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O3 measurements were performed at an Oporto pre-school situated in the direct vicinity of a highway exit point of the city. The traffic emissions were the major pollution source for the respective area. O3 levels were monitored during two different campaigns, namely five weeks from March to April of 2012 and three weeks from June to July 2013, both during the scholar period. A multiparametric probe (Graywolf, CA-HD2) was daily used to measure continuously the O3 levels during periods of 15-min at the beginning and at the end of the school day (i.e.

8:30 and 16:30 h). O3 concentrations were measured in the outdoor schoolyard and indoors at a common playroom where 25 to 90 children, aging from three to six years old, were present.

RESULTS AND CONCLUSIONS

O3 levels assessed in the Oporto pre-schoolyard (outdoor air) ranged from 0.01 to 0.13 ppm (0.08 ± 0.02 ppm) in the morning and from 0.07 to 0.21 ppm (0.13 ± 0.04 ppm) in the afternoon. Some international agencies have pointed some protective guidelines for the exposure to O3 in the outdoor air. The United States Environmental Protection Agency settled a guideline of 0.075 ppm for 8-hours daily maximum exposure, averaged over 3 years (7) while the World Health Organization (4) and the European Union (8) settled the guidelines of 0.05 ppm and 0.06 ppm for a 8-hours daily maximum exposure, respectively.

The outdoor O3 mean levels was slightly higher than the international established guidelines.

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Regarding the common pre-school playroom (indoor air), O3 levels ranged from 0.01 to 0.11 ppm (0.05 ± 0.01 ppm) in the morning and from 0.03 to 0.12 ppm (0.06 ± 0.02) during the afternoon. No international guidelines concerning the O3 exposure in indoor environments were found. Still, there is a Portuguese legislation (9) that settles a maximum reference level of 0.10 ppm for the daily exposure to O3 in indoor environments. The mean O3

concentrations detected in the indoor pre-school environment were lower than this guideline.

It was also observed that O3 concentrations were lower in the morning periods than in the afternoon hours, for both outdoor and indoor school air.

ACKNOWLEDGEMENTS

This work was supported by the Fundação para a Ciência e a Tecnologia through the IJUP project PP_IJUP2011 121 “Assessing exposure and impacts of particulate matter and polycyclic aromatic hydrocarbon in pre–school children: data collection, analysis and health risks”. M. Oliveira and K. Slezakova are grateful to FCT for their fellowships SFRH/BD/80113/2011 and SFRH/BPD/65722/2009, respectively.

REFERENCES

(1) WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for indoor air quality: selected pollutants.

WHO regional Office for Europe. Denmark: Copenhagen, 2010. ISBN 978 92 890 0213 4.

(2) ALVIM-FERRAZ, M.C.M., SOUSA, S.I.V.,PEREIRA, M.C., MARTINS, F.G. Contribution of Anthropogenic Pollutants to the Increase of Tropospheric Ozone Levels in the Oporto Metropolitan Area, Portugal since the 19th Century. Environmental Pollution. ISSN 0269-7491, Vol. 140, nº. 3 (2006), p. 516-524.

(3) WESCHLER, C.J. Ozone in indoor environments: concentrations and chemistry. Indoor Air. ISSN: 1600-0668, Vol. 10 (2000), p. 269-288.

(4) WORLD HEALTH ORGANIZATION. Air Quality Guidelines, Global Update 2005. WHO Regional Office for Europe, Denmark: Copenhagen, 2006. ISBN 92-890-2192-6.

(5) DESTAILLATS, H., MADDALENA, R.L., SINGER, B.C., HODGSON, A.T., McKONE, T.E.

Indoor pollutants emitted by office equipment: a review of reported data and information needs. Atmospheric Environment, ISSN: 1352-2310, Vol. 42, (2008), p. 1371-1388.

(6) SALVI, S. Health effects of ambient air pollution in children. Paediatric Respiratory Reviews, ISSN: 1526-0542, Vol. 8 (2007), p. 275-280.

(7) UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. National Ambient Air Quality Standards. [Assessed in 10 May 2013] Available at WWW:<URL:

http://www.epa.gov/air/criteria.html.

(8) EUROPEAN UNION. Directive 2008/50/EC of the European Parliament and of the Council on ambient air quality and cleaner air for Europe. Official Journal of the European Union (2008) L152:1-44.

(9) PORTUGUESE REGULATION. Decreto Lei 79/2006. O Regulamento dos sistemas energéticos de climatização em edifícios. Diário da Republica 1 série-A 67, (2006) p. 2414-2497.

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Ferramentas de resposta às reclamações sobre ruído ambiente Cátia Margarida Braga (a); João Joanaz de Melo (b)

(a) Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Caparica, [email protected]

(b) CENSE-Center for Environmental and Sustainability Research, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Caparica, [email protected]

INTRODUÇÃO

Pode-se definir ruído como um som indesejado que afecta negativamente as pessoas (Muzet, 2007). Na sociedade urbana, é uma das principais causas do stress no dia-a-dia, afectando a saúde e bem-estar humanos (Brink, 2011). O ruído afecta a saúde ao nível do aparelho auditivo, distúrbios de sono com reflexos comportamentais (sonolência, irritabilidade), ao nível cognitivo (dificuldades cognitivas), bioquímico (alterações na taxa metabólica), afectação imunológica do organismo; a longo prazo pode provocar depressão, diabetes ou problemas cardíacos (APA, 2008; Hurtley, 2009).

O ruído ambiente em Portugal é motivo de queixas frequentes da população, sobretudo nos grandes centros urbanos. Quando os cidadãos estão incomodados e denunciam o caso, deparam-se com alguns problemas que impedem um tratamento eficaz da denúncia. Apesar da prevalência deste tipo de queixas, este é um assunto relativamente pouco estudado.

Assim, o objectivo deste estudo é o levantamento das tipologias de queixas de ruído e a planificação de uma plataforma Internet para um encaminhamento mais eficaz das reclamações sobre ruído. É desenvolvido em parceria com diversas agências da administração central (APA, IGAMAOT, PSP, GNR, INAC), CCDR, municípios e o projecto

“O Meu Eco-Sistema” do GEOTA.

METODOLOGIA

A metodologia baseou-se na realização de entrevistas com actores-chave e de um questionário on-line dirigido aos municípios do Continente. Os resultados foram tratados estatisticamente.

RESULTADOS

Foram recebidas respostas dos parceiros da administração central, das cinco CCDR e de 63 municípios e uma comunidade intermunicipal representando 11 municípios.

As entidades da administração central e regional dispõem de estatísticas sobre as queixas recebidas, mas apenas IGAMAOT, PSP e CCDR-C puderam fornecer estatísticas diferenciadas por tipologia de queixa. No caso dos municípios, apenas a comunidade intermunicipal e dois municípios puderam fornecer estatísticas. No decurso das entrevistas a maioria das entidades refere que o ruído ambiente é uma das principais causas das queixas recebidas. São no entanto raras as estatísticas sobre o seguimento ou resultado das queixas: apenas dois municípios forneceram este tipo de informação.

Dos resultados dos inquéritos aos municípios verificou-se que a principal origem de reclamações são os estabelecimentos de restauração, referidos por 75% dos respondentes, os locais de diversão (bares, discotecas, salões de jogos e casinos) referidos por 56% e a vizinhança por 28% (Figura 1). A maioria das queixas relativas a estas fontes de ruído ocorre no período nocturno. As queixas sobre ruído diurno são menos frequentes, reportando-se principalmente ao tráfego, indústria e serviços públicos.

Nas reclamações chegadas às entidades nacionais e regionais as principais origens do ruído são as mesmas dos municípios (restauração, locais de diversão e vizinhança), mas a frequência com que aparecem é diferente. Por exemplo nas reclamações recebidas pela PSP o ruído de vizinhança é citado com maior frequência, em especial no período nocturno;

este padrão parece dever-se ao facto de a PSP responder principalmente a situações de emergência, frequentemente à noite.

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31% dos municípios respondentes refere o trimestre de Julho a Setembro como o período em que se registam mais queixas, o que parece estar associado por um lado à época alta turística e por outro à realização de festas populares.

Figura 1- Respostas dos municípios sobre as fontes de ruído alvo de mais reclamações (o número de respostas é superior ao de inquiridos por ser possível seleccionar várias opções).

Das falhas reportadas pelos inquiridos sobre os processos de reclamação, 50% escolheu a má formulação da legislação como a principal dificuldade, considerando-a dúbia, complexa, incompleta ou demasiado exigente. Do lado positivo, é citado o empenho dos profissionais e a crescente consciencialização dos cidadãos.

A documentação sobre o procedimento para tratamento das reclamações revelou a existência de muitas metodologias diferentes. Cerca de 20% das instituições inquiridas reportam a existência de um procedimento para encaminhar as queixas, mas é evidente a ausência generalizada de práticas regulares de registo documental consultável ou reportável, ou de ferramentas de “governo electrónico”.

Os dados estatísticos disponibilizados pelos parceiros evidenciaram que as reclamações não têm diminuído ao longo dos anos, transparecendo a existência de lacunas no seu tratamento das reclamações: seja porque o problema não foi resolvido com a reclamação, seja porque há situações estruturais que propiciam certos tipos de reclamações.

CONCLUSÃO

Apesar dos esforços desenvolvidos pelas entidades responsáveis, o ruído ambiente mantém-se uma causa recorrente de reclamações. Parte da solução pode passar pela criação de uma plataforma Internet de encaminhamento dessas reclamações em parceria com as autoridades, por forma a facilitar quer o trabalho destas entidades, quer a informação aos cidadãos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APA (2008). - Manual Técnico para Elaboração de Planos Municipais de Redução de Ruído. Agência Portuguesa do Ambiente, Lisboa.

Brink, M. (2011).- Parameters of well-being and subjective health and their relationship with residential traffic noise exposure — A representative evaluation in Switzerland.

Environment International 37, 723-733.

Hurtley, C. (2009).- Night Noise Guidelines for Europe. World Health Organization, Copenhaga, Dinamarca.

Muzet, A. (2007).- Environmental noise, sleep and health. Sleep Medicine Reviews 11, 135-142.

0 10 20 30 40 50 60

Estabelecimentos de restauração Outros estabelecimentos comerciais Serviços públicos Mercados e feiras Locais de diversão Festas, espectáculos e eventos desportivos na via pública …

Tráfego rodoviário Tráfego ferroviárioTráfego aéreo Indústria transformadora Equipamento de edifícios Vizinhos Outra

Respostas dos municípios sobre as fontes de ruído mais incomodativas (nr.º)

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Projeto QUAMIS: avaliação da qualidade do ambiente interior em salas de aula

L. T. de Lemos(a), P. G. Pinho(a), R.M.S.F. Almeida(b) A. Figueirinha(a), I. Brás(a), L. Simões(a), M. Pinto(b), S. M. Lopes(a)

(a) Departamento de Ambiente (b) Departamento de Engenharia Civil, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Viseu, Campus Politécnico, 3504-510 Viseu

PALAVRAS-CHAVE: qualidade do ambiente interior, salas de aula INTRODUÇÃO

O projeto QUAMIS- Qualidade do ambiente interior em salas de aula desenvolvido pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viseu- ESTGV/IPV, envolvendo elementos dos Departamentos de Ambiente e de Engenharia Civil, tem como objetivo contribuir para a melhoria do ambiente interior em salas de aula na Zona Centro de Portugal, com base no conhecimento extensivo, sustentado e integrado das condições existentes. Trata-se de um projeto sem financiamento externo, concretizado a partir de uma série de parcerias com entidades exteriores.

Os estudantes passam cerca de um terço do dia em estabelecimentos escolares, sobretudo em salas de aula. É cientificamente consensual que as condições ambientais no interior das salas de aula influenciam não só a saúde dos estudantes mas também a respetiva atitude e desempenho [1,2]. Os aspetos de saúde são particularmente importantes em crianças e jovens, já que estes são mais suscetíveis aos efeitos adversos de condições ambientais inadequadas, nomeadamente deficiente qualidade do ar com presença de poluentes ou condições acústicas inapropriadas [3,4]. O controlo das condições ambientais no interior das salas de aula deve ser encarado como uma prioridade, o que motivou o presente projecto.

METODOLOGIA DE TRABALHO

No projeto QUAMIS avaliam-se de forma integrada, diversos aspetos que contribuem para a qualidade do ambiente interior em salas de aula: qualidade do ar interior, condições de conforto térmico, exposição ao ruído, condições de iluminação e eventual presença de radão em espaços escolares. Nalgumas localizações, o estudo poderá relacionar as condições ambientais do exterior com as condições ambientais no interior das salas de aula.

Locais e duração das medições

O estudo decorre em oito escolas de diferentes níveis de ensino (do pré-primário ao superior) situadas em zonas urbanas e periurbanas da cidade de Viseu (instaladas em edifícios de diferente tipologia e idade), envolvendo determinações num total de trinta e duas salas de aula, com diferentes orientações e exposição solar, bem como localização relativamente ao tráfego rodoviário em vias de circulação próximas. Desenvolve-se segundo 2 campanhas- 4 dias seguidos em cada escola: uma campanha de primavera/verão (março/junho2013) e uma campanha de outono/inverno (outubro2013/fevereiro2014).

Parâmetros e métodos

Os parâmetros em avaliação incluem (medições continuadas e ou pontuais, interiores e ou exteriores): temperatura, humidade relativa, conforto térmico (equipamento segundo ISO 7730:2005 e ISO 7243:1989), dióxido de carbono (analisador automático por infravermelhos), dióxido de azoto (amostragem por difusão passiva, determinação por espectrofotometria visível) partículas em suspensão (PM10) (amostrador de referência de acordo com a NP EN 12341:2010; análise gravimétrica) incluindo a respetiva composição química [5], radão (amostragem por detectores passivos do tipo CR-39 expostos durante 2 meses; determinação por sistema automático de contagem de impactos), compostos orgânicos voláteis, ruído, condições de iluminação e de ventilação.

As condições de conforto térmico são avaliadas segundo a metodologia proposta pela ASHRAE 55:2010, tendo-se recorrido igualmente a métodos adaptativos nomeadamente os

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propostos pela ASHRAE 55 [6] (exclusivamente válido para espaços sob ventilação natural) e pelo LNEC (que diferencia a zona de conforto para espaços com ou sem AVAC) [7].

Através das medições de ruído no interior de salas de aula, foi efetuada a avaliação do ruído resultante das atividades letivas, do ruído de vizinhança resultante de fontes internas à escola (salas contíguas, corredores) bem como do ruído resultante de fontes externas às escolas. Foram também efetuadas medições de ruído ambiente no exterior dos edifícios escolares e avaliadas as condições acústicas dos edifícios escolares através da determinação do tempo de reverberação das salas de aulas, do índice de isolamento sonoro a sons de condução aérea e a sons de percussão entre salas e do índice de isolamento de fachada em situação normal e em condições de ventilação relativa (janelas semiabertas). Os ensaios de acústica de edifícios foram realizados pelo laboratório acreditado MonitarLab.

No que respeita à iluminação, foram realizadas determinações da iluminância em modo contínuo (ciclo diário com ocupação) ou em registo pontual (sem ocupação), tendo-se obtido os níveis médios de iluminância bem como a distribuição espacial da mesma.

O estudo das condições de ventilação, com o objectivo de determinar as taxas de renovações horária, ocorre com base na técnica do "declive" - método do gás traçador, sendo que os ensaios decorrem em cada sala de aula sob diferentes modos de ventilação natural: tudo fechado, ventilação cruzada e ventilação cruzada+porta da sala aberta. No que respeita à avaliação da permeabilidade ao ar da envolvente, esta é efetuada através do ensaio da “porta ventiladora” (metodologias propostas na EN 13829:2000).

No sentido de aferir da percepção dos ocupantes das salas de aula relativamente aos parâmetros caracterizadores da qualidade do ambiente interior e sua importância, foram realizados inquéritos (qualidade do ar, ruído, iluminação e conforto térmico).

CONCLUSÃO

Abordam-se objectivos, parâmetros e metodologias utilizadas no projeto QUAMIS. A dinâmica inerente ao desenvolvimento do projeto permite efetuar alterações com vista à melhoria da avaliação. A colaboração das comunidades escolares envolvidas tem sido notável. A avaliação integrada dos resultados obtidos e do conhecimento adquirido, permite desenvolver procedimentos que permitam assegurar ambientes interiores mais adequados e que, uma vez transmitidos e implementados pelas entidades competentes, permitirão melhorar as condições de saúde, bem-estar e conforto de alunos e professores com a inerente melhoria dos resultados escolares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] M.J. Mendell and G.A.Heath. Do indoor pollutants and thermal conditions in schools influence student performance? A critical review of the literature. Indoor Air, 15 (1), (2005) p.

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[2] Hygge; S.; Knez, I., Effetcs of noise, heat and indoor lightning on cognitive performance and self reported affect, Environmental Psychology, Vol. 21 (2001), pp. 291-299

[3] Berglund, B., Lindvall, T., Schwela D. H. (1999) Guidelines for Community Noise. World Health Organization

[4] Shield B N, Dockrell J E (2003); Invited Review Paper; The Effects of Noise on Children at School: A Review. Journal of Building Acoustics, 2003, 10 (2), 97- 116

[5] Awan, M., Ahmed, S., Aslam, M., & Qazi, I. (2011). Determination of total suspended particulate matter and heavy metals in ambient air of four cities of Pakistan. Mutagenesis, 2(2), 128–132

[6] ASHRAE - AMERICAN SOCIETY OF HEATING, REFRIGERATING AND AIR-CONDITIONING ENGINEERS, 2010. Ansi/Ashrae Standard 55-2010. Thermal Environmental Conditions for Human Occupancy. ASHRAE, Atlanta, USA

[7] Matias, Luís, 2010. Desenvolvimento de um modelo adaptativo para definição das condições de conforto térmico em Portugal. Teses e Programas de Investigação LNEC, Série TPI 65

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Substratos para utilização de diferentes espécies de plantas em coberturas ajardinadas para edifícios

Cristina M. Monteiro(a), Cristina S. C. Calheiros(a), Paula M. L. Castro(a)

(a)CBQF - Centro de Biotecnologia e Química Fina – Laboratório Associado, Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa/Porto, Rua Dr. António Bernardino Almeida, 4200-072 Porto,

[email protected], [email protected], [email protected] SUMÁRIO:

A construção de telhados verdes (ou coberturas ajardinadas) tem aumentado por todo o mundo nos últimos anos, como forma de minimizar os vários problemas ambientais que se fazem sentir nos grandes centros urbanos, devido não só ao aumento da poluição como também ao aumento das superfícies impermeáveis, consequência da eliminação das áreas verdes nas cidades. No entanto, existem ainda alguns aspectos relativamente ao seu desempenho em climas mediterrânicos, que necessitam de ser estudados, nomeadamente o tipo de substrato a utilizar que melhor favorece o crescimento das plantas. Assim, neste estudo estão a ser testados diferentes substratos de suporte das plantas, para avaliar qual o que permite o melhor crescimento e sobrevivência das espécies de plantas aromáticas seleccionadas (autóctones e adaptadas ao clima mediterrânico), tendo em vista a criação de um ecossistema potencialmente atractivo para a micro-fauna.

DESCRIÇÃO:

O conceito “telhados verdes” é definido como o uso de vegetação no topo de edifícios (Rowe, 2011). O telhado verde do tipo extensivo é o mais disseminado, por ser aquele que requer menor manutenção e menores necessidades hídricas para a sua viabilidade (Susca et al., 2011). Este tipo de construção apresenta inúmeras vantagens, entre as quais se destacam a melhoria da qualidade do ar nos grandes centros urbanos, diminuição do efeito

“ilha de calor”, diminuição do volume de água de escoamento para os sistemas de drenagem, bem como aumento da eficiência energética e do tempo de vida dos edifícios, traduzindo-se numa diminuição dos custos de manutenção a longo prazo. A criação/melhoria de ecossistemas e consequente aumento da biodiversidade nas grandes cidades é, actualmente, outra das grandes vantagens das coberturas ajardinadas (Rowe, 2011; Oberndorfer et al., 2007; Saiz et al., 2006).

A instalação de um telhado verde exige a utilização de uma sequência de camadas, cada uma com a sua função (impermeabilização, protecção anti-raíz, camada drenante e substrato), para que este seja eficiente e não cause danos no edifício.

O substrato utilizado é considerado uma das camadas mais importantes, pois é ele que vai servir de suporte às plantas, bem como fornecer parte dos nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Para que um substrato seja considerado adequado a ser utilizado em coberturas ajardinadas, ele deve ter determinadas características que permitam um bom desenvolvimento radicular das plantas, nomeadamente: (1) elevada capacidade de retenção de água (para não exigir uma rega frequente), (2) elevada porosidade (para permitir uma boa drenagem e ao mesmo tempo possibilitar o arejamento das raízes), (3) textura e granulometria adequadas, (4) baixa densidade (o que o torna leve), (5) manutenção de um volume constante (especialmente não compactar) e (6) fácil de transportar e de adquirir (Brito e Mourão, 2012). Actualmente existem diversos tipos de substratos no mercado, no entanto, continua a haver a necessidade e a procura de um substrato adequado a determinado tipo de plantas, por forma a garantir o seu bom desenvolvimento.

Assim, neste estudo estão a ser usados diferentes substratos (leca, cortiça, composto e casca de ovo) em várias combinações, para avaliar a capacidade de crescimento e sobrevivência de espécies de algumas plantas aromáticas seleccionadas (alfazema, pelargónio, erva caril, segurelha, tomilho lanoso e tomilho tormentelo)

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RESULTADOS E CONCLUSÕES

O presente estudo tem como objectivo a selecção do substrato que melhor permite o crescimento das plantas testadas. Para isso, são efectuadas medições da parte aérea das plantas ao longo do tempo. Até à data observamos que diferentes combinações dos substratos originam diferente desenvolvimento das plantas.

Este estudo pretende contribuir para o desenvolvimento da tecnologia dos telhados verdes bem como disseminar este sistema nas áreas urbanas Portuguesas, ao apresentar substratos e espécies de plantas alternativas às utilizadas actualmente.

AGRADECIMENTOS:

Cristina M. Monteiro e Cristina S. C. Calheiros agradecem à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT, Portugal), e ao Fundo Social Europeu (FSE) as bolsas SFRH/BPD/80885/2011 e SFRH/BPD/63204/2009, respectivamente. Este projecto foi financiado por Fundos Nacionais através da FCT no âmbito do projeto “PEst-OE/EQB/LA0016/2011”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Rowe, D.B. - Green roofs as a means of pollution abatement. Environ. Poll. 159 (2011) 2100-2110.

Oberndorfer, E., Lundholm, J., Bass, B., Coffman, R.R., Doshi, H., Dunnet, N., Gaffin, S.R., Köhler, M., Liu, K.K.Y. e Rowe, B. - Green roofs as urban ecosystems: ecological structures, functions and services. BioSci. 57 (2007) 823-833.

Saiz, S., Kennedy, C. Brass, B. e Pressnail, K. - Comparative life cycle assessment of standard and green roof. Environ. Sci. Technol. 40 (2006) 4312-4316.

Susca, T., Gaffin, S.R. e Dell’Osso G.R. - Positive effects of vegetation: urban heat island and green roofs. Environ. Poll. 159 (2011) 2119-2126.

Brito, L. M. e Mourão, I. – Características dos Substratos para Horticultura - Propriedades e Características dos Substratos (Parte I/II). In Revista AGROTEC Nº2 -Março 2012, P. 32-38.