- mônios vegetais ou sua associação, especialmente citocininas estariam em ní- veis sufi cientes para o desenvolvimento de brotações (Figura 2). Geralmente altos níveis de citocininas podem benefi ciar a formação de brotos adventícios, havendo assim difi culdade para o enraizamento.

Figura 2 - Visão geral de estacas herbáceas do pessegueiro.

Segundo Fachinello et al. (2005), é de suma importância conhecer os fatores que afetam o enraizamento, sendo eles endógenos ou de condições am- bientais proporcionadas. Uma vez que os principais órgãos de absorção de água são as folhas e a raiz, as estacas que não possuírem brotações ou raízes, ressecam e morrem (TOFANELLI, 2003).

Oliveira et al. (2003) relataram que, durante o período de enraizamento das estacas mantidas em estufa com temperatura de 10ºC acima da verifi cada em estacas lenhosas, agrupado à presença de folhas e menor lignifi cação dos tecidos, ocorreu aumento de transpiração, ocasionando a desidratação, assim como a rápida degradação das reservas contidas na estaca.

A condição fi siológica da planta-matriz afeta diretamente o enraiza- mento, assim como o défi cit hídrico, a qualidade nutricional e a idade da plan- ta-matriz. Estacas que dispõem de maior diâmetro possuem maiores quantida- des de reservas, tendendo a maior enraizamento (FACHINELLO et al., 2005). Já para Tofanelli (2003), não houve interferência do diâmetro com o potencial de enraizamento de estacas lenhosas de pessegueiro.

Devido ao excesso de água disposto pelo sistema de irrigação, o subs- trato reteve grande quantidade de água, saturando assim o ambiente necessário para a boa formação radicular, o que contribuiu para a morte das estacas, como mostra a Figura 3 (HOFFMANN et al., 2005).

O tratamento com Biofert Raiz não proporcionou, na cultivar em estu- do, enraizamento e sobrevivencia de estacas herbáceas, não viabilizando seu uso, entretanto, houve infl uencia pó não haver controle de temperatura na es- tufa e pelo excesso de umidade.

Portanto, acredita-se que o principal fator relacionado à morte das esta- cas deve-se ao excesso de água causando saturação no substrato. Assim a plan- ta utilizou as reservas contidas na estaca para a emissão de brotações, as quais não supriram as necessidades de fotoassimilados necessários para a formação radicular, o que causou a mortalidade total do experimento.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluiu-se que o tratamento com o produto Biofert Raiz, não pro- porcionou nenhum resultado, assim como a testemunha, todos os tratamentos obtiveram 100% de morte das estacas, podendo ser resposta ao excesso de umidade, o que saturou o substrato.

REFERÊNCIAS

DIAS, J. P. T.; TAKAHASHI, K.; DUARTE FILHO, J.; ONO, E. O. Bioes- timulante na promoção da brotação em estacas de raiz de amoreira – preta. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal – SP, v.34, n.1, p. 001-007, março, 2012.

FACHINELLO, J. C.; HOFFMANN, A.; NACHTIGAL, J. C. Propagação de plantas frutíferas. Embrapa – Informação Tecnológica. Brasília, DF, 2005.

FACHINELLO, J. C.; TIBOLA, C. S.; VICENZI, M.; PARISOTTO, E.; PI- COLOTTO, L.; MATTOS, M. L. T. Produção Integrada de pêssegos: três anos de experiência na região de Pelotas – RS.. Revista Brasileira de Fruticultu- ra, Jaboticabal – SP, v.25, n.2, p.256-258, agosto, 2003.

HOFFMANN, A.; FACHINELLO, J. C.; SANTOS, A. M. Enraizamento de estacas de duas cultivares de mirtilo (Vacciniu aschei Reade) em diferentes substratos. Revista Brasileira de Agrociência, v.1, nº1, Jan-Abr, 2005. MATIAS, R. G. P.; BRUCKNER, C. H.; SANTOS, C. E. M. dos; DIAS, D. C. F. S.; SILVA, D. F. Seleção de genótipos de pessegueiro com base na necessi- dade de frio para germinação das sementes. Revista Brasileira de Fruticultu- ra. Vol.33 no.spel Jaboticabal out. 2011.

MINDÊLLO NETO, U. R. Estaquia herbácea de pessegueiro cv. Charme, em função de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB) e número de folhas. Revista Brasileira Agrociência, Pelotas, v. 12, n. 1, p. 27-29, jan-mar, 2006.

NIENOW, A. A.; CHURA, G.; PETRY, C.; COSTA, C. Enraizamento de es- tacas de quaresmeira em duas épocas e concentrações de ácido indolbutírico. Revista Brasileira de Agrociência, v.16, n. 1-4, p.139-142, jan-dez, 2010.

OLIVEIRA, A. P. de; NIENOW, A. A.; CALVETE, E. O. Capacidade de en- raizamento de estacas semilenhosas e lenhosas de cultivares de pessegueiro tratadas com AIB. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal – SP, v. 25, n.2, p. 282-285, Agosto, 2003.

TOFANELLI, M. B. D.; ONO, E. O.; RODRIGUES, J. D. Método de aplica- ção de ácido indolbutírico no enraizamento de estacas herbáceas de pesseguei- ro. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal – SP, v.25, n.2, p.363-364, agosto, 2003.

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EPITELIOMA DE CÉLULAS BASAIS: